(HIATUS) Helena.

12 Uma tarde nada vergonhosa para Helena.


Notas iniciais
ALO MINHAS CRIAS!
TD BEM COM VCS? VCS TAO OK? TUDO EM CIMA?
AS TETA N TAO CAIDA? TEM LEITE E OVOMALTINE NA CASA DE VOCES? NA MINHA NÃO, MAS ISSO AGENTE RELEVA.
Espero que gostem do capitulooo.

Não tenho nada contra piscinas, nada mesmo. Sou até a favor, – especialmente depois que uma salvou todos nós – mas prefiro não nadar em baixo de um Sol de quase quarenta graus.

Aparentemente quase toda a Casa dos Smith não ligava para o fato de estarem sendo fritados sem nenhum tempero ou nada e estavam pulando que nem um monte de cabritos na piscina.

Graças a Deus eu não estava mofando em uma espreguiçadeira sozinha, do meu lado estava Felipe, que parecia muito apreensivo para entrar na piscina de novo depois da ultima vez.

Não me agüentei e tive que perguntar:

- Por que você não fala pra ele?

Felipe que estava tomando um pouco de sua coca – cola quase morreu engasgado na hora.

- Você ta maluca Helena?

- Não, eu só acho que você deveria contar pra ele. – Respondi sendo sincera.

- Você definitivamente não está com sua sanidade no nível certo. Imagina que uma amiga sua que é praticamente sua irmã, chega pra você e fala que gosta de você, como é que você vai reagir? – Ele perguntou tentando manter o tom de voz baixo.

- Acho que minha primeira reação vai ser ficar chocada, mas depois eu vou me acostumar com a ideia, ela vai continuar comigo ué, não vou parar de ser amiga dela por isso. – Respondi pensando na ideia profundamente.

- Agora imagine a reação do Pedro.

- Acho que não seria das melhores, mas pode ser que estejamos errados. – Tentei achar um jeito de fazer com que ele falasse aquilo pra Pedro.

- Ou pode ser que eu me foda bem bonito não é? – Ele falou com um tom bem irônico.

- Eu não vou desistir ok? Você vai falar isso pra ele!

- A vida é feita de ilusões Helena. – Ele respondeu colocando um fim na conversa.

(n/a: Créditos pra Giovanna que me falou essa frase da “ Vida é feita de ilusões.” Ontem no twitter. )

Olhei para a piscina, todos pulavam e riam muito. Agora eles estavam no meio de uma partida de vôlei com uma rede imaginaria. O time de Lucas, que tinha um integrante a menos, estava ganhando, ou pelo menos era o que parecia para mim que não entendo porcaria nenhuma de vôlei.

- PARA TUDO! PARA! PARA! PARA! – Escutei aquela voz adorável de Gabrielle ecoar dentro do meu cérebro.

- O que foi querida? – Jorge perguntou segurando a bola de vôlei rapidamente.

- Vamos no karaokê mais tarde? – A garota perguntou e quase que instantaneamente todos concordaram.

Torci para que eu não estivesse incluída naquele meio, já que eu morro de vergonha de cantar em karaokês .

- Helena, você tem roupa ou precisa passar em casa?? – Lucas perguntou enquanto saia da piscina e pegava uma toalha que estava do meu lado.

- Tenho que passar em casa. – Merda, eu estava incluída. Para falar a verdade eu tinha roupas sim, mas se eu passasse em casa eu chegaria depois e teria que correr o risco de cantar por menos tempo.

- Então eu vou com você. – Lucas anunciou e foi correndo pra dentro de casa provavelmente para colocar uma roupa.

- Então vamos fazer o seguinte, nós vamos na frente e você e o Lucas nos encontram depois, ele sabe chegar lá, então não tem problema. – Eliza disse rapidamente e em alguns minutos todos já estavam fora da piscina se secando com as múltiplas toalhas brancas que estavam por ali.

*****

- Acho que eu nunca entrei na sua casa de verdade. Quer dizer, teve aquela vez em que nós pulamos o portão, mas eu nunca fui convidado. – Lucas falava enquanto eu abria o portão para que nós entrássemos. – Em compensação você vive lá na minha.

- Não chore. – Respondi enquanto eu terminava de atravessar o quintal e então escancarei a porta da sala com aquela minha delicadeza de sempre.

