Notas iniciais
Olha só quem apareceu com capítulo novo o/ Queria agradecer ao Jorge e a Marceline pelos comentários ♥ Espero que gostem ♥

— O que você fez? — Ed gritou enquanto mexia no amigo para ver se reagia, mas não adiantou nada. Aquilo o enfurecia ainda mais. — Como você pôde?

— Ele não me deu escolha — respondeu friamente.

Cat estava em choque, queria ser capaz de fazer alguma coisa, mas se sentia tão impotente. Sentia-se culpada, sempre alguém próximo a ela era morto, os pais, Zack, e agora Henry, e a maneira como ele foi morto a assustava.

— Você é um monstro — Foi a única coisa que a garota conseguiu dizer. De repente, por um impulso que não fez de maneira voluntária, Cat caiu de joelhos, uma dor enorme a invadiu e o nariz dela começou a sangrar.

— Eu sou? — A garota sentia muita dor. Não conseguia falar ou pensar direito. Sentiu suas memórias serem vasculhada, o peito doía, assim como a cabeça. Não tinha controle sobre o próprio corpo. Estava assustada, com dor. — Diga Caitlyn, eu sou?

— Deixe-a em paz — Ed gritou fazendo com que Felícia soltasse a garota. — Seu problema é comigo e não com ela.

— Tem razão, o que eu iria querer com uma pirralha como ela?

Cat percebeu que tinha que fazer alguma coisa, mas precisava ser cuidadosa com os próprios pensamentos ou a telepata acabaria percebendo. Felícia olhou nos olhos de Ed e entrou na cabeça dele.

— Não tente lutar, Adriano — disse enquanto invadia a mente dele. Cat conseguiu se levantar com dificuldade, ela pegou uma cadeira e a bateu na telepata. — Ora sua... — Quando Felícia tentou invadir a mente de Cat, Ed fez com que uma lâmina de metal atravessasse o ombro da telepata que caiu com a dor.

Então, Cat e Ed correram e se esconderam em um depósito. Os dois tentavam ser o mais forte que conseguiam para não deixar Felícia entrar na cabeça deles, o que estava sendo difícil.

— Não posso aguentar por muito tempo — Cat disse desesperada. Não era fácil lutar contra uma telepata.

— Eu sei — Os dois continuavam a segurar a porta enquanto tentavam pensar em algo. Ed estava tendo dificuldades para pensar por ainda estar bastante abalado com o que aconteceu com Henry.

— Acho que posso quebrar a parede — A garota sugeriu.

— Consegue ser forte a esse ponto? — questionou.

— Consegue aguentar por mais um tempo?

— Sim.

Com isso, Cat colocou os braços ao redor do corpo e correu o mais rápido que conseguia em direção a parede e bateu nela com toda força conseguindo fazê-la rachar. Repetiu o ato novamente e dessa vez conseguiu abrir um buraco na parede. Após isso, os dois saíram dali pelo buraco e correram em direção a caminhonete, mas antes que conseguissem chegar nela, foram alcançados por Felícia.

— Ah Caitlyn — Felícia debochou balançando a cabeça. — Isso não é algo que se faça.

— Perseguir pessoas também não é algo que se faça, no entanto aqui está você — rebateu e fez Felícia rir.

— Você é uma peça e tanto — riu ao se aproximar.

— Você não é nada engraçada — olhou em volta na esperança de encontrar alguma solução, mas nada.

— Conseguiu pensar em alguma coisa? — Cat cochichou para Ed.

— Tem muito a aprender comigo — quando Felícia disse aquilo, Ed segurou na mão de Cat.

— Se tranque na caminhonete, e não saia de lá.

— Não, eu não...

— Por favor, garota! — Fitou-a nos olhos. Mesmo contra a vontade, Cat correu e fez o que Ed havia lhe pedido.

— Me explique, Adriano. Por quê? — Olhou para Ed que estava confuso com a pergunta. — Por que está ajudando ela?

— Você não é a telepata? — Cerrou os olhos e a encarou de maneira irônica. — Ou saber de tudo pode ser entediante?

— Só queria que você mesmo dissesse — deu um cínico sorriso.

— Então, senhorita, diga a razão — cruzou os braços esperando uma resposta.

— Porque as vezes ela te lembra a uma versão mais nova de si mesmo — viu a expressão de Ed tornar-se sombria. — E as vezes, parece com a Cecilia. — Após ouvir o nome da filha morta, Ed não conseguiu se segurar e deu um soco na mulher, que foi pega de surpresa.

— Nunca mais ouse tocar no nome dela — disse entre dentes e viu Felícia começar a rir. De longe, Cat observava aquilo tudo confusa, já que não conseguia ouvir o que diziam.

— Quantas vezes terei que pedir desculpar por aquele incidente infeliz? — Bufou colocando a mão sobre o local onde Ed havia a socado.

— Você a matou! — Gritou.

— Foi sem querer — tentou explicar.

— Nada do que você faz é sem intenção — gritou em um tom ainda mais alto. — Você ama me machucar. Sempre amou!

Felícia pegou Ed pelo pescoço e o levantou, antes de joga-lo longe. Cat tentou sair da caminhonete para ajuda-lo, mas ele usou os poderes e travou as portas.

