Guren - a Bela Flor
1 O começo!
Notas iniciais
Isto, é apenas a entrada!
Ouvia-se o som de pessoas gritando, aplaudindo e pulando. E num instante tudo se clareia... Quando todos finalmente se acalmam, o show começa!
Era mais um Show que the GazettE fazia; era mais um Show na história deles. E desta vez eles resolveram fazer um Show diferente: ao envés de estrear músicas novas, cantar/tocar músicas de albuns passados ou não, eles resolveram fazer um show com músicas mais preferidas pelos fãs. No Myspace e no Blog deles fizeram uma enquete das músicas que os fãs mais gostavam, foram várias, mais de 20 músicas, então eles mesmos escolheram apenas 20 músicas, e a última (21ª) era uma nova single que acabara de sair do forno.
Os fãs adoraram o Show! Muitas pessoas sairam de lá rocas de tanto cantar e gritar. Outras sairam caindo de cansaço. E algumas, poucas mas fáceis para notar, sairam bêbadas e/ou drogadas, como em qualquer Show...
Depois de o Show ter terminado, eles foram para o camarim, só para descançar, para então, irem à suas casas individualmente.
— Ah, como foi bom esse Show, não é mesmo? — Dizia Uruha já com a sua garrafa na mão, em pé do lado de Ruki que fumava. — Hoje foi um dia especial! Com músicas que todos os fãs mais gostavam...
— E sem falar que eles cantaram muito. — Disse Aoi, num tom de voz de satisfação. — Geralmente eles cantam um ou duas músicas juntam com a gente e depois só pulam ou balançam a cabeça, mas desta vez todos cantaram todas as músicas!
— Vocês ficaram na guitarra! Eu fiquei cantando lá na frente e pude ver quantas garotas ficarem gritando e cantando junto comigo! — Ruki disse num tom de deboche, mas adorava quando viam suas fãs gritando por ele.
Depois de um tempo de conversas, risadas e brincadeiras, todos resolvem ir embora. Todos se despedem de Ruki que acaba ficando no camarim, se olhando no espelho, como se estivesse se encarando...
E logo lembrou que teria de ir ligar para a Carmen, uma mulher de 26 anos, ruiva, de olhos azuis e muito, muito bonita e inteligente. Ela vivia em um orfanato pequeno na Alemanha, ajudando crianças doentes, paraplégicas, e normais, todas perderam seus pais. Uma boa pessoa, é o que descreve ela! Ruki era apaixonado por ela... Ninguém sabia disso. Ele sempre manteve em segredo, pois, sempre disse que gostava de mulheres que tem uma descrição mais forte, não uma \"qualquer\".
— Tomara que eu consiga chegar a tempo em casa para dar boa noite para ela... — Ruki falava consigo mesmo e pegando suas coisas para ir em sua casa ligar para a Carmen. Ele não estava apressado e nem molenga. Quando saio do camarim, de todo o concerto, avistou o Reita encostado em seu carro. Chamou ele e logo acenou, indo em direção a ele.
— Akira! O que você ainda está fazendo aqui? — Perguntava Ruki... Ele sempre chamou o Reita assim, nunca como Reita, somente nos shows ou entrevistas, pois caso contrário iria “queimar o filme” do Reita.
— Ah, estava esperando você, meu grande amigo! — Um sorriso no rosto de Reita era visto visivelmente. Ele sempre foi muito gentil com seus amigos, principalmente com o Ruki, que era o seu melhor amigo. Todas as pessoas que nunca conviveram com ele – em outras palavras, fãs – achavam que eles tinham algo entre eles. Mas felizmente, eram somente melhores amigos, no fundo do coração!
— Que bom...! Será que você poderia me dar uma carona até a minha casa?
— Mas é claro!! Entre. — Disse Reita já entrando no carro antes do Ruki. E preparando-se para entrar na direção, Ruki diz:
— Se você puder ir um pouco mais rápido, seria melhor ainda. Eu preciso fazer uma coisa importante... — De cabeça baixa olhando para qualquer coisa, ele ficou corado e um pouco sem graça.
