Notas iniciais
Olá!Bem eu sempre fui apaixonada por mitologia grega, e pelo Hades, e sempre gostei da história dele com Perséfone por isso resolvi narrar esse romance.
Frio.Escuro.Hades estava sentado em seu trono de mármore negro, no salão de seu palácio, um lugar frio que não possuía nada além de colunas de mármore preto nas paredes laterais e altares de velas com chamas verdes.Em uma ponta havia uma porta de madeira negra que era a única saída do palácio, e na outra ponta uma porta igual levava à um corredor pelo qual se poderia chegar à qualquer parte do palácio e também ao Érebo, onde aconteciam os julgamentos, cujos quais Hades raramente interferia, normalmente apenas observava os juízes, Minos, Éaco e Radamanto decidirem.A maior parte das almas ia para o Campo Asfódelos pois não havia sido mals nem bons, apenas normais sem nada de extraordinário, alguns iam para o Elísios o lugar das almas puramente boas, os que haviam sido muito ruins em suas vidas eram condenados ao Tártaro onde eram eternamente punidas pelas Erínias, e havia os grandes heróis que iam para a Ilha dos Bem-Aventurados.Na verdade não havia muito para Hades fazer, e na maior parte do tempo ele estava apenas entediado, apesar de que agora havia algo que ele fazia cada vez com mais frequência.No meio da sala um cristal negro retratava uma cena que acontecia no mundo mortal.A menina mais bela que Hades já vira caminhava pelos campos de colheita, ela possuía cabelos castanhos que ao sol ficavam vermelhos, pele bronzeada, olhos castanhos com um leve toque de verde.É claro que ela não era apenas um mulher, mortal nenhuma poderia ser tão bela ,ela era uma deusa, Perséfone, a que precedia a primavera e o verão.Filha de Zeus com Démeter deusa das colheitas.Muitos mortais tolos à confundiam com dríades em razão da forma como ela se vestia, com um tecido extremamente leve que parecia fluído, normalmente verde, ou marrom, uma coroa de flores na cabeça, sempre flores diferentes, e flores por todo o vestido, mas ela era muito mais bonita que qualquer dríade.Todos se encantavam por Afrodite mas para Hades aquela mulher possuía uma beleza maior e mais profunda, como uma canção.Hades se apaixonara por ela no momento que a vira, quando foi se reunir à Zeus no Olimpo.Ela não o vira e ele era grato por isso.Sabia que no momento em que ela o visse tudo que sentiria seria ódio e repulsa, desgosto por tudo que ele representava, o frio, a escuridão e a morte.Se ela soubesse que ele era mais do que apenas aquilo.Sequer Senhor da Morte ele era, esse titúlo pertencia à Tânatos, ele era o Senhor da Pós-Morte que cuidava as almas que chegavam ao Hades, ele era pra ser mais exato um guardião.Ele sabia que ela já deveria possuir sua opinião à respeito dele, os deuses contavam sobre sua crueldade e frieza.Algo que provavelmente ele jamais seria capaz de mudar.
–Majestade.-A alma de um antigo rei entra na sala, rapidamente o cristal some, ele se curva perante Hades.As vezes quando uma alma havia feito coisas ruins em sua vida mas não suficiente para ir para o Tártaro Hades os tomava como criados.-Os julgamentos começarão em alguns segundos.
–Eu realmente preciso comparecer?-Ele odiava aqueles julgamentos, na maior parte do tempo ficava apenas entediado, mortais tolos que nunca fizeram nada demais.E ele estava com um péssimo humor, queria apenas ficar ali sentado, observando a sua bela.
–Lamento majestade, mas Minos solicita a sua presença.Ele acha que o senhor poderá se interessar por um dos julgamentos.
–É mesmo?-Disse Hades arqueando uma sombrancelha, ele realmente duvidava daquilo.-E porque isso?
–Um mortal.Ele ofendeu uma deusa.
–Qual?-Disse Hades, agora um pouco mais interessado.
–Perséfone.
No mesmo instante Hades desapareceu do salão e apareceu em seu trono na sala de julgamentos, logo acima de Éaco, Minos e Radamanto.Que se levantaram fazendo reverências, as quais Hades despensou com um breve aceno.
–Comecemos logo.
A maioria dos julgamentos foram iguais aos de sempre, nada de extraordinário.Até que finalmente apareceu a alma de um homem, alto, musculoso, com cabelos castanho oleosos, de ar insolente, e uma feia cicatriz que descia do olho até o queixo.
–Acteão, Filho de Aristeu.Você cometeu muitos erros em sua vida, porém o pior foi insultar a deusa Perséfone...-Hades fez com que Minos se calasse com um gesto.Ele mesmo decidiria o destino daquele mortal.
–Qual foi o insulto?-Perguntou ele à Acteão.
–Perséfone se apaixonou por mim, pela forma como eu lutava, e é claro pela minha aparência, ela pediu que eu ficasse com ela e eu recusei, mas então ela disse que me daria qualquer coisa em troca, eu pedi ouro, é claro, e ela me deu, então eu me deitei com ela por uma noite e na manhã seguinte fui embora, na outra noite me deitei com outra mulher e Perséfone tomou isso por insulto.Disse que eu quebrara minha promessa, porém eu nunca havia dito que a desposaria, disse que passaria uma noite apenas.Afinal ela não valia pelo tanto de mulheres que eu poderia ter.-Disse ele dando um leve sorriso.
A cólera tomou conta de Hades.Como aquele tolo mortal ousava trair Perséfone?E insulta-la daquela maneira perante ele?O que pelos céus sua amada havia visto naquele homem?
–Você será condenado ao Tártaro, e eu mesmo prepararei a sua punição.
–Isso não é justo.Eu não fiz nada tão terrível assim!Está com inveja porque uma deusa como ela se apaixonou por mim e implorou a minha compania mas jamais poderia sentir algo além de repulsa por você?
Hades não esboçou reação alguma.
–Minha decisão está tomada.-E deu um breve sorriso quando Alecto e Tisífone vieram levar o mortal.
Porém ainda havia raiva dentro de Hades.Para ele já bastava.Perséfone era sua e nunca mais nenhum homem à tocaria, mortal ou não.Ele desapareceu da sala de julgamentos, deixando apenas uma fumaça negra para trás.
Notas finais
Eu sei que foi pequeno mas espero que tenham gostado!
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