HL: The Other

16 Capítulo 10 - Parte 2 - Como se nem tivesse estado ali


Notas iniciais
E finalmente chegamos ao final E MEU DEUS AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Desculpem pelo surto, eu tô bem Vou deixar vocês aproveitarem o capítulo, nos vemos nas notas finais

Na sala, Gisele abaixou a arma e só então, Wanessa, Tiffany e Jack viram o corpo de Lovatelli, o que deixou as meninas abaladas.

— Vão para o quarto e se tranquem lá! — Jack mandou, mas as meninas demoraram para ouvi-lo por estarem em choque. — Agora!

As duas correram, entraram no quarto de Megan e se trancaram lá.

— O que está acontecendo? — Megan perguntou assustada ao ver as duas.

— Aquela garota da escola... Emma... — Wanessa gaguejava, ainda em choque. — Eu sinto muito, Megan.

— Wanessa? — Megan tentava entender o que estava acontecendo. Alguns flashes de memória lhe vieram à cabeça, eram memórias da Outra. Emma era uma agente da Nêmesis. — Precisamos sair daqui.

— Como? — Wanessa questionou.

— Megan — a Outra a chamou. — Você sabe que precisa de mim.

— Não — Megan resmungou.

— Megan? — Tiffany a chamou, ela não via a Outra, assim como Wanessa e Beatrice.

— Megan? — Dessa vez foi Wanessa.

— Você só tem essa chance, Meg — A Outra olhou as garotas em volta. — A não ser que queira ver o que a Nêmesis fará com elas.

Primeiramente, Megan olhou para Wanessa, e depois para Beatrice, não deixaria nada de ruim acontecer a elas, não de novo.

— Me desculpe — Megan olhou para baixo antes de deixar a Outra tomar conta.

Enquanto isso, na sala, Jack encarava Gisele, já se preparando para um ataque.

— Não é tarde demais para se render, Jack — Ela andou em volta. — É melhor do que me enfrentar. — Jack apenas permaneceu calado, não se renderia, nunca. — Se é assim que prefere. — Ela o pegou de surpresa e o jogou contra a parede com um impulso telecinético.

No quarto de Megan, as garotas, olhavam apreensivas para Megan, que estava bastante calada. Elas tentavam chama-la, mas ela não parecia ouvir. Não era Megan ali. A Outra respirou fundo, deu uma rápida olhada para a porta do quarto e voltou a olhar para as garotas.

— Quando eu disser, vocês correm para o quarto no início do corredor — A Outra foi em direção a porta e as outras garotas estavam confusas.

— O que está acontecendo? — Tiffany questionou, mal entendia como havia sido puxada para aquela situação.

— Apenas façam o que eu digo! — A Outra mandou.

A Outra abriu a porta, viu Jack e Gisele lutando distraídos e só então, viu o corpo de Lovatelli. Ela respirou fundo e voltou a olhar para as garotas dentro do quarto.

— Agora!

Rapidamente, as garotas correram para o outro quarto, incluindo Beatrice, que teve a cadeira de rodas empurrada por Wanessa, logo, elas chegaram no outro quarto e a Outra trancou a porta.

— E agora? — Beatrice quis saber.

Megan olhou pela janela e voltou a olhar para as garotas.

— Vou precisar que segurem em mim — A Outra disse.

— O quê? — Tiffany ficou confusa.

— Apenas faça o que eu digo! — ordenou.

Sem escolhas, as garotas se deram as mãos e tocaram em Megan, em um momento estavam ali, no outro estavam na casa vizinha, de Beatrice, Tiffany estava completamente surpresa, só então entendera que Megan poderia ser uma neo-humana.

— Como isso é possível? — Tiffany perguntou, tentando entender aquilo. — Alguém pode me explicar o que está acontecendo?

— Jack — Beatrice disse ao lembrar que o irmão ainda estava na casa de Megan.

— Ele sabe se virar — A Outra argumentou.

— Não, eu não quero perder ele de novo — Beatrice insistiu.

A Outra apenas respirou fundo e desapareceu diante dos olhos delas, Tiffany continuava confusa sobre tudo e sem nenhuma resposta para suas perguntas.

