HL: The Other

14 Capítulo 9 - Parte 5 - Um Rosto


Notas iniciais
E finalmente a última parte desse capítulo imenso o/

Tiffany chorava no quarto sendo consolada pela melhor amiga. Ela não conseguia acreditar que o namorado havia morrido tão bruscamente. Havia sido tudo tão rápido que ela não conseguia acreditar. Karol estava com muito medo. Ela sabia quem tinha matado o Jason e sabia que era a próxima na lista, mas tinha medo que se revelasse alguma coisa, a amiga descobrisse o caso dela com Jason.

— Tiffany, tem alguns homens querendo falar com você — a mãe dela avisou e Tiffany saiu do quarto para falar com alguns homens que estavam de terno, ela ficou em dúvida se eram do FBI, da CIA, do governo e também se perguntava o que eles estavam fazendo ali.

— Depois eu volto — Karol avisou e foi embora da casa da amiga.

— Tiffany, certo?

— Sim — confirmou.

— Qual era a sua relação com Jason Rochford?

— Éramos namorados — fechou os olhos ainda triste, então logo os abriu e voltou a olhar o homem que estava a interrogando.

— Há quanto tempo?

— Dois anos — a garota começou a estranhar as perguntas.

— Você sabe de alguém que poderia ter algo contra ele?

— O quê?

— Alguma inimizade no colégio, talvez?

— Não — não entedia aquilo. — Todos o amavam. Por que está perguntando isso?

— É que a autopsia revelou que antes de ser morto pelo atropelamento, o Jason recebeu algo equivalente a uma descarga elétrica.

— O quê? — Estava surpresa.

— Então alguém pode tê-lo imobilizado com algum dispositivo elétrico antes de passar por cima dele com o carro.

— Quem faria isso? — Estava chocada.

— É o que estamos tentando descobrir.

***

No dia seguinte, todos foram ao colégio. Tiffany ainda estava bastante abalada, e quanto mais tempo passava, mais paranoica Karol ficava, aquela figura misteriosa deixou bem claro que ela seria a próxima e Karol não esqueceria aquilo tão cedo.

Após o intervalo, A Outra tomou conta do corpo de Megan e então ela foi para a sala de projeção, onde roubou um projetor. Em seguida, aproveitando que ela estava vazia e posicionou o projetor. Então ela pegou um pen-drive, o conectou e selecionou alguns arquivos de vídeo que seriam reproduzidos em alguns minutos.

Então ela saiu da quadra e tocou o alarme de incêndio, fazendo com que todos fossem evacuados. Em seguida, ela retornou o controle para a Megan "normal", que se perguntava como havia ido parar ali.

Ao ver todos correndo, Megan correu para o lado de fora, onde encontrou Wanessa e Beatrice. E então, quando todos menos esperavam, uma música muito alta veio da quadra do colégio.

Curiosos, todos foram correndo para a quadra para entenderem o porquê da música estar tocando. Quando chegaram na quadra, havia um grande projetor passando um clipe, que parou repentinamente e começou a mostrar um outro vídeo, que chocou a todos ali.

Na primeira parte do vídeo, havia uma garota, cujo rosto era tampado por uma sombra. Haviam muitos efeitos na voz dela que tornava impossível para todos ali a reconhecerem.

— Olá a todos — a garota de voz distorcida disse no vídeo. — Vocês não sabem quem eu sou, mas conheço cada um de vocês, alguns mais que outros. Existe uma lei antiga, "olho por olho, dente por dente", não sou do tipo que costuma seguir essa lei, para mim tanto faz, mas nesse caso, ela precisa ser aplicada. — No vídeo, a câmera mostrou Jason desmaiado no asfalto. — Algumas pessoas precisam pagar pelos seus crimes, e quanto mais adiam sua punição, pior. — A garota entrou em um carro que estava parado ali perto, ligou e carro e passou por cima de Jason que nem reagiu por estar desmaiado, e de um minuto, ele passou de desmaiado para morto. Em seguida, a garota saiu do carro e se aproximou da câmera, ainda não era possível ver seu rosto. — Você é a próxima.

Em seguida, o vídeo mostrou trechos em que Jason e Karol se beijavam, o que deixou a todos espantados, especialmente Tiffany que saiu da quadra correndo e foi seguida pela melhor amiga.

— Tiffany, espera! — Karol pediu.

— Como vocês puderam? — Tiffany não conseguia acreditar.

