Notas iniciais
Olá meus queridos leitores ^^
Venho trazendo um novo trabalho para o universo Heroes Legacy, espero que gostem ^^

Agradeço especialmente aos meus amigos do HL, que sempre me apoiam e me ajudam quando tenho novas ideias ♥

2014 — Tóquio, Japão

A grande metrópole era iluminada por seus inúmeros edifícios comerciais e residenciais. Em meio ao cenário urbano, um grande prédio preto e branco se destacava por estar fora dos padrões apresentados pelos demais. Neste prédio, somente os mais qualificados policiais do Japão tinham autorização para entrar, pois este era o batalhão das forças especiais da Polícia japonesa.

Uma grande cerimônia acabara de se iniciar quando Akemi e Hideki saíram de um carro preto e correram em direção ao QG, ambos trajando roupas de gala militares.

— Estamos atrasados! — disse a garota.

— Não me diga? — respondeu o jovem. — eu sabia que não devia ter te esperado!

— Cale a boca e prepare-se, vamos entrar como se nada tivesse acontecido.

Na entrada, dois policiais estavam fazendo a segurança do local quando os dois pararam de correr.

— Boa noite, Senhora Tanaka. Boa noite, Senhor Tanaka. — disse o da direita, cumprimentando-os.

— Boa noite, Mito. Estamos um pouco atrasados… — Disse Akemi sorrindo sem graça.

— Tudo bem, a cerimônia ainda não começou. — abrindo a porta, o homem fez sinal para que entrassem. — Aproveitem a noite.

Salão principal

Algumas centenas de cadeiras estavam alinhadas impecavelmente, formando fileiras de acordo com a patente dos soldados ali presentes. No palco do salão, as maiores autoridades do país estavam sentadas, observando os jovens agitados no meio do local. Pelo lado esquerdo do lugar, os irmãos Akemi e Hideki entraram e juntaram-se aos demais recém promovidos agentes da Polícia japonesa. Após alguns minutos, o Imperador iniciou a cerimônia.

— Cada um de vocês passou por um duro treinamento para estarem aqui. — disse o homem com voz imponente, silenciando o lugar. — Sejam bem vindos os Jieitai. — Todos presentes no salão aplaudiram por alguns segundos, silenciando o local logo em seguida.

— Nem acredito! — sussurrou empolgada inclinando a cabeça para o lado do irmão.

— Silêncio! Vão nos expulsar…

— Desculpa. — respondeu ainda feliz.

— Chamo agora para dar sequência a cerimônia de formação, o General Sasuo Tanaka. — disse o homem com excitação ao chamar o militar mais poderoso do Japão, aplaudindo-o ao deixar vago o microfone principal.

Sasuo era alto e forte, sua face rígida e séria fez com que todos o olhassem com atenção, pois dali em diante, aquele homem seria o responsável por comandá-los.

— À vinte e oito anos, eu estava exatamente onde vocês estão agora, curioso, aflito, empolgado e com medo, assim como a maioria de vocês. — parou por alguns segundos olhando a face de cada jovem que o observava. — Hoje é o dia em que todo o esforço, todo o suor e dedicação de cada um de vocês serão recompensados. Foram dois anos difíceis, perdemos muitos companheiros, mas ganhamos muitos aliados. Agora, é a vez de vocês, os futuros defensores da justiça e liberdade do país, honrar a memória de todos os que vieram antes, e garantir que todos neste país tenham direito a liberdade e segurança. Vocês agora são a elite da Polícia japonesa, nosso orgulho-

Uma explosão interrompeu as palavras de Sasuo, que observou sem mostrar pânico com o buraco formado na parede do salão. Pela abertura, diversos homens armados invadiram o local, tirando a vida de todos os policiais que tentaram enfrentá-los. Os recrutas se agruparam em frente ao palco impotentes, pois estavam todos desarmados. A resistência durou segundos, e em menos de um minuto, o lugar foi tomado. Atrás dos invasores, cinco pessoas saíram da fumaça, parando poucos metros após passarem pela parede quebrada. Um homem alto com cabelos loiros e sem camisa se aproximou do palco, sorrindo para os que ali estavam.

— Hey, Sasuo! A quanto tempo, maldito! — gargalhou.

— Pensei que tivesse te jogado em Star Sector. Como saiu? — perguntou sem mudar sua face.

— Eu fiz alguns amigos, General. Sabe, eles são bem influentes e poderosos. Eles me tiraram daquela gaiola e me deram poder. E em troca estou aqui, reivindicando o Japão para eles.

— Como assim?! — perguntou o Imperador. — Porcos bastardos! Não podem chegar aqui e-

Antes que pudesse terminar, um fio de energia negra atravessou a cabeça do homem, que foi ao chão, levando os jovens a gritar de raiva e desespero, se poderem fazer nada.

— Isso não era parte do plano, Rose… — disse o loiro sem olhar a mulher.

— A voz dele me irritava. — disse a mulher olhando para as unhas.

— Bem, Sasuo. Antes de terminarmos com isso, tenho uma proposta a fazer. — o homem se aproximou mais alguns passos, olhando para o General. — Meu chefe quer que você lidere alguns distritos, já que você possui muita influência nesse monte de terra que chamam de país.

— Isso não vai acontecer! — gritou Sasuo. — Nunca irei jogar minha honra na lama por vocês, escória! — cuspiu no chão, sinalizando desprezo.

— Eu contava com isso.

Movendo sua mão direita, o homem fez sinal para um de seus companheiros, que repentinamente surgiu na frente do general.

— Me desculpe, senhor… — disse esticando o braço na direção do militar.

— Não irei implorar por minha vida, Diong. Faça o que veio fazer.

Com um movimento rápido, Diong fez sua mão atravessar Sasuo. O corpo do General começou a transformar-se em cinzas, tendo forças apenas para estender a mão na direção de seus filhos, sem poder alcançá-los. Suspirando pela última vez, o homem sorriu para seus maiores presentes, antes que o sopro de sua vida se extinguisse.

— Papai! — gritou Akemi — Não! Não!

Furiosa, Akemi correu em direção ao homem que acabara de tirar a vida de seu pai, porém, antes que se aproximasse,um disparo fez a jovem parar e lançar seu braço na direção do disparo, fazendo um feixe de luz vermelha cortar a bala, mas antes que pudesse fazer mais alguma coisa, Rose lançou uma esfera negra na direção de Akemi, atravessando seu coração. A garota foi ao chão, respirando com dificuldade e tentando não se sufocar com o sangue que subia por sua garganta. Agonizando, ainda teve forças para rastejar por alguns centímetros, antes de perder os sentidos. Junto dos outros jovens, Hideki apenas observou sua irmã a beira da morte, sem poder fazer nada.

— Agora todos vocês trabalham para Blood Rose.

~*~

Após os criminosos saírem do local, Hideki finalmente pôde socorrer sua irmã, levando-a para o hospital mais próximo.

Sendo levada para a sala de cirurgia, Akemi recobrou a consciência por alguns minutos, deixando uma lágrima rolar no canto de seus olhos ao lembrar-se do que havia acontecido.

Antes de adormecer com a anestesia, um único pensamento passava pela mente da jovem: vingança.

“ Vão pagar… Vocês vão pagar… Eu vou achar todos vocês… todos…”

Notas finais
Eaí, o que acharam? Por favor, me digam :D

Obrigado a todos que leram até aqui, fico muito feliz por ter vocês comigo ♥
Se tudo der certo, teremos um capítulo por semana, então fiquem ligados XD

Até mais galera ^^