H U M A N A
2 Quem é ela?
Notas iniciais
PARTE 1
SAMANTHA WOODLAND
O fim de semana se passou mais rápido do que eu pensei. A festa na casa do Bio foi ótima, segundo Renee que compareceu. Rafael estava lá e me pareceu que os dois só se estranham na faculdade, pois na festa não se desgrudaram, acredito que até se beijaram pela cara de boba que ela chegou na minha casa.
Renee mora comigo, só somos eu, meu pai e ela. Renee era filha do irmão do meu pai, que faleceu quando ela nasceu. A mãe de Renee não mora nos Estados Unidos e nunca quis saber dela. Acredito que o interesse do meu pai e de Renee pela ciência é algo em comum que uniu mais ainda os dois, por isso que meu pai gosta tanto de Renee quanto eu. Eles são muito amigos e meu pai faz questão de tratar ela como eu, como filha dele. Minha mente faz questão de sorrir com isso. Também acho que Raphael e Renee, por terem gostos e opiniões semelhantes á tecnologia, ainda irão se dar bem, inclusive namorar. Eu sorrio sozinha ao pensar na minha mente gritando isso aos quatro ventos sem minha boca sequer se mover para expressar isso.
Eu penso que a ciência moderna pode contribuir de várias formas na sociedade, e neste momento, me transformo de Samantha para Caroline, pois daqui á algumas horas ela me prestaria uma grande ajuda naquela manhã.
A roupa era de Caroline, mas o cabelo e o rosto eram de Samantha. Sempre antes de descermos do carro, eu ponho a peruca loira e os óculos de nerd, mas hoje eu estou com vontade de usar um algo mais. Renee põe sua peruca preta, exagera na maquiagem e põe lentes de contato castanhas para esconder seus olhos verdes e chamativos e seu cabelo loiro natural. Somos mestres na arte do disfarce, e graças á máquina 3D que faz tudo que se quer, criada pelo meu pai, elaborar disfarces ficou ainda mais fácil. Todas as invenções do meu pai exclusivas para mim são aprovadas, incluindo meu carro, que de tão prático deixou de ser somente exclusividade minha e dele.
Antes de descermos do carro com livros e mochilas, olho para a maquiagem de Renee procurando algo que também possa usar.
─ O que está procurando? ─ Pergunta ela no intuito de me ajudar.
─ Algo que combine com Caroline.
─ Sei que isso é um pouco ousado para Caroline e até Samantha, mas por que não usa isto? ─ Ela me mostra um batom vermelho.
─ Será?
─ Claro. Vai ficar ótimo. ─ Ela sorri e eu pego o batom o colocando.
Saímos do carro depois de apertar o botão vermelho que tem perto da direção. Após apertar este botão temos exatos cinco segundos para sair do veículo para que ele possa se transformar no controle, e de repente começa aquela maravilha visual que não me canso de olhar. Isso ainda me parece surreal!. As rodas deles se desfazem por completo. Quando elas ficam embutidas junto com a lataria para desmontar, o carro é levantado do chão por um campo magnético com jatos de ar por baixo do carro, que o levanta cerca de quarenta centímetros do chão e que ao desmontar o controle para montar o carro novamente, este campo é o primeiro que se liga evitando que o controle caia no chão e as rodas vão para a posição normal para a lataria se montar. Simplesmente incrível!
Depois que o carro se transforma no controle, guardo este controle dentro da minha mochila. Renee e eu começamos a ver pessoas entrando no MIT. Estamos na semana de palestras e hoje é Terça, o dia da palestra de Victor Sullivan e do Doutor Schnutz. Ainda não havia pego meu ticket para a palestra do Doutor, mas consigo um ticket assim que chego e vou á coordenação dos cursos de saúde. Volto para a frente do departamento de Computer Science e Artificial Intelligence. Renee estava a minha espera. Ela conseguiu meu ticket para a palestra. Estamos olhando para todos os lados do MIT, pois Raphael nem sonha que irei participar da palestra de outra área e ele não. Ele iria ficar furioso se soubesse que foi o único de nós três que não foi.
