Hakanai (Interativa)
30 O prelúdio de uma tempestade
Notas iniciais
No jardim da sede Dawn Hunters...
– Todo mundo mudou um pouco... – opina Fubuki, sorridente.
– Inclusive vocês dois. – pontua Sisshin, de braços cruzados.
Caminham, juntos, Fubuki, Yume, Sisshin, Rouge e Envy. No momento, eles falam sobre as novidades que têm uns para os outros. Por detalhe, os recém-chegados já foram informados de tudo o que precisavam saber após duas horas de vinda para a Dawn Hunters – conhecida, antigamente, como a mansão da família Agamenon.
– Vou levar certo tempo para me acostumar com a ideia de que a casa agora é quase como uma república. – admite Yume, alternando seu olhar entre Fubuki ao seu lado direito e Sisshin ao seu lado esquerdo.
– Você se acostuma rapidinho... – determina Envy.
– A propósito, me falaram que agora você adotou o codinome Chary, certo? – pergunta Fubuki, notando também os tons mais alegres nas vestes de Envy.
– Sim. – corresponde ela, sorrindo. – Eu resolvi dar atenção àquelas palavras da Moon e tentar me libertar de tudo o que pode ser ruim na minha vida.
– Bem, se isso lhe trará resultados positivos, apoio!
– Eu também! – concorda Yume, sorrindo largamente para ela.
– Obrigada. – agradece Envy, ou Chary.
Repentinamente, um forte assopro do vento se choca com o grupo. Todos os jovens cessam seus passos, mantendo o olhar para frente. Fubuki, porém, nota que uma estranha expressão se formou na face de Yume: como a de alguém que vê um fantasma...
– Aconteceu alguma coisa? – indaga Fubuki, chamando para si o olhar impactado de Yume.
Quando olha nos olhos dela, ele adquire a total certeza de que, sim, aconteceu algo. Porém, ela somente se tranquiliza e volta a sorrir. E articula:
– Me dei conta que estou muito tempo sem pudim.
O garoto suspira, aliviado. E fala:
– É isso então?
– Pessoal!! – exclama alguém que vêm da mesma direção da qual veio o grupo.
Fubuki e seus companheiros dão meia volta. Quando o fazem, percebem que quem se aproxima é Athem.
– Apporion-sama vai declarar os nomes dos participantes do torneio! – afirma o pequeno ao se colocar perante os cinco.
– Já? – indaga Rouge, surpresa. – Não esperava que fosse tão cedo...
– Sim, já. – confirma o natural da Vila do Sol, movimentando sua face positivamente. – Ele vai anunciar no salão central.
– Então vamos para lá. – sugere Fubuki.
– Ficarei aqui um pouco para tomar ar fresco. – diz Yume, ainda sorridente.
– Tudo bem então. – fala ele, enquanto Athem dá meia volta e Chary, Sisshin e Rouge vão acompanhando o menor. – Qualquer coisa, venho aqui te contar.
Desse modo, Fubuki também vai se afastando. Observando por alguns instantes, a filha de Apporion imagina:
– Você mudou em algumas coisas, mas em outras continua exatamente o mesmo.
Mais uma vez, ela se vira. Um novo assopro, mais leve que o primeiro, bate em sua face. Seu sorriso se desfaz e seu olhar se torna pesado. Dessa forma, a garota determina:
– Há coisas na vida que são como folhas facilmente levadas pelo vento, mas outras persistem mesmo diante da mais potente tempestade...
– Por que está falando isso, Yume-hime? – indaga Ketsui, vindo pela mesma direção que Athem veio há pouco. – Por acaso algo está lhe incomodando?
– De certa forma. – responde a garota no instante em que a felina se assenta ao seu lado esquerdo. – Talvez tenha chegado o momento de recuperar o que tentei deixar para trás, se bem que mesmo com a tempestade chamada por mim mesma, restaram muitos resquícios de tudo...
– Tem certeza? – pergunta a gata, preocupada com sua dona. – Não será doloroso para você trazer para si aquilo novamente?
