Notas iniciais
Sutta: Sei que demorei a postar, mas estamos enroladas com o cap 7 e sem tempo desculpem... Mas continuem lendo Esse cap tá meio engraçado e o proximo está muito demais... A Luh se empenhou bem neleEstrito por: Sutta

– CAPITULO CINCO –

(Lillith)

Ainda era bem cedo quando seu celular começou a tocar insistentemente. Ficou logo de mal-humor e sentiu vontade de tacar aquele aparelho inútil, pelo menos naquele momento, na parede, ele apenas estava atrapalhando seu sono e seu maravilhoso sonho com... Com... Com o que mesmo? Não se lembrava, apenas sabia que era bom o bastante para querer voltar a dormir. Virou-se para o lado ao contrario do som irritante e até colocou o travesseiro na cabeça, mas de nada adiantou, então sentou-se ainda meio sonolenta, os olhos estreitados.

- Quem é? – perguntou sem olhar no visor do aparelho.

- Era para eu estar de mal-humor e não você, sabia?! – disse a voz do outro lado – Maldita ressaca!

- O que você quer Jeffrey?

- Só liguei para avisar que ainda estou passando mal.

-Certo, certo, já estou me levantando. – disse jogando as cobertas para o lado.

- Não se atrase.

- Ok, papai.

- Então, vejo você amanha.

- Não vá para nenhuma festa.

- No estado que estou não quero nunca mais ir para festas!

- Ah, claro e eu sei dançar tango! – riu.

- Vá se arrumar, eu sei que você passa dois séculos para isso quando está com sono.

- Eu não tenho culpa se meu cérebro se recusa a pensar direito as seis da manha.

- Tchau, Lills. – desligou.

- Educado! – disse ironicamente – Nem espera eu me despedir!

Joga seu celular em cima da mesinha de cabeceira novamente e deixou seu corpo cair para trás, mas desta vez permitindo que seus pés tocassem o chão frio do quarto, fazendo-a sentir um arrepio percorrer toda a extensão de seu corpo. Aquele toque a fez lembrar-se de um certo Cullen ruivo, a pele dele era quase tão gelada quanto aquele chão. Fechou os olhos por breves minutos e o rosto dele veio em sua mente, aquele de um Deus com traços fortes e ao mesmo tempo delicados.

Pensar em Edward já estava virando uma maldita rotina. Porque ele não saia de sua cabeça? Por quê? Era ainda era tão cedo para ficar com aquele ruivo em sua cabeça! Não era para seu cérebro está funcionando. ARGH! Só aquele ruivo mesmo para fazer aquilo? Porque só ele? Mal o conhecia e sentia uma segurança tão grande perto dele! Sentia-se tão à vontade perto dos Cullen, tirando Rosalie, é claro!

- Já chega de pensar nele, ainda são seis horas da manha para isso. – disse levantando-se – Espere chegar na escola e ficar frente a frente com ele, ai pode pagar seus micos. – disse dirigindo-se ao banheiro.

Além de está viciada em pensar no garoto novo da escola, agora estava dando para falar sozinha, era só o que faltava! Com certeza que apenas o que faltava! E depois o que faria? Qual seria sua próxima maluquice?

Pegou o som e o levou para o banheiro onde o colocou em cima da pia, conectando o cabo na tomada, logo a voz de Hayley Williams começou a soar pelos alto falantes. Sua voz começou a acompanhar o da cantora, que era bem mais afinada, mas nem se importou ninguém estava vendo mesmo, pelo menos era o que achava.

(Edward)

A risada de Alice chegou aos seus ouvidos, ela parecia estar tendo uma visão e estava se divertido com aquilo. Rolou os olhos e voltou a observar a grande varanda que dava para os fundos da casa enquanto o som de notas calmas do piano eram soadas por todas as partes da casa, nada como escutar um bom concerto de piano pela manha.

- Do que está rindo? – perguntou quando a pequena começou a rir mais gostosamente.

- Lillith. – disse Alice apenas.

- Já disse para parar de espioná-la

- Ah, Edward, não seja chato! – disse virando-se para o rapaz, saindo de seu transe. – Estou apenas observando-a por segurança.

- Sei!

- Alice, o Edward não é idiota. – disse Rosalie descendo as escadas acompanhada de Emmett – Todos nós sabemos que está fazendo isto apenas para arranjar algo que aproxime o Edward daquela humana.