Ainda bem que ele não apareceu enquanto o centro ainda não havia sido aberto. Raphael é um rapaz bonito, inteligente e rico, uma mistura muito boa. Seu pai é dono de uma rede de supermercados em Washington, e ele está em Massachusetts apenas estudando. Ele não tem muitos amigos e as únicas amigas que ele têm de verdade é a suposta riquinha, que é Renee, e a nerd que usa óculos e roupas de segunda mão, que sou eu. Ele nem imagina a sorte que teve, mesmo sem saber!. Minha mente sorri.
─ Falta dez minutos. ─ Renee me avisa.
─ Vamos entrando.
Ela assente com a cabeça. Temos que arranjar um bom lugar. Entramos no auditório do centro e já estava bem lotado, mas conseguimos dois lugares no meio, bem no meio daquelas pessoas, de frente para o palco. Minutos depois vejo Victor Sullivan e um homem alto com olhos puxados entrarem e se posicionarem no meio do palco, colocando suas maletas na mesa auxiliar que tinha próximo á janela de vidro. O auditório possuía uma janela de vidro panorâmica que substituía uma parede. Seu tamanho ia do chão ao teto, do palco ao final na sala. Essa janela ficava do meu lado esquerdo depois que eu sentei, e através dela via-se todo o campus gramado. Não sabia que aqui era assim.
Quando todos viram que eles haviam chegado, a atenção de todos os alunos foi em direção á eles. Impossível de não os olhá-los. Victor estava usando uma camisa social branca, sem gravata ou blazer, e uma calça com risca de giz preta. O homem do olho puxado estava com o cabelo fixado com gel para trás, ainda molhado; Uma calça preta de tecido e uma camisa social três quartos azul clara.
A administradora do MIT tem que realizar seu discurso antes de todas as palestras começarem. Será que ela vai de campus em campus fazer isso? Isso é chato de se ouvir!. Minha mente reclama. Não demorou muito. Graças á Deus, os ouvidos agradecem!. Sinto que Victor está prestes á começar á falar e imediatamente me acomodo na cadeira onde estou sentada da maneira mais confortável possível, e tudo isso para que eu possa, além de passar uma hora completa sentada confortavelmente, vê-lo e escutá-lo muito bem. Preciso ver até onde eu sei o que ele já sabe.
PARTE 2
VICTOR SULLIVAN
Há quanto tempo que o MIT deixou de fazer parte da minha rotina? Dois ou três anos? Eu simplesmente esqueci estes detalhes. Esqueci sim, mas não esqueci de todos os momentos que passei aqui e as histórias que meu pai me contava do seu tempo de faculdade. Este lugar não mudou muita coisa desde que saí, creio eu. Ao subir neste palco, me sinto no lugar do meu pai naquele dia que ele veio dar aula na minha turma. Todo mundo elogiando a inteligência do meu pai e eu me maravilhando em ser filho daquele homem incrível. É uma pena que ainda sou jovem e não tenho filhos para se orgulharem do meu trabalho, assim como eu me orgulhei dele. Sinto que de alguma forma, meu pai estando onde estiver, estou o orgulhando de estar aqui representando sua empresa que se tornou minha.
Peter está a minha direita sentado em uma cadeira próxima a janela que tanto admirava no meu tempo de estudante do MIT, e eu estou no meio do palco, por trás da administradora do MIT que falou comigo no SetGlass. Ela se retira e eu pego o microfone e me vejo em frente á aquela multidão de cem á cento e cinquenta alunos sentados, esperando eu começar á falar. Estava terminando de organizar os papéis que utilizaria para me guiar na palestra, e ao terminar de arrumar tudo para começar, já conseguia ouvir os comentários dos alunos, principalmente os das garotas. Victor isso… Victor aquilo… De certa forma isso é chato.
─ Bom dia á todos os alunos e pesquisadores do centro de Computer Science.
─ Bom dia. ─ Repete todos em uníssono.
─ Primeiramente quero agradecer pelo convite de estar aqui como um ícone desta área. A administradora do curso me informou sobre a seleção e eu os agradeço. Vocês não sabem o quanto é honroso para mim estar aqui hoje. Eu vim com o intuito de responder suas dúvidas, de conversarmos, debatermos esse assunto completamente desenvolvido chamado Tecnologia. Alguém quer começar perguntando alguma coisa? ─ Pergunto eu na espera de um caminho para começar á me entrosar mais com os alunos.
─ Você é solteiro? ─ Pergunta uma jovem loira, que usava uma camiseta azul.
Todos riem.
─ Por favor, apenas questões profissionais, mas respondendo a sua pergunta eu estou solteiro.
─ Me desculpe. Foi só pra quebrar o gelo. ─ Ela sorri.
─ Entendo. ─ Faço um gesto de capitche.
Com aquela pergunta, um tanto indiscreta da jovem loira, me senti impedido de prosseguir por dois segundos, esperando que outro aluno perguntasse outra coisa. Não me deixei intimidar, nem mostrei tal graça como meu interior mostrou. Me manti integro.
─ Senhor Sullivan, ─ Chama uma jovem ruiva que estava sentada na primeira fileira de cadeiras ─ Todos sabem que o senhor é o mais jovem e renomado cientista computacional e engenheiro de softwares de todo os Estados Unidos. Com isso, você se sente ainda intimidado com os comentários que surgem de que você não conseguirá substituir o lugar de seu pai?
─ No começo isso me afetaria, pois eu ainda não tinha experiência para ocupar o cargo de presidência da SWares, mas hoje em dia isso nem é tão discutido como antes. ─ Respiro ao pensar no sufoco pelo qual passei com a mídia me perseguindo. ─ Mostrei á todos que eu consigo sim levar a empresa do meu pai adiante e não há nada o que temer.
─ Ainda em relação a mídia, também existem comparações relacionadas á sua tecnologia e a história robótica de Maison Woodland. Todos sabem que Maison possui vinte e cinco anos de trabalho na empresa dele, a WoodSrobotic, o que significa mais anos de conhecimento e confiabilidade na mídia em relação ao trabalho dele. Por mais que seja em áreas diferentes, o senhor não acha que a SWares poderá ser afetada com comentários relacionados á sua falta de experiência com novas tecnologias que serão criadas na empresa por você?
Pergunta complexa demais senhorita! Por acaso está duvidando do meu potencial?
─ Anos de trabalho a mais não significa ter mais talento do que outra pessoa que está começando a sentir o gosto do trabalho agora, senhorita. Maison é um grande homem e apesar de ainda ter algumas controversas em relação á isso, eu me considero inteligente o bastante para criar tecnologia tão avançada quanto já criei, como o SetPhone, o SetGlass e a WallScreen, que são usadas por muitas pessoas ou todas as pessoas hoje em dia. Maison me surpreende a cada dia com suas criações, ele é muito inteligente, mas apesar de todos os comentários sobre o meu início, eu não me sinto prejudicado de maneira alguma em relação a comparação das empresas. Apesar dos comentários, as empresas SWares e WoodSrobotic, Maison e eu, estamos todos empatados numa grande competitividade e não tenho nada a temer.
─ Já que mencionou a robótica como interesse, o que o senhor tem a comentar a respeito das máquinas de Maison? ─ Pergunta um rapaz de cabelos loiros sentado em meio á platéia.
─ São máquinas incríveis. Só não aprovo a tecnologia antiga que é aplicada nos robôs.
─ Qual é a máquina criada por ele que você mais aprova? ─ Pergunta um jovem rapaz de óculos.
─ Todas são muito boas, mas o MWC 6.0 é um carro perfeito. Apesar de ter um custo muito alto por ser um carro que se contrai e se transforma em um pequeno controle, a tecnologia e a estrutura dele são perfeitas. Eu inclusive tenho um e aprovo. Foi a melhor invenção dele na minha opinião.
Um excelente carro, sem dúvidas. Lembro do meu MWC preto que tenho ao dar ênfase á máquina. Tomo um pouco de água. Agora tudo está começando á tomar rumo.
─ A respeito do MiSelf, o dispositivo criado por você para reviver memórias, o senhor já tem uma previsão de quando vai lançá-lo no mercado para que todos possam ter acesso? ─ Pergunta uma jovem de cabelos encaracolados que estava no fim da sala.
─ Senhorita, acredito que muito em breve. Estamos muito contentes com os resultados e estamos bem perto de finalizá-lo.
─ O que levou você á criar um dispositivo que recriasse momentos do passado de nossa vida e o passar na frente dos nossos olhos, nos fazendo sentir aquela emoção novamente? ─ Ela volta a perguntar.
─ Me baseei naquela idéia de que um momento é único e não pode ser vivido mais de uma vez. Eu mostrei que se pode sim, fazer com que momentos únicos fossem revividos e sentidos como se estivessem realmente acontecendo novamente, além de ser comandado pela própria vontade os fatos que o MiSelf irá captar.
─ Você tem algum momento que gostaria de ser revivido? ─ Pergunta uma moça de cabelos escuros e que usava muita maquiagem, que estava sentada do lado de uma loira de batom vermelho de óculos.
─ Sim. ─ Eu sorri. ─ Quem nessa vida não tem momentos bons que deviam se repetir mais vezes?
As perguntas vão ganhando proporção e a medida que os alunos estão curiosos para saber um pouco mais do que sei, eu me sinto envolvido por eles. Todos me faziam perguntas e eu me sentia cada vez mais empolgado.
Mas por quê isso? Desde que comecei a falar que ela me olha assim. Eu sorrio, eu brinco, eu converso… mas tem uma aluna em meio aquela multidão de olhares em minha direção que tem um olhar diferente dos demais. Mesmo ela não tendo me perguntado nada ainda, eu conseguia ver que ela me olhava profundamente enquanto estava sentada confortavelmente naquela cadeira. Eu sentia de alguma forma uma onda de ironia vindo dela em minha direção, onde ela se destacava em meu olhar devido aquela maneira dela e ao batom vermelho que usava. Ela é aparentemente observativa e me surpreendo que ainda haja pessoas que não exprimem suas opiniões.
─ Senhor Sullivan…
Ela lê pensamentos? Será que ela percebeu que notei que depois de uma hora inteira ela não havia me perguntado nada?. Volto meu olhar para ela.
─ Sim. ─ Sorrio.
─ Já que você comentou sobre a suposta tecnologia antiga utilizada nos robôs de Maison Woodland, o que você tem a concluir sobre o ultimo robô criado por ele? O MWT96?
Ela me olha séria, mais que antes. E lá vamos nós falar de Maison mais uma vez… se eu fosse pobre e estivesse ganhando dinheiro para falar nele eu já estaria rico. Se me processassem por falar nele com a herança que tenho já estaria usando meias furadas. Meu pensamento irônico e sarcástico aparece.
─ É uma máquina perfeita, mas um robô perfeito com uma carcaça de tecnologia investida. ─ Alguns alunos riram, mas ela manteve a expressão.
─ Se o MWT96 fosse criação sua, o que você faria para o deixar completamente perfeito? ─ Ela volta a me perguntar, e agora roça os dedos no queixo, apoiando o cotovelo no braço da cadeira.
─ Primeiramente sua pergunta é uma pergunta muito boa, e respondendo-a finalmente, eu alteraria aqueles hologramas e colocaria algo mais real. Poderia ser uma estrutura normal de um robô e usaria os hologramas de outra forma, como para emitir o brilho visual do robô…
─ Mas com isso o robô perderia sua função á qual foi criado, e estamos falando apenas de ajustes e não de modificações. ─ Ela me interrompe.
─ Não vejo necessidades de um robô se passar por um humano. Vamos combinar que os hologramas foram usados desnecessariamente. Eles não caíram bem no MWT96. Mudaria isso, para o bem das crianças. ─ Todos riem, menos ela, e isso está me incomodando.
─ Acredito que já chegou á utilizar o robô para ver sua funcionalidade, certo? ─ Ela volta a perguntar, mais uma vez.
─ Sim. ─ Respondo rapidamente.
Na hora que respondo eu sinto um ar de provocação vindo dela maior ainda quando ela se senta na cadeira, encostando as costas e me olhando.
─ Eu responderia diferente se eu fosse o senhor. ─ Ela sorri e todos a olham.
Eu acho que não escutei isso… ou escutei isso mesmo?
─ O que senhorita?
─ Esperaria uma resposta mais tecnológica vinda de você, senhor Sullivan.
─ O que você quer dizer com isso? ─ Pergunto dando dois passos para frente, mais próximo da beira do palco para ouvi-la melhor.
─ Quero dizer que para deixar o MWT96 perfeito não precisaria retirar ou trocar os hologramas por uma cabeça de aço revestida com silicone sintético e nem muito menos usar os hologramas para emitir o brilho visual parecido com de um humano. Não acredito que seria preciso retirar os hologramas ou trocar os hologramas para deixar o robô completamente perfeito. Esses não são os principais erros.
─ Então quais são os principais erros senhorita? ─ Pergunto ao me sentir questionado por ela.
─ Tudo bem. Os hologramas são de ultima geração, parecidos com os hologramas que você usou no SetGlass e SetWallScreen caso o senhor ainda não tenha reparado. O que os torna lentos e irreais é o pequeno espaço em memória do sistema do robô. Ao invés de ter metade do espaço para o reconhecimento facial, o robô possui 80% da memória geral para armazenar as funções de movimento, deixando os hologramas lentos, os deixando a desejar.
Suas palavras estavam me deixando mais fixado ainda nela, assim como todos os alunos estavam fazendo o mesmo. Ela está me pondo contra a parede, é isto?!
─ Outro ponto que eu não pude deixar de notar é o desempenho ao guardar as informações… o senhor também não o achou lento demais? Passar um dia todo para guardar informações?
─ Ah… talvez sim… ─ Tento pensar em algo rápido quando percebo o olhar de todos para mim.
─ Nesse ponto a tecnologia que você está desenvolvendo do MiSelf poderia ajudar. Fazia uma espécie de chip com as informações e imagens captadas com o MiSelf e colocava em um compartimento na estrutura corporal, já que o robô não possui cabeça, com isso ele não precisaria passar o dia todo enchendo o saco para ser configurado.
─ Isso é algo…
─ Algo simples, senhor Sullivan. ─ Ela me interrompe mais uma vez. ─ Aquele material de aço com vários sensores e correntes para que ele se mova exatamente igual á um humano está fora de cogitação. Ele é completamente pesado e só age quase perfeitamente da cintura para cima, pois anda igual á um pinguim. ─ Todos riem.
Eu fico sem palavras. Olho para Peter e ele está tão pasmo quanto eu.
─ Acreditava que o senhor responderia diferente minha segunda pergunta, senhor Sullivan. Deixando detalhes visíveis passarem despercebidos, não posso negar que ficaria um tanto insegura caso você resolvesse abandonar a tecnologia e abraçar a robótica. ─ Ela sorri e logo desfaz o sorriso. Irônica! ─ A robótica de Maison é bem estruturada, só não é bem aplicada. Sua tecnologia é muito boa, só que não é aplicada onde deveria ser. Vocês deveriam fazer uma parceria, um completando o invento do outro…
─ Caso não saiba senhorita, Maison e eu não nos damos tão bem. Não tenho nada contra ele, mas não somos amigos. ─ Eu a interrompo desta vez.
─ Que pena. ─ Ela dá de ombros. Que atrevida! ─ Formariam uma bela dupla. ─ Ela sorri. ─ Obrigado por ter respondido minhas perguntas, senhor Sullivan. Tenha um ótimo dia. Com licença. ─ Ela se levanta da cadeira.
A loira me deixou paralisado, assim como todos os outros alunos que estavam na palestra, e ficamos todos olhando ela sair. Ela retira-se e eu ainda continuo perplexo por ter sido desafiado e contrariado na minha própria tecnologia. Ela me deixou furioso e irritado. Ninguém nunca me desafiou e nem me questionou assim antes, na minha tecnologia eu não erro e vou mostrar a ela que sou bom no que faço.
Ela só quis tentar me deixar sem graça na frente dos alunos após me observar. só podia estar avaliando minhas expressões!.
Tento pensar em não ficar vermelho, mas sinto que estou aparentemente mais vermelho do que a cueca vermelha que estou usando. Nunca ninguém me deixou assim. Aquela nerd do batom vermelho ainda vai ter que me encarar.
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