– Será sim, não há dúvidas, mas hoje tenho amigos que dividirão essa dor comigo, tenho certeza. – expressa, voltando sua face melancólica para sua “peluda”. – Além disso, Fubuki-chan me inspira...
– Te inspira? – indaga, curiosa para entender o uso do termo em questão.
– Exato. – confirma. – Os ideais, o altruísmo, a fé, a força, a determinação... Ele é como...
– Tengokumaru Yanagi? – pergunta a criatura, fitando-a com atenção.
Um doce e, ao mesmo tempo, tristonho sorriso se alastra na face de Yume. Como alguém domado por memórias queridas, mas doídas, ela não responde com palavras, mas com um olhar expressivo: algo que, sem dúvida nenhuma, esclarece o questionamento de Ketsui.
– Compreendo você. – afirma a felina.
Com isso, Yume se vira para Ketsui, agachando-se. Estendendo seus braços para a gata, fecha suas pálpebras e move sua cabeça um pouco para a esquerda, permitindo que uma solitária lágrima escorra do seu olho direito.
– Venha comigo. É chegada a hora de voltar àquele lugar.
Ketsui, erguendo seu traseirinho fofo da grama, anda até sua dona e salta para os braços dela. A garota, então, se levanta do chão e reabre seus olhos, mas mantem sua expressão singular. Secando sua lágrima, suspira e se torna mais séria. E determina:
– Vamos...
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Enquanto isso, no salão central da mansão...
Fubuki, Chary, Athem, Sisshin e Rouge chegam agora ao local. Várias são as pessoas reunidas aqui, olhando todas para a grande escada que leva aos dois andares superiores. Nela está Apporion, com Zang à sua esquerda e Martina à sua direita. O líder apenas estava aguardando, por alguns minutos, pela chegada dos demais integrantes – apesar disso, uma mísera, mas existente parcela não está presente.
– Bom, creio que já estão todos aqui, correto? – pergunta Apporion, alternando seu olhar entre vários dos membros da Dawn Hunters. – Sendo assim, vejo que não há mais razões para adiar o meu anúncio sobre o torneio: Dawn Hunter Game!!
– Que nome... – pensa Martina, de braços cruzados, junto dos integrantes da organização.
– Antes de tudo, devo dizer que foram formados somente sete equipes ao invés do que havia previsto: dez. – alerta ele. – Além disso, os instrutores, sendo eles Zang, Gon, Martina e Stinger, também farão partes das equipes, mas o times que contam com esses terão três membros e não quatro.
Praticamente todos ficam surpresos. Aqui e ali, ouvem-se comentários paralelos sobre a participação dos instrutores, pois todos sabem o quanto eles são fortes. Porém, assim que Apporion volta a falar, o silêncio de todos retorna:
– Prestem bem atenção na formação das equipes. – recomenda. – O primeiro grupo será integrado por Fubuki, Yume, Sisshin e Rouge!
– Somos nós! – articula Fubuki, empolgando-se.
– Sim, mas eu já esperava por isso. – determina Sisshin, sorrindo para ele.
– O segundo time será formado pelo instrutor Gon junto de Chary e Mika’il! – continua Apporion.
– Interessante... – pensa Mika’il, olhando ao longe para a anteriormente chamada de Envy e, depois, para Gon. – Procurarei me divertir um pouco neste evento.
– O terceiro time é da instrutora Martina junto de Anya e Keiko.
– Estamos juntas! – exclamam, em coro, as duas amigas, sorrindo uma para a outra. – E isso vai ser demais!!
Martina, bem próxima delas, não consegue conter uma leve e curta risada. E Apporion prossegue:
– O quarto time é constituído por Yuni, Eli, Sakura e Lucy.
As quatro citadas, que por acaso estão juntas em determinado ponto do grande salão, se entreolham. E, sorrindo, nada falam, voltando a atenção para o líder logo depois.
– O quinto grupo é feito pelo instrutor Zang junto de Mei e Naomi.
