Guitars And Hearts
4 Isso não vai dar certo, di Ângelo.
Notas iniciais
Não, isso está errado.
Gemi frustada, deixando o papel e caneta de lado e pegando minha guitarra. Fiquei dedilhando por um tempinho até me cansar. Mentira, foi apenas por que Zeus me chamou para comer.
Oba, café da manhãs as onze e meia da manhã. O quê? Não me olhe assim, eu fui dormir as três okey?
Eu achei estranho, geralmente quem fazia isso era a empregada. E que eu saia ela não está de folga ainda, então...
Desci a escada rapidamente. Encontrei Zeus e Jennifer sentados na mesa que já estava posta.
–Thalia — Zeus falou sem rodeios. — Sua irmã me contou que você tem saído com o rapaz di Ângelo.
Suprimi um palavrão.
Minha irmã é retardada mental?
Sim, Thalia, ela é.
Na cabeça dela ela vai sair com o Nico, ele tá na dela e eu to fora da jogada. Mas não. Ela quer ferrar comigo também. Pacote completo.
– Pai — pisquei levemente. — Somos apenas amigos.
Jennifer interveio com uma cara de biscate. Opa, a cara dela.
– Não pai, ela saiu com ele e voltou apenas as duas da madrugada.
–Mas... — Tentei protestar.
– Eu falei por acaso que você e o di Angelo são mais que amigos? — Meu pai falou de sobrancelhas arqueadas.
O olhar de indignação que Jennifer lhem mandou fez meu dia valer a pena.
– Já que tudo foi esclarecido, eu vou sair. — Disse sorrindo feliz, alcançando um pedaço de Bacon do prato. Eu amo Bacon. Thalia feliz.
–Você me paga — Jennifer sussurou super irritada para mim.
– Pagar o que? Te pago ração nova só se for. Essa que você anda comendo não está lhe fazendo muito bem, não. — Pisque e ignorei o olhar carrancudo de meu pai.
Minha irmã levou as mãos na cintura conferindo o peso. Revirei os olhos. O mesmo corpo de vareta de sempre.
Subi para o meu quarto e peguei minha guitarra. Amarrei os cabelos em um rabo de cavalo alto e escovei os dentes. Passei rímel e lápis no rosto e coloquei uma bota preta com tachinhas.
Alcancei meu caderno de letrar na cabeçeira da cama.
Suspirei ansiosa. Eu estava pronta.
Pov Nico
– Como ela é, cara? — Daniel me perguntou pela décima vez. Ele parecia um adolescente apaixonado por uma estrela do Rock mais velha e inalcansável. E bem, na verdade, ele era isso mesmo e mais um pouco. Cara chato.
– Eu já te falei. — Suspirei irritado. — Ela é normal.
Apesar de minhas palavras, sorri internamente. Thalia definitivamente não era nada perto do normal.
– Ela canta bem? — Sua voz irritante de adolescente continuava a torturar meu ouvidos.
– Por que não pergunta pra ela?
Daniel engasgou com a própria saliva.
Thalia Grace era a garota mais bonita que eu já havia visto na minha vida. E olha que eu não havia visto poucas garotas. Luce que me perdooe, mas Thalia estava simplesmente maravilhosa.
Ela estava linda com pouco e isso a fazia ainda mais linda.
– É você? — Daniel indagou.
– Sou eu o quê? — Ela perguntou, na defensiva.
– Você que irá fazer o dueto comigo?
– Te fasso exatamente a mesma pergunta. — Thalia olhou para mim, esperando uma resposta.
– É. A partir de agora, você podem começar a planejar o dueto de você bem ali naquele sala. — apontei para uma salinha de edição no meio do estúdio. — Boa sorte.
Deixei os os dois plantado ali e fui tomar um Capuccino. Sim, eu sou rebelde.
Pov Thalia.
Nico di Ângelo é um cara muito morto.
Como ele acha que eu vou conseguir trabalhar com esse garoto? Ele parece que vai cantar Baby a qualque minuto.
Respirei fundo. Thalia, para de reclamar, isso é uma grande oportunidade, você sabe disso.
– Vamos? — Daniel me pergunta.
Olho para ele. Ele definitavamente não é feio, mas não faz meu meu tipo. Argh, nem sei por que estou avaliando isso.
Fomo aquele bendita sala. Daniel abriu a porta pra mim entrar primeiro. Resisti contra o impulso de revirar os olhos e forcei um sorriso. Não entendo por que os homens sempre abrem a porta para a mulher passar. Eu tenho mãos, posso perfeitamente abrir a dorga da porta. Como vocês podem notar, meu mau humor ficou atacado depois de ver com quem eu iria trabalhar musicalmente.
Sentei em uma poltrona roxa e Daniel em uma vermelha. Retirei April da capa e comecei a afiná-la.
–Você sabe tocar guitarra? — Ele perguntou, os olhos brilhando.
Levantei as sobrancelhas.
–Você não?
Daniel sorriu sem graça.
–Ainda não tive tempo de aprender.
Quase infartei. Como o di Ângelo pretendia que compôssemos alguma coisa juntos de o garoto nem tocava o mesmo instrumento que eu?
– Como você acha que a música deve começar? — Perguntei, mudando de assunto, tentando achar um ponto em que nos conectamos. — Eu acho que seria legal se agente escrevesse uma música sobre duas pessoas diferentes que têm problem...
–Discordo. — Ele me cortou. — Vamos escrever uma música sobre um garoto e uma garota que se gostavam.
Não gostei dele ter me cortado, nem da ideia dele, mas tentei levar a diante.
– E o que mais?
–O quê? — Ele me olhou. — Eu já tive a ideia, agora desenvonve ela aí, gatinha.
Olhei-o com raiva pura, mas depois sorri falsamente.
–Me dá um minutinho só? — Fiz um sinal com o dedo indicando o um.
–Você pode sair, sem problemas. Só não esquece você tem que terminar a música.
–Claro. — Minha voz pingava sarcasmo.
Vou compor uma música de como foi a morte de Nico di Ângelo.
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