— Tiffany, aquele vídeo é muito antigo, vocês nem estavam juntos — Karol mentiu.

— Ah é? — Tiffany não conseguia acreditar o quanto Karol conseguia ser cínica. — Então por que estava usando a jaqueta que eu te dei há duas semanas atrás, quando eu e o Jason estávamos juntos há muito tempo!

— Tiff, eu posso explicar — Karol tentou dizer, mas foi interrompida por Tiffany.

— Não me chama de Tiff! — Tiffany gritou. — Eu esperava isso dele, mas você? Você era a minha melhor amiga e nem pensou em me contar!

— Por favor Tiff, não é bem assim...

— Já disse para não me chamar de Tiff — Interrompeu a amiga novamente. — Eu já aturei muita coisa de você, mas isso... Isso já foi demais! Quem é você?

— Tiffany, sou eu, a Karol — Karol tentou se explicar.

— Não, eu não faço ideia de quem você é — Tiffany estava com lágrimas nos olhos, Karol tentou se aproximar da amiga que deu um pulo para trás. — Fica longe de mim! — Tiffany saiu correndo e chorando e Karol notou vários alunos a olhando, incluindo Beatrice, Megan e Wanessa.

— O que vocês estão olhando? — Foi quando algo veio à cabeça de Karol. Beatrice. Para ela, fazia sentido que Beatrice a quisesse ver sofrer. Por causa do que aconteceu na festa. — Sua aleijada! — Ela apontou para Beatrice. — Aposto que isso tem um dedo seu, você me paga! — Ela ameaçou Beatrice e Megan tentou avançar para cima de Karol, mas foi contida por Wanessa! — Você me paga, aleijadinha! — Karol saiu gritando e se lembrou de um incidente que havia acontecido dois anos antes.

***

Karol chegou em casa e logo após isso, ela se trancou no quarto e ligou o notebook. Com o aparelho ligado, ela acessou o Google e pesquisou "Atentado Neo-Humano contra LA" e houveram vários resultados na pesquisa. Karol clicou em alguns links e leu algumas notícias de dois anos antes.

"Identificado Neo-Humano responsável por atentado em Los Angeles"

"Câmeras de segurança ajudaram a identificar Jack Hargen como o responsável pelo atentado em Los Angeles que por pouco não feriu ninguém".

Karol pesquisou o nome Jack Hargen em todos os sites que conseguiu e finalmente conseguiu achar uma foto de um evento antigo do colégio na qual Beatrice estava ao lado de Jack e nessa foto havia uma legenda.

"Beatrice Hargen e Jack Hargen"

— Te peguei aleijadinha! — Após isso, a garota saiu rapidamente de casa e andou até chegar onde deveria ser a casa de Beatrice. Ela sabia que Bea era vizinha de Megan e sabia onde Megan morava graças ao ano novo de 2014, quando Jason foi busca-la.

Então a garota conseguiu entrar escondida por uma janela e acabou fazendo um barulho grande quando pulou, atraindo Beatrice até a sala.

— Karol, o que você está fazendo aqui? — A cadeirante perguntou assustada.

— É que depois da festa, ficou um clima ruim entre nós, então eu queria desfazer isso — Dissimulou.

— Você não precisa — respondeu. — E se era só isso que tinha para dizer, então vá embora.

— Não, não é só isso! — Aumentou o tom. — Eu devo imaginar, como será que as coisas ficam quando você está fora dessa cadeira de rodas.

— Eu não consigo andar, é isso o que acontece — respondeu. — Agora, vá embora!

— Espera, eu acabei de chegar — debochou.

— O que você quer? — questionou.

— A verdade — respondeu deixando Beatrice confusa.

— O quê? — Beatrice não conseguia entender.

— Para de se fingir de sonsa! — Karol deu um tapa na cara de Beatrice.

— Por que você fez isso? — A garota não conseguia acreditar. — Qual é o seu problema?

— Para com o teatrinho! — Gritou e jogou Beatrice da cadeira de rodas, fazendo-a cair e ficar quase que imóvel.

— O que você está fazendo? — Beatrice estava confusa e as lágrimas começaram a querer sair. Ela estava completamente assustada.

— Eu sei que você não é aleijadinha coisa nenhuma! — Acusou e Beatrice tinha dificuldades para se mover no chão, já que ela não conseguia mexer ou sentir nada da cintura para baixo, o que tornou a acusação da Karol completamente absurda.

— Do que você está falando? — Estava completamente nervosa e confusa. Foi quando Karol a chutou.

— Levanta! — gritou.

— Eu não posso — ela não conseguia mexer a perna então Karol a chutou novamente.

— Para de fingir! Eu sei que foi você quem matou o Jason e mostrou aquele video para a escola inteira! — Karol a acusou e deu mais um chute.

— Do que diabos você está falando? — Ela não conseguia entender.

— Você era a garota do vídeo, foi você quem me ameaçou! — Karol deu mais um chute em Beatrice e foi nesse momento que A Outra apareceu atrás de Beatrice.

— Você não aprende mesmo... — A garota disse, Karol conseguia ver o rosto dela, mas Beatrice não.

— Você... — Karol não conseguia acreditar. A garota lançou um raio de energia contra Karol que caiu contra a parede. Ela andou até Karol, Beatrice, por estar caída, não conseguia ver o rosto dela.

— Hora de cumprir o que foi dito — foi tudo o que a garota disse. Em seguida ela lançou um raio contra Karol que começou a gritar de dor e Beatrice estava ainda mais assustada. Quando a garota terminou, Karol caiu morta e Beatrice estava desesperada.

— Por favor, não me machuca — pediu em lágrimas. A garota nem olhou para ela, apenas saiu da casa como se nada tivesse acontecido. Logo que saiu pelos fundos encontrou Jack ali, o que a surpreendeu.

— Você voltou? — Estava surpresa. — Como?

— O que você fez?

— Quando você voltou? — Quis saber.

— O garoto, Megan — disse. — Por que o matou?

— Ele mereceu — justificou. — Pelo que fez a sua irmã.

— Por que está saindo pelos fundos? — Perguntou confuso então uma ideia terrível lhe passou pela cabeça. — O que você fez?

— O que prometi, protegi sua irmãzinha — então saiu dali. Preocupado, Jack entrou na antiga casa e encontrou Beatrice chorando no chão, encostada a uma parede.

— Bea — então se aproximou da irmã, que estava completamente confusa, o irmão dela estava lá, vivo.

— Jack? — Ela não conseguia acreditar. — É você?

— Bea — então se abaixou para ficar na altura dela e tocou na cabeça da irmã. — Vai ficar tudo bem. — Então ele invadiu a mente da garota e fez com que ela desmaiasse, após isso, ele apagou todas as memórias dela sobre o ocorrido.

***

Após aquilo, Beatrice havia sido levada para o hospital enquanto Karol era levada para o necrotério. Gisele, caminhava pelos corredores de uma base da Nêmesis quando foi chamada pelo seu superior.

— Agente Gisele — disse. — Você já deve saber do incidente em LA.

— Sim, a garota sem rosto — lembrou.

— A agente Peters foi resolver isso, mas de qualquer forma, precisamos de você para resolver algo.

— O que seria?

— Temos certeza que a tal garota está entre aqueles adolescentes — afirmou.

— E o que quer que eu faça?

— Quero que se infiltre no colégio deles e descubra tudo o que conseguir.

— E como eu vou me infiltrar lá?

— Você será uma estudante.

— Estudante? — Não sabia se aquilo era uma boa ideia. — Eu não acho que eu seja a pessoa mais adequada. Quer dizer, eu tenho vinte e três anos, não sei se conseguiria me passar por uma adolescente.

— Você parece muito mais nova do que realmente é — disse. — O que ajuda muito. Vamos te matricular na escola e a história que vai ter que contar é que você é uma garota de dezessete anos chamada Emma, e que é nova na cidade.

***

Na manhã seguinte, Gisele foi para a escola para seu "primeiro dia de aula". Fazia anos que ela não ia a escola então tentou se comportar da maneira que lembrava como era um adolescente.

Na hora do intervalo, a garota viu Wanessa sentada sozinha em uma mesa do refeitório e percebeu que aquela seria uma boa oportunidade de se enturmar com ela, já que a garota era próxima de Megan e Beatrice, que pareciam estar no centro daquilo.

— Oi, você é a Wanessa, né?

— Sim, sou eu — respondeu estranhando a situação. — Por quê?

— É que eu queria saber como a sua amiga está — explicou. — Beatrice, né?

— Posso saber porque todo esse interesse nela? — Questionou. — Eu nunca nem te vi por aqui!

