Notas iniciais
Olha só quem ressuscitou o/ Primeiramente queria agradecer a Marceline e espero que gostem do capítulo de hoje ♥

Cat continuava escondida no meio das roupas, apenas imaginava para onde a van iria e se estava longe demais de Ed ou Lindsay. Sentiu a van parar, aproveitou enquanto tinha tempo e saiu dali sem ser notada, ela definitivamente não sabia onde estava, ou o que fazer.

Não muito longe dali, Ed dirigia com Lindsay sentada no banco do passageiro.

— Como conhece a minha irmã? — Queria saber.

— Eu estava dando carona para ela — explicou breve. — Estava levando ela para a fronteira, para tira-la do país e mantê-la longe da Nexus.

— O que aconteceu com o Zack?

— Pelo o que ela me contou, ele está morto — respondeu. — Ela estava sozinha quando a encontrei. — Então respirou fundo, havia uma pergunta que precisava ser feita. — Por que a Nexus está atrás de vocês?

— É complicado — então Ed parou o carro.

— Então descomplique porque a sua irmã pode estar em qualquer lugar prestes a ser levada por eles — disse um tanto bravo.

— Quem você pensa que é para falar assim comigo? — questionou.

— Alguém que não abandonou a própria irmã — Estava exaltado. Para ele, Lindsay havia abandonado Cat, deixando-a sozinha contra a Nexus.

— Eu não abandonei a Cat — também estava exaltada. — Eu me afastei para protegê-la e a deixei com o Zack que iria cuidar dela.

— Você deixou a sua irmã quando ela mais precisava de você — acusou.

— Eu estava tentando proteger ela — justificou. — O que você saberia sobre isso?

— Acredite, eu sei bastante — Tentou suprimir algumas memórias que queriam reaparecer. — Por que a Nexus está atrás de vocês?

— Eu não sei.

— Mentira — disse. — Não estariam atrás de você por nada. A Cat eu acredito que não saiba nada, mas você? Você sabe alguma coisa!

— E por que eu deveria te contar? — questionou.

— Porque eu estou tentando te ajudar.

— Meus pais sabiam demais e foram mortos, é o que eu sei — Lindsay respondeu.

— O que eles sabiam? — questionou.

— Eu não sei — disse. Ed não acreditou, mas sabia o suficiente. — Como vamos achar a Cat?

— Ela provavelmente deve estar na cidade ainda, se saísse a Nexus já teria a pego — Lindsay explicou.

— E como sabemos se a Nexus não a pegou? — Ed questionou.

— Acredite, se eles tivessem a pego nós já saberíamos.

***

Cat continuava andando pela cidade, tomando cuidado para não ser vista por algum agente da Nexus. O perímetro em volta de onde teria acontecido a explosão estava cercado de agentes da Nexus e por policiais então ela tentava ficar o mais longe o possível dali. Andando mais um pouco, ela avistou alguns agentes da Nexus e rapidamente se escondeu atrás de um caminhão.

Ela fechou os olhos e respirou fundo antes de mudar sua forma para a de um garoto. Era uma maneira de não chamar a atenção. Após isso, ela saiu dali e continuou andando. Precisava achar uma maneira de encontrar Ed ou a irmã.

***

Ed parou a caminhonete e desceu juntamente de Lindsay, que estava confusa sobre o plano dele.

— Como vamos achar a Cat? — questionou.

— Apenas me siga — Ed andou até que ficassem próximos de uma viatura e ele pudesse ver claramente o policial dentro dela.

Então ele usou os poderes para mover uma arma que alguém havia deixado no banco de trás do carro do policial e em seguida, bateu na cabeça do policial com a arma várias vezes seguidas até que ele ficasse desacordado. Após isso, Lindsay e Ed correram para dentro da viatura.

— O que estamos fazendo? — Lindsay questionou após entrar na viatura, Ed colocou o policial desacordado no banco de trás e então sentou-se no banco do motorista. — Vamos roubar uma viatura?

