Gunslinger
10 Alessio Galli.
Notas iniciais
Capitulo 10:
— Como assim Emilly? — perguntou-a Travis, pasmo. — Enlouqueceu?
— Como assim, enlouquecer? — ela perguntou.
— Não iremos — disse ele extremamente decidido.
Travis deu de ombros e se virou em direção à porta, e se direcionou às escadas.
— Você se recusa mesmo a viajar e descobrir o que ou quem realmente matou seu melhor amigo, isso tudo por pura regalia? — Ela ainda deu ênfase na parte "seu melhor amigo".
Isso fez Travis parar no meio da escada, e repensar em tudo. Ele recuou por alguns segundos, e se deteve somente a pensar no que havia sido dito.
Ele realmente não queria sair. Talvez, por pura regalia. Ou por medo.
Isso estava errado. Então ele começou a se sentir uma merda e ainda mais culpado.
— Me desculpa — ele murmurou baixo o suficiente para Emilly não conseguir ouvir.
Ele se virou na direção dela.
— Você tem razão — ele concordou com a voz um pouco estremecida, porém branda — E o Ethan?
— Nós o levaremos junto.
— Mas é perigoso para ele.
Emilly ponderou um pouco.
— Tá, dessa vez você tem razão. Mas não temos com quem deixar.
Logo, rapidamente, Travis discou o número de sua mãe.
— Alô — Emma respondeu, logo assim que atendeu.
— Oi mãe, como você está?
— Estou bem, e você?
— Está tudo bem também. — Ele fez uma pausa. — Posso passar na sua casa?
— Claro que sim!
— Ok, já estou passando aí.
Assim que ele desligou, virou-se para Emilly e disse:
— Problema resolvido.
— Mas... — Assim que Emilly começou a falar, Ethan começou a chorar. — Já volto. Vou aproveitar para arrumar as coisas dele.
***
Travis já estava com tudo pronto no carro. Ele sabia que sua mãe não iria recusar.
Emilly o olhou e soltou uma breve gargalhada.
— Está bem, você venceu, sua mãe realmente é um doce por aceitar seus pedidos. — Travis a encarou e soltou-lhe um belo sorriso níveo.
— Sabemos. — E só então ele arrancou com o carro. Dando graças a Deus por o carro não ter parado.
***
Chegando à casa de sua mãe, ele desligou o carro e desceu para pegar Ethan no banco de trás.
Ao pôr o garoto em seu colo, ele caminhou até o portão de madeira e o destrancou. Emilly estava logo atrás, acompanhando todos os seus passos até que chegassem em frente da porta principal e tocarem a campainha .
Emma deu de cara com Travis segurando uma criança, o que lhe causou espanto momentâneo.
— Oh... Para que os bons ventos te trazem, meu filho? — ela perguntou.
— Ah, mãe, é uma longa história.
— Longuíssima — Emilly completou de forma quase inaudível.
— Ah, prazer... hm... Você deve ser a Emilly, certo? — disse Emma, um tanto arisca em questão a sua presença, mas tentando não parecer grosseira.
Emilly saiu de trás de Travis e estendeu sua mão.
— Prazer.
Elas ficaram se encarando; Emilly com um meio sorriso ralo e Emma a olhando de um jeito observador e, ainda, arisco.
Spencer, de repente, apareceu por trás de Emma.
— Ei, Travis! Estou com saudades!
Ele riu e abriu seus braços para lhe dar um abraço. Spencer passou, praticamente, por cima de todos e pulou em Travis.
Emilly se virou para ver a cena, e ficou maravilhada ao ver aquele amor mútuo.
Ela nunca teve irmãos. O que era muito duro, ser filha única e enfrentar tudo sozinha.
Spencer se virou e deu de cara com Emilly.
— Ah, oi. — Emilly estava tímida, e sem graça.
— Ah, Emilly, essa é a Spencer. — Ele fez uma breve pausa antes de continuar. — E, Spencer, essa é a Emilly.