Na casa de Megan, a garota voltou para o mesmo quarto de antes. Ela saiu sorrateiramente e viu Gisele lutando com Jack. Ela sabia que precisava dar um fim imediato a luta, especialmente considerando que Jack estava perdendo.

Rápida, ela usou os poderes para surpreender Gisele, ela atraiu uma arma até a mão e atirou contra a agente, que caiu no mesmo instante.

— Ela era bem fraquinha para uma agente da Nêmesis — A Outra ironizou e olhou para Jack, que estava assustado. — Vamos, a Bea deve estar preocupada.

Ambos saíram da casa, atravessaram a rua e entraram na casa de Beatrice, onde além da garota, também estava Wanessa e Tiffany.

— Agora podem me explicar o que está acontecendo? — Tiffany pediu. — Megan é uma neo-humana? — Olhou para Jack. — Pensei que você estava morto... e quem é a Emma, ou seja lá qual for o nome daquela pessoa.

James somente ouvia a própria respiração enquanto caminhava pela solitária rua. A visão era como sempre via na mente das pessoas, com a luz do sol ofuscando a vista do que tinha à frente, mas sempre o verde era chamativo e o dia era quente. Nunca teve tempo de sentir de verdade o que seria estar fora. Estar livre. Sentia-se errado em estar ali, como se o universo estivesse prestes a se inverter. A Nêmesis não podia saber de sua saída, muito menos do motivo pelo qual decidiu se arriscar. Chegou frente à uma casa, apertando firme as mangas longas de sua camisa antes de tocar a campainha e soltar todo o ar tenso que se acumulava em seus pulmões.

Todos dentro da casa ficaram apreensivos ao ouvirem a campainha, Tiffany hesitou abrir a porta, mas foi impedida por Jack, que a segurou.

— Eu não consigo ler a mente da pessoa — Jack alertou. — Acho que é um telepata.

— Ler a mente? — Tiffany estava ainda mais surpresa, toda aquela situação era muito confusa.

Megan, ou melhor, A Outra, cansada daquilo, desapareceu dali de dentro, contrariando Jack e reapareceu do lado de fora, atrás de James.

— O que você está fazendo aqui?

James virou-se surpreso, encontrando a garota atrás de si. Não reagiu assustado, somente entortou os lábios num sorriso.

—Olá, Megan.

Do lado de dentro, incomodado com a situação, Jack decidiu agir.

— As três — disse para Bea, Wanessa e Tiffany. — Se escondam no quarto e não saiam de lá.

As três tentaram contestar, mas não tiveram a escolha a não ser obedecer Jack, que assim que as meninas trancaram o quarto, abriu a porta.

— O que está acontecendo aqui? — Jack questionou.

—Eu sou James...

— Sabemos quem você é — A Outra o interrompeu. — Fala logo o que quer.

—A Nêmesis. Ela virá atrás de você. —revelou-a. —Eles sabem do que aconteceu e sabem aonde você está. Você não tem muito tempo.

— E você no alto de sua bondade veio nos avisar — respondeu estranhando aquilo, sentia que algo estava errado. — Qual é o truque?

—Não tem truque. Eu conheço sua história e sei pelo que passou... — tentou aproximar-se, mas ela recuou e Jack tomou a frente. —Eu estive na mente dela. Eu vi a batalha lá dentro... sei do que ela é capaz. Eu... eu senti que... que eu tinha que fazer isso.

— Por que eu deveria acreditar em você? — a garota questionou. — Você é um deles.

—Sim, eu sou. E com toda a certeza posso dizer que você não vai querer que a Agente Peters a encontre de novo. —James insistiu, olhando ao redor da rua. —Sou um telepata, Megan. Jack sabe que as pessoas que conhecem de nossos poderes acham que somos totalmente não-confiáveis. —focou-se em Jack. —A Agente Peters virá com uma equipe própria. Eu fui dispensado por estar cuidando de... uma outra coisa. A equipe dela possui neo-humanos assassinos de sangue frio. Treinados para limpar rastros.

James lançou-se contra a mente de Jack, ultrapassando as defesas mentais dele para reproduzir imagens. Por elas conseguiu ver quem era Leona Peters e poucos borrões que James identificava como a equipe dela. Imagens confusas surgiam e atrapalhavam as informações, onde podia-se ver um rapaz negro dentro de um quarto aparentemente preso. James afastou as imagens recuando um pouco envergonhado.

—Se eles descobrirem sobre mim... sobre eu ter dado uma chance de ter arruinado os planos deles... —pausou encarando o nada. —Eu não sei se eles me considerariam tão essencial quanto dizem.

Jack, assustado, olhou para Megan, que logo entendeu, era tudo verdade, precisavam fugir.

Os dois voltaram para dentro e viram Tiffany, Wanessa e Beatrice indo para sala de encontro a eles, tentando entender o que acontecia.

— Precisamos ir — Jack avisou. — A Nêmesis pode chegar a qualquer momento.

— Ir aonde? — Tiffany questionou, já cansada de tudo aquilo. — Alguém pode por favor me explicar o que está acontecendo?

— Tem pessoas ruins que estão vindo atrás de nós — A Outra disse. — Nós precisamos ir!

— Mas e a mamãe e o papai? — Beatrice se manifestou. — Eles não apareceram até agora.

— Precisamos ir — Jack insistiu.

— Eu não vou com vocês a lugar nenhum — Tiffany bateu pé. — Não até saber o que está acontecendo.

— Ninguém está falando para você ir conosco, sua patricinha mimada — A Outra disse irritada. — Talvez eu devesse te colocar em uma cova ao lado da sua amiguinha e do seu namorado, não seria perfeito?

— Megan — Jack tentou faze-la voltar a razão.

— O que você prefere, ser sufocada ou esmagada por um carro? — continuou.

— Megan, para — Beatrice pediu horrorizada.

Então Tiffany deu conta, quem era o verdadeiro culpado pelas mortes, ou melhor, culpada.

— Foi você — Olhou assustada para Megan, ou melhor, a Outra.

— Quer que eu fale mais? — continuou. — Lembra do dia que a Bea foi atropelada, quer saber quem atropelou?

— Megan, por favor — Beatrice pediu com os olhos marejados.

— O seu lindo namoradinho — sorriu macabra.

— Megan, já chega — Jack a segurou pelos ombros e a balançou.

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—Coordenadas recebidas. Estamos pousando. —Leona falava em seu comunicador enquanto Brandon Horizon, o Agente Zero, manobrava o jato para pousar numa área não residencial. —Status da energia da cidade?

—Infelizmente não podemos apagar a cidade toda. —Brandon a respondeu. —Teremos que fazer à moda antiga. Assustar os civis e iniciar o pandemônio.

—Não... precisamos ser discretos. Estou falando de uma neo-humana inteligente que não entende suas próprias capacidades. —Peters armou-se com pistolas e outros apetrechos sofisticados, ao seu lado, dois jovens gêmeos surgiram como sombras, acompanhando-a para fora do jato. Brandon os alcançou após pegar suas katanas. —Pássaro Negro, furtivos!

Um dos gêmeos acenou positivo e logo todos eles tornaram-se invisíveis, enquanto caminhavam rumo ao alvo.

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Enquanto isso na casa, todos continuavam a discutir na sala, era uma discussão alta o suficiente para ser ouvida por toda a vizinhança, que já estranhava aquela movimentação.

— Como você pôde, Megan? — Tiffany questionou chocada. — Éramos seus amigos, crescemos juntas!

— Nunca fomos amigas — respondeu. — Sempre fui parte da audiência que te fez a popular. Entendo porque a Karol tinha inveja de você, não importa você vá, todos olham para você.

— Você matou eles... Por quê? — Tampou a boca horrorizada.

— Porque eles mereceram — A Outra respondeu fria, sem emoção.

— Megan, por favor... — Beatrice pediu novamente, fitando a amiga, ou seja lá quem estivesse no corpo de Megan. — Para com isso.

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Leona caminhava pela rua seguida de sua equipe, apontando para uma das casas na rua. Agente Zero empunhou suas katanas com firmeza e logo ela segurou seu braço, impedindo-o de prosseguir.

