H.I.D.H.Y. — Honestly I Don't Hate You
9 Capítulo Nove - A Proposta
Notas iniciais
A casa do Haru era incrível! Após entrar por uma grande porta de madeira detalhada de três metros de altura me deparei com um amplo e belo salão, o chão era feito de um piso branco detalhado tão perfeito que refletia a luz que batia nele, ele era iluminado por um grande lustre feito de pedra que deviam ser cristais, no centro havia um sofá de canto enorme e uma estante com uma televisão enorme que fechada o quadrado, em ambos os lados havia varias portas e de frente pra mim depois dos sofás havia uma grande escada de madeira que se dividiam em dois lados no topo formando mais um lance de escada. Havia tantos quadros enormes, alguns eu conhecia, já havia visto nas aulas de artes e sei que valem uma fortuna cada um.
— E aí? O que achou da minha humilde residência? — perguntou Haru no seu tom mais humilde e sarcástico.
— Ela é muito linda. — minha vontade era citar mil elogios, mas não ia dar esse gostinho a ele — E então o que viemos fazer aqui?
— Você já vai ver, vem comigo! — e então ele me arrastos escada a cima parando no topo primeiro lance de escada para apreciar a vista de uma grande bancada. De lá se podia ver a cidade toda, ou seja, estávamos no topo de um morro. Depois subimos o segundo lance de escada e ele me arrastou para um quarto escuro. — Chegamos!
— Chegamos onde exatamente? — ele havia soltado minha mão e entrado no quarto.
— Aqui! — ele disse abrindo uma grande cortina escura e espessa deixando assim a luz do sol invadir o quarto o que me permitiu ver varias e varias araras com cabides onde estavam penduradas varias roupas, cada uma em uma capa para não danificar o tecido provavelmente.
— Ainda não entendi. Me explique o que nós viemos fazer num quarto cheio de roupas? — entrei um pouco no quarto tentando descobrir onde o Haru queria chegar com tudo isso.
— Então vou explicar da maneia mais simples para que você possa entender. — ele foi até eu e me puxou para o centro do quarto. — Este quarto é feito de deposito, aqui minha mãe guarda todas as roupas que ela ganha em seu trabalho de modelo, mas aqui ficam apenas os que ela não gosta ou já tem repetido, ai as vezes ela doa para alguma instituição ou eu doo para minhas amigas, então eu pensei em te dar um, o que acha?
— Eu já te disse que não quero nada que venha de você. — disse me dirigindo até a porta do quarto. — podemos ir agora?
— Acho que você não me entendeu direito Neko-chan. — ele me agarrou pela cintura impedindo que eu continuasse a andar — Você vai experimentar alguns trajes e eu vou te dar o que você gostar, você querendo ou não. — ele sussurrava tão perto da minha orelha que eu estava sentindo pequenos calafrios.
— E o que você pretende com isso? — tentei me soltar a força, mas sem sucesso.
— Isso nós irmos conversar depois que você se trocar.
— Eu já disse que não vou vestir nada! Eu só quero ir embora.
— Você ira se trocar por bem ou por mal. — ele estava serio.
— Não vou! E você não pode me obrigar.
— Não tenha tanta certeza. — ele ainda estava nas minhas costas e então começou a puxar o casaco de linha que eu estava, como ele era fino acabou rasgando e junto com ele uma parte da minha blusa fazendo com que aparecesse a parte de trás do meu sutiã.
— O que você fez seu louco?! — eu me virei tentando segurar minha blusa, mas o estrago já estava feito.
— Agora você terá que se trocar, ou você prefere ir andando para o colégio vestindo isso? — meu sangue estava fervendo, mas estava tão nervosa que não conseguia dizer nada — Não saia daqui que eu já volto. — ele então se dirigiu a um canto ao lado da porta, não havia reparado antes uma espécie de interfone que havia ali, ele apertou um botão, murmurou alguma coisa e depois voltou para onde eu estava. Nós ficamos em silencio, um evitando olhar o rosto do outro, mas logo chegou uma senhora no quarto fazendo uma reverencia.
— Esta e minha criada Masashi-san. — disse Haru enquanto a senhora se apresentava. — Ma-san eu preciso que você a vista como uma dama sabe que vai ser impossível, mas pelo menos tente. — após dizer isso ele se retirou do quarto fechando a porta atrás de si. A criada tinha cabelos grisalhos e marcas de expressão que a fazia parecer mais velha
— A senhorita e amiga do Ahmon-sama? — perguntou a senhora enquanto tirava algumas peças de roupas das araras.
— Não e nem pretendo ser amiga daquele ser insignificante. — eu fui até ela, acho que se eu me rebelar agora ela pode sofrer as consequências depois então decidi colaborar.
— Ahmon-sama nem sempre foi assim sabia ele sempre foi um bom garoto. — disse ela me mostrando alguns modelos e pedindo que eu experimentasse — Eu estou nessa casa desde que o Ahmon-sama nasceu eu era a total responsável por ele, ele sempre foi um garoto alegre que fazia essa casa ficar mais colorida. Ele só esta em uma fase rebelde mas tem um grande coração.
— Não tenho muita certeza disso. — eu havia experimentado um vestido longo lilás de seda na parte do busto e com varias camadas de renda na saia e agora estava me admirando no espelho.
— Se você tentasse conhece-lo um pouco iria entender.
Experimentei alguns modelos só para não deixar a senhora em uma situação complicada depois ela arrumou o meu cabelo e fez uma maquiagem leve. Depois chamou o Haru ate o quarto, eu estava muito desconfortável me surpreendi em como uma peça de roupa pode mudar tanto a aparência de uma pessoa, mas isso não fazia parte do meu mundo então afastei os maus pensamentos.
— Agora sim parece uma pessoa apresentável. — disse Haru entrando no quarto onde eu estava enquanto se aproximava.
— Está bem já me vesti como você queria agora pode me dizer pra que é toda essa palhaçada? —eu o havia encarado enquanto apoiava minhas mãos na cintura.
— Calma Mio o que eu tenho para te dizer é de seu interesse. Você quer ficar no Keio sem ninguém te encher certo? Eu tenho uma proposta a fazer.
— E qual seria?
— Vamos fazer assim visto que o Keio é um colégio importante você terá que estar à altura dos outros estudantes se quiser continuar nele.
— Como assim? — não compreendia o que ele estava tentando conseguir com tudo aquilo.
— Você terá que se tornar uma pessoa culta, saber se vestir, comer, falar e se comportar.
— Mas como eu vou fazer isso?
— Eu vou te ajudar com aulas de etiqueta e tudo que for necessário.
— E o que você vai ganhar com isso?
— Vou fazer uma boa ação não posso? Vai ser bom para a minha imagem.
— Digamos que eu aceite como iriamos fazer?
— Seria um trabalho intensivo todo dia após as aulas durante duas semanas no final nos faríamos um teste para ver o que você aprendeu e se conseguir passar você estará livre de mim e de todos ainda ganharia proteção
— E se eu não passar?
— Ai eu continuaria a te humilhar ate você desistir, então você topa?
— Ok.
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