- Lillith, ela se chama Lillith. – disse o ruivo entre dentes.

- Que seja.

- Cuidado, Rose, quando se é muito azeda as rugas aparecem rápido, mesmo sendo vampira. – disse Alice com seu sorriso angelical, sem demonstrar nenhuma falta de controle.

- Cuidado anazinha alguém pode acabar te atropelando. – falou a loira aproximando-se da morena em velocidade vampiresca, Alice nem se quer se moveu dali, apenas continuou a encara a irmã, que se aproximou perigosamente dela e depois saiu andando furiosamente até a porta que dava para a garagem. Emmett foi logo atrás.

- Alguém já notou que ela ficou mais raivosa depois que chegamos aqui? – perguntou Jaspe.

- É e principalmente depois que nos aproximamos da Lillith. – disse Alice olhando sugestivamente para Edward.

- Nem pense nisso, ela já superou isto há anos. – suspirou o ruivo com ar cansado.

- Sei não, Edward.

- Alice, eu leio pensamentos, saberia se ela ainda... Gostasse de mim. – disse fazendo careta.

- Ela pode esconder, igual eu já fiz varias vezes quando Bella me contava algo que você não poderia saber.

- Alice, já chega, ok? A Rose ama o Em, então pare de confusão.

- Eu não estou fazendo confusão! – fez um biquinho.

- Vamos encerrar por aqui. – falou levantando-se.

- Para onde vai?

- Meu quarto. – desligou o som com o controle e o jogou em cima do sofá – E pare de ficar espionando a vida da Lillith. – disse por fim e subiu a escada com velocidade vampiresca. Mas quem disse que Alice obedeceria? E Edward sabia bem disso.

(Lillith)

Saiu do banheiro enrolada na toalha a passos largos, tinha sempre que se lembrar de não andar daquele jeito, afinal de contas ela era um desastre ambulante, nunca conheceu ninguém que derrubasse mais as coisas do que ela. Havia esquecido de pegar sua roupa no guarda roupa, além de tudo era esquecida!

Seus pés ainda estavam muito molhados, acabou por escorregar e meter o joelho na cama, o que a fez tropeçar e bater na mesa de estudos que estava bem a sua frente por pouco o seu abajur não caia, no ultimo momento por muita sorte conseguiu segurar. Era a primeira vez que não derrubava uma coisa, conseguia a salvar. Só não começou a saltar de felicidade porque seu joelho estava latejando, mas por pura infelicidade inventou de erguer as mãos com os punhos fechados no ar, acabou por bater a mão direita com muita força em um quadro metálico onde era para conter fotos e recados, mas nunca tivera nada de importante para por ali e nem paciência para aquilo.

Sentiu uma dor aguda passar por cada centímetro de sua mão, deixou escapar um palavrão por seus lábios e saiu resmungando, se amaldiçoando por se tão desastrada até seu guarda-roupa. Não se importou muito com aquela dor, sabia que passaria logo, já era expert nesse assunto, pois vivia se machucando.

Pegou uma roupa qualquer, mas algo que fosse descente para ir a escola, não que ela tivesse roupas indecentes, ela não tinha, não vestia nada muito curto, só vestia coisas que a deixavam confortais, não se importava com a moda e também não tinha nenhum pouco de paciência para isto. Seu joelho doía e estava ficando roxo e sua mão latejava como nunca, até mesmo quando segurava uma simples e leve camisa. Voltou para o banheiro carregando sua roupa com a mão boa enquanto a outra estava estrategicamente apoiada contra seu corpo, aquilo de alguma forma alivia um pouco a dor, não completamente como desejava, mas uma boa parte dela. Teve uma cesta dificuldade quando começou a trocar de roupa já que só tinha uma mão para isto e ainda tinha que tomar conta para não magoar a outra.

- Argh! Você vai subir, sua maldita! – disse entre dentes para sua calça, enquanto a puxava – AH! Eu não disse? A Lillith é quem manda! – comemorou fazendo uma dança ridiculamente estranha. – Er... Melhor eu parar. – franziu o cenho para seu reflexo no espelho.

Saiu do banheiro vendo que a faltava pouco tempo para sua aula começar, ainda precisava acordar seu pai para que ele a levasse, afinal de contas ela não tinha carro e nem carteira de motorista. Jogou uma alça da mochila no ombro onde sua mão estava sem nenhum machucado e seguiu pelo corredor ainda meio escuro já que todas as portas e janelas do segundo andar estavam fechadas.

