Guren
1 One-Shot
Notas iniciais
Olá amores.
Fic nova pra vocês. Idéia surgiu do nada enquanto eu escutava Guren e lia a tradução da música.
A capa foi feita pela minha linda Sayumi (♥), e a betagem ficou por parte da minha "amor" Mallany (♥).
Agradeçam a elas. U_U'
Enfim, aí vai uma dica pra quem gosta de ler com musica: leiam ouvindo "Guren - The Gazette".
É isso aí meus amores.
Beijnhos e boa leitura ♥
Fic nova pra vocês. Idéia surgiu do nada enquanto eu escutava Guren e lia a tradução da música.
A capa foi feita pela minha linda Sayumi (♥), e a betagem ficou por parte da minha "amor" Mallany (♥).
Agradeçam a elas. U_U'
Enfim, aí vai uma dica pra quem gosta de ler com musica: leiam ouvindo "Guren - The Gazette".
É isso aí meus amores.
Beijnhos e boa leitura ♥
Guren
- Você tem certeza de que é isso mesmo que quer? — A garota fitava a noiva, enfeitada em seu vestido branco, sentada no banco traseiro de um carro alugado ao qual mantinha a porta aberta para a amiga.- Tenho. — Soou simplista por parte da jovem noiva entristecida.- Sabe que ele jamais irá lhe perdoar, não sabe? — Continuou a jovem preocupada, fitando a figura amargurada apertar o buquê de lírios rosas entre os dedos finos enquanto os olhos fitavam o nada.- Sei. - Dá tempo de voltar atrás. — Insistiu mais uma vez.- Você se apaixonou por ele? — Os olhos sem vida fitavam, despreocupados, a jovem estática fora do carro.- Claro que não, você sabe muito bem que estive envolvida nesse noivado com ele por três anos apenas por que você me pediu. — Disse firmemente sem deixar dúvidas de que falava a verdade.A noiva sorriu minimamente na tentativa de despreocupá-la.- Então deixe o resto comigo. Chegou a hora de eu parar de me esconder atrás de você Guren. — Sorriu para a amiga. Esta sabia de todo sofrimento vivido, acompanhara cada lágrima caída. Por isso sabia, mais lágrimas cairiam, tinha certeza.- Você vai se machucar...tenho certeza que vai...- GUREN...- Cortou-a desviando os olhos por alguns instantes. Logo voltou a olhá-la com os olhos marejados. — Eu estou com medo Guren, morrendo de medo. Eu esperei muito por esse dia, e agora que ele chegou...Não me faça desistir. — As lágrimas rolaram silenciosas pela face amargurada.A moça mais velha suspirou pesadamente, não tinha o direito de tentar impedir. Não ela que havia visto e acompanhado tudo tão de perto.Dando-se por vencida, a morena se aproximou da porta do carro aberta, retirando o lenço vermelho do bolso da calça e secando as lágrimas da face da noiva, que apenas fechara os olhos.- Tem razão...Não vou te impedir. Você esperou muito por esse dia, então não se deixe abalar. — Sorriu abertamente enquanto segurava as bordas do véu que cobririam o rosto triste mais agora confiante da noiva.- Obrigado por tudo que fez por mim. — Sorriu em agradecimento.- Me agradeça depois que tiver se vingado desse cretino. — Guren sorriu de sosláio, puxando o véu para cima do rosto da noiva, cobrindo-o completamente. — Assim ele não saberá que é você. — Sorriu.- Como acha que ele irá reagir? Ao me ver depois de oito anos? — Perguntou virando o rosto para frente.- Não tenho idéia.- Nem eu. — Sorriu soprado.- Agora vá. É elegante a noiva chegar atrasada, mais não no fim do casamento. — A morena fechou a porta se distânciando um pouco do veiculo.Logo o motorista dera a partida arrancando com o carro. Permaneceu parada, observando o carro se afastar com o coração apertado.Percebeu então a mão com a luva branca ser posta para fora da janela e lhe acenar, como se quisesse dizer para que ficasse tranquila.Observou a cena com um sorriso, enquanto as mãos apertavam firmemente as golas do próprio casaco sobre o peito.- Me desculpe...Uruha.