- Helena! – Minha mãe estava sentada no sofá assistindo alguma coisa muito produtiva na televisão junto com meu pai e os gêmeos estavam jogando alguma coisa no meio do tapete.

- Opa! Temos um convidado! Você é o garoto do hospital não é? – Meu pai perguntou se dirigindo á Lucas que estava atrás de mim.

- Isso mesmo, meu nome é Lucas. – Ele respondeu.

- Então é na sua casa que a Helena esta sempre enfurnada?

- Ah, é.

- Cuide bem dela! – Minha mãe deu uma risadinha meio maquiavélica para nós dois, o que demonstrava que eu já podia ir para o meu quarto reclamando daquela atitude. E foi o que eu fiz, agarrei Lucas pelo braço esquerdo e o conduzi até o meu pântano de bagunça.

- Nossa Helena, como você é organizada! – Ele disse sendo sarcástico e sem nenhuma cerimônia se jogou na minha cama.

- Ainda bem que você se sente a vontade tão rápido Lucas. – Dei uma tapa na perna dele e fui pegar uma roupa para que eu pudesse tomar um banho. – Você fica aqui sem mexer em nada que eu vou ali tomar um banho rapidinho.

- Sim senhora. – Ele respondeu prestando continência.

Me tranquei no banheiro e me enfiei em baixo do chuveiro rapidamente como de costume e fiz toda a minha higiene diária.

Vesti a roupa que eu tinha pegado e fui até o meu quarto, onde o ruivo ainda estava deitado na minha cama, mas agora ele estava meio enrolado no meu lençol.

- Demorei?

- Achei que você tinha morrido lá dentro. – Ele respondeu brincando e então se sentou.

- Pega o meu tênis em baixo da cama Lucas, fazendo o favor, enquanto eu vou pendurar a minha toalha. – Sai do quarto mais uma vez enquanto ele estava pendurado de ponta cabeça na borda da minha cama, e quando voltei ele já estava com o meu tênis nas mãos. – Nossa! Você esta muito eficiente hoje, bom menino!

- Quero um biscoito. – Ele respondeu e fingiu ser um cachorro, o que fez com que eu tivesse que me sentar para rir.

- Cala essa sua boca e vamos logo. – Peguei tudo que eu tinha de pegar e sai junto com ele me despedindo dos meus pais no meio do caminho.

Nós estávamos indo a pé, por isso eu deduzi que o tal karaokê deveria ficar mais ou menos perto, mas depois de quase uma hora andando eu não agüentei:

- Porra Lucas, onde que é essa merda de karaokê?

- Ali na esquina. – Ele apontou alguns metros na nossa frente e deu um sorrisinho maléfico, o que lhe rendeu uns bons tapas nas costas.

Segui bufando e pisando duro até o local.

Não era tão grande assim, mas tinha tamanho suficiente para ser agradável. As paredes do lado de fora eram cheias de tijolinhos e uma placa desgastada e com a escrita em verde esmeralda estava presa logo acima da porta de entrada.

Synge Karaokê.

- Synge quer dizer cantando em norueguês. – Lucas explicou para mim ao perceber que eu encarava a placa com o nome do lugar. – O dono do lugar já morou lá por um tempo.

Entramos pela porta e demos de cara com um lugar bem animado, apesar de não serem nem seis horas da tarde.

A maioria das coisas do lugar tinham a mesma cor verde esmeralda da escrita da placa, os assentos das cadeiras, os copos, algumas luzes e as paredes.

Em uma das maiores mesas estavam Luara, Eliza, Fred, Jorge, Gabrielle, Felipe e Pedro. Nos sentamos com eles que já estavam escolhendo uma musica para cantar.

No momento um casal cantava uma musica que tinha um ritmo parecido com samba, eles até que cantavam muito bem, todos no lugar pareciam gostar.

- Eu quero cantar essa! – Pedro apontou para o nome de uma musica no meio de varias, mas eu não me dei ao trabalho de ver qual era, afinal eu nem iria cantar mesmo.

Essa era a minha ideia, mas eu meio que fui obrigada a ir para o “ palco ” quando os três garotos e Gabrielle me puxaram com todas a forças do universo.

Agarrei um microfone de má vontade e decidi que cantaria bem baixinho.