— Claro que não — respondeu mexendo no rádio. — Precisamos ouvir o que estão falando no rádio da polícia, podem ter alguma notícia da sua irmã.

— E se ele acordar? — Apontou para o policial desacordado no banco de trás.

— Por isso só podemos ficar aqui trinta minutos.

***

Cat continuava andando pela cidade, agora disfarçada. De repente, ela avistou Felícia de longe e precisou se esconder novamente. Mesmo a garota estando em uma forma diferente, a telepata ainda poderia ler sua mente e isso não seria bom. Ela mudou sua forma novamente, dessa vez para a de um velhinho e voltou a andar, sem notar que havia sido vista.

Enquanto isso, Ed e Lindsay continuavam na viatura escutando o rádio, o tempo que tinham estava quase acabando, quando ouviram uma transmissão.

"Neo-humano suspeito avistado, habilidade de mudar sua forma"

Ed continuou ouvindo até que falaram onde haviam visto Cat, então ele e Lindsay saíram da viatura e foram para a caminhonete. Tinham uma posta de Cat.

***

Disfarçada de velhinho, Cat continuava sua caminhada, até perceber que estava sendo seguida. Agiu calmamente e andou como se nada tivesse acontecido, até que se misturou no meio de algumas crianças que andavam em fila, e o cara que a seguia simplesmente a perdeu. Ela havia se transformado em uma das crianças e ele não conseguia distinguir qual delas era a garota.

— Neo-humano suspeito desaparecido — disse pelo comunicador, ele foi em direção a mulher que guiava as crianças e a parou. — Para onde vão?

— Estávamos em uma excursão, mas com o tumulto tive que reuni-los e estou os levando de volta para a escola — A mulher explicou.

— Ah sim — E olhou para as crianças, tentando adivinhar qual delas poderia ser o neo-humano.

— Se me der licença, nós precisamos ir — A mulher disse incomodada. — Os pais dessas crianças devem estar bastante preocupados.

— Eu sei — mostrou um distintivo da Nexus. — Um neo-humano capaz de mudar de forma pode ter se infiltrado no meio das suas crianças. — Explicou. — Não sei qual delas é ou se é perigoso, de qualquer forma, preciso checar.

— Bom, não sei porque pensou isso, mas posso garantir que esse neo-humano não está entre as crianças — disse. — Mas se quiser checar faça isso rápido porque estamos sem tempo.

— Certo — O agente olhou para as crianças, tentando pensar em algo. — Crianças, preciso que me façam um grande favor. — E continuava a olhar para elas. — Indiquem entre vocês alguma criança que não tenham visto antes, uma desconhecida. — As crianças conversaram entre si e olharam para os lados até que uma delas avistou uma que não conhecia.

— Ela — Um menino apontou para uma menina ruiva e as outras crianças fizeram o mesmo. O agente se aproximou dela e se ajoelhou para ficar no mesmo tamanho que ela.

— Qual o seu nome? — A menina estava apreensiva, havia sido pega.

— Minha mãe disse para eu não falar com estranhos — disparou.

— Não precisa mentir para mim — disse calmo. — Está se escondendo de alguém, não está?

— Sim — Um burburinho começou entre as crianças. — De vocês. — Apontou para o distintivo da Nexus.

— Por quê?

— Porque vocês são do mal — Ela deu um soco que jogou o agente para trás e voltou para sua forma original. Com isso, Cat correu dali sendo perseguida pelo agente.

— Essas aberrações — A mulher resmungou e após isso sua atenção voltou para as crianças ali. — Voltem para a fila.

Enquanto isso, Cat fugia do agente, que chamava reforços. Depois de uma rápida perseguição, ele conseguiu cerca-la perto de alguns carros.

— Não precisa ter medo — Tentou acalma-la.

— De vocês? Eu tenho é raiva mesmo — O chutou tão forte que ele foi lançado longe.

Ela olhou para os lados e viu que mais agentes chegavam, sua única escolha foi correr para dentro de um prédio enquanto os agentes a perseguia pelas escadas. Ela continuou correndo até chegar ao telhado do prédio, já não tinha mais para onde ir.