[***]~~Uruha Pov~~Enquanto a paisagem passava uma a uma pela janela do carro em movimento, assim também, minhas amargas memórias passavam por minha mente.Eram elas que me davam forças para continuar o que eu estava prestes a fazer. Doía apenas imaginar, apenas pensar em encarar aqueles olhos de frente. Mais eu não tinha escolha. Tinha?Eu tinha desesseis anos na época e já estava perdidamente apaixonado por ele, que era dois anos mais velho que eu.Passamos por muitas coisas juntos desde meus quatorze anos. Ele não era só meu melhor amigo, era minha força para continuar vivendo minha vida deprimente.Ele era tudo pra mim, que não tinha nada, pais, amigos, carinho ou amor.Me apeguei a ele e confiei nele, como nunca tinha feito a ninguém.Ele me ensinou a amar, a desejar e a querer bem tudo a minha volta. Aprendi o que era enlouquecer em seus braços. Aprendi o que era não se sentir sozinho quando ele me abraçava. Aprendi como amar quando ele me beijou pela primeira vez.Tudo aprendi com ele...Até mesmo aprendi o que é morrer estando vivo.Não me entenda mal, você pode ter um coração e não uma alma. Eu só gostaria de lembrar como era ter uma alma.Será que você pode me ensinar isso novamente Aoi?Lembrar o dia que você me deixou faz um buraco se abrir em meu coração."Perdoe-memas toda vez que penso em você, deixo uma lágrima cair"Eu achei que duraria para sempre. Até aquele dia.~~ Flash back on ~~- Está tudo bem Aoi? — O fitei preocupado, devido ao constante silêncio.- O que disse? — Virou a face confusa para mim.- Perguntei se está bem. — Continuei a olhá-lo, a medida que ele desviava os olhos para a TV.- Claro que está tudo bem. Não se preocupe. — Puxou meu rosto novamente de encontro a seu peito. Me acomodei sobre o mesmo voltando a prestar atenção no filme que assistiamos.Sua mão vez ou outra passeava por meus cabelos, acariciando as mexas longas.
Eu era feliz apenas por estar assim com ele, abraçados, sentindo seu perfume enquanto assistiamos um filme qualquer.- Aoi...- Chamei-o carinhosamente após envolver meus braços em sua cintura o abraçando.- Hum...- Virou o rosto para mim, ainda acariciando meus cabelos.- Aishiteru. — Eu podia dizer isso milhões de vezes e nunca seria o suficiente. Ele continuou a me olhar, em silêncio, não pude decifrar sua expressão, parecia...Culpa?- Aishiteru mo. — Por fim sorriu, aliviando meu coração. Eu então selei meus lábios aos seus, vendo-o fechar os olhos e aprofundar o beijo.Partimos daquele sofá, para uma linda noite de amor inesquecível.~~ Flash back off ~~Hoje eu penso, será que se eu tivesse conseguido decifrar aquele olhar culpado naquela noite, eu teria conseguido evitar aquele fim?Senti uma lagrima pesada rolar por minha face, molhando o véu branco."Nesses últimos dias que passamosConheci a dor com as duas mãosOs sentimentos que você,Querido, chorou."Será que alguma vez você chorou Aoi? Será que assim como eu, você foi se despedaçando e morrendo aos poucos a cada dia?Será que uma vez se quer, você sentiu minha falta? Não...Você não sentiu.Um sorriso conformado se apoderou dos meus lábios, enquanto meus dedos apertaram ainda mais o buquê.Será que realmente é ódio o que sinto por você?Se esperei tanto por isso, por que estou com tanto medo de olhar para você?Por que tenho tantas dúvidas e questionamentos em meu coração?E por que essas dúvidas se desfazem tão facilmente quando eu me lembro que acordei sozinho em minha cama naquela manhã?Permaneci sozinho desde então. Junto a carta que você me deixou na cabeceira da cama, a qual nunca tive coragem de ler.Eu temia tanto um fim, que jamais fui capaz de abri-la, pois eu sabia que era isso que estava escrito em suas linhas.Dias depois descobri seu noivado com uma mulher que seus pais haviam escolhido. Foi isso que você não pode me contar naquela noite? Então a carta era um pedido de desculpas e uma explicação covarde?Depois daquilo, lancei-a ao fundo de um baú em que guardava as coisas inúteis, e ela permanecia lacrada.Sumi de sua vida e seu caminho. Estava disposto a deixar-lhe em paz, Mais dois anos se passaram sem que eu pudesse acalmar a raiva e a mágoa em meu coração.Então questionei a mim mesmo. Será que se me vingar, meu coração se acalmará?Esperei...Paciênte e morrendo lentamente, eu esperei por essa vigança, te olhando e o observando