HB - Garotos Heróis
4 Capítulo 03: Velame Davis - À amizade: Ítalo e X
Notas iniciais
O garoto dos raios, Velame, morava com seu pai numa determinada floresta de Nova Iorque. Ele tinha apenas 12 anos de idade e dominava bem a sua habilidade de fazer raios, a julgar pela pouca idade. Porém ele não sabia voar ainda, apesar de ter tentado várias vezes e fracassado logo após.
Sua mãe foi uma incrível dominadora da habilidade de manipular e criar raios. Morreu injustamente por um grupo de pessoas que a acusavam de ter assassinado um membro de uma organização que nem sequer ela conhecia. Foi uma cena cruel. Uma batalha de 3 contra um. Ela não teve chance alguma.
A mãe de Velame era líder da equipe chamada de sangue justo. Esse grupo combatia o mal, levava os bandidos para a cadeia, salvava pessoas de acidentes diversos. Os membros se esforçavam para fazer o bem à sociedade, o mais importante objetivo do grupo. Eram sete integrantes com poderes diversos, que se dividiram após a morte da líder. A equipe se desfez em seguida.
Velame tinha um coração passivo. Não queria vingança nenhuma, mas queria justiça. Havia tentado muitas vezes com seu pai levar o caso ao júri. Mas toda tentativa foi um fracasso. Era como se nada tivesse acontecido com a mãe de Velame. Era como se ela nunca houvesse existido, na verdade. Parecia que até as autoridades governamentais estavam envolvidas neste assassinato. Entretanto, foi o que Noah, o pai de Velame, começou a desconfiar.
Escola Center Tecnology, quinta-feira, 7:20 da manhã.
Velame sentava todos os dias ao lado de Ítalo e X. Eram os melhores amigos, um trio inseparável. Guardavam sempre um dia na semana para jogar vídeo game na casa de Ítalo quando podiam.
Naquela manhã ensolarada, Velame havia chegado trinta minutos atrasado na sala. Era prova de Matemática e os alunos da classe estavam bastante concentrados em seus cálculos. Ao sentar numa das únicas cadeiras que restavam, ele até conseguiu perceber dois alunos colando as respostas entre si enquanto o professor se virou de costas para a turma, para pegar sua caneta que havia caído no chão. Mas Velame apenas ignorou o ocorrido.
Duas horas após, Velame estava anotando as respostas em seu gabarito e viu ítalo saindo da sala, pois já havia terminado a prova. Sendo assim, ele olhou para Velame através da janela quadrada da porta e fez um sinal com as mãos para ele, somente para avisar que queria falar com ele antes de ir embora. Velame confirmou com a cabeça.
Ao terminar, entregou a prova ao professor, assinou o seu nome e saiu.
Ítalo estava sentado perto da sala em um grande banco acolchoado.
— E aí, parceiro? Como foi a prova? – Perguntou Velame com a mão direita aberta e levantada para cima.
Ítalo se levantou e cumprimentou Velame dando um tapa na sua mão levantada.
— As coisas tudo em ordem, Velame. Fiz uma boa prova – disse ítalo. – Quer comer lá em casa, Velame? Vai ter lasanha hoje.
— E você acha mesmo que eu iria negar uma lasanha? – Velame deu um riso – Claro que não, meu irmão. Até parece... Velame recusar uma lasanha... Está de brincadeira, né?
Ítalo deu risada e voltou a se sentar no banco. Colocou as mãos na cabeça e repousou a panturrilha direita na coxa esquerda, como sempre se sentava. Velame o acompanhou.
— Eu salvei uma menina hoje de um incêndio – disse ítalo.
Velame franziu a testa:
— Foi quando isso?
— Foi no caminho até aqui.
— Que bom que você estava por perto. Isso é bom, Ítalo. Teve algum problema depois?
— Não. – Ítalo estava um pouco sério – Acontece que o fogo que incendiara a casa não era fogo comum. Tenho certeza disso. Eu senti que era diferente, Velame. Parece que foi algum cicatryon que incendiou.
— A garota também poderia ter incendiado sem querer se ela for uma cicatryon, né?
— Não, Velame. O fogo queimava muito forte. Foi muita energia utilizada ali para emanar naquela intensidade. Sinceramente, não acredito ter sido da garota.
Velame negou com a cabeça
— A não, Ítalo! Não quero acreditar que você está querendo investigar um ocorrido novamente... – Velame olhou ítalo nos olhos – Não mesmo, Ítalo. De novo isso? Lembre-se da última vez, fiquei de castigo durante um mês por sua causa.
— Eu quero saber o que foi que aconteceu. E se o assassino voltar? A garota pode estar em perigo, ou até a família toda em que ali reside.
— Não, Ítalo. Sem chances.
—Você não acredita em mim, não é?
Velame não teve jeito para responder, apenas suspirou.
— Eu sei que não acredita. Péssimo amigo você é, Velame.
Velame insistiu:
— Ítalo, tente me entender.... Meu pai ainda está muito bravo comigo depois de eu ter destruído com você aquela loja de bebidas. E simplesmente porque estávamos atrás de um bandido que nem conseguimos pegar. O prejuízo ficou todo na conta do seu pai, Tyler Sparks.
— Não se preocupe, Velame. Eu irei ver isso sozinho. Só não quero que ninguém morra enquanto nós podemos ajudar.
— E você vai fazer o quê? – Perguntou Velame.
— Vou mandar três seguranças vigiarem os inocentes que ali moram. Eles são bons... cicatryons dos bons.
— Eu acho que é um ótimo jeito de não se meter em encrenca – disse Velame dando risadas.
X terminara de acabar a prova. Apareceu, como sempre, com um sorriso no rosto e um olhar alegre que ele tinha. Seus cabelos grandes e loiros cobrindo um pouco a sua visão.
— E aí, meus parceiros? – X cumprimentou Velame e Ítalo – Estão preparados para perderem hoje no game?
– Você é muito apelão. Deve jogar de hacker, só pode – disse Velame pegando o celular.
— Oh, desculpa de perdedor, viu? Você só consegue ganhar para Ítalo.
Velame e Ítalo se levantaram do banco e caminharam junto com X até a saída da escola. Velame ligou para seu pai, avisando que ia chegar mais tarde e iria almoçar na casa de Ítalo.
Havia um carro preto parado bem na frente da escola, esperando por Ítalo. Era a carona dele, que o levava de vez em quando para casa. Os três entraram no carro e seguiram o caminho para casa de Ítalo.
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