— E o que é esta coisa importante? — Reita fazia a tal expressão de aspas quando disse ‘coisa importante’, mas a expressão da face dele, não era muito agradável. Parecia até que estava com ciúme. Pois Ruki nunca tinha uma ‘coisa importante’ para fazer, sempre teve tempo livre. Então, Reita estranhou... — Eu te juro que não entendi...
— Com o tempo você saberá. É que agora eu não posso falar. Por favor, compreenda-me! — Ruki falava num tom como se estivesse implorando de joelhos. E com isso, Reita foi logo dirigindo, o mais rápido possível.
Chegando em casa, depois de se despedir de Reita e ter dito “Muito obrigado!”, ele logo dá de cara com o Koron-Chan, seu amigo fiel, companheiro leal e cãosinho brincalhão e fofinho. E é claro que ele não poderia deixar de pegá-lo e brincar um pouco com ele. Ruki foi direto para o teu quarto sem dar um Oi para sua família. Ele também nem precisava, pois quando chegava de um show, chegava exausto, e tinha um compromisso, claro.
Ele foi logo ligando para a Carmen... Imagine a conta de telefone de Japão para a Alemanha! Mas ele não se importava com isso, aliás, estava ligando para uma pessoa importante...
— Alô? Carmen? Sou eu, o Matsumoto! Que saudades... Como você está? Ah, eu? Estou bem sim, só um pouco cansado depois de ter feito um show. Você viu na TV? Oh~ que máximo! N-não gostou? Mas por quê...? Ah... Tudo bem. — Ruki ficou um pouco chateado por ter ouvido pelo telefone “Eu não gostei do teu show!” e “As suas músicas só dizem coisas ruins...”. Carmen, além de ser bonito e inteligente, era bem crítica e sincera. Não gostava de esconder suas opiniões para os outros, principalmente para quem gosta, pois é um modo de fazer a pessoa acordar para o mundo.
Conversa vem... Conversa vai. E chegou a hora da Carmen querer desligar, pois tinha que orar com os órfãos. Como tinha dito, Carmen vivia em um orfanato, que foi fundado há 20 anos pelo seu pai adotivo quando ele tinha 18 anos. Ele era novo, mas naquela época, quando se era da família real, podia tudo. Pois foi quando ele – ele se chama Victor, nome que o chamaremos assim daqui por diante – achou a Carmen em uma caixa de papelão no meio de uma calçada. Tendo compaixão ele a pegou e a levou para casa. Criou ela por 3 meses, sozinho, sem ninguém saber, então fundou o orfanato. E Carmen, sabendo de tudo, criou um amor muito forte por ele, nunca o chamou pelo nome, e sim de Pai. E ela, por ter um coração bom, ajuda o teu pai a cuidar e administrar o orfanato junto de Abel, seu irmão adotivo também. Abel não era muito de falar, mas mesmo assim, Carmen adorava conversar com ele. Na verdade, Carmen amava o Abel. Ela gostava do Ruki, mas ela era apaixonada pelo Abel, por ter vivido com ela desde pequenino...
Claro que Ruki sabia de toda a história! Na época que foi fazer um Show, ele a conheceu e ela contou toda a história para ele. Ruki nunca foi com a cara do Abel, sempre quis estrangular ele só de vê-los juntos! Mas ele sempre se controlava...
— Ah, não vejo a hora de chegar o dia em que Carmen se apaixonará por mim...! — Ruki sonhava com isso, ele sonhava acordado todos os dias, antes de dormir e até quando sonhava inconsciente. Suas últimas músicas (que não foram publicadas) eram inspiradas pelo amor dele por ela. Ele tinha fotos dela do primeiro e último encontro com ela. Ele escrevia Carmen com uma letra um tanto bonita em vários papéis! Ah, como o amor era lindo... E depois de tudo isso acontecer, ele foi dormir... Pois tinha que acordar cedinho! No dia seguinte ele teria de ir à reunião da banda às 8 horas da manhã. Era cansativo, mas valia à pena!...
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