—Eu posso entrar sozinha. —disse a agente. —Pássaro Negro, prosseguimos. Agente Zero e Crepuscular, fiquem aqui. Eles não irão muito longe com vocês, certo!

—Sim, madame. —Zero concordou com desgosto, saindo da proteção de Pássaro Negro e tornando-se visível.

Leona e o gêmeo caminhavam calmamente em direção da casa. Estavam bem disfarçados.

—Entramos pela porta da frente? —questionou Connor, movendo suas mãos para manter as sombras desviando a luz e os mantendo invisíveis.

Crepuscular e Agente Zero se separaram, onde o gêmeo ficou mais distante, usando suas capacidades telepáticas para sondar todo o bairro. Enquanto mantinha-se de olhos fechados, civis buscavam se apressar ao verem o agente ali trajado com roupas militares e aparentemente fazendo alguma coisa “estranha”.

Kannon abriu os olhos.

Modo furtivo caiu. Eles tem um telepata.” —alertou, começando a correr em direção da casa.

Leona e Connor pegaram-se olhando um para o outro quando a porta foi aberta e mesmo invisíveis, alguém parecia enxergá-los.

— Você é um monstro — Tiffany sussurrou chocada, mas todos ali conseguiram ouvir.

— Obrigada por finalmente notar — A Outra cruzou os braços irônica.

— Precisamos fazer alguma coisa — Wanessa sussurrou para Beatrice, as duas apenas observavam a discussão no canto, tentando intervir em momentos, sem sucesso.

— O que quer que eu faça? — Beatrice sussurrou de volta encarando a cadeira de rodas. — Estou presa aqui, lembra?

— As duas, já chega! — Jack interrompeu a discussão subitamente. — Precisamos sair, agora!

— Eu não vou a lugar nenhum com vocês — Tiffany olhou para Megan. — Não com ela.

— Precisamos ir — Jack repetiu. — Tem alguém aqui, eu posso sentir.

—Droga...! —Leona chegou a apontar sua arma para Jack, mas Pássaro Negro os revelou ao erguer suas asas sombrias e criar um portal atrás de Jack e o sugar, fazendo-o cair do teto no meio da sala.

— Jack! — Beatrice e a Outra gritaram ao verem Jack caído, tudo havia acontecido muito rápido, Beatrice estava ainda mais assustada do que antes, enquanto a Outra apenas sentia raiva, o suficiente para ter qualquer outro sentimento suprimido ou quase inexistente no momento, embora não fosse completamente raiva.

—O que você fez? —bradou a líder, passando por ele e invadindo a casa. —Crepuscular, cuide do telepata!

—Deixa comigo, Peters! —Kannon passou pelo irmão, esbarrando-se no ombro dele antes de entrar na casa e fazer tudo ser arremessado de um lado para o outro com sua telecinese.

Beatrice queria correr até o irmão, mas não poderia, não poderia usar as pernas, mexer a cadeira de rodas era arriscado no momento.

— Tira ela daqui! — A Outra gritou para Wanessa, referia-se a Beatrice, ela não poderia estar ali, ela não devia, deveria estar bem longe, segura, mas não estava. A Outra respirou fundo e apertou os punhos, sentia as luzes piscarem e os olhos ficarem vermelhos.

—Derruba ela! —Leona ordenou entredentes enquanto começava a disparar contra A Outra, no qual ela desviava-se rápido de seus disparos fóton.

Crepuscular concentrava suas mãos no caos telecinético que havia criado no local e ao mesmo tempo focava-se na mente da garota. Todo o espaço mental dela era embaralhado, como um mosaico de espelhos e imagens aleatórias, um verdadeiro quebra-cabeças.

—Eu não consigo —disse o gêmeo. —A mente dela é muito confusa!

Megan jogou raios contra Crepuscular, embora não estivesse muito focada ali, mas em Wanessa, que corria com Beatrice e Tiffany para o quarto, e também em Jack, que se levantava com dificuldade, mesmo assim, lançava raios repetidamente, tentando ganhar tempo.