Spencer ficou apreensiva de início, porém, logo depois, ela soltou um sorriso.
— Oi! — respondeu, entusiasmadamente.
— Prazer. — Emilly esticou sua mão e apertou a de Spencer.
Spencer se afastou de Travis e voltou para trás de sua mãe. Ao passar ao lado de Emma, Spencer a disse:
— Gostei dela.
— Então! Vamos entrar? — Emma indagou.
— Vamos — disse Travis, andando um pouco mais à frente de Emilly.
Emilly diminuiu os passos e começou a olhar ao seu redor.
Logo Travis também diminuiu seus passos para parar justamente ao lado dela, em um murmuro a disse:
— Não ligue para qualquer comentário que minha mãe fizer, ela está com um pouco de ciúmes.
— Ahñ... está bem — disse Emilly ainda observando o seu redor, totalmente distraída.
Um pouco depois, ao chegarem na sala, sentaram-se no sofá verde musgo. Emma ao lado de Spencer, e no outro logo à frente, Emilly e Travis com Ethan no colo.
— Esse é seu filho, Emilly? — Emma perguntou, com hostilidade explícita em sua voz.
— Sim, meu. Ele se chama Ethan — respondeu-a Emilly.
Ela olhou para seu filho e viu aquele sorrisinho banguela dele. E foi inevitável ela não sorrir também.
— Ah sim. — Emma fez uma pausa. — Mas então meu filho, o que te traz aqui?
— Eu tenho um favor muito importante para te pedir. Mas dessa vez, pense, somente, que você fará por mim, e por mais ninguém. — Sua mãe ficou sem reação de inicio, o que o assustou um pouco.
— Tudo bem, pode pedir.
— Você poderia ficar com o Ethan por alguns dias?
Emma engoliu em seco a proposta, e começou a sua justificativa:
— Mas...
— Mãe! Seria super legal cuidarmos do Ethan, eu sempre quis ter um sobrinho.
— Mas ele não é seu sobrinho, minha filha.
— Tá bom, ele é de consideração.
Travis observou toda a polêmica e soltou uma risada quase que silenciosa e olhou para Emilly; ela estava sorrindo.
— Spencer — começou Travis —, ele não é o seu sobrinho.
— Mas... — ela começou a retrucar.
— Não, não estamos namorando.
Emma respirou fundo, concentrando toda a atenção de volta para a proposta feita.
— Está bom, tudo bem. Quanto tempo?
— Não sabemos ainda quanto tempo, esperamos que seja rápido.
Emma olhou para Travis desconfiada.
— Ahãm, mas e as coisas dele?
— Estão todas no carro. Vou pegá-las agora — Travis disse, entregando Ethan à Emilly.
— Quer ajuda, Travis? — Spencer logo se ofereceu, piscando para ele.
Travis balançou positivamente a cabeça e caminhou até fora de casa junto de Spencer.
Quando chegaram no carro, ela virou para ele e disse-o:
— Vocês formariam um belo casal.
Travis balançou a cabeça de forma negativa, rindo, envergonhado.
— Para de besteira. Estou cuidando dela, somente — disse enquanto tirava a primeira bolsa de dentro do carro.
— Sei... — Spencer disse, debochada, tirando a última bolsinha de dentro do carro. — Só acho que ela seria um bom partido para você. — Spencer saiu em direção a casa acompanhada de duas bolsas.
— Eu também concordo — Travis murmurou e logo foi atrás dela.
Ao voltarem, a sala estava em silêncio.
Travis lançou rapidamente seu olhar à sua mãe, e enrugou levemente a sua testa.
Ele pigarreou e olhou para as duas, enquanto Spencer entulhava as bolsas em um canto qualquer da sala.
Emma se levantou e ajeitou seu vestido azul marinho.
Emilly estava observando o nada, olhando para o além.
— Emilly! Vamos? — Travis a convocou.
