(HIATUS) Helena.
1 Introdução.
Introdução.
Nunca gostei do verão, do calor, de praia. Gosto de cidades litorâneas, mas não do mar. Consigo contar nos dedos quantas vezes entrei no mar. Foram sete, todas elas enquanto eu ainda tinha menos de oito anos, aprendi a nadar e logo voltei para a areia. Não me sentia bem dentro do mar, era muita coisa, muita água, muita imensidão, muito risco de ser levado. Acho que me sentia ameaçada. O curioso é que todas as minhas férias de verão eu passo em uma cidade litorânea, Ubatuba, fica em São Paulo.
Passo algumas horas dentro do carro, em baixo do sol que queima centenas de vezes mais, com meu pai dirigindo e ouvindo MPB, minha mãe, que sofre mais que tudo por cuidar dos gêmeos, Hector e Heitor, que são basicamente a encarnação de Napoleão Bonaparte, só que divido em dois, óbvio. E sem poder sobre a Europa.
Quando finalmente a revolução dentro do carro termina, começa outra dentro da casa de praia da família. Não é das maiores, é só uma casa normal; com telhas sem cor por causa de tanto sol e chuva, um pequeno jardim na frente, as bicicletas dos meus primos e os habituais beliches bambos que, acredito eu, estejam presentes em todas as casas de praia.
Já era dia 28 de novembro, minhas aulas já tinham terminado á mais ou menos uma semana e a única coisa que eu fazia era deitar na minha cama, nada arrumada por sinal, e ficar lá, lendo, escutando música, ou mexendo no computador, às vezes levantava para pegar um pacote de salgadinho escondido na cozinha, mas sempre acabava sendo pega pelos gêmeos. Era uma rotina de férias de verão muito boa.
Mas como alegria de qualquer um dura pouco, — sim, não é só de pobre que acaba rápido – logo minha mãe apareceu na minha porta avisando que já estava na hora de arrumar minhas coisas para irmos á praia.
Joguei qualquer coisa dentro de uma mala que ficava no fundo do meu guarda roupa, descobri que qualquer coisa era muita, espalhei tudo no chão e calmamente arrumei a mala, para que ela fechasse direito. Acabei colocando as coisas de sempre, camisetas de banda, livros, tênis, livros, pijamas, livros, chinelos, livros, coisas que qualquer ser humano levaria em uma viajem e mais alguns livros.
Larguei o que não coube na mala por ali e me deitei de novo para ler mais algumas crônicas de “Apaixonada por palavras”, por Paula Pimenta.
Notas finais
Deixem reviews pra que eu possa saber se a história é interessante, lembrando que a ideia é ser uma comédia romântica tá?
Beijos @anajvargas_
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