— Fica ai dentro! — gritou e então, antes que pudesse ver, Felícia o acertou por trás e o fez cair novamente.

Cat viu que precisava fazer alguma coisa e se lembrou da arma que Ed guardava, que talvez ainda estivesse ali. Do lado de fora, a telepata invadiu a mente do neo-humano que caiu novamente.

— Nós sabemos como isso termina, Adriano — A voz dela soava distorcida para ele e a visão estava turva. — Por que insistir nisso?

Cat abriu o porta-luvas, encontrou a arma ali e então checou se estava carregada.

— Não importa quanto tempo passe, você vai sempre ser a sabe tudo arrogante — Levantou-se com dificuldade.

— Achei que fosse isso o que tivesse te atraído — deu um sorriso malicioso.

— Cala a boca — esforçou-se para não cair.

De maneira discreta, Cat conseguiu sair da caminhonete tentando ter o menor número de pensamentos possível. Assim que conseguiu, a primeira coisa que fez foi disparar a arma. Por não saber muito bem utilizar uma arma e não ter uma boa mira, a garota deu dois disparos, um que quase acertou Ed, e outro que acertou a perna de Felícia, que ficou surpresa.

— Sua...

Cat tentou fazer um novo disparo, mas ele passou muito longe de acertar Felícia, que entrou na mente da garota e a fez jogar a arma.

— Não devia ter feito isso — Felícia começou a andar mancando na direção da garota, mas antes que conseguisse chegar nela, Ed fez com que um metal pesado batesse na cabeça dela, que desmaiou.

— Eu disse para ficar na caminhonete — disse ofegante.

— Você precisava de ajuda — quando Cat terminou de dizer aquilo, notou alguns carros da Nexus indo na direção deles. — Como ele sempre nos acha?

— Boa pergunta — Ed se pôs na frente de Cat e o mesmo agente da Nexus de antes de aproximou deles e viu Felícia desacordada. Junto com ele estavam mais alguns agentes.

— Vejo que se viraram sozinhos — fez um tom de voz sarcástico.

— Não graças a vocês — Cat cruzou os braços. — Se fosse por vocês, eu estaria morta.

— Não estamos tentando te matar, Caitlyn — Argumentou olhando nos olhos dela para tentar convencê-la. — Queremos protegê-la.

— Me proteger? — Cat não conseguia acreditar. — Vocês mataram os meus pais, mataram o Zack!

— Eu não sei do que você está falando — o agente ficou confuso.

— Vocês entraram na minha casa, atiraram nos meus pais, e depois tentaram pegar a mim e a minha irmã — As imagens eram nítidas na cabeça da garota, que nunca havia conseguido esquecer aquilo, e nunca esqueceria. — Vocês disseram que se eu contasse a verdade, me deixariam em paz, e logo em seguida mataram o Zack.

— A Nexus nunca faria algo assim — ele não conseguia acreditar.

— Mas fizeram — respondeu. — Eu lembro do uniforme com a estrela de oito pontas. Era igual ao seu.

— Provavelmente, houve um engano — argumentou, apesar de não estar mais acreditando no que dizia. — Tudo o que fazemos é ajudar pessoas como você.

— Vocês sempre matam quem eu mais amo.

— Bom, eu sinto muito, mas com certeza deve ter um engano nisso — Começou a pensar que talvez fossem agentes da Nêmesis infiltrados.

— Não acho que seja um engano — a garota se lembrava de cada momento de terror que havia passado por causa da Nexus. Era difícil esquecê-los.

— Eu posso não conhecer a Nexus como você — Ed interviu. — Mas já a vi fazendo coisas muito questionáveis, e essa não é a primeira vez. — O agente olhou para os colegas da Nexus e então voltou a olhar para Ed e Cat.

— Quando eu me virar, vocês correm — sussurrou.

Assim que o homem se virou se virou e olhou para os outros agentes, os dois neo-humanos correram em direção a caminhonete. Quando o resto dos agentes se prepararam para persegui-los, O agente os impediu.

— Deixe-os ir — ordenou.

— Mas a Nêmesis está atrás deles, não estarão seguros.

— Acredite, eles não estariam seguros conosco — argumentou.

— Sabe que teremos que reportar isso, não sabe?

— Arcarei com as consequências.

***

Cat e Ed permaneciam calados enquanto o mais velho dirigia. Os dois estavam abalados com os acontecimentos. Henry era como um irmão para Ed e Cat se sentia culpada.

— A sua irmã — mencionou chamando a atenção da garota. — O que aconteceu com ela?

— Eu não sei — disse triste por tudo o que tinha acontecido. — Um dia ela saiu e nunca mais voltou. — Viu Ed permanecer em silêncio pelo luto. — Desculpa.

— O quê? — Ficou confuso.

— Eu sei que nunca teria acontecido se eu não estivesse lá — sentia-se culpada. — Ele poderia estar bem. — Aquilo fez com que Ed parasse o carro.

— Quem matou os seus pais?

— A Nexus — respondeu confusa.

— Quem?

— Um agente da Nexus.

— O tal Zack, quem matou?

— Uma agente da Nexus.

— E o Henry? — Disse com um peso na voz.

— A tal Felícia.

— Nunca esqueça quem são os verdadeiros culpados. Eles não esquecerão de você.