Enquanto isso, Wanessa, Tiffany e Beatrice entraram no quarto e Wanessa rapidamente trancou a porta. Tiffany estava em choque, não conseguia dizer nada, embora tentasse, não era a única naquele estado, tanto Wanessa quanto Beatrice estavam em choque, respirando rapidamente, tentando colocar os pensamentos em ordem.

Crepuscular lançou um sofá contra Jack que desviou-se, ainda atordoado com o ataque de Megan.

—Zero, Pássaro Negro... existem pessoas que não fazem parte do pacote. Elas estão atrapalhando! —Leona avançou contra Megan, que brincava com ela desviando de seus socos e chutes.

“Deixa com a gente...!” —ouviu do Agente Zero.

A Agente Peters foi mais ágil ao notar o padrão de teleporte da garota, conseguindo segurar seu pescoço por alguns segundos e dar-lhe uma rasteira, onde A Outra caiu agachada como um felino

—O James ficou atordoado depois de nosso último encontro! —Leona permaneceu firme em sua pose, encarando-a de cima. —Mas você não me coloca medo, garota. A Nêmesis irá lhe colocar em seu devido lugar!

— O mesmo papo, de novo e de novo — A garota revirou os olhos. — Vocês realmente precisam renovar os discursos.

Um sorriso formou-se nos lábios da agente. Ela acenou rapidamente com o pescoço e rapidamente uma mesinha arrastou-se até o meio das duas, prendendo a garota contra a parede. A garota grunhiu e a Agente disparou algo de sua arma Dardos que prendiam algum tipo de fio que eletrocutava a pele de Megan que tentava livrar-se.

—Você também não mudou nada!

— Eu te vi ontem, não dá para mudar tão rápido — disse com dificuldade conseguindo aos poucos, soltar o fio que a eletrocutava e arrastar a mesa, ganhando algum espaço para respirar.

Ela soltou um pulso de energia que fez com que objetos e pessoas próximas fossem lançadas longe, então ela se aproximou de Jack, ainda confuso.

— Consegue fazer alguma coisa? — A garota perguntou sussurrando.

— Não — sussurrou de volta. — Desculpa.

A garota então voltou a lançar raios contra todos ali, ainda tentando ganhar tempo, precisava sair dali, precisava conseguir tirar todo mundo que importava dali.

No quarto, um buraco escuro surgiu no teto, despejando duas pessoas no meio do quarto assustando as garotas.

—Não há tempo para conversas, se não quiserem morrer, entrem! —Agente Zero ordenou, apontando para outro buraco que surgiu no meio do quarto. Era como um espelho, mas fosco e sem fundo. —Vamos!

Wanessa e Beatrice não sabiam o que fazer, estavam confusas demais, toda aquela situação era confusa. Beatrice olhou em volta e respirou fundo, tentando tomar uma decisão, enquanto a de Tiffany estava tomada, ela deu dois passos para trás, se recusando a sair dali.

—Okay, jeito difícil! —Connor Yagami, o Pássaro Negro, esticou as mãos e fez as garotas serem rodeadas por um tentáculo de sombras e sem poder escolherem, foram tragados pelo buraco que fechou-se diante deles. —Feito!

—Faltou uma! —Brandon gritou, chegando a disparar uma rede que a prendesse, mas Beatrice foi rápida ao sair do quarto. —Essa merda tá saindo do controle! —reclamou, desequilibrando-se ao sentir a casa tremer.

Rapidamente, Beatrice movimentou-se pelo corredor e acabou saindo na sala, onde Megan continuava lutando, assim como Jack. Não demorou para que Megan notasse Beatrice, gesticulando em silêncio para que ela saísse dali, porém Bea continuou paralisada.

Kannon lançou suas mãos, direcionando um impulso telecinético que arremessou o corpo de Megan contra uma janela, jogando-a para fora. Leona a seguiu, mas antes que ele fosse, um ruído dentro de sua cabeça o levou ao chão. Era sua memória indo e voltando, imagens dolorosas e sensações psíquicas que não eram de seu controle. Contorcia-se no chão enquanto Jack caminhava lentamente em sua direção, concentrado e firme em seu ataque psíquico.

