H.I.D.H.Y. — Honestly I Don't Hate You

13 Capítulo 12 - Um Novo Lar ou Uma Nova Prisão?


Notas iniciais
Boa noite meus amores!!!! Muita gente querendo me matar? Na verdade ia postar esse capítulo a duas semanas mas... Dessa vez não foi preguiça, eu acho. Para aqueles que acompanharam minha primeira fic "Espinhos do Amor" saibam que a fic está a um passo de virar um livro impresso. Ai estou adiantando as coisas do livro. Mas tia Mily, quem vai comprar um livro que já existe online? Eu iria. ;-; Pra quem não sabe foi essa fic que me despertou o desejo de ser escritora por isso nunca desistirei dela. E para quem já leu: tem muita coisa acrescentada na historia como fatos da infância da Mily, sua mãe e outras coisas. ]acho que já falei demais aushausha Aproveitem a leitura!

Chiyo está furiosa comigo, ela me disse que sou idiota em dar ouvidos ao Haru e cumprir minha dívida, mas o que eu posso fazer? Eu assinei um contrato quando aceitei o desafio e agora tenho que arcar com as consequências. Só fico triste em lembrar que vou ter de deixar a Chiyo sozinha no dormitório, queria que ela fosse comigo.

Terminei de organizar minhas coisas, que não eram muitas, fui para o portão do dormitório onde o Haru pediu que eu esperasse minha carona. Quando a limusine chegou e o Haru me chamou de dentro, meu coração tremeu, eu estava com medo do que me esperava, mas agora é tarde demais para voltar atrás.

Em todo o caminho até a casa do Haru, o silêncio prevaleceu, o que me deixou ainda mais nervosa. As janelas do carro como sempre estavam fechadas e ser acompanhada pelo Haru não era uma opção muito interessante.

Quando chegamos na mansão o sol estava se pondo, acho que isso foi a melhor coisa do meu dia, pois a visão que se tinha do pôr-do-sol era maravilhosa e me acalmou completamente, pelo menos até o Haru me tirar do transe.

Nós entramos pelo mesmo caminho de sempre, mas desta vez Haru ia explicando melhor o que era cada cômodo, onde eu podia entrar ou não, havia uma infinidade de salas, área dos empregados, as salas de entretenimento que consistiam em sala de jogos, cinema, academia, até um estúdio de música, os quartos e finalmente o meu quarto que ficava numa ponta do corredor, oposta a ponta em que ficava o quarto do Haru.

— Enfim acabamos nosso passeio Neko-chan. Este será o seu humilde aposento. — disse ele enquanto abria a última porta do corredor, já estava cansada de tanto andar por ai, sabia que a casa era grande, mas ela é maior do que parece.

O quarto era grande e espaçoso, havia uma cama de casal enorme do lado esquerdo do quarto, um grande guarda-roupa do lado direito junto a uma porta que dava para o banheiro, uma escrivaninha na parede em que ficava a porta e uma grande janela do lado oposto. Parecia um quarto de princesa, exceto pelo fato de estar vazio e sem vida.

— Hoje vou deixar você descansar e se familiarizar com a casa, os empregados já estão avisados da sua chegada então o que precisar pergunte a eles. Não gostei muito do termo “empregada” gosto mais de pensar que você será minha assistente, afinal será você que cuidará da minha agenda e de todos os meus compromissos. Gosto de seguir minha agenda rigidamente, então nunca me atrase para nada ouviu?

— Estranho ouvir isso de alguém que se atrasa todos os dias para o colégio…

— Eu sigo a MINHA agenda e não a do colégio querida. Tem uma cópia da agenda na primeira gaveta da escrivaninha. E antes que eu me esqueça, exijo que todos os funcionários usem uniformes, o seu já está dentro do armário. — Dito isso ele saiu antes que eu tivesse chance de dizer algo mais.

— Bom Mio, vamos descansar porque amanhã promete ser um longo dia. — disse pegando uma toalha e uma muda de roupas que estavam na mala e dirigindo-me ao banheiro.

Quando sai do banho a senhora Masashi estava me esperando, a primeira coisa que se passou pela minha cabeça era que o senhor arrogante tinha mudado de ideia e arrumado algo para eu fazer a essa hora da noite.

— Boa noite Nekorini-san. — disse ela assim que me viu.

— Boa noite Masashi-san. Posso ajudá-la em algo? — Fui até a cama e me sentei ao lado dela.

— Na verdade eu é que vim ajudá-la. Achei que se te explicasse algumas coisas poderiam facilitar o seu trabalho. — ela falava enquanto ia até a escrivaninha, pegou uma escova de cabelo que se encontrava em uma das gavetas e voltou a se sentar ao meu lado na cama agora para escovar meus cabelos molhados. — Só não entendi porque o Ahmon-sama a transformou em sua empregada sendo seu amigo.

— Como já disse inúmeras vezes eu não sou e nunca fui amiga daquele idiota, o problema é que me meti numa furada por ouvi-lo e agora tenho uma dívida com ele que infelizmente vou ter de quitar.

— É uma pena, eu pensei que uma pessoa tão boa e com o coração puro como você seria uma boa companhia para o Ahmon-sama, não considero os amigos dele como boas companhias.

— Se me permite dizer Masashi-san, na verdade é o Haru que é a má companhia das pessoas. — Pela primeira vez vi aquela expressão de cansaço de senhora Masashi se transformar eu um sorriso, mesmo que tenho sido curto.

— Como já te disse uma vez o senhor Ahmon-sama é uma boa pessoa, só precisa de alguém que o compreenda.

— Ainda estou esperando que esse “lado bom” dele apareça, mas vou esperar sentada mesmo, porque acho difícil disso acontecer. — A essa altura ela já havia terminado de escovar meus cabelos e agora os estava trançando. — É tão bom ter alguém penteando o meu cabelo, isso me faz lembrar da minha mãe, sabe, ela mora longe e sinto muitas saudades dela.

— Nesse caso posso escovar seus cabelos quantas vezes quiser senhorita Nekorini-san.

— Falando nisso, não sei se devo perguntar, mas há algo que está me incomodado.

— O que seria?

— Eu vim tantas vezes nessa casa, mas nunca vi os pais do Haru e nem mesmo ele cita o nome deles.

— O senhor Ahmon-sama não gosta muito de falar dos pais, eles estão sempre viajando e raramente ficam na própria casa. O menino cresceu sozinho criado mais pelos empregado do que pelos próprios pais.

— Isso deve ser triste, não poder conviver com os pais. Faz alguns meses que vim para Tóquio e me sinto péssima por ficar longe da minha família.

— É verdade. Bom, acho melhor deixar você descansar agora porque amanhã vai ser um longo dia. Ah! Tenha um pouco mais de paciência e logo o verdadeiro Haru ira aparecer, ops! Ahmon-sama. — Ela deu um leve tapa na própria boca como se havia acabado de cometer um pecado, riu e saiu logo e seguida.

Fiquei frente a frente com espelho admirando aquela trança de lado e pensando o quão parecida era com a que minha mãe fazia.

Notas finais
E então como foi a leitura? Me contem! Uma pergunta: o que vocês achariam de uma continuação de Espinhos do Amor? Em duas semanas no máximo terei de postar uma One Shot, conto com a presença de vocês lá. Até o próximo capítulo!