— Parada. — Vários agentes a cercaram. Ela precisava pensar em algo, mas não havia nenhuma maneira de sair dali, pelo menos, nenhuma em que ela saísse viva ou livre da Nexus.

Se lembrou de como havia escapado da Nexus em outra ocasião, conseguia pular alto o suficiente para chegar no prédio ao lado, mas fazia muito tempo que ela não praticava aquilo, se fizesse aquilo errado, poderia cair e morrer. Cat estava cercada e aquela era sua única chance de escapar.

A garota respirou fundo e correu para pegar impulso, sem pensar muito, ela apenas saltou para o prédio ao lado, e por poucos centímetros, ela conseguiu, os agentes do outro lado estavam impressionados.

A garota se levantou e encarou os agentes antes de sair do telhado. Com isso, mais agentes cercaram o prédio ao lado impedindo que qualquer pessoa conseguisse sair dali.

Em seguida, os agentes invadiram o prédio na tentativa de pegarem a garota. Todos os que estavam ali foram obrigados a se sentarem no chão e ficarem com as mãos levantadas, estavam lidando com uma neo-humana que mudava a própria forma, qualquer um ali poderia ser ela.

— Malditos neos — Uma mulher que trabalhava no prédio resmungou. — Eles fazem merda e nós pagamos o pato.

— Você — O agente apontou para uma ruiva. — Você trabalha aqui?

— Não — respondeu.

— E o que faz aqui? — questionou.

— Estou procurando pelo meu irmão.

— Qual é o nome do seu irmão?

— Anthony.

— Ele trabalha aqui?

— Me disseram que sim.

— Atenção todos — O agente gritou fazendo com que todos ali o olhassem. — Alguém aqui conhece um Anthony?

— Tem um Anthony trabalhando no segundo andar — Uma mulher se manifestou.

O agente foi até a garota ruiva e a ajudou a se levantar.

— Quer ver o seu irmão? — Ele perguntou.

— Nós vamos vê-lo agora? — Ela questionou estranhando aquilo.

— Quer ou não quer vê-lo?

Os dois saíram da sala acompanhados de mais alguns agentes e desceram vários andares.

Enquanto isso, do lado de fora, na rua, Ed e Lindsay tentavam pensar em uma maneira de entrarem no prédio para que pudessem tirar Cat dali.

— Precisamos distrai-los — Lindsay olhava atentamente para o prédio, procurando por uma brecha.

— Como? — Ed também tentava pensar em algo.

— Acho que sei como — Lindsay então fechou os olhos e se concentrou, iniciou-se uma ventania forte e repentina, jogando poeira para todos os lados. Linday e Ed aproveitaram aquilo e entraram no prédio sem serem notados.

Enquanto isso, do lado de dentro, a moça ruiva e os agentes olharam pela janela e estranharam a ventania.

— Que clima doido — A moça comentou e eles chegaram a uma sala no segundo andar onde mais funcionários estavam sendo mantidos.

— Quem aqui é Anthony? — O agente perguntou, assustando os presentes ali com o tom da voz.

— E-eu — Um rapaz tímido levantou a mão.

— Vocês se conhecem? — apontou para a moça ruiva.

— Sim, ela é minha irmã — O rapaz respondeu e os agentes deixaram a ruiva ir até o irmão, mas logo notaram outra moça estranha ali, essa era loira.

— Você — A chamou. — Trabalha aqui?

— Sim — A loira respondeu nervosa.

— Alguém aqui a conhece? — perguntou aos outros presentes na sala, mas todos negaram, e ele voltou a olhar para a desconhecida. — Tem certeza que trabalha aqui?

— Seria estranho se eu não soubesse onde trabalho.

— Então se olharmos no RH e perguntarmos ao seu chefe, certamente haverá algo sobre você, certo?

— E por que não haveria? — A moça engoliu em seco.

— Eu não sei — A encarou. — Diga-me você.