mais você não podia me ver.Você entende não é? Entende o por que de eu estar fazendo isso?"A dor se espalhou aliPermanecer no desconhecido, estava tudo bemMe lembrei, tremendo em repousoO que você viu, no turbilhão dos seus sonhos?"Você nunca saberá quantas lágrimas derramei. Por que elas secaram com o tempo, e meu romantismo foi junto. Tudo o que me sobrou foi a dor de ser abandonado. Essa ainda estava nítida e cada vez mais intensa.Não pode me culpa não é Aoi?Não pode me culpar por ter feito um pedido tão egoísta a Guren, e por ter feito ela se aproximar de você e te enganar por todo esse tempo não é mesmo?Eu cansei de sofrer sozinho enquanto você não parecia ao menos afetado por sua escolha.Eu teria feito qualquer coisa por você, então por que você simplesmente me deixou? Por que me deu esperanças para depois me arrancar tudo de forma tão dolorosa.Por vezes eu tive duvidas, mais agora eu estou certo.Eu te odeio.E você merece pagar pelo que me fez.Continuava com meus martirios diários em forma de pensamentos, enquanto me aproximava cada vez mais de meu destino.Aquela igreja, aquele lugar santo que seria o marco de minha vingança.Será que Deus me perdoaria por usar sua casa para um ato tão baixo e profano?Você me entende não é Deus? Você me criou, você colocou em mim um coração idiota, então pelo menos você me entende não é?Respirei fundo. O carro parou. Olhei pela janela do mesmo, as portas da igreja estavam fechadas. Meu coração tambem estava fechado.Sentia cada parte de meu corpo tremer. Minha respiração me faltou muitas vezes, mais surpreendentemente a vontade de chorar me abandonou por completo.Meu peito doída de tanta raiva.O medo havia se dispersado de mim e agora eu era só uma casca vazia.Tudo o que eu tinha era a mágoa para esfregar em sua cara.Lentamente a porta do carro foi aberta pelo motorista, segurando a mão do mesmo, saí do veículo.Parei ante a escadaria da igreja. Pensei no que faria. Tarde. Não vou parar agora.Respirei fundo novamente e avancei. Deixando em cada degrau parte da minha vida.Em cada degrau deixava parte do amor que um dia senti. Deixava meu coração. Deixava minhas esperanças. Deixava as boas lembranças. Deixava o carinho.Eu só queria chegar naquele altar com um sentimento.Deixei meus medos e minhas dúvidas para trás, e assim, as portas do meu destino se abriram a minha frente.Senti um pouco de medo de levantar os olhos para ele e perder a coragem que me mantinha parado ali.Tinha certeza que ele não me reconheceria. O sofrimento me fez mais magro do que naquele tempo. Meu corpo estava todo coberto por um longo vestido de pano fino, que se ajustava a cada curva de minha silhueta. O pano branco com uma cauda imensa me fazia ter a impressão de que ela arrastava todos os meus desassossegos e todos os meus pesares ao meu andar.As luvas longas e rendadas protegiam minhas mãos, que apertavam firmemente o arranjo de lírios rosas.Meu rosto era totalmente coberto pelo véu branco. Os arranjos em meus cabelos eram cinzas e prateados. Eu estava uma perfeita noiva.Mas, apesar de estar afundado no branco, meu coração era negro. E eu o sentia sangrar em meu peito.Parei de adiar o inevitável, e meus olhos se ergueram para ele. Quanto tempo eu esperei por isso.Primeiro passo, exitânte.Quanto tempo eu esperei te ver cara a cara.Mais um passo.Quantas vezes imaginei seu rosto ao me ver.E eu continuava a caminhar lentamente.Por que? Porque, agora que consegui...Por que tenho vontade de me virar e sair correndo?A cada passo eu me aproximava mais dele, e me distânciava mais da possibilidade de fugir.Parei diante dele. Ele parecia feliz."Se isso continuar, como um sonho imutávelPor favor, não deixe a sua felicidade para me chamar"E eu estava tão amargo."Não consigo fazer mais nada além de me afogar todos os dias."O padre já estava pronto para nos receber. A igreja estava cheia. Como seus pais iriam reagir quando descobrirem tudo sobre você?Não consegui tirar meus olhos dele. Como ele podia estar tão feliz por casar com uma pessoa que supostamente não era eu?Viramos de frente para o padre. Deu-se inicio a cerimônia e ao meu plano tão baixo.Passei vários minutos a ouvir o padre falar sobre como o amor é benigno. Sobre como é verdadeiro e leal. Não para mim.Para mim o amor era traidor, egoista e engodado pelo medo.