— Ah, oi, oi. Desculpe-me — disse Emilly se levantando.
— Já está indo, meu filho? — perguntou Emma, ao ver Emilly se juntar a Travis.
— Sim, mãe. Temos que comprar as passagens, e até embarcarmos... vai demorar muito.
— Ahãm, entendo. — Emma foi até Travis e deu-lhe um abraço apertado, sussurrando: — Não demore muito para voltar e tome cuidado.
— Tudo bem, não vou demorar.
Eles se soltaram e ele foi dar um abraço em Spencer, que estava entristecida com a partida de Travis. Enquanto isso, Emilly se despedia de Emma de forma sutil, pois a sensação que ela estava tendo era de que Emma não tinha gostado dela.
— Prazer em te conhecer, Emma — ela deu um sorriso superficial.
— Eu só peço uma coisa a você: cuide muito bem do meu filho — Emma a disse, com os olhos estreitos.
Emilly assentiu e olhou, de canto de olho, para Travis.
— Entendeu? — Emma reforçou a pergunta anterior, ainda fitando Emilly e segurando sua mão.
— Entendi! — Emilly se soltou dela e correu até Travis.
Ela segurou o braço dele como se fosse uma criança de cinco anos pedindo ajuda.
— Vamos embora — Emilly disse em tom de ordem —, agora!
Travis olhou para trás e olhou novamente para Emilly.
— Aconteceu alguma coisa? — ele perguntou, cismado.
— Não. Claro que não. Mas temos muitas coisas para resolver ainda, não acha?
— Ah, certo.
Spencer deu mais um abraço em Travis, e sussurrou em seu ouvido:
— Ela gosta de você.
— Tá bom, Spencer — ele retrucou,
Emilly entregou Ethan, que estava extremamente ocupado brincando com os cabelos dela, para Spencer.
— Muito obrigada, lindinha, cuide bem dele, por favor — Emilly soltou um sorriso sincero para ela.
— Claro que irei cuidar bem, ele é meu sobrinho!
Emilly olhou para Travis e riu, logo disse:
— Claro, querida!
Após se despedirem, finalmente entraram no carro. E Emilly se sentiu livre em comentar:
— Acho que sua mãe não gostou muito de mim.
— Então por isso você estava aérea?
— Sim. Mas, eu amei sua irmã.
— Ela, de fato, é um doce. — Um silêncio surgiu no carro. — Minha mãe muitas vezes é rude. Porém, depois que você a conhece, melhora.
— Ela pediu para que eu cuidasse de você.
Nesse momento, Travis parou no sinal vermelho e a encarou.
— Sério que ela te disse isso?
Ela riu e confirmou:
— Sim.
Ele enrugou a testa e seguiu o caminho até em casa.
De longe ele observou que havia algo de estranho na casa. Ao estacionar viu a porta da frente aberta.
— Emilly, você deixou a porta da sala aberta? — ele a perguntou.
Ela olhou na mesma direção de Travis.
— Tenho certeza de que fechei.
Travis pegou sua arma no banco de trás do carro e engatilhou-a.
— Espere eu sair e você vem atrás de mim.
Ele desceu do carro, e como dito, Emilly foi logo atrás.
Travis observou a porta de perto e concluiu:
— Essa porta com certeza foi aberta por algum profissional.
Ele encontrou a casa em estado normal. Inicialmente só a porta do porão entreaberta.
— Por que "por um profissional"? — Emilly indagou.
— Mantenha-se atrás de mim! Em silêncio— ordenou Travis, nervoso.
— Mas não tem... — Emilly começou, porém foi interrompida.
— Não sabemos ainda.
Travis se aproximou da porta do porão e empurrou-a devagar, ainda com a arma em punho.
Ele olhou para trás e viu Emilly o seguindo do jeito que ele havia ordenado.
— Emilly, esconda-se no lavabo e tranque a porta. Só abra quando eu te chamar.
Ela assentiu e caminhou em direção da mesma.