– A novata Naomi já vai participar?! – pensa Zang, surpreso, procurando pela citada na multidão, mas sem sucesso. – Será que ela está mesmo preparada?
– O sexto pelo instrutor Stinger junto de Orfeo e Zack!
– Sério isso?! – questiona Orfeo, aflito como Zack: Orfeo está ao lado direito do irmão de Sisshin e Zack está ao esquerdo.
– Por acaso me preferem como inimigo e não aliado? – interroga Stinger, arqueando sua sobrancelha esquerda com a face séria.
– Não, não, longe disso... – nega Orfeo, sentindo-se ameaçado.
– E o último grupo contem Athem, Yasuko, Percy e Shark!
– Shark? – indaga Athem, entre Percy e Yasuko. – Quem é esse?
– É um dos membros mais recentes. – revela Yasuko, fitando o menor. – Apenas o vi de vista, mas os boatos dizem que ele é bastante habilidoso.
– Estejam preparados, pois o torneio terá início daqui a uma semana. – aconselha o líder da Dawn Hunters.
Ouvindo isso, Fubuki suspira profundamente, dando as costas para todos. Diante disso, Sisshin, Rouge, Chary e Athem, percebendo tal coisa, se voltam para ele.
– Está indo falar para ela? – questiona Sisshin, de braços cruzados, imaginando que ele pretende ir até Yume para falar sobre os dizeres de Apporion.
– Sim. – corresponde ele, sorrindo ao virar sua face um pouco para o Takayama em questão. – Ela precisa ficar sabendo e será por mim.
Desse modo, ele se afasta. Todos voltam a dar atenção para o líder da organização, exceto Chary. Com um sorriso tristonho, ela pensa:
– É... Talvez disputá-lo com a Yume seja uma batalha perdida...
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De volta ao jardim...
– Chegamos. – fala Yume, com Ketsui em seus braços, parada perante uma velha e arruinada construção.
Yume e sua felina estão diante do que parece ser um laboratório abandonado. Trata-se de uma região mais afastada do jardim da mansão Agamenon, aonde, em raras vezes, alguém vem. No momento, sua forte porta de aço está lacrada por um cadeado velho adornado por correntes mais velhas ainda.
– Preciso da chave. – diz a garota, abaixando seu rosto para poder encarar sua gata.
A felina, entendendo o recado, salta para o chão. Erguendo sua cauda, faz com que a joia no ápice da mesma brilhe intensamente. E da mesma surge uma espécie de chave prateada e um pouco enferrujada, qual levita misteriosamente até atingir a mão direita aberta de Yume.
– Obrigada.
– Vivo por você, Yume-hime. – articula a gata, voltando para os braços de sua mestra.
Segurando sua gata, a garota toma alguns passos para se aproximar o suficiente do cadeado. Quando o faz, usa sua chave para destrancá-lo. Na sequência, a porta, automática, abre sozinha, formando caminho para a passagem da Invocadora.
Quando coloca seus pés no piso da construção, Yume muda sua expressão. A silhueta levemente triste torna-se uma prova de certeza e convicção no que faz. Ketsui percebe tal detalhe.
– Será que chegou o momento de libertar aqueles dois? – indaga Yume, caminhando e adentrando cada vez mais o local.
– Creio que não. – nega a gata, olhando de um lado para o outro, como quem procura algo bem importante. – No momento, suponho que somente seja essencial recuperar... Bem, você sabe.
– Certo. – concorda a garota.
Por mais alguns instantes, Yume caminha. Porém, para quando se aproxima de três redomas cilíndricas de vidro: as das pontas estão cheias de água e, cada uma, com algo semelhante ao corpo humano. A do meio, por outro lado, se encontra vazia, mas com um símbolo dourado de uma flor na sua superfície. E bem na frente desta está uma placa de controles suspensa por um pequeno pilar metálico fixo ao chão.
– Libertarei os dois em outra ocasião. – conta Yume, quando usa sua mão direita para apertar alguns dos botões da placa de controle. – Façamos o que realmente interessa para o momento.