- O amor irmãos, é um presente dado por Deus. Vocês entendem seu valor?"Não entendo mais." Respondi mentalmente a pergunta do padre.- A carta de Paulo em 1 Corintios capitulo 13 versículo 8 mostra que o amor nunca falha...Tive vontade de rir. Rir de minha própria infelicidade. - Então, com base nesse amor eu vos pergunto, Yamamura* Guren..."Chegou a hora."- É por sua livre e espontânea vontade, receber este homem como seu legitimo esposo, pelo sagrado matrimônio, para amar, respeitar e ser fiel até seu ultimo dia de vida?Esta pergunta realmente me parecia difícil de responder.- Aceito. — Por sorte o timbre de Guren e o meu, eram praticamente os mesmos.- Shiroyama Yuu...Estou cada vez mais perto. - É por sua livre e espontânea vontade, receber esta mulher como sua legitima esposa, pelo sagrado matrimônio, para amar, respeitar e ser fiel até seu ultimo dia de vida?Meu coração saltava e eu não conseguia olhá-lo. - Senhor Shiroyama? — Insistiu o padre, e só então me dei conta de que ele não havia respondido. Virei minha face coberta para ele, e este apenas encarava o chão.Notei que ele respirou fundo, apertando os punhos, sem levantar os olhos do chão.
- Senhor... — O padre novamente insistiu. Ele levantou a cabeça e virou para mim, olhando diretamente para meus olhos escondidos por de trás do véu.- Sei que não tenho o direito de lhe pedir isso agora...mais será que um dia você poderá me perdoar...Takashima Kouyou?Fiquei sem ação. Minha mente e corpo paralizou naquelas palavras e naquela expressão.Então ele sabia? Sabia que era eu?Forcei meu coração a se acalmar, levei meus dedos às bordas do véu, erguendo-o e afastando-o de meu rosto.Ainda estava com os olhos fechados, eu realmente estava com medo de abri-los.Abri-os lentamente e de imediato eles se cruzaram com o olhar de Aoi, desde a muito tempo atrás.- Não. — Respondi com todo coração. A voz anestesiada pela mágoa e dor carregadas por anos.Ele desviou os olhos dos meus. E eu permaneci a encará-lo. Podia ouvir todos os burburinhos de pessoas que eu já havia conhecido a anos atrás e que de modo algum imaginavam o que eu fazia ali.Mais tudo o que eu desejava do fundo do coração saber, era como ele havia me descoberto.- Você realmente me odeia Kouyou? — Ele voltou a me encarar com o olhar esperançoso.A resposta não saiu imediata como eu queria. Como eu deseja ver aquele olhar novamente.- Você me abandonou. Você pisoteou meus sentimentos por pura covardia, por que eu não te odiaria? — Soou amargamente.Meu coração estava apertado, a dor agora me dilacerava por dentro. Mais eu não conseguia chorar."E mesmo a salvação destas mãos não é certaSeria este casulo um problema que não me faz chorar?"Tranquei todos os meus sentimentos bons em meu peito ao entrar por aquela porta.- Minhas desculpas não vão adiantar. — Ele sorriu tristemente.- Não. Não vão. — Meu olhar permanecia frio. Congelando-o de frente para mim.- Por que planejou tudo isso? — Ele me olhou sério.- Por que queria voltar a ter minha paz, me vingando de você. — Disse simplista.- E você conseguiu? — Ele novamente me olhava, sem raiva, sem ódio...apenas me olhava.- Não. — A primeira lágrima foi capaz de rolar por meus olhos, escorrendo pelo meu rosto deixando um traço negro pela maquiagem borrada.- Queria me machucar tanto assim Kou? "Não me chame assim." Fechei os olhos fortemente. - Apesar de tudo você ainda me ama, não é Shima?"Maldito. Não use esse tom de voz tão doce." Permaneci com meus olhos fechados, contendo os soluços que ameaçavam escapar.- Não zombe de mim Aoi. — Disse em tom irritado abrindo os olhos ameaçadores e lançando-os em sua direção.- Não estou zombando.- Se sabia do meu plano, por que esperou as coisas chegarem neste nível? — Praticamente berrei, frustrado comigo mesmo.- Seria a única maneira de você aceitar falar comigo.- Eu te odeio... — Mais lágrimas caiam, ao passo que eu me afastava lentamente, ainda olhando em seus olhos.- Por favor...Só desta vez, escute o que eu tenho a dizer. — Ele pediu, em tom de súplica.Eu não queria ouvir. "Não esmaeça, minha queridaQuero ouvir mesmo que seja um sussurroUma pequena batida de seu coraçãoPara onde você está indo?"Continuei a me afastar, ele não me seguia. Finalmente percebi que assim seria.Desfiz o contato visual e me direcionei a porta, eu já ia começar a correr e a fugir dali, quando ele começou:- Não me dê as costas novamente Uruha. — Falou em tom firme, me fazendo parar, de costas para ele.- Eu...Te dar as costas? — Isso era realmente irônico. Tão irônico que beirava a ser cruel.Quem foi o primeiro a virar as costas aqui Aoi? Apertei os pulsos, quase esmigalhando o buquê em uma de minhas mãos.- Somente desta vez...me deixe dizer...- Como você sabia? — Perguntei por reflexo, ainda encarando a saida da igreja.- Guren me disse. — Confirmou o que eu já suspeitava.- Entendo. — Sorri, entendo o por que ela insistiu tanto para que eu desistisse. Sem dar mais ouvidos, voltei a caminhar em direção a saída.- Ela sabia que você ainda me amava, assim como sabe que eu também te amo. — Ele praticamente gritava para que as palavras me alcanssassem.Funcionou. Pois eu travei no lugar, e por mais que eu quisesse me mover minhas pernas não me obedeciam.Por que ele estava brincando comigo novamente.- Eu só aceitei esse casamento por que eu sabia que seria você quem apareceria aqui Kou. Eu jamais me casaria com alguém que não fosse você.- Mentira. - Não é mentira. — Eu sentia sua voz se aproximar de mim.- Você tinha uma noiva. Você até mesmo terminou comigo por uma carta, chama isso de amor? — Realmente me fazia mal lembrar disso.- Você realmente não a leu não é mesmo? — Ele estava perto, arriscaria dizer que estava a menos de um passo.- Como você pode ter tanta certeza disso? — Eu realmente queria sumir dali, por que não conseguia?- Agora eu entendo, que se você tivesse lido, você não teria me deixado a noite toda sozinho, esperando por você...O que? Do que ele está falando?Me virei para ele de imediato com a expressão confusa.- É isso mesmo Kou. Naquela carta expliquei sobre meu noivado, disse que abandonaria tudo, que te amava. E então marquei um lugar para nos encontrarmos e fugirmos juntos. Mais você não apareceu.- Impossivel. — Eu estava atordoado, assustado. Não havia chances de eu ter me enganado tanto assim.- Se você ainda não a queimou, você pode confirmar isso ao lê-la. — A voz dele soava de longe, tudo perdeu as cores, o sentido.Eu tinha me enganado? Eu tinha sofrido tanto tempo por culpa minha? No fundo o covarde da história era eu por ter tanto medo de ler aquela carta?- Você não apareceu. Eu achei que esta era sua resposta. Depois disso você sumiu, e eu só voltei a saber de você quando conheci Guren.Eu não conseguia esboçar uma única reação, além das lágrimas que corriam por meu rosto.- Quando ela se declarou, eu disse a ela que não poderia retribuir seus sentimentos, por que já havia uma pessoa que ocupava meu coração, e depois de eu lhe contar todo mal entendido ela me falou de você.- Por que ela nunca me disse nada? — Sussurrei inconformado.- Por que você não ouviria Uruha. — A voz de Guren me tirou de meus pensamentos e eu a olhei de imediato. — Me perdoe por isso Uru, mais eu sabia que você iria sofrer.- Kou...Isso foi uma mal entendido. Eu nunca deixei de te amar, assim como você nunca conseguiu me odiar de verdade.O que mais doía no momento era saber que ele estava certo.Tentei me enganar o máximo possível, mais a verdade é que sempre tive esperança de encontrá-lo e descobrir que tudo fazia parte de um horrivel pesadelo.- Você ainda me ama Kouyou? — O olhei, me perdendo em seu olhar, se isso não é amor, o que seria esse fogo incendiando meu peito?O que é essa vontade louca de abraça-lo? Isso é amor? Isso tem que ser amor.