(HIATUS) Helena.

7 Luara ou Helena?


Notas iniciais
EU SEI QUE O CAPITULO TA UM COCO
DEMOREI SECULOS PRA ESCREVER E FICOU UM COCO
QUE RAIVA

- Você é boa de pontaria? – Pedro perguntou quase que gritando, já que o barulho do festival tornava quase impossível ouvir uma pessoa, mesmo que ela estivesse do seu lado.

- Não sou ruim. – Respondi pensando na possibilidade de eu conseguir acertar um dos alvos.

- Já é um começo. – Ele disse e agarrou meu braço me puxando e também puxando Lucas, que puxou Felipe.

- Dá pra me dizer o que é que a gente esta fazendo aqui? – Lucas perguntou encarando a barraca á nossa frente, onde um senhor de cabelos brilhantes e brancos segurava uma espingarda de brinquedo e nos convidada para acertar os alvos.

- Nós vamos apostar. – Pedro disse enquanto pagava o senhor para que pudéssemos jogar. – Se a morena acertar alguma coisa eu pago um sorvete pra ela.

- Só um sorvete? – Me aproveitei da situação.

- Sim, um só, sua obesa. – Pedro respondeu e então completou. – Por acaso tenho cara de banco ou de político?

- Me da isso. – Eu disse roubando a espingarda de brinquedo das mãos dele e mirando numa pose desafiadora em um dos alvos.

- Isso não vai dar certo. – Ouvi Lucas avisar ás minhas costas.

- Cala a boca ruivo. – Retruquei sem virar para trás.

- Só não cegue alguém. – Ele suplicou e eu não agüentando mais as provocações chatas, disparei a arma de brinquedo.

Claro, depois de me jogarem tanta praga é obvio que eu ia fazer alguma merda.

A bolinha de metal, titânio, ou qualquer coisa assim definitivamente acertou alguma coisa, mas não o alvo em que eu estava mirando, ela bateu em alguma coisa fofa ao lado dele e ricocheteou, passando bem perto da minha cabeça e acertando algo atrás de mim.

- AAAAH! – Escutei um grito agudo e feminino. – Meu olho.

Meu Deus, eu realmente ceguei alguém.

- Bia? – Ouvi a voz de Lucas, meio diferente do normal.

Me virei para ver quem era a tal Bia e de repente senti um aperto no peito e respirar ficara um pouco mais difícil, mas a minha taxa de eufemismo ainda estava lá nas alturas.

- Luke. – A garota respondeu parando de massagear o olho e fazendo uma cara de cachorro perdido pra o ruivo.

Luke?

*****

- Parece que você esta desejando que a bolinha tivesse matado ela. — Felipe disse me fazendo voltar a realidade e parar de encarar Bia, que contra as forças do universo se juntou a nós e agora parecia estar tentando se fundir á Lucas de tão perto e agarrada que estava nele.

- Parece que você não sabe quando calar a boca. – Retruquei com um sorriso nada irônico para Felipe.

- Não vai perguntar quem é? – Ele disse fingindo que eu não tinha falado nada.

- Não. Mas não ligo se você falar. – Respondi, esperando que ele falasse.

- Amiga de infância do Lucas, era vizinha deles, mudou tem uns cinco anos eu acho, não se falaram desde então, se bem que ela não mudou muito então é bem fácil de reconhecer ela. – Ele explicou.

- Hm. – Isso não mudava o fato que ela ainda estava tentando se fundir com o ruivo.

- E também... – Ele continuou com um sorriso bobo. – Ela gosta namora.

- Como é que você sabe disso? – Perguntei meio aliviada.

- Olha na mão dela. – Eu olhei rapidamente, na mão direita havia uma aliança prata, uma aliança de compromisso. – Provavelmente é o Breno, eles se gostam desde sempre.

- Se ela ama tanto assim o Breno porque ela quer ocupar o mesmo espaço que o Lucas? – Perguntei ainda um pouco irritada.

- O Lucas virou um irmão mais velho pra ela depois que o de verdade morreu por isso ela é sempre assim, meio carente de irmãos. – Ele disse e então viu a minha maravilhosa cara de descrença. – É verdade. – Ele afirmou mais uma vez e então começou a rir – gargalhar – da minha cara. – Para com esse ciúme!

- QUE CIÚMES O QUE SEU RETARDADO! –Acabei gritando essa frase, fazendo com que Lucas, Bia e Pedro olhassem para mim como se eu fosse uma louca.