A porta de branca estava apenas encostada, empurrou-a encontrando o quarto em uma penumbra. Então o velho ainda estava dormindo?! Era realmente de se impressionar, bem que estranhou não sentir o cheirinho de café logo ao despertar. Normalmente Eris acordava bem cedo Pelo visto passara a noite trabalhando; coitado! Depois da morte de sua mãe, ele simplesmente começara a trabalhar cinco vezes mais do que costumava. Talvez fosse uma forma de fugir da dor da perda da mulher amada e também para dar a filha tudo do bom e do melhor mesmo que a garota vivesse dizendo que não precisava, que a única coisa que queria era que seu velho ficasse descansado.

Fechou a porta tentando não fazer nenhum barulho. Não o acordaria, o deixaria descansar, poderia muito bem ir a pé para a escola nem era tão longe assim. A quem queria enganar? Se não fosse tão longe assim iria mais vezes, porém aquela era sua única opção já que o ônibus não passava na sua casa, pois ela nunca havia feito o cadastro.

(Edward)

Faltavam poucos minutos para começar a aula, mas só iria quando o toque já estivesse soando, estava tentando se proibir de desejar tanto estar com Lillith, aquilo estava ficando perigoso, com Bella começara da mesma forma, sempre querendo estar e conversar com ela, saber mais sobre a garota e também, claro, desejá-la. Tinha que parar de pensar tanto em Lillith, mas talvez fosse pelo fato dela parecer tanto com Bella, talvez fosse apenas isto que o estava tanto chamando a atenção. Não! Conhecia-se bem para saber que não era isto, estava tentando enganar a si mesmo, mas aquele ato não era algo sábio, era apenas covarde. Era cedo demais para sentir alguma coisa pela garota, pelo menos era o que tentava em vão enfiar na cabeça. A pior coisa de ser um leitor de mentes é que se pode conhecer o interior das pessoas rapidamente e pode gostar ou não dela, às vezes isso era até bom, mas outras... Como nesse caso; era péssimo. Se por acaso pensasse em chegar nela e dizer que estava gostando dela; SE POR ACASO ISSO FOSSE VERDADE coisa que não era, a garota pensaria que ele era pirado, afinal de contas fazem dias que eles se conheceram, nem uma semana faz!

De longe pôde escutar os pensamentos gritantes de Alice, até eles saltitavam! Aquela baixinha era totalmente descontrolada, nem Carslisle e muito menos Jasper conseguiam controlá-la quando ela queria algo. E naquele momento a garota queria muito juntar Edward e Lillith e não sossegaria até fazer. E tudo porque ela vira o olhar do ruivo para Lillith, um simples olhar colocara caramiolas na cabecinha de sua irmã.

- Edward, Edward! – gritou a pequena entrando saltitante no quarto.

- Eu já sei, Alice. – suspirou levantando-se.

- Não deveria ver minhas visões e muito menos ler meus pensamentos! – disse cruzando os braços e projetando um pequeno biquinho.

- Eu não faço por mal, Lice. Você sabe disso!

- Você deveria tentar não ler!

- Pode ser até que eu consiga, mas você é escandalosa até em pensamentos. – riu.

- Não sou não, cabeça de fogo.

- Claro, claro. – disse com ironia.

- Olhe, a Lillith está indo a pé e sozinha para a escola.

- E o amigo dela? – perguntou já com as chaves na mão.

- Passando mal.

- Hum

- É melhor nos apresarmos, eu vi um clã de vampiros vindo para cá, e eles estão famintos.

- Certo.

Aquele simples aviso da irmã o deixou em alerta, com seu instinto defensivo ativo. Sentiu seus punhos se fecharem e seus dentes trincarem apenas em imaginar em um daqueles malditos bebedores de sangue humano encostando em sua Lillith. Sua? Espantou-se por já pensar assim, as coisas estavam piorando e isso não era bom. Porque o cheiro dela o atraia tanto? Porque ela tinha que ser tão parecida com a Bella? Não havia explicação para aquilo, as duas nem eram parentes!

- Para onde vocês vão tão cedo? – perguntou Rosalie surgindo do nada. Porque ela sempre tinha que aparecer nas horas inapropriadas? Parece que a loira adivinhava!

- Buscar a Lillith. – respondeu o ruivo.

- Porque vocês não deixam essa humana em paz? Ela vai acabar arranjando problemas para nós.

- Porque você não deixa de ser tão chata? – falou Alice.

- Sabe, Edward, você deveria parar com isso.

- Isso o quê? Eu só quero ajudá-la, Rose. Um clã está chegando a cidade... – disse o rapaz. Estava tentando ser paciente com a irmã, mas era impossível.

- Pare de se apaixonar por toda humana que você conhece!

- Eu não estou...

- Ah! Não comece. – rolou os olhos – Com a Bella foi do mesmo jeito... Os Volturis quase nos mataram por culpa dela!

- A culpa não foi dela. – interveio Alice – Foi nossa por não tê-la transformado.

- Nossa não, foi dele. – disse apontando para Edward.

- O que eu faço ou deixo de fazer é problema meu. Se eu estou apaixonado ou não pela Lillith isso não é da sua conta. – falou o rapaz com raiva.

- Claro que não é da minha conta; até o momento em que você coloque a mim e a minha família em perigo.

- Rosalie, ninguém está em perigo. Agora nos deixe em paz!

- Jasper. – chamou Alice.

- Sim? – respondeu o loiro pondo-se ao lado da namorada rapidamente.

- Vamos, iremos buscar a Lillith. – disse olhando para Rosalie que bufou de raiva e saiu pisando duro – E você ainda diz que ela não está apaixonada!

- Ah, cale a boca, Alice. – disse Edward saindo em velocidade vampiresca para seu carro.

(Lillith)

- Merda! – disse a morena irritada.

Já era a décima vez que tropeçava, estava vendo a hora cair e bater a cabeça no asfalto e como quase ninguém passava por aquela rua então sangraria até a morte ou então — se por um milagre divino sobrevivesse; do jeito que tinha sorte isto nunca aconteceria – perderia apenas a memória e ficaria vagando pelas ruas da cidade até uma boa alma a encontrar e levá-la para casa. Pelo menos pararia de pensar tanto no Cullen, se ele descobrisse que ela passa 26h do seu dia pensando nele iria achá-la louca. Como poderia pensar tanto em uma pessoa que nem conhecia? Como? Tudo bem que Edward era lindo... Tropeça mais uma vez.

- Sua pedra dos infernos. – falou chutando a enorme pedra e dando-se mal – Sua maldita! Ai meu pé! – mordeu o lábio inferior impedindo que mais xingamentos saíssem pela sua boca.

- Lills! – escutou aquela escandalosa voz conhecida – LILLLLLLLLLLSSS!!!!

- Essa não! – gemeu baixinho.

Virou-se lentamente vendo o volvo prata vindo em sua direção. Sim, eram eles; os Cullens, ou pelo menos alguns deles. Alice estava acenando freneticamente para ela no banco do passageiros com a metade do corpo fora do carro. Via a hora dela cair dali e não seria uma queda muito bonita. Não! A azarada e desastrada ali era ela; Lillith Finkley. Se estivesse fazendo aquilo, já tinha caído e o carro teria passado por cima dela, estira morta e sangrando no chão àquela hora. Balançou a cabeça levemente, tentando parar de pensar em tanta besteira.

- Oi, Lills. – disse a baixinha morena saindo descendo do carro e a abraçando. Agradeceu por ter sido rápida o suficiente e afastado a mão machucada de seu corpo.

- Oi, Alice. – sorriu.

- Anda, entra, daqui a pouco a aula começa. – disse indicando a porta do passageiro.

- Porque você sempre quer que eu vá na frente? – sussurrou para que Edward não escutasse e se sentisse ofendido.

- Você não vai querer ir atrás com meu namorado, não é? – perguntou fechando a cara, apenas por brincadeira – Olha que eu sou muitíssimo ciumenta!

- Ah, não... Er... Eu apenas.

- Estou brincando, querida. – riu entrando no carro.

- Bom dia. – falou meio tímida, sentando-se ao lado de Edward que lhe sorria.

- Bom dia. – respondeu ele.

- Olá. – disse Jasper, como sempre serio.

- Cadê seu amigo? – perguntou Edward dando a partida no carro.

- Está doente. – disse a garota dando de ombros.

- Deveria ter ligado para mim, eu iria te buscar.

- Eu... Não tenho seu numero.

- Eu coloquei no seu celular. – disse Alice.

- Quando foi que você mexeu no meu celular? – perguntou surpresa virando-se para trás.

- Na aula. Você parecia meio distraída desenhando.

- Ah. De qualquer forma, eu não quero incomodar. – disse voltando-se para Edward.

- Não seria incomodo algum. – falou o ruivo sinceramente – Eu moro aqui perto...

- Você mora no meio do mato?

- Se você considera que mora dentro do mato, então... Sim.

- Pensei que apenas eu tivesse essa infelicidade.

- Prefiro a calmaria das árvores, você não?

- Sinceramente? Não! Todo esse silencio me dá medo.

- Pensei que não gostasse de ser o centro das atenções.

- E não gosto, mas eu prefiro as cidades grandes. – deu de ombros – Talvez seja porque eu nunca morei em uma cidade grande, vai saber.

- Eu gosto de cidades pequenas.

- Não vejo à hora de ir para a Califórnia. – disse recostando a cabeça no encosto do banco e fechando os olhos, imaginando o calor do sol tocar sua pele, a brisa do mar beijar seus cabelos e a areia fofinha fazer cócegas em seus pés. Ah, como sonhava com aquilo! – Estou cansada de sempre morar em lugares minúsculos e sem sol, estou farta da chuva!

- Não sei por que não gosta daqui, essa cidade é bem interessante. – disse apertando um pouco o volante. Escutá-la falar sobre se afastar o estava deixando terrivelmente com medo, não queria tê-la longe, não queria que ela fosse embora, não podia deixar! Mas aquilo era o curso da vida humana, não poderia alterar. Não gostaria de perde-la e não era o pelo fato da garota fazê-lo se sentir tão perto de Bella, mas sim porque gostava verdadeiramente de seu jeitinho.

- Ela não é interessante Edward, ela é muito chata isso sim!

- Não acho.

- Não acontece nada aqui! – disse abrindo os olhos e o fitando. Por um breve instante notou uma leve irritação nele, que da mesma forma rápida que aparece, sumiu – Não há mortes; apenas por velhice, é claro, não tem assalto, não tem briga e todos se amam, tirando apenas a escola.

- Você prefere morar em um lugar violento?

- Não, eu só quero morar em um lugar onde as pessoas vivam, onde as pessoas saiam e acabem se desencontrando pela cidade ser tão grande, onde não tenha perigo de você encontrar aquela pessoa que não gosta... Está me entendendo?

- Sinceramente? Não!

- Tudo que é bonzinho demais fica chato. Nós humanos temos esse pequeno defeito, gostamos de ver um pouco a desgraça alheia. Você acha que os canais de Tv crescem tanto porque? Assista direitinho aos programas que passam, todos eles ou tem violência, mas não pesada ou tem piadas referentes a sexo.

- É por isso que não gosto de ver tv, ela te deixa alienado.

- Como você consegue? – perguntou surpresa.

- Gosto de ler ou escutar musica, isso me distrai muito bem.

- Uau... Você é o primeiro adolescente... Desculpa a palavra, não a leve para o lado negativo... Anormal que conheço. – disse fazendo Edward, Alice e Jasper rirem, deixando a garota um tanto confusa. Ela não sabia o quanto eles eram anormais!

- Chegamos. – disse estacionando.

- Já? – perguntou olhando através de sua janela. Como havia sido rápido! – Nossa eu nem notei. Você por acaso dirigiu a 200 por hora? – brincou.

- Hum... Se eu tivesse dirigido nessa velocidade já teríamos batido.

- Va... – disse virando-se para Alice, porem esta não se encontrava mais no carro – Para onde ela foi?

- Escola. – disse apontando para a baixinha que já estava quase perto do prédio.

- Nossa, eu nem escutei ela saindo. – franziu o cenho, tentando achar uma explicação lógica para aquilo. – É melhor nós também irmos.

- Ei, sua mão está inchada. – disse notando apenas naquele momento por escutar uma reclamação mental dela ao mover um pouco a mão.

- Ah, não é nada, eu bati ela forte demais no quadro de fotos, depois melhora.

- Ela me parece quebrada.

- Vá por mim, eu já sou experiente nisso...

- Não, acho melhor irmos a um médico.

- É serio, Edward, vai melhor, nem está doendo tanto assim. – disse afastando a mão do corpo e tentando abrir e fechar os dedos, porem a dor fora muito insuportável.

- Você quebrou.

- Não, eu não quebrei. – disse voltando a mão ao seu lugar seguro – Não fique querendo dar um de medico, você não tem experiência alguma nisto. – brincou.

- Meu pai é medico.

- Ah... É... Pos é.

- Eu irei levá-la nele. – disse ajeitando-se atrás do volante novamente.

Alice poderia ter tido a consideração de lhe avisar sobre aquilo, assim ele teria se preparado, mas aquela baixinha do inferno tinha que levar tudo o que ele diz ao pé da letra! Havia dito para que ela parecesse de bisbilhotar a vida de Lillith, mas se continuasse e algo de grave acontecesse; como aquilo, era para contar imediatamente a ele.

A morena ainda tentou protestar e fazer Edward voltar atrás, mas ele não a deixou vencer. Que absurdo! Preferir ficar com a mão quebrada por medo de que o pai descobrisse sobre sua falta na aula e por conseqüência descobrir que ela estava com um Cullen. Afinal de contas o que aquele homem tinha contra a sua família? Nunca o conhecera, então porque a raiva? Todo pai tinha ciúmes de suas filhas, mas chegar ao ponto de proibir de falar com ele ou qualquer outro membro de sua família?! Aquilo dizia que tinha algo mais na historia, algo que precisaria descobrir. Bateu na porta do consultório de Carslisle e este pediu que entrasse.

- Oi, pai. – disse o ruivo abrindo a porta e dando passagem para Lillith que entrou timidamente.

- Oi, filho. – sorriu o homem depositando a caneta ao lado da pilha de papeis – O que lhe trás aqui?

- Essa mocinha. – deu um leve aceno de cabeça para Lillith que se encolheu em seu canto, tímida como sempre – Acho que quebrou a mão.

- Hum... Deixe-me olhar. – falou levantando-se, caminhou a passos lentos até a garota, como se ela fosse um bicho acuado que poderia fugir se, se aproxima rápido demais – Posso ver? – perguntou estendendo a mão para a garota.

- Humrum. – fez a morena balançando a cabeça positivamente, ainda meio hesitante colocou sua mão vagarosamente sobre a dele, com medo de magoar.

- Nossa, está bem inchada.

- E muito dolorida. – fez uma careta.

- Como foi que conseguiu essa proeza? – sorriu.

- Ah...

Como diria a ele que havia quebrado sua mão por ser uma azarenta que se esquecera disso? E como explicaria que estava comemorando por não ter quebrado seu abajur quando meteu um soco sem querer contar o trequinho de metal onde deveria haver fotos ou avisos e tal? Não ira dar uma de ridícula na frente do medico e muito menos na frente de Edward.

- Eu bati no quadro de fotos. – disse apenas, ele não precisava saber mais do que isto.

- Bem, vamos tirar um raio-X apenas para comprovar e depois... Como eu sou bozinho vou apenas enfaixar, mas terá que me prometer não tirar e tomar muito cuidado.

- Pode deixar. – sorriu.

Tirar o raio-x fora rápido, fora bem mais rápido do que das ultimas vezes. Sim, meu caro leitor, Lillith já quebrar algumas partes de seu corpo outras vezes, não há para quer espanto! Das ultima vezes esperara sentada horas com seu braço, perna, cotovelo, pé... Doloridos até um santo médico a chamar. E agora por está com o filho do medico fora atendida no mesmo momento em que chegara; dá-lhe Lillith!

Olhou de relance para Edward que ria baixinho. Ás vezes se espantava com ele, nesse poucos dias pelo menos, às vezes o rapaz ria de certas piadas internas como se... Lesse mentes, isso era realmente muito espantoso. Ainda bem que aquilo não era possível ou então a morena teria que cavar um buraco, mesmo com a mão quebrada e acabar com o as faixas branquinhas deixando-as nojentas, e enfiar a cabeça lá como um avestruz, ficaria ali até ele ir embora.

Seguiram de volta para a escola, porém antes pararam na farmácia para comprar um remedinho para dor que o Dr. Carslisle Gostoso Cullen passara. Céus, aquele deus grego era lindo igual ao filho! Ainda estava recauchutado mesmo tendo seus 38 anos! Como uma família poderia ser tão linda? Só faltava conhecer a sogrinha... Digo a senhora Cullen. Estavam sem assunto durante todo o caminho de volta a escola, apenas de vez enquando o ruivo perguntava se o braço da morena estava doendo.

Notas finais
Comentem plixXOXO