— É que todos não param de falar sobre o que aconteceu e ai eu quis saber como ela está — Explicou.

— Ela vai ter alta hoje — Respondeu. — Agora que já sabe tudo o que queria, você já pode ir. — Então a garota se afastou e procurou outra mesa para se sentar, mas viu Tiffany acenando para ela. Estranhando aquilo, ela se aproximou e se sentou na mesa de Tiffany, onde várias outras garotas também estavam.

— Qual seu nome?

— Emma — respondeu. — Eu sou nova aqui.

— É, eu percebi — respondeu. — Você é amiga da Wanessa?

— Não, eu só queria saber como a amiga dela estava, Beatrice — explicou. — Eu soube do ocorrido e pensei em falar com ela. — Então percebeu que Tiffany era a melhor amiga de Karol, a garota morta.

— Você é a Tiffany, certo? — Fitou-a. — A sua amiga...

— Karol — lembrou. — Sim, ela era minha melhor amiga.

— Eu sinto muito.

— Gostei do seu cabelo — uma garota da mesa comentou para tentar quebrar o clima. — De onde você é?

— Canadá.

— Canadá — a garota repetiu. — O clima de lá é bem diferente daqui.

— Sim, mas meus pais insistiram em vir para cá — respondeu. Estava se enturmando. Aquilo era bom.

— Ei, vamos nos encontrar para ajudarmos no funeral da Karol — disse. — Quer vir?

— Meio mórbido — comentou. — Sim.

— Eu não vou — Tiffany decidiu. — O funeral do Jason já foi bastante para mim.

— Vão enterra-la no final da tarde, então pode nos encontrar no cemitério, Tiff.

— Sim, eu posso.

***

No dia seguinte, Gisele encontrou Tiffany e a turma dela. Na hora do intervalo, elas sentaram-se todas juntas na mesma mesa no refeitório e então Gisele e Tiffany notaram que Megan e Wanessa estavam sentadas sozinhas. Provavelmente, Beatrice havia faltado.

— Preciso de um favor — então Tiffany segurou a mão de Gisele que estranhou aquilo. — Preciso que pergunte a Megan e a Wanessa sobre a Beatrice.

— Por quê? — Questionou.

— Porque se eu for elas não vão responder — explicou. — Querendo ou não, eu era amiga da Karol. E elas sabem disso. — Então Gisele se levantou e foi até a mesa onde Wanessa e Megan estavam.

— Oi, como a Beatrice está?

— Ela... — Megan tentou falar, mas foi interrompida por Wanessa.

— Isso não é da sua conta — quando Wanessa disse aquilo, Megan ficou completamente surpresa. — Você não acha que tá se metendo demais onde não foi chamada?

— Eu só queria saber como ela está — explicou.

— Então pergunte para a Beatrice quando ela voltar — Wanessa se levantou. — Até lá, pare de ser enxerida e nos deixe em paz!

— Desculpe — Gisele se afastou e voltou para a mesa onde estava antes. — Ela também não quis me dizer. — Então Tiffany, assim como todo o refeitório, olhou para Wanessa, que saía dali com Megan.

— Eu já volto — Tiffany se levantou e foi atrás delas. — Megan, Wanessa. — Chamou quando as alcançou. — Posso conversar com vocês?

— Não, não pode — Wanessa respondeu e Megan estava ainda mais surpresa.

— Eu só queria saber como ela está — justificou.

— Você e a sua amiguinha já trouxeram problemas demais para ela — respondeu. — Mesmo depois de morta, a Karol continua assombrando a coitada.

— Eu não culpo a Beatrice, sei que não foi ela — explicou.

— A Bea com certeza não precisa da sua pena, perdão ou sei lá o que — respondeu. — Vamos Megan! — Wanessa saiu e foi acompanhada por Megan. Então Tiffany voltou ao refeitório, onde se sentou com as amigas.

— E então? — Gisele quis saber.

— A Wanessa parece estar brava comigo — explicou.

***

Era dia de aula novamente, na hora do intervalo, Gisele entrou na fila para comprar o lanche e logo que saiu dela, ela foi em direção à mesa de Tiffany, mas antes de chegar, acabou trombando em Megan, que derrubou o lanche nela.

— Ai meu deus, me desculpa — Megan disse ao ver o que fez. — Eu não tinha visto você, me desculpe.