Suspirei e continuei andando sem olhar para nenhum dos quatro, mesmo que Felipe tivesse falado aquelas coisas à sensação de aperto no meu peito não diminuía, na verdade, só aumenta, cada vez que Bia soltava uma risada calorosa ou fala “Luke” eu sentia uma agulhada no lado esquerdo do peito.

O problema nem era o ciúmes em si, porque sim, eu sabia que aquilo era ciúmes. O problema era eu estar sentindo isso em relação ao Lucas.

Pelas duas horas seguintes eu agüentei a relação nada fraternal de Bia e Lucas, agüentei muito mal.

E agora, cá estou eu. No portão de casa, me despedindo de Lucas e dos pais dele, que insistiram em me trazer de carro, alegando que estava muito tarde para uma garota bonita como eu andar por ai desprotegida. Como se eu acreditasse.

- Você esta pra baixo. – Lucas disse para mim depois que seus pais já tinham entrado no carro.

- Estou cansada, não sou muito de ir a festivais, muito cheio sabe? Amanhã eu já vou estar de boa. – Respondi me controlando para não soltar nenhuma palavra ofensiva em direção á Bia.

- Eu sei que ela é difícil. – Ele disse soltando uma leve risada. Espera, ele sabia o tempo todo que eu queria jogar aquela maldita á uns mil quilômetros da onde estávamos? – Mas não precisa todo esse ciúme.

- Ciúme? Lucas pelo amor, quem teria ciúme de você? – Respondi meio que fingindo uma risada.

- Se você não estiver de boa amanhã, vai ver só. – Ele avisou e então me deu um beijo na testa, bem clichê.

- Claro. – Abri o portão e acenei uma ultima vez para todos no carro antes de entrar na casa e ir direto para o meu quarto me jogar na cama.

Adormeci com o adorável pensamento de quantas irmãs como Bia, Lucas poderia ter. Devo dizer que não foi uma das minhas melhores noites de sono.

*****

- Você tem meia hora pra tomar um banho, se arrumar e encontrar com a gente naquele ponto de ônibus perto do mercadinho. – A voz de Lucas soava animada do outro lado da linha.

- Por quê? – Perguntei ainda sonolenta, já que fui acordada com meu celular tocando.

- Porque vamos a um casamento. – Ele respondeu.

- O que? Casamento de quem?

- Depois eu te falo agora se arruma logo. – Ele disse ainda animado. ““ Anda logo morena, se não vamos nos atrasar! “(E esse era o Pedro gritando no fundo.)

- Ta bom, tchau. – Desliguei o telefone e me arrastei até o banheiro para tomar um banho de cinco minutos.

Peguei o primeiro vestido que vi – o único que eu tinha levado – e coloquei no corpo, não era muito chique, mas era aceitável para um casamento em uma cidade de praia.

Terminei de me arrumar em mais quinze minutos, ou seja, ainda tinha dez para chegar ao ponto de ônibus, era mais do que suficiente.

Passei na cozinha e peguei um suco pequeno.

- Bom dia. – Disse enquanto passava pelos meus pais na sala.

- Boa tarde né senhorita. – Meu pai respondeu brincando comigo. Consultei o relógio, quinze pras cinco. Como é que eu dormi tanto tempo assim? Bom, não importa. – Esta saindo?

- Não pai, estou chegando, não da pra perceber? – Ironizei um pouco. – Até depois, não façam nada que eu não faria. – Disse enquanto saia pela porta.

- Também te amamos querida. – Ouvi minha mãe gritar de dentro da casa enquanto eu trancava o portão e começava a andar até o ponto de ônibus.

Nem era tão longe assim, mas eu gostava de andar devagar, olhando cada casa e cada coisinha que passava no meu campo de visão. Digamos que isso deixava a minha taxa de vulnerabilidade para assalto um pouco acima do aceitável, mas eu gostava.

Mesmo estando á vários metros do ponto, eu conseguia enxergar os cabelos vibrantes de Lucas, Pedro e Felipe. Os cabelos deles eram melhores que os meus, e olhem que quem tem peitos sou eu.

- Morena! – Pedro me viu antes que eu pudesse me aproximar mais e correu até mim.

- Ta atrasada! – Felipe disse assim que me juntei á eles no ponto.

- Quase perdemos o ônibus por sua culpa. – Lucas fez uma cara de repreensão para mim.

- Cala essa sua boca Lucas. – Eu disse nada amigável. – E você também Felipe.