Quando a garota está para apertar o último botão, a voz de Ketsui ecoa:
– Tem alguém aqui!
De imediato, Yume dá meia volta. E seus olhos, serenos, deparam-se com alguém já conhecido: Aoi Sora Takahashi.
– O que faz neste lugar? – indaga ela, encarando-o sem medo ou espanto.
– Vim matar você. – determina ele. – Admito que, durante o evento da Vila do Sol, meu clã assumiu uma postura errônea, mas desta vez não há equívocos em nossos objetivos.
– Do que está falando, moleque?! – questiona Ketsui, irritada. – Não seja petulante! Quem pensa que é?
– A pergunta que deve ser feita, na verdade, é... – diz ele, olhando para a gata apenas por alguns instantes, mas focando sua atenção total em Yume logo depois. – Quem você é, Yume Agamenon?
Encarando-o, a garota permanece com uma expressão neutra. Desse modo, o integrante do clã Takahashi insiste:
– Os remanescentes da minha família, mais uma vez, foram enganados. Pensamos que estávamos fazendo o melhor pelo mundo quando ajudamos o falso Sírius Takayama, sendo que achávamos que era mesmo o verdadeiro. Porém, quando percebemos que estávamos errados, já era tarde demais. Dali em diante, passamos a tentar nos redimir de todo o mal que cometemos.
– E qual relação isso tem comigo? – pergunta Yume. – Por qual motivo quer tomar a minha vida?
– Simples. – corresponde ele, cerrando seu punho esquerdo e usando seu indicador para apontar para ela. – Descobrirmos que você é o estopim desta guerra.
– Como é que é?! – questiona Ketsui, enfurecida. – Como ousas falar assim com Yume-hime?! Por acaso sabe algo sobre ela?!
– É claro! Desde a luta que tive com ela, suspeitei de muitas coisas. Ao lado dos meus companheiros, descobri coisas muito interessantes sobre Yume Agamenon... Ou melhor, Yume Yanagi...
Tanto a gata quanto sua dona ficam espantadas ao escutarem “Yume Yanagi”. Contudo, Aoi prossegue com suas palavras:
– Sei de boa parte da verdade que escondeu durante tantos anos, mas não faço ideia se sei ou não de tudo. Vim aqui descobrir mais e até consegui confirmar algumas das minhas teorias.
– Aonde quer chegar? – questiona Yume.
– Estou querendo dizer que conheço sua verdadeira identidade. Sei que não é tão frágil e inexperiente quanto parece e este laboratório é a mais sólida prova do que estou falando. Como forma de alcançar a minha redenção, desvendarei seus mistérios e arrancarei sua vida.
E, dessa forma, Aoi salta contra a garota. E quando o faz, articula, preparado para enfrentá-la:
– Seus anos de farsa acabam aqui... Yume Yanagi!!
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Perto dali, em um ponto mais próximo da mansão...
– O que vocês fazem aqui? – pergunta Fubuki.
Diante dele, estão duas pessoas: Bian e Henry, ambos do clã Takahashi. Sério, o dono do cão Star os encara.
– Viemos nos redimir dos nossos erros, Fubuki Fuyutsu. – determina Henry, encarando-o com a mesma seriedade.
– Como assim? – o Fuyutsu tenta entender.
– O que está acontecendo por aqui? – questiona Sisshin.
Fubuki olha para trás. Assim como ele, a dupla Takahashi nota a aproximação de Sisshin, quem fizera a pergunta, e Rouge. O Takayama assume o lado direito de Fubuki e a mascarada assume o outro lado.
– Antes, nos encontramos como inimigos no campo de batalha. – articula Henry. – Porém, agora, a situação é diferente. Fomos usados, mas estamos em busca de redenção. Por isso viemos até aqui.
– Não estão buscando vingança, nem nada disso? – indaga Sisshin, levantando levemente a sua sobrancelha esquerda.
– Nada disso, é claro. – nega Bian. – Estamos aqui por uma causa nobre e íntegra. Pelo menos queremos acreditar nisso.
– Sejam específicos, por favor. – pede Rouge.
– Como quiserem. – corresponde Henry. – O que temos a falar é sobre Yume Agamenon.
– A Yume?! – se surpreende Fubuki, de imediato, se preocupando com o paradeiro dela. – Fizeram alguma coisa com a Yume?!
– Não, mas se estiver disposto a nos ouvir, esclareceremos tudo. – sugere Bian. – Como será?
– Vamos ouvir o que eles têm a dizer, Fubuki. – recomenda Sisshin, colocando sua palma sobre o ombro do companheiro. – Não custa nada... – e retira sua mão, voltando o seu olhar para a dupla Takahashi novamente. – Falem.
– Yume Agamenon é uma Hakanai Deltênica. – conta Henry, surpreendendo os três membros da Dawn Hunters.
– Hakanai Deltênica? – pergunta o dono do ausente Star. – O que é isso?
– A maioria dos Hakanais possuem somente um tipo de habilidade. Eu por exemplo possuo a Killer Clay, a Bian tem a Reversal e vocês também possuem as suas.
– E o que tem isso? – indaga Fubuki.
– Nós somos Hakanais Monoênicos, ou simplesmente, Hakanais comuns: aqueles que possuem somente um tipo de habilidade. Entretanto, há um raro grupo, os Hakanais Deltênicos, que possuem mais de uma. – revela Bian.
– Isso existe mesmo?! – Sisshin, espantado como nunca em toda a sua vida.
– Sim. E descobrimos que Yume é uma integrante deste grupo. – determina Henry. – Aoi-kun notara algo estranho nela quando lutamos durante o evento na Vila do Sol. Segundo o que ele nos disse, ela tinha algo de muito diferente de todos os Hakanais que conheceu um dia.
– Decidimos investigar e descobrimos, primeiramente, que ela não usa todo o seu potencial. Fomos a fundo nisso e passamos a suspeitar que Yume, de alguma forma, lacrou parte do seu poder em algum lugar. – acrescenta Bian.
– E esse tal lugar, de fato, existe: é um laboratório abandonado que se encontra por aqui nas terras da família Agamenon. É lá onde estão todos os segredos dela. – afirma o garoto Takahashi. – Não conseguimos ter acesso a ele, pois tem um sistema de defesa altamente avançado, mesmo após os seus possíveis longos anos.
– Estão dizendo que, além de ter mais de um tipo de habilidade, Yume mantem isso escondido de nós, por alguma razão, em um laboratório velho? – Fubuki tenta entender.
– Mais do que isso. – adverte Henry. – Ela esconde muito mais.
– Como assim? – Rouge, por sua vez.
– A verdadeira identidade dela é Yume Yanagi. – determina Bian. – Esta não é a primeira guerra que Yume vivencia e, por algum motivo em seu passado, ela tentou se livrar de parte dos seus poderes. Possível que tenha relação com Guerras Celestiais passadas.
– Entretanto, tudo indica que ela está tentando recuperá-los. Acreditamos que, na verdade, é Yume quem está manipulando esta Guerra Celestial. – expressa o aliado de Bian. – Pois, caso seja mesmo uma Hakanai Deltênica que selou parte do seu potencial, aquela garota provavelmente tem capacidades ocultas que nem mesmo ela consegue controlar.
– Tudo isso soa para mim como uma grande loucura. – diz Fubuki, desconfiando do que ouvira. – E não faço ideia do que podem estar querendo nos falando essas coisas.
– Suponho que minha intervenção seja necessária agora... – articula Apporion, ao surgir atrás de Rouge, Sisshin e Fubuki.
O líder, surpreendendo o trio, toma alguns passos e se coloca entre seus aliados e entre os dois integrantes do clã Takahashi. Sério, ele suspira profundamente ao completar:
– Pois a hora de certas verdades, infelizmente, chegou.
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