Notas iniciais
Olá galerinha do barulho! Obrigada pelos comentários anteriores, e já me desculpo por antecedência pelo capítulo, ok? Espero que gostem, até às notas finais! Boa leitura! 📖 Beijosssss ❤️❤️😘

Capítulo 8:


— Emilly! Abaixa! — Travis gritou e se agachou, em seguida, ela fez o mesmo.

Travis ouviu o barulho da arma sendo disparada, em seguida o barulho do estilhaçar da vidraça.

Ethan começou a chorar.

— Travis? — Emilly o chamou, com a voz abafada.

— Oi — ele a respondeu calmamente.

— O que foi isso?

Travis com cuidado se ergueu um tanto e olhou o carro dando meia volta e tomando outro rumo.

Ele abriu a porta da sala, e correu para o meio da rua.

Estreitou os olhos para tentar gravar a placa do carro. Travis tinha uma memória fotográfica muito boa, ele esperava que funcionasse novamente.

O motorista olhou pelo retrovisor do carro, e parou bruscamente.

Travis correu de volta para dentro de casa.

Ele trancou a porta e voltou para perto de Emilly.

— Emilly, vamos para o quarto do Ethan.

— O que foi aquilo? — Emilly perguntou encarando os pedaços de vidro estilhaçados ao chão.

— Vamos subir! — Travis insistiu, em seguida a pegando pelo braço.

Eles subiram e foram para o quarto de Ethan. Travis trancou a porta e Emilly colocou Ethan no berço.

— Agora você pode me explicar o que aconteceu? — Emilly perguntou quase sussurrando.

Travis começou a verificar as janelas do quarto para se certificar de estarem fechadas.

— Está acontecendo alguma coisa — ele sussurrou —, Harry tinha algum escritório, alguma coisa que ele guardava documentos, arquivos? Alguma coisa do gênero?

— Tem sim, o escritório dele. Está tudo lá. É logo aqui do lado, só não tenho certeza se está aberto. — Emilly estreitou os olhos, e foi até a porta antes que ele pensasse em sair do cômodo. — Está acontecendo alguma coisa que eu não esteja ciente?

— Não. A não ser a parte que quase te mataram hoje.

Ela, inconscientemente, arregalou os olhos.

Travis caminhou à porta.

— Agora estou liberado? — ele perguntou e Emilly saiu de frente a porta sem dizer nada. — Já estou voltando.

— Ok — ela balbuciou em resposta.

Antes de sair do quarto, Travis começou a rezar, esperando que a porta do escritório estivesse aberta.

Antes de abrir a porta ele respirou fundo.

Encontrou tudo — surpreendentemente — arrumado e organizado.

Nos dois lados da sala tinham diversas estantes e alguns quadros.

Todas as estantes estavam entupidas de livros e algo parecido com caixas de arquivos.

A sua frente, tinha uma mesa de vidro com um MacBook aberto sobre ela, uma impressora, alguns papéis, um porta lápis, uma fotografia e um telefone sem fio.

Atrás dessa mesa a parede era toda de vidro — assim como a mesa — que refletia uma árvore muito grande. Travis, em um raciocínio lógico, supôs que quem estivesse de fora não teria como ver o que estava dentro do escritório.

Travis se sentou na grande poltrona de couro e verificou o notebook, e estava desbloqueado.

Logo ele foi direcionado, automaticamente, a uma página com imagens da casa. De diversos cantos dela. Eram câmeras de seguranças que funcionavam 24 horas.

Travis monitorou toda a sala e a parte de fora da casa. E não havia ninguém. Significava que, graças a Deus, ninguém tinha voltado.

Em uma barra ao lado das imagens tinha uma opção "Ativar alarmes e sensores", no qual estava desligado.

O que era super estranho. Já que Harry não sairia de casa sem ativar tudo isso.

Depois de reativar todas as opções possíveis, Travis recostou-se na poltrona para relaxar um pouco.

Ele observou o porta-retrato.

Era Harry segurando Emilly nos braços, e ela estava segurando o vestido azul claro dela e com um largo sorriso no rosto, enquanto Harry beijava sua bochecha.

Travis fechou os olhos e logo a imagem de Emilly sorrindo para ele o veio a cabeça. E ele sorriu também.

Em seguida ele abriu os olhos e começou a olhar os papéis que estavam sobre a mesa.

Travis pegou em vários papéis juntos a um clips; olhando melhor, aquilo não eram simples documentos. Era uma escritura de alguma casa, junto a essa escritura, tinha um extrato de conta bancária, cartão de uma imobiliária, e o contrato para o fechamento da compra.

Ele pegou todos os itens necessários e saiu do escritório.

Obviamente, ele foi direto ao quarto do Ethan. Mas Emilly não estava lá. Ele estranhou. E chamou-a:

— Emilly? — Ele não obteve resposta, mas Ethan começou a chorar. E foi aí que Travis meio que entrou em desespero por não saber o que fazer.

Ele se aproximou do berço, deixando os papéis de lado em uma das mesinhas decoradas com um urso vestido com bermuda de renda azul e um chapéu.

— Vem cá, Ethan. — Travis sussurrou, e pegou-o cuidadosamente do berço.

Com a mão na cabeça de Ethan, Travis juntou seu corpo ao dele e começou a se mexer um pouco como um modo de fazê-lo dormir.

Emilly chegou a porta, sem Travis perceber, e sorriu ao vê-lo junto de seu filho, o fazendo parar de chorar.