- Amo. — O primeiro soluço escapou de meus lábios fazendo meu peito dar leves trancos.Como uma criança soltei o buquê e levei ambas as mãos ao rosto, chorando compulsivamente.Senti seus braços envolverem meu corpo, me aproximando do melhor conforto ao qual me lembrava.Afundei meu rosto em seu peito, molhando o casaco branco com minhas lágrimas, ao passo que suas mãos deslisavam por meus cabelos.Exatamente como eu me lembrava. Chorei como nunca havia chorado, chorei até não sobrar mais mágoas.Eu só queria estar com ele o quanto me fosse permitido. Era tudo o que eu queria.Isso foi tudo o que eu quis desde o começo."Não esmaeça, minha queridaQuero ouvir mesmo que seja um sussurroNo som de um pequeno pulsoChega o desejo que eu não posso deixar de ladoFico perto do nome que não posso chamarO amanhã contado nos meus dedos, não quero desaparecer"[***]~~Aoi Pov~~ Eu já havia me acertado com Kouyou. Nós já estavamos morando juntos.Eu nunca pensei que a vida me daria uma segunda chance, chance que eu não deixaria escapar novamente.Vi a morena se aproximar de mim. A face fechada, e um envelope em mãos.Tinha certeza de que ela ainda me odiava.- Olá Guren. — Sorri gentilmente. Claro que eu sabia que isso não iria comove-la.- Aqui está o lixo que você escreveu a anos atrás. Dê graças a Deus por ele jamais ter lido isso, caso contrário ele jamais te perdoaria.Jogou a carta que eu havia escrito quando deixei Kouyou, sobre mim.Eu realmente era um desgraçado covarde naquela época. Só descobri a falta que ele me fazia quando ele já havia sumido.Deixei pra agir tarde. Nunca deixei de amá-lo, nunca pude esquece-lo. A dor me consumia a cada dia. Então ela apareceu. Quando lhe contei a verdade, ela me odiou ainda mais. No entanto, sabia que eu o amava, e então ela me deu a segunda chance.Me contou que Uruha nunca havia lido a carta que escrevi. Pediu para que eu escrevesse uma carta aleatória. Eu a escrevi, e ela as trocou sem o conhecimento de Uruha.Sabiamos que o estavamos enganando. Mais ele nunca daria o braço a torcer se soubesse a verdade.- Guren, sei que você é apaixonada por Kouyou. Por que você me ajudou? — A olhei, eu realmente estava com essa pergunta na cabeça desde o começo.- A felicidade que Uruha precisa não está contida em mim. Infelizmente está em você. Por isso te ajudei. Eu continuo não gostando de você. — Estreitou os olhos sobre mim. Eu podia entende-la completamente.- Entendo. — Abaixei os olhos envergonhado, encarando o papel em minhas mãos.- É bom não deixar Uruha derramar uma lágrima. Se isso acontecer, eu jamais irei lhe perdoar. E você não tem idéia do que é ter Guren como inimiga. — Me olhou sériamente fazendo valer a ameaça.- Prometo que o farei feliz. — Sorri. Ela realmente era uma boa amiga.- Ótimo. — Desviou o olhar apanhando a mala vermelha que estava no chão aos seus pés. — Isso é tudo. Adeus Shiroyama Yuu. Me deu as costas antes que eu pudesse responder. A observei se afastar, os longos cabelos negros esvoaçam graciosamente com o vento, ao seu caminhar elegante."Na primavera que carrega o pássaroUma lótus vermelha desabrochará."- Na primavera em que lhe deixei sozinho, uma lótus desabrochou para você...né...Kouyou. — Sorri com meu coração aliviado. — Arigatou...- Apertei o papel inútil em minhas mãos. — Guren-sama**.Fim
Notas finais
*Yamamura Guren - "Yamamura" sobrenome escolhido por mim, aleatóriamente.
**Guren - Para quem não sabe significa "lotus vermelha", daí dá origem a comparação do Aoi no final.
Espero que vocês tenham gostado de mais essa one-shot meus anjos. Não esqueçam de deixar review's, eu sempre os respondo Ç_Ç.
Amo vocês meus kawaii's
**Guren - Para quem não sabe significa "lotus vermelha", daí dá origem a comparação do Aoi no final.
Espero que vocês tenham gostado de mais essa one-shot meus anjos. Não esqueçam de deixar review's, eu sempre os respondo Ç_Ç.
Amo vocês meus kawaii's
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