— Eu não estou entendendo a razão de tudo isso.

— Certo, peço perdão — respirou fundo. — Mais uma pergunta. Qual o nome do chefe do seu departamento?

A moça o olhou nervosa, sua respiração estava mais rápida.

— Não consegue responder? — Ele a encarou, ela permaneceu em silêncio. — Foi o que pensei. — Ele olhou para os outros agentes. — Levem-na.

Quando os agentes tentaram pega-la, a moça os socou com uma força extraordinária, e então, ela voltou a sua forma original, Cat.

— Peguem-na!

A garota saiu correndo da sala, sendo seguida pelos agentes.

Enquanto isso, Lindsay e Ed andavam sorrateiramente pelo prédio, tentando não serem notados.

— Tive uma ideia — Lindsay disse. — Nos separamos e cada um procura para um lado, quem acha-la primeiro vai para a saída de emergência e encontra o outro.

— Certo.

Perto dali, Cat corria pelos corredores tentando não ser pega, ela estava quase sendo cercada e precisava pensar em uma maneira de escapar. Ao fim de um corredor, ela parou, respirou fundo e deu um soco muito forte no chão, o que foi suficiente para que abrisse um buraco entre Cat e os agentes.

Enquanto isso, em outro lugar no prédio, Lindsay andava por alguns corredores procurando pela irmã, mas em um deles, acabou encontrando Felícia, que imediatamente a encarou.

— Está perdida? — Felícia perguntou em tom amistoso.

— Apenas procuro a saída — Lindsay tentou disfarçar, sem saber que falava com uma telepata.

— Ah sim, acho que o que todos queremos é sair daqui — sorriu. — Confusão doida essa, não?

— Sim — Lindsay sorriu, tentando ser sociável, embora fosse impossível esconder o nervosismo.

— Está procurando alguém?

— Quem eu poderia estar procurando?

— Eu não sei, talvez a sua irmã — disse deixando Lindsay apreensiva, então Felícia se aproximou lentamente. — Também procuro por ela, mas acho que isso não será mais necessário.

Cat corria pelos corredores, até que em um deles, ela acabou encontrando Ed, que ficou aliviado ao vê-la.

— Como... — A garota se perguntava como ele havia a achado.

— Nexus — respondeu simples.

Os dois seguiram juntos pelas escadas até chegarem a saída de emergência, porém, ao chegarem lá, não encontraram Lindsay.

— Droga — Ed resmungou.

— Aconteceu alguma coisa? — Cat perguntou confusa.

— Não. — Ed decidiu que não falaria de Lindsay, temia que Cat tentasse voltar se soubesse que a irmã poderia ainda estar ali. Foi quando os dois viram agentes da Nexus indo na direção deles. — Droga!

Os dois correram para sair dali, sendo seguidos pelas ruas até chegarem a caminhonete de Ed, onde entraram e partiram, com carros da Nexus em seu encalço.

Cat já havia vivido algo parecido antes, carros em seu encalço, prestes a alcança-los, da última vez o desfecho havia sido trágico, especialmente para Zack. Fechou os olhos tentando não pensar nele, não era um bom momento, não deveria se lembrar.

— Se segura! — Ed acelerou a caminhonete o máximo que conseguia, com certo auxilio de seus poderes, fazendo com que ela ultrapassasse o próprio limite de fábrica.

Ed virou bruscamente a caminhonete, fazendo com que ela ficasse frente a frente com os carros da Nexus e dirigindo em ré. Ele levantou as mãos e usou os poderes para fazer com que os outros carros capotassem, após isso, ele voltou as mãos para o volante da caminhonete, que por algum tempo, ficou sem controle, ele precisou gira-la novamente para voltar a dirigir de frente, e após girar, ele deu uma freada brusca que foi o suficiente para que Cat batesse a cabeça.

— Você está bem? — Ed perguntou ao colocar a caminhonete de volta em movimento.

— Estou — Cat disse um pouco tonta, não estava machucada, mas o lugar onde havia batido na cabeça doía um pouco.