Travis desceu as escadas do porão bem devagar. Ao chegar na parte de baixo ele apontou a arma para todos os lados, porém não tinha ninguém.
Ele retornou ao andar de cima. Subiu as escadas do segundo andar e andou cautelosamente até o quarto de Emilly, que era o primeiro do andar da esquerda à direita.
Olhou o cômodo todo, nada.
Foi ao próximo quarto e nada.
Olhou em seu quarto, olhou no quarto do Ethan e nos banheiros também, mas não havia nada demais.
Mas uma coisa tinha de diferente; e era no escritório.
Uma pequena caixa, que nem mesmo ele havia percebido a existência dela.
Ela estava aberta, dentro dela caberia somente um pen drive, tinha a forma certa de um. E estava tudo revirado dentro do escritório.
Ele desceu e foi até o lavabo para chamar Emilly.
— Emilly — ele murmurou próximo da porta.
Logo ela destrancou a porta e perguntou:
— Achou alguma coisa?
— Não.
— Por favor, vamos sair daqui o mais rápido possível — ela o disse.
Travis se espantou de início.
— Mas por quê?
— Porque eu sinto que aqui é perigoso.
***
Emilly estava observando o Mustang totalmente coberto por uma capa bege antiga.
Travis avançou um pouco mais dela e retirou de vez a capa bege do Mustang, revelando um lindo carro vermelho.
— Onde fica a chave dessa garagem? — ele perguntou.
— Eu vou pegar...
— Faz o seguinte, arruma suas coisas e depois você pega a chave. Vou terminar de arrumar as minhas coisas e vou trazer tudo para cá, para só sairmos depois de tudo pronto.
— Está bem. — Ela tomou rumo escada a cima.
Travis estava com a chave do carro já na mão, ele abriu o carro e sentou no banco do motorista e começou a sussurrar para si:
— Quanto tempo... — Ele começou a alisar o volante totalmente preto, sem nenhum arranhão. — Vamos lá Harry, eu sei que você tem alguma surpresinha para mim...
Nisso ele pulou para a parte traseira do Mustang e procurou algum objeto de baixo dos bancos.
Não encontrou nada.
Decidiu, por fim, procurar na mala. Sendo assim, desceu do carro e abriu o porta malas.
Finalmente encontrou uma mochila. Ao abri-la encontrou somente roupas. Sujas.
— Mas que merda viu, Harry.
Travis continuou a retirar essas roupas, e finalmente encontrou uma 9mm.
— Ah, isso sim pode.
De baixo da arma havia uma "outra bolsa" cheia de munição.
Ele verificou se estava carregada.
— Ótimo. — Dito isso ele colocou a arma na cintura e foi para o andar de cima.
***
— DROGA! — Emilly ouviu Travis gritando e correu até o quarto dele.
— O que aconteceu? — ela o perguntou.
— O meu certificado de porte de arma foi pro caralho! — disse ele fechando a última gaveta da cômoda.
— Ou seja, sem esse certificado não poderemos viajar de avião, não é?
— Por aí... — disse batendo em seu próprio rosto. — Apanharam isso também.
— Quem quer que seja, com certeza não quer que você esteja armado. — Emilly fez uma pausa e suspirou. — E está querendo deixar bem claro isso.
O quarto ficou completamente em silêncio.
— Então, o que vamos fazer agora? — Emilly perguntou.
Travis colocou a mochila nas costas e disse:
— New Orleans de carro.
— O QUÊ? — ela gritou. — Agora, eu te pergunto: enlouqueceu?!
Ele torceu o nariz e retrucou:
— Nem preciso lhe dizer a mesma coisa que você me disse hoje de manhã.
Ela revirou os olhos.
***
Depois de carregar o Mustang, ele o ligou e ouviu aquele ronco do motor.
Emilly abriu a porta da garagem e Travis deu a ré no Mustang. Em seguida ele colocou a cabeça para fora do carro e gritou para Emilly:
— Vamos, porque Luisiana não é ali na esquina!
***
Após 12 horas de viagem, o relógio já marcava 05:48 da manhã.
Travis estava exausto e já não tinha onde mais retirar forças. Ainda faltavam 24 horas de estrada.
Ele olhou em direção a Emilly, e ela observava a paisagem enquanto sentia a brisa costeira balançar seus cabelos.
— Emilly — ele a convocou por meio de um sussurro.
— Oi, Travis.
— Você se importaria em parar um pouco, estou muito cansado.
— Não, claro que não me importo.
Logo ele avistou um posto.
Ao parar, ele abasteceu e foi até o posto de conveniência e pagou pela a gasolina.
Enquanto Travis resolvia a questão do quarto, Emilly estava apoiada no capô do Mustang.
O sol já estava quase totalmente a amostra.
Emilly estava contemplando a beleza do sol, até Travis a acordar e balançar as chaves em sua direção.
— Desculpe-me, mas só tinha cama de casal.
Emilly sorriu e disse:
— Sem problema.
Eles caminharam juntos até o quarto.
Eles estavam quietos, como sempre.
— Bom, vou tomar um banho — Emilly comunicou e caminhou até o banheiro.
— Tudo bem, depois de você eu vou.
Cerca de 10 minutos depois Emilly retornou e deitou-se.
Travis se encaminhou para o banho.
Quando ele voltou do banho e deitou-se ao lado de Emilly o brilho do sol já invadia o quarto.
Apesar do cansaço, Travis não conseguia dormir.
Emilly igualmente.
— Travis — ela murmurou o chamando —, você está dormindo?
Ele demorou para responder, mas logo se manifestou:
— Ainda não.
Ele estava olhando para a janela, logo ele se virou para ela.
O silêncio perdurou por mais alguns minutos, até Emilly se aproximar e eles começarem a se olhar com desejo.
— Eu acho que estou com vontade de... — ela falou pausadamente.
— Eu acho que... Também.
Eles começaram a se beijar ardentemente. De uma forma bem mais diferente da primeira.
Naquele momento existia, muito, mas muito, desejo entre os dois.
Travis avançou até o pescoço de Emilly, mordiscando e beijando ao mesmo tempo.
Porém, ele parou por cinco segundos para pensar e recuou.
— Desculpe-me. Não quero que os outros vejam isso como um "aproveitamento" — disse ele, afastando-se.
— Aproveitamento? Como assim?
— Eu não vou conseguir, Emilly, não agora. Me desculpa.
Ela se sentiu inconformada, como se o problema fosse ela. Mas não era.
Ele tinha razão.
Travis se retirou do quarto e ficou sentado em um banquinho do lado de fora do quarto.
Subitamente seu celular começou a tocar, o primeiro toque ecoou a seco em seu ouvido. Mas logo depois ele atendeu:
— Alô.
— Travis Phillips? — Uma voz masculina fez a pergunta.
— Quem gostaria?
— Major Galli falando.
Major Alessio Galli, ele pensou.
Travis pigarreou e logo respondeu:
— Ah sim! O que devo a honra de sua ligação, Major?
— Desculpe-me por estar ligando tão cedo. — Travis olhou o relógio que estava em seu pulso e marcava 6:42 da manhã.
— Tudo bem, eu estava acordado. Pode falar.
— Eu soube o que ocorreu com Harry há um tempo... Meus sinceros pêsames. Só me informaram hoje de madrugada, e eu gostaria de chamá-lo para conversamos. Preciso te esclarecer algumas coisas, de muita importância.
Travis ouviu a tudo aquilo bem atento.
— Sim, claro que poderíamos, Major. Só que não me encontro em Chicago no momento, que dia poderia ser?
— Que tal no domingo?
— Domingo? Ahñ... — Travis parou para calcular quantos dias ele precisaria em Luisiana. — Tudo bem, pode ser.
— Então até domingo, Travis.
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