—Não... tão... fácil! —Crepuscular usou de sua telecinese para causar mais caos na estrutura da casa, usando dos pedaços do teto que caia para tentar impedir Jack.

Com muita dificuldade, Jack se concentrou, tentando continuar o ataque, mas sua cabeça começava a doer por causa disso, além da estrutura da casa que se tornava cada vez mais frágil, Beatrice apenas assistia aquilo, como se estivesse em um pesadelo estranho.

Do lado de fora, a Outra se levantou e antes que conseguisse voltar, viu-se cercada de policiais que pareciam ter acabado de chegar.

A Outra encarava os policiais com fúria, onde Leona chegou no exato momento em que iriam atirar. Com agilidade, a agente disparou contra o primeiro atirador, dando tempo da neo-humana defender-se sem tirar os olhos da Agente da Nêmesis.

—Se tivesse colaborado... —deu-se tempo de saltar no meio de alguns homens e derrubá-los numa única rasteira, usando as costas de um como impulso para chutar um segundo em direção à Megan, que se desviou nas últimas. —...nada disso teria acontecido!

A Outra atirava raios de energia contra os policiais, tentando pensar em uma saída, sabia que depois dos policiais, Nêmesis voltaria a ser o problema.

— Eu não estaria aqui se vocês não existissem — a garota disse, mais para si mesma do que para qualquer um ali.

—Então admite que está errada, certo?

Dentro da casa, Crepuscular e Jack mantinham o combate telepático a níveis absurdos, além da resistência de ambos. O ataque afetava tudo ao redor, aos poucos, Beatrice que estava próxima deles e até mesmo Leona e a Outra já podiam sentir.

Uma forte onda telepática atingiu todos ao mesmo tempo. Parecia um som, mas de certo causava dor — ou ao menos a sensação de dor. Os policiais foram ao chão, sangrando pelos ouvidos e nariz enquanto Megan e Leona rastejavam e ficavam de pés.

“Kannon...” —a agente chamou pelo parceiro de equipe.

“Ele é muito forte!” —respondeu Crepuscular.

—Então mata ele! —Leona bradou em voz alta, chamando a atenção de Megan.

Estavam falando de Jack, ela não deixaria que o machucassem, não de novo, já havia perdido muito.

Mesmo com dor, e com raiva, ela usou os poderes em uma grande intensidade, tudo o que estava perto dela, incluindo a Agente Peters, foi jogado longe, nenhum carro da polícia saiu ileso.

Então ela foi para o lado de dentro e fez o mesmo lá, jogando Kannon contra uma parede.

Kannon chocou as costas contra a parede, caindo com a cabeça tonta. Viu Megan aproximar-se de Jack para um possível resgate.

—Temos as suas amiguinhas em mãos... —o gêmeo riu, cuspindo sangue que escorria no canto de sua boca. —É melhor não tentar fugir!

— Quem disse que vou fugir? — Ela usou os poderes novamente jogando o gêmeo novamente e chegando perto de Jack, ela já havia fugido a vida inteira, não faria aquilo, não de novo.

Toda a estrutura da casa ruiu e por fim, o que a segurava já não era mais o suficiente para mantê-la de pés. A casa inteira começou a desabar, rápido demais para uma fuga bem elaborada.

Crepuscular usou sua telecinese para passar rapidamente por uma janela, alcançando a rua de frente à casa e assustando os policiais enquanto estourava os vidros dos carros, dando tempo de chamar atenção de sua líder.

—Não iremos conseguir levá-la à força desse jeito... —Leona resmungou, segurando o ombro que aparentava estar ferido. —Agente Peters chamando Agente Zero... onde estão os civis?

—Restou uma garota... —Kannon a interrompeu.

—O que disse?

—Tinha alguém lá dentro!

—É impossível. A ordem foi de retirar qualquer um que pudesse interferir...

—Eu pude senti-la! —insistiu Crepuscular, apontando para a casa que foi abaixo e cobriu toda a área por uma nuvem de poeira. —Ela estava lá dentro e...

Leona ergueu a face, puxando um óculos de seu bolso e usando-o para tentar buscar Megan e Jack pela nuvem de poeira.