Ouvi aquela introdução conhecida e me virei para ver o nome da musica no telão.

— ARCTIC MONKEYS – R U MINE? –

I'm a puppet on a string
Tracy island, time-traveling diamond
Could've shaped heartaches

Todos estavam cantando, nenhum era particularmente bom, mas eles cantavam como se não existisse mais nada.


They' ve come to find ya fall in some velvet morning
Years too late
She's a silver lining, lone ranger riding
Through an open space
In my mind, when she's not right there beside me

Eu cantava baixinho a letra que eu já conhecia de cor e saltiado. Lucas se aproximou de mim e começou a me sacudir pra tentar me animar. Ele tentava encerar cada palavra da musica de um jeito um tanto patético o que me fez segurar uma ótima gargalhada.

I go crazy cause here isn't where I wanna be
And satisfaction feels like a distant memory
And I can't help myself,
All I wanna hear her say is "Are you mine?"
Well, are you mine?
Are you mine?
Are you mine? Alright

Agora eu já cantava com mais força e até me arriscava a fazer uns movimentos meio desengonçados.

Droga Helena, não era pra você cantar.


I guess what I'm trying to say is I need the deep end
Keep imagining meeting, wished away entire lifetimes
Unfair we're not somewhere
Misbehaving for days
Great escape, lost track of time and space
She's a silver lining, climbing on my desire

Mas qual é o problema de cantar? Vamos ser felizes! Eu sou um pássaro e quero voar!

Talvez o verde das paredes esteja me deixando tonta, porque estou pensando coisas sem sentido e estou cantando a plenos pulmões e dançando que nem uma retardada neste mini palco.

And I go crazy cause here isn't where I wanna be
And satisfaction feels like a distant memory
And I can't help myself,
All I wanna hear her say is "Are you mine?"
Well, are you mine?
Are you mine tomorrow?
Are you mine? Or just mine tonight?
Are you mine? Are you mine?

Por incrível que pareça, todos que estavam no lugar também estavam cantando e se divertindo conosco, tinha até uma garota em cima da cadeira fazendo uma coreografia muito escrota.

And the thrill of the chase moves in mysterious ways
So in case I'm mistaken,
I just wanna hear you say you got me, baby
Are you mine?

Lucas, Pedro, Felipe, Gabrielle e eu fingimos estar segurando guitarras imaginarias e tocamos o solo que nem um bando de retardados.

She's a silver lining, lone ranger riding
Through an open space
In my mind when she's not right there beside me

Lucas pego o microfone que estava na minha mão e se aproximou um pouco mais do que normalmente de mim....


I go crazy cause here isn't where I wanna be
And satisfaction feels like a distant memory
And I can't help myself,
All I wanna hear her say is "Are you mine?"
Well, are you mine?

Ele cantava profundamente e ainda parecia um retardado, mas alguma coisa no jeito em que ele me olhava não deixou que eu cantasse os últimos versos, por isso eu só fiquei ali, parada, ouvindo ele cantar pra mim.


Are you mine tomorrow?
Are you mine? Or just mine tonight?
Are you mine?
Are you mine tomorrow?
Or just mine tonight?


Todos aplaudiram assim que a musica acabou e nós fizemos algumas reverencias bem desengonçadas.

Antes que eu pudesse descer do mini palco e perceber o que eu tinha acabado de fazer, Lucas me puxou de voltar e me beijou, igual aqueles beijos de filmes que você sempre quer ter com aquela cara maravilhoso que você vê todo dia.

Um coro de “Aaaaaawn” saiu da boca de todas as pessoas presentes e eu juro que fiquei mais vermelha que o cabelo do ruivo na minha frente, e isso é uma grande conquista.

Ele se afastou e me olhou com aquela maldita cara dele que me faz ferver por dentro.

Pulei nos braços dele, que me rodopiou no meio do ar enquanto eu pensava que aquela com certeza foi a coisa mais vergonhosa que eu tinha feito em muito tempo, mas e daí?

Notas finais
Créditos especiais pra Giovanna baka da minha vida que falou essa frase maravilhosa " a vida é feita de ilusões ".
E créditos pra mim, que sou uma lerda do caralho que passo o dia assistindo Game of Thrones e demoro pra escrever as coisas!!!!!!!
Digam o que acharam!
@_anajvargas