Quando Ethan parou de chorar totalmente, Travis colocou-o de volta ao berço. E pegou os papéis de volta, ele encontrou Emilly encostada na porta, sorrindo.

— V-você estava aí o tempo todo? — ele gaguejou.

— Acabei de chegar.

Ele se aproximou um pouco mais dela, e eles ficaram se encarando um tempo. Como sempre.

Eles se entreolharam.

Emilly estava conseguindo sentir sua respiração perto de seus lábios. Porque eles estavam cada vez mais próximos. Os olhos dela já estavam semicerrados, preparados para o beijo perfeito.

Eles fecharam os olhos juntos.

E tudo o que queriam estava prestes a acontecer.

Travis colocou sua mão atrás da cabeça de Emilly, lentamente, ela esticou um pouco o pescoço. E os dois estavam unidos por um beijo.

Um beijo quente e sincero.

Emilly sentiu seu coração palpitar muito forte.

Mas logo Travis se desvencilhou dela, e totalmente vermelho disse:

— Desculpe-me... Eu não... Eu não sei o que dizer. Eu só... — Enquanto essas palavras totalmente sem sentido saíam de sua boca, Emilly estava viajando, a sentir seu gosto. Ela logo se deteve a colocar o dedo sobre os lábios dele.

— Shh... Não precisa se desculpar — ela disse em um tom de sinceridade.

— Claro que preciso — ele retrucou, hipnotizado com os olhos dela e com uma vontade enorme de voltar a beija-lá.

— Então esqueça isso e vamos resolver isto — ela disse apontando para a mão dele — O que são estes papéis?

— Primeiramente, eu achei isso no escritório do Harry. Onde há muitas coisas importantes, creio eu. Porque aqui há: escritura, extratos, cartão de imobiliária, e um contrato.

— Espera... Cartão de imobiliária? Contrato? — Emilly estava confusa, mas tentando encaixar todas as peças anteriores possíveis e cabíveis a tudo aquilo encontrado.

— Ele tinha pretensão de se mudar?

— Não... Espera! Há algum tempo, tipo há cinco meses, ele tinha cogitado de irmos para outro lugar.

E então Emilly se lembrou do episódio em que Daniel dissera a Harry "Agora, eu achava melhor você sumir do país. Quem sabe você não compra uma casa no Caribe? Com o dinheiro que foi para a sua conta seria muito mais fácil".

Harry recebeu uma quantia alta, por algo que fizera. De bom ou de ruim. Ele recebeu dinheiro o suficiente para comprar uma casa no Caribe ou em qualquer lugar que fosse.

Emilly marchou até a porta do escritório. Travis enrugou a testa, estranhado.

Ela adentrou a sala, e logo quando avistou os quadros começou a tirar um por um do lugar.

— O que você está fazendo? — Travis indagou.

— Procurando algum cofre, que com certeza tem.

— E como você pode ter certeza disso?

Emilly o olhou furiosa.

— Eu conhecia bem o meu marido. — Travis continuou olhando-a. — Você pode me ajudar por favor? Obrigada.

Ele arrastou a primeira estante que não era embutida... E a segunda...

— Travis! — Emilly o gritou, entusiasmada —, acho que encontrei o tal cofre — ela limpou as mãos no short jeans que vestia.

— Agora só falta saber a senha né.

— Vou colocar uma bomba pra explodir isso.

Travis gargalhou, e ela também.

— Mas sério, você tem ideia de qual senha seja? — Travis perguntou e ela mordeu o lábio inferior.

— Você tem alguma ideia?

— Data de aniversário, talvez.

Ela digitou.

Incorreto.

— Mas por que você quer abrir isso? — ele perguntou-a.

— Não sei. Só quero abrir.

— Grande motivo. — Travis revirou os olhos ao replicar ironicamente. — E você tem certeza que faz questão de ter todo esse trabalho para isso?

— Porra! — Emilly se estourou, e Travis arregalou os olhos. Ele não havia conhecido esse lado da Emilly. Mais forte, podemos dizer.

— Tá bom, tá bom — Travis concordou somente e ficou observando.

Depois de mais quatro tentativas inúteis de acertar a senha, Emilly virou-se e perguntou:

— Vai ficar parado aí olhando mesmo ou vai fazer alguma coisa pra agradar a Deus?

— Ahñ... Acho melhor deixarmos isso pra depois. Temos de pensar um pouco mais. — Ele balançou os ombros e encarou as pernas de Emilly. — Sei lá. Esperar um pouco.

— Tá bem. Você me convenceu.

Emilly bateu em retirada. Sem dizer mais nada.

***

Mais tarde, ao entrar em seu quarto, Travis sentou-se na beirada da cama e colocou as mãos sobre o rosto.

Em seguida ele encarou os papéis que referiam-se à autópsia de Harry.

Ele se levantou e pegou os resultados novamente, e voltou para se deitar. Ao ler novamente, ele foi invadido por uma tristeza infinita.

Após terminar de ler tudo novamente, ele encarou a frente do papel, e atrás da ultima folha...

9807... Isso que estava escrito, e grifado.

(...)

Notas finais
Mas aí, esse número tem treta ainda, mas só vou colocar no próximo capítulo porque eu queria postar logo esse. Se eu conseguir escrever mais rápido irei programar as postagens, ok? Ok. Mas só que, a PORRA da inspiração, está foda! Mas ok. *respira, inspira, respira...* huahuahuahua, parei. Não vou perturbar mais vocês. Leitores novos: Sejam extremamente bem-vindos! Beijos de lux da Malucat, até às reviews ❤️❤️😘😘