- Trocou ferradura e ganhou banho no pet shop linda? – Pedro me perguntou só pra sacanear comigo.

- E você? Tem certeza que vai conseguir entrar no ônibus? Será que o chifre passa? – Respondi na maior alegria.

- Ai cara, eu na deixava não. – Felipe disse daquele jeitinho que todo mundo faz só pra colocar mais lenha da fogueira.

Dei a língua para os dois.

- Vamos logo. – Lucas disse fazendo sinal para um ônibus que tinha acabado de virar a esquina.

Subimos um atrás do outro no ônibus e nos sentamos no final, assim poderíamos ficar todos juntos.

Foi uma viagem animada e curta, fizemos piadas e falamos besteiras, coisas triviais para um adolescente.

Quando descemos do ônibus na frente de um resort á beira-mar eu me lembrei.

- O casamento é de quem mesmo? – Cutuquei Lucas enquanto ele nos levava para a entrada.

Só então eu percebi que não tinha entrada alguma, mas sim um muro.

- Uma tal de Vanessa e um tal de Igor. – Ele respondeu enquanto escalava o muro e então estendendo a mão para mim quando chegou ao topo. – Milady? – Ele disse imitando um perfeito cavalheiro.

- Lucas! Eu não vou entrar de penetra num casamento, tu és louco? – Eu disse espantada. – Vocês não vão também não é? – Perguntei para os outros dois, mas esses já estavam escalando o muro e se posicionando ao lado do ruivo na mesma posição de cavalheiro.

- Milady, você vem? – Eles disseram em uníssono.

- Vocês ensaiaram isso é? – Perguntei cruzando os braços, tentando enrolar.

- Vem logo Helena!!! – Lucas começou a implorar. – Por favor, só dessa vez vai! Por favor, por favor, por favor.

Eu sabia que ele ia continuar com aquilo por um longo tempo, então cedi.

- Ta bom. – Estiquei o braço para que eles me ajudassem a pular e muro e alguns segundos depois estávamos nos dirigindo ao amontoado de convidados que estavam na areia esperando que a cerimônia começasse.

O lugar era bem bonito, o altar tinha sido montado perto do mar e tudo indicava que a festa seria ali.

Seguimos até onde todos estavam e então uma senhora nos parou, ela deveria estar lá na casa dos setenta, mas ainda era bem bonita.

- Oh! – Ela disse meio surpresa. Merda fomos pegos, sabia que aquilo não iria dar certo. – Luara, Thiago, Roger e Gabriel! Achei que não iriam conseguir vir. Ainda bem que estão aqui.

Ela achava que éramos convidados?

- Claro, não íamos perder isso por nada. – Pedro entrou no papel de Thiago.

- Por nada mesmo. – Lucas concordou, fingindo ser Gabriel.

- Um evento tão importante, não é Luara? – Felipe incorporou o tal Roger e me meteu no meio da trama.

- Sim, muito importante. – Respondi brevemente e pedi mentalmente para que a senhora nos deixasse em paz.

- Bom a cerimônia já vai começar, se divirtam. – Acho que aceitaram meu pedido. A senhora nos deu as costas e se dirigiu para perto do altar.

A cerimônia foi bem breve e rapidamente todos já estavam dançando, bebendo, rindo e comemorando. No entanto, eu estava perdido. Que eu me lembre eu não deveria estar naquele casamento, muito menos saindo na foto juntos com os noivos, como se fizesse parte da família!

- Fique tão feliz que vieram. – A noiva, Vanessa ou o que fosse disse nos cumprimentando mais uma vez. – Aproveitem a festa!

Dito isto nós nos separamos dela e fizemos o que ela mandou, apesar de que eu estava meio receosa ainda.

- Vamos Helena! Aproveite a festa! Se divirta! – Lucas me puxou pela mão para o meio da pista de dana enquanto eu observava Pedro se afastando para um lado qualquer e Felipe indo na direção oposta.

- Eu danço maravilhosamente mal. – Disse honestamente enquanto me sentia deslocada no meio daquele bando de gente.

- E quem foi que disse que eu danço bem? – O ruivo complementou com uma risada e balançou meus braços no ritmo da musica.

Como é que eu poderia resistir aquele ruivo? Resistir aos olhos caramelados e infinitos que me puxavam para perto? Exatamente, não tinha como resistir.

Notas finais
NAO ESQUECAM QUE VAI TER CAPITULO DE NATAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAL