Gênesis
2 Uma lady?
Notas iniciais
Seis meses podem mudar tudo na vida de alguém.
Meu nome é Amanda victorie st’clarer,18 anos, atualmente como já disse antes estou noiva do homem mais poderoso do mundo, meu noivo rei nicolae tem 24 anos e é o governante supremo dessa terra, eu nunca fui de nem um tipo de família real, nós nos conhecemos quando eu era apenas uma aprendiz de sombra, os guardas da realeza, e ele era meu professor, passamos muitas coisas juntos no decorrer desse ano que ficamos juntos, e eu nem acredito que vou me casar com ele, mesmo que o conselho dizendo que eu não era apropriada.
No meu caso nos últimos 6 meses estou tentando virar uma dama, ou quase isso,lady lyanna acha que para a noiva de um rei, eu estou muito mal comportada, nos âmbitos da sociedade, então estou tendo aulas particulares de etiqueta, isso que dizer que tenho que acordar duas horas mais cedo, para poder ter essas aulas, como se minha agenda já não fosse muito apertada.
- senhorita st’clarer – lyanna me chamou – é falta de educação não responder a uma pergunta.
- desculpe – tentei focá-la atrás da mesa com diversas comidas que havia a minha frente. – acho que ainda estou dormindo.
Ela arregalou seus olhos castanhos, cuidadosamente maquiados.
- nunca diga algo como “ acho que ainda estou dormindo” – ela ralhou – simplesmente desculpe-se e peça com educação para que a pessoa repita a pergunta.
- desculpe – corei – por favor senhorita, poderia repetir a pergunta? Acho que estava especialmente distraída hoje.
Ela sorriu lindamente. Batendo palmas com as pontas dos dedos.
- eu perguntei se sabe qual dos talheres a sua frente se usa para comer caviar? – ela apontou discretamente para meia dúzia de talheres ao lado do meu prato.
Juro, eu vou matar essa mulher, olhei para eles, havia tantas formas e tamanhos, não tinha como saber, por que eles não colocavam uma etiqueta, rotulando cada comida?
Peguei o que parecia mais apropriado. Caviar era uma comida cara, então peguei um pequeno garfinho de prata com quatro dentes.
- solte já isso – lyanna rosnou para mim. Onde esta aquela mocinha educada? – o que pensa que vai fazer com esse garfinho?
- comer?
- idiota, nunca coma caviar com qualquer coisa de prata – ele pegou um garfo de plástico – é esse.
Que? Olhei para o garfo de plástico e o de prata consecutivamente.
- estou confusa – comentei – qual o problema com a prata?
Ela suspirou, da forma mais disfarçada de dizer “idiota”
- a prata retira o sabor original do caviar, o plástico não.
- ah... – sim, essa foi a coisa mais inteligente que consegui dizer naquele momento.
Ela consultou o relógio.
- bem acho que terminamos por hoje, já deu suas duas horas e você tem que trabalhar certo?
- certo — murmurei.
- certo senhorita – ela me corrigiu.
Concordei de leve.
Me levantei e sai daquela sala o mais rápido possível, achei que minha vida não mudaria em nada, mas mudou, quase não tinha tempo para mais nada agora,nunca via meus amigos, nem pude ir na congratulação dos dois pois tinha compromissos., connor e gabriella agora eram soldado reais e eu nem pude dar os parabéns, o Maximo que pude fazer foi mandar flores e um cartão.
Os momentos que passava com nicolae eram quando tínhamos que ir a alguma conferencia, festa ou reunião juntos, tirando isso, quando eu chegava, já era quase de madrugada, então ele já estava dormindo, pois tinha que acordar cedo, e quando eu acordava pela manhã ele já havia partido. Sentia falta de quando tinha mais tempo para mim, só que eu decidi isso, foi minha decisão,eu disse sim, minha escolha, eu disse que aceitaria nicolae com o pacote todo, só não sabia que o pacote era tão grande.
- bom dia chefinha – Miica sorriu para mim assim que entrei no laboratório – nossa que cara horrível.
- me sinto horrível – ressaltei. – como estão meus filhos?
- crescendo.
Olhei para minhas incubadoras, lá dentro boiando sobre um líquido lilás estava meus filhotes, um em cada útero. Nos últimos meses me sentia mãe de cada um deles, eles eram maravilhosamente pequenos, Indefesos, e eu iria cuidar deles. Nos já estávamos refazendo a camada de ozônio, que na verdade era placas translúcidas, contendo micro organismos vivos que se reproduziam rapidamente, aumentando o tamanho numa velocidade tridimensional, mas o planeta é muito grande e ainda faltava uma grande parte a ser encoberta, eles eram capazes de bloquear os raios ultravioletas e ao mesmo tempo filtravam gazes perigosos, nos havíamos instalado em vários lugares diferentes, filtros para que pudessem ajudar os micro organismos no trabalho. Facilitava bastante o fato deles se alimentarem desses gazes para poderem se reproduzir, quando conseguirmos alcançar o mundo todo, nos apenas teríamos que controlar a quantidade de organismos que nascem.
Vesti minha roupa protetora e coloquei meu capacete, era estranho vestir essa roupa novamente e sair para o lado de fora, o calor já não era tão intenso desse lado, mais ainda sim era quente. Avistei Vincent descendo e em uma das galabils, que na verdade, eram motos mais largas, fortes, velozes e confortáveis, só o visual já era excitante, cada galabils parecia um monstro, rápido e lindo.
Ele veio ate mim.
- tudo bem lá em cima? – perguntei pelo comunicador.
- não, parece que acabou de acontecer uma rachadura no núcleo – ele deu de ombros – nada grave, podemos controlar.
- tudo bem – olhei para cima – se houver mais alguma coisa me avise, eu irei lá em cima conferir a rachadura.
- claro – ele me ofereceu sua galabils.
- não obrigada – neguei com um aceno – eu tenho meus próprios brinquedos.
- claro – ele sorriu – vou alimentar os filhotes.
Senti uma pontada de ciúmes, essa era uma das partes em que só ele conseguia mexer, queria poder fazer isso com meus filhotes mais eu não sabia, e Vincent se recusava a me mostrar.
Cheguei até o estacionamento das galabils de Miica, sim, ela as havia inventado, era incrível o trabalho que ela conseguia fazer, num estralar de dedos ela conseguia fazer cada coisa de tirar o fôlego, estava no sangue dela. E eu a respeitava muito por isso.
Peguei minha própria moto, era uma sensação de liberdade incrível literalmente voar a mais de 420 kh, passar pelas nuvens, quase dava para pensar que estava chegando as estrelas.
- o que ouve para rachar? – desci da galabils e subi na plataforma que estava suspensa lá em cima, sempre sentia vertigem toda vez que me lembrava à altura que eu estava do chão.
A rachadura se estendia a uns 40 centímetros de comprimento e uns 2 centímetros de largura.
- nada de mais – um dos operários se aproximou – um pequeno sobrepeso, mas nos já resolvemos não se preocupe.
“Não se preocupe”, eu ouvia isso todos os dias. Parecia um circulo vicioso em que eu fazia parte imperceptivelmente, parecia que todos gostariam de me agradar e que estavam se esforçando para isso.
Voltei para o laboratório, se tivessem algum problema eles me chamariam pelo bip.fiquei o resto do dia fazendo novos úteros para abrigar o Maximo de animais possíveis, pois graças a Miica poderíamos recriar terra de verdade, era incrível o potencial daquela garota, então, da terra a grama e arvores era apenas um pulo, ficava eufórica só de pensar.
Gostaria de sair mais cedo e passar um tempo com meu... Noivo, Mas ele também tinha seus fazeres, e geralmente chegava tarde. Agora que o povo tinha conhecimento do novo rei, a carga horária de nicolae praticamente dobrou.
Quando finalmente pude sair do laboratório, havia feito exatamente 3 úteros artificiais, e isso era um recorde, eles ainda não estavam prontos, ainda demoraria uns dias para conseguir terminá-los, mais o esqueleto estava pronto, agradeci silenciosamente a equipe que trabalhava comigo, pois sem eles o numero seria bem escasso.
Abri a porta do quarto e entrei silenciosamente, nicolae já deveria estar na cama. Sinceramente, fiquei surpresa ao constatar que as luzes estavam acesas. Retirei minhas botas e caminhei em direção a luz, empurrando a porta com a mão.
Nicola estava sentado numa poltrona olhando fixamente para um mapa que se abria incrivelmente detalhado a sua frente, sua testa estava franzida, formando uma ruga entre as sobrancelhas, era inegável, alguma coisa estava acontecendo, nicolae nunca ficava estressado desse jeito e ele nunca estaria acordado a essa hora, consultei o relógio, estava quase de madrugada, e ele levantava cedo.
- esta acordado – abri a porta devagarzinho.
Nicolae olhou para mim e sorriu, seus assessores me cumprimentaram em murmúrios baixos.
- você também – Nicolae se levantou e me deu um beijo de leve, saboreei aquele momento curto o Maximo possível, pois agora estava ficando raro – bom te encontrar de olhos abertos.
Os homens devem ter percebido que estávamos num momento intimo, pois se levantaram, recolheram suas coisas e partiram silenciosamente, estava quase agradecendo aos céus quando notei que um havia ficado.
- por que não vai se trocar? – nicolae sugeriu – nos vemos daqui a alguns minutos.
- claro – sorri.
Ele voltou ao seu lugar e eu fuzilei o assessor com os olhos, filho da mãe.
Tomei um banho para amolecer os músculos, não era algo exatamente agradável, ficar na mesma posição um dia inteiro.
- é uma garota realmente bonita – o homem que havia ficado comentou.
- Sim ela é – pelo tom, nicolae não havia gostado do elogio.
- deve ser uma boa companhia — ele insistiu – mesmo eu achando que uma garota da realeza seria mais apropriada.
- o que quer dizer?- nicolae perguntou rudemente.
É o que você que dizer palhaço? Perguntei silenciosamente.
- bem senhor – ele pareceu hesitante diante da postura defensiva de nicolae – uma garota da realeza saberia que não é apropriado interromper uma reunião desse jeito.
- acho melhor você ir embora Steven
- claro senhor até amanha – ouvi seus passos — amanhã o senhor tem uma reunião as 6 da manhã, virei buscá-lo.
Olhei para o relógio, era quase duas da manhã ele era maluco?
Nicolae abriu à porta que dava acesso a suíte particular, dentro da suíte.
Olhei como ele estava tenso, ficava preocupada nessas horas em que ele retirava a mascara e deixava seu semblante pesar.
- venha – chamei – me deixe fazer uma massagem em você.
Nicolae se sentou na minha frente na cama, eu retirei feliz sua camisa e a gravata, deixando-o apenas de calças, massageando seus ombros tensos, passando os dedos delicadamente pelas costas.
- sei que tem alguma coisa te aborrecendo – comecei devagar – mas se não me contou ainda é por que não esta pronto.
- ainda não – ele concordou.
- promete me contar quando estiver? – arrisquei.
Nicolae se virou me derrubando no colchão e ficando por cima de mim.
- eu já disse que te amo?
- bem, na verdade, faz uma semana que não diz.
- esta contando? – ele sorriu travesso.
- claro – concordei – faz quase uma semana que eu só te vejo quando esta dormindo.
Ele me beijou de leve, uma, duas, três vezes.
- você vai acordar cedo amanhã – lembrei a contra gosto.
- eu sei.
Outro beijo e outro. O cheiro dele estava me inebriando.
- você só tem algumas horas de sono – murmurei – deveria aproveitar.
- eu consigo ficar um dia sem dormir – ele mordiscou meu queixo.
- mas...
- Amanda – ele me interrompeu – fique quieta.
Tudo bem, não me ache uma má pessoa por não conseguir resistir ao meu noivo lindo, gostoso, sem camisa e me querendo, ninguém é de ferro.
Por mais que eu tentasse, não conseguia me acostumar às sensações que ele causava ao meu corpo, os arrepios, os calafrios, a excitação, o jeito com que ele me tocava era único, e eu adorava cada parte, adorava sentir a boca dele percorrendo meu corpo, dele me preenchendo, me fazendo explodir de prazer, eu adorava ser seu rosto quando ele entrava dentro de mim, as expressões de êxtase, adorava sentir toda extensão do seu membro, grande fazendo eu me sentir prazerosamente alargada, ele murmurava em russo em meu ouvido. Adorava saber que eu lhe dava tanto prazer quanto ele me dava. Ele é meu,Era como uma montanha russa, a antecipação sempre me causava arrepios, pois eu sabia que algo maravilhoso estava por vir.
— estava com tanta saudade de você — murmurei beijando seu peito – não gosto quando passamos tanto tempo assim sem nos ver.
- À meu anjo, eu também não gosto de ficar longe de você — ele acariciou meu cabelo – desculpe se meu trabalho esta nos afastando.
- não, não esta – murmurei, me recusava a aceitar isso – vamos dar um jeito.
- sim, nos vamos – senti ele sorrir – agora durma minha pequena.
Já estava amanhecendo quando finalmente ele me pediu isso, senti uma pequena pontada de culpa, pois sabia que ele não iria dormir.
- desculpe por fazer você ficar acordado – sussurrei em seu peito.
- por favor, não se desculpe por isso – senti seus dedos percorrerem minhas costas – não se desculpe por me dar prazer, por me permitir te dar prazer, não se desculpe por fazer amor comigo.
- não vou cometer esse erro de novo – sorri.
Aproveitei aquela sensação de estar nos braços dele, eram esses momentos que me faziam lembrar por que eu estava fazendo isso.
Eu vou conseguir, sei que posso me esforçar para me tornar uma dama ideal, posso ser a mulher que ele precisa, posso ser uma rainha.
Eu consigo.
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