— Está tudo bem — Gisele respondeu e Megan viu que todos no refeitório olhavam para elas. Incomodada, ela saiu do refeitório e foi seguida por Wanessa, que levou Beatrice junto. Tiffany e as outras garotas foram em direção a Emma, que continuava ali parada. Algo estava errado com Megan.

— Emma — Tiffany disse ao encontrá-la. — Está tudo bem?

— Sim — respondeu. — A garota apenas se distraiu.

***

No dia seguinte, Gisele foi ao colégio novamente. Aquilo já estava se tornando monótono. Fingir ser uma adolescente não era fácil e até aquele momento não havia descoberto nada útil. Ainda.

Então, na hora do intervalo, a garota se sentou com Tiffany e as amigas novamente. Foi quando notou que Megan havia faltado. Então se lembrou do dia anterior, como a garota parecia estranha. Finalmente, as peças estavam começando a se encaixar.

Após o final das aulas, a garota foi até a base da Nêmesis falar com seu superior.

— Descobriu alguma coisa?

— Megan Lovatelli — disse. — O que sabemos sobre ela?

— A tia dela era agente da Nêmesis e ela é melhor amiga de Beatrice Hargen.

— Ela vem agindo estranho ultimamente — contou. — Como se estivesse sendo perseguida.

— E o que sugere?

— Que ela é o próximo alvo.

***

Gisele foi chamada na base da Nêmesis, onde seu superior a encontrou. Ele estava bastante apreensivo.

— O que aconteceu? — A garota perguntou confusa.

— Você estava certa, Megan era o próximo alvo.

— O que aconteceu com ela?

— Ela está desaparecida — explicou. — A polícia recebeu uma ligação dizendo que estavam tentando matar uma garota. Quando chegaram no Colégio, ela estava desaparecida e haviam marcas de sangue.

— Mas nenhum corpo? — Estranhou. — Ela ainda deve estar viva, mas por que?

— Eu não sei, mas encontre-a — ordenou. — Ela pode ser a chave para descobrirmos quem é a Garota sem Rosto.

***

Em um cemitério, um zelador havia encontrado uma garota desmaiada perto de um dos túmulos. Preocupado, ele ligou para a polícia para informar o ocorrido. Pouco depois a garota acordou. Megan, ou melhor, A Outra.

— Garota — ele se aproximou. — Você está bem?

— Sim — ela se levantou para ir embora, mas ele a impediu.

— Eu chamei a polícia, eles vão te ajudar — disse.

— Você chamou a polícia? — Aquilo era ruim. Muito ruim. A garota o atacou e conseguiu amarra-lo. Em seguida, ela saiu correndo do local deixando o homem ali amarrado. Ele ficou assim até os policiais chegarem.

— Senhor, o que aconteceu? — Uma policial perguntou ao desamarra-lo.

— Ela é doida!

— Quem?

De longe, Gisele ouvia toda a conversa. Então finalmente percebeu. Megan não era um alvo, ela era a garota sem rosto. Após isso, ela usou um notebook para monitorar todas as informações da polícia e de câmeras da cidade e conseguiu achar um local para onde Megan provavelmente teria ido. Ela dirigiu até um campo deserto. Lá, ela parou o carro, desceu e procurou por alguém ali. Ela continuou andando até encontrar uma garota alta virada de costas. Gisele pegou a arma que guardava consigo e apontou para ela.

— Não mova! — Após isso, a garota ali se virou e Emma viu que era Megan. — Está tudo certo. Preciso que venha comigo. — Megan ficou em silêncio. Nenhuma palavra foi dita. O olhar dela estava congelado, ela mal se movia. — Megan?

— A Wanessa estava certa sobre você — o tom de voz de Megan estava diferente do habitual. Estava mais frio, seco.

— Megan, o que está acontecendo? — Gisele abaixou a arma.

— Tudo.

— Apenas venha comigo — pediu. — Vai ficar tudo bem.

— Vocês são todos iguais — riu nervosa. — Fingir ser uma aluna comum no meio do colégio que está no centro de tudo isso. Bem inteligente. — Então Gisele voltou a apontar a arma para a garota.

— Megan, não vou pedir novamente.

— Vai atirar? — A garota tentou ataca-la, mas ela se defendeu. Em seguida, Gisele usou todas as suas forças para entrar na mente da garota, e lá, ela fez com que Megan ficasse inconsciente.

— Atenção — Gisele disse pegando um rádio. — Eu peguei a Garota Sem Rosto.