—Veja o que fez, Megan. Você matou uma inocente! —acusou em alto tom, enquanto seu parceiro telepata buscava os alvos usando seus poderes mentais. —Eu avisei.

A garota respirava rapidamente, tão rapidamente quanto seu coração batia. As personalidades oscilavam, não podia ser, Bea precisava estar viva.

Jack tentou procurar pelos pensamentos da irmã, mas nada, não conseguia ouvir nada.

"Megan"

A garota o olhou.

"Não consigo ouvir ela"

— Não — sussurrou para si mesma e continuou repetindo seguidas vezes.

—É a nossa chance! —Leona preparou as algemas energizadas quando alguém surgiu diante de si como uma sombra e segurou em seu braço. Era Connor Yagami, o Pássaro Negro. —O que faz aqui?

—A Nêmesis deu ordem de recuo. Chamamos atenção demais, talvez a Nexus queira fazer uma interceptação... se não pegamos a garota, temos que deixá-la ir ou a Nexus irá pegá-la em nosso lugar. —informou de forma calma, o que obrigou a agente a puxar seu braço.

—Recuar? —resmungou a líder.

Connor encarou Kannon, como quem estivessem conversando por olhares, mas na verdade era por telepatia. Ambos concordaram em algo e encararam a líder, que permaneceu parada por segundos até enfim relaxar os ombros, guardando a algema e desabilitando seus óculos especiais, vendo Megan sem precisar deles.

—Temos uma vantagem em tanto para uma próxima vez. Pense sobre hoje Megan, pelo menos pelo resto de sua vida. —disse a Agente Peters enquanto recuava sorrindo de forma debochada em direção a um portal sombrio.

Ambas Megans estavam em choque, ambas sabiam o que tinha acontecido, ambas sentiam aquele momento, ambas estavam ali, e ao mesmo tempo não estavam.

O celular tocou, Megan não conseguia atendê-lo, fazendo com que Jack, também em choque, mas mais consciente, atendesse ao celular, era Wanessa ligando.

— Onde vocês estão? — Jack perguntou com a voz trêmula.

— Em algum terraço — Wanessa respondeu confusa do outro lado da linha. — Eu não sei exatamente, o que aconteceu, cadê a Bea?

Jack não respondeu, apenas respirou rapidamente e soltou algumas lágrimas, havia finalmente perdido tudo.

— Jack? — Wanessa chamou, ela percebeu que algo estava errado. — A Bea está aí? A Megan?

"Megan?"

— Jack, cadê a Megan?

Jack olhou em volta, a vizinhança via aquilo chocada, haviam muitas pessoas ali, mas não Megan, nenhuma delas, em nenhum lugar em volta. Não conseguia ouvi-la também. Ela havia sumido, desaparecido, silenciosamente, em apenas alguns instantes, como se nem tivesse estado ali.

Notas finais
E chegamos ao fim da primeira temporada (Sim, vai ter segunda temporada o/) Essa foi minha primeira fic postada no HL então termina-la é uma alegria imensa, quero agradecer a todos do HL, ao Alee, a Vic, ao L (Litthie, que fez uns crossovers maras aqui comigo, ele é o dono de pps como Leona, James, Connor, Kannon e outros que apareceram por aqui, e além de tudo isso ele também me ajudou muito ao longo da minha escrita, me ajudou com várias ideias, serei eternamente grata ♥), a Line (Autora do HL que tem me ajudado muito desde que entrei e tivemos um crossover aqui em The Other mesmo, nos primeiros capítulos, Linelicia ♥ ) e ao Gus. Foram todos muito legais comigo e todos me ajudaram bastante e me receberam tão bem no HL, serei muito grata a todos pelo resto da minha vida. Também quero agradecer aos leitores que pacientemente acompanharam até aqui, entre erros e acertos, aqui estamos todos nós e lembrem-se que a história da Megan não acabou ;) Para acompanharem novidades do HL e da continuação de The Other, curtam a nossa página no facebook, são todos muito bem vindos lá https://www.facebook.com/heroeslegacycompany/ Edit: Sei que disse que aqui era o fim da temporada, mas vai ter um epílogo ;)