Guilty Angels
17 Capítulo 17 - Sentimentos reprimidos
O dia seguinte teve suas aulas mais normais possíveis e infelizmente o meu eu apatico voltou à tona. Foi menos de um dia de felicidade, que coisa deprimente.
Nesse meio tempo, também fiquei meio estranho com a Shay... De novo! Falei muito mal com ela no café da manhã e estava sem energia alguma na aula de dança. E eu pude perceber que a Karmen chochichava mais que o normal com as amigas dela e com seus olhares em direção a mim. Era totalmente óbvio de quem elas falavam.Mais tarde eu fiquei sabendo que a Shay terminou com o Dan. Até me encontrei com ele, enquanto procurava a Shay. Ele disse que não tinha sido culpa minha. Ele que acha! Quem sabe se a culpa é minha ou não sou eu!Encontrei com ela, deitada na grama olhando as nuvens. Após a breve conversa, descobri que tinha sido a Karmen de novo. Sério, qual o problema dessa garota? Um fervor subiu em mim e aquilo apenas parou quando eu joguei tudo, tudo o que todos sabiam e tudo o que estava engasgado em mim na cara da Karmen. A Shay viu tudo! Mesmo assim, isso era uma pequena parte do que estou sentindo agora.Ela me agradeceu e falou mais sobre o que Dan lhe disse. E bem, decidimos manter nosso relacionamento como amizade por enquanto, mesmo que eu só não queira que ela fique longe de mim. Quando Shay colocou sua mão sob a minha, eu senti meu coração dar um pulo e continuar acelerado. Merda!Se eu pudesse ficaria ali com ela para sempre, mas ambos tínhamos coisas a resolver.–Eu preciso, Shay. Eu tenha uma reunião importante agora, é sobre o meu futuro debut.Ela não disse nada, apenas se afastou de mim, mas eu não me permiti de soltar a mão dela.–Eu só posso te desejar boa sorte. — falou, me olhando–Espero que fique mesmo tudo bem entre nós.–Nós só podemos esperar por isso, Nil.Antes de deixá-la sair, lhe dei um beijo na bochecha. Sorrimos um para outro e nos abraçamos de novo. Assim, ela voltou pro dormitório feminino.–Nós vimos tudo! — ouvi a voz de Joseph–Não acredito. — retruquei colocando a mão na testa–Eu achando que o seu rolo com a Karmen era pior. — Stefan comentou–Nao me fale em Karmen. Eu já falei tudo o que tinha que falar para ela.–É! Estamos sabendo. — completando Athos, irônico – É o assunto da Academia, além da Shay ter terminado com o Dan.–Ainda bem que a outra coisa não chegou na boca de ninguém.–Mas essa cena que acabou de acontecer vai. Porque um monte de gente viu, inclusive nós três. — Stefan soltou–Já sabe né, Niels? — Athos atacou de novo – Boatos entre a Shay e você.Infelizmente, ele tinha razão.–Bem, temos algo importante para conversar. — disse – Melhor subirmos!A reunião era no nosso quarto mesmo. Um dia muito importante e decisivo para nós e para a Vollux.Sentamos em roda no chão do quarto. Eu comecei: –Bem, Stefan, Athos, Joseph – falei olhando para cada um deles – Uns dias atrás contei a vocês sobre a minha vontade de ter banda de rock e descobri que vocês queriam também. Só que, nós já somos uma boyband e com o nosso debut batendo a nossa porta. Precisamos decidir o que fazer, porque pode acontecer de não funcionarmos tão bem nessa nossa “formação”.–Bem, nós já construímos algo bom e sólido como boyband, temos uma boa base de fãs daqui da Academia. Acho que se mudassemos assim de repente, poderíamos perder isso. — falou Joseph–Concordo com o Joseph. — comentou Athos – Mas nada disso nos impede de ver como funcionariamos de outra forma.–Precisariamos de testes e ensaios, porque o entrosamento mudaria, nosso arranjo mudaria. — completou Stefan–Mas, nós precisamos de um espaço para isso não? — indagou Athos–Tem espaço de sobra na Academia para tal.–Ai, que mora o problema. Sabe como são os olhos e ouvidos das pessoas da Von Elfstein. Não demoraria muito até que alguém percebesse. — falei eu – Teria que ser um lugar um pouco distante daqui e que ninguém conhece.–E como faríamos isso, Niels? Sair carregando instrumentos é tão estranho quanto levá-los para uma sala de ensaio.–Ainda mais uma bateria. — reclamou Joseph–É Niels, onde poderia ser? Não conhecemos quasa lugar nenhum perto daqui.Eu pensei no lugar mais óbvio e que foi meu refúgio nesses últimos anos e onde tomei o meu primeiro porre: Sxon Rick Show Bar. Rick tem todos os instrumentos que precisarmos e os que nem fazemos ideia da existência. A caragem do cara é um museu de instrumentos. A parte boa é que não vamos ter necessidade de montar a bateria. Ufa!–Eu sei o local perfeito! — disse sorrindo – E ninguém da Academia conhece, ou melhor, só a Shay.–Só vamos ir no final de semana, que é quando somos liberados para atividades livres.–Sei disso. — retruquei – É legal lá. O dono é meu amigo!–Fica longe assim?–Não. Só umas duas quadras, em uma ruazinha, perfeito para despistar curiosos.–Recapitulando – soltou Athos – Esperaremos até sábado para ir nesse tal lugar e vemos se funcionamos como banda de rock?
–Vocês esqueceram que temos uma gravação na sexta a noite? — reclamou Stefan–Claro que não. Mas sabe que teremos que gravar músicas para os nossos projetos como boyband?–Sim. Podiamos é dar uma escapada num intervalo.–Shay e as amigas gravarão conosco. Os “intervalos” serão delas. — respondi – E acho que seria melhor que ninguém soubesse.–Vamos fazer isso em segredo então?–Sim! É o melhor. — disse–Concordo com o Niels. — animou-se Athos – Desde que a Srta Shayera Salem também não saiba. — brincou ele–Segredo é segredo. Sei que ela vai saber só pela minha cara, mas se eu não falar direto, não é segredo quebrado.–Vocês se conhecem tem tão pouco tempo e já se dão tão bem. — riu Stefan–Chama-se destino, afinidade, qualquer coisa que não podemos explicar. — Joseph completa–Amor! — gritou Athos – Eu shippo!–Cala a boca, Athos! Caralho! — retruquei–É verdade, e como ficaram vocês dois? — questinou Stefan–Daremos tempo ao tempo. Temos outras preocupações e... Olha... Eu não quero falar disso agora. Isso é só entre nós dois. Então, acabamos?–Acho que sim!–Bom, falarei com o Rick para irmos lá no sábado.–Beleza, Niels.Encerramos e eu disquei para o Rick no meu celular. Ele atendeu, eu expliquei a história. Claro que ele se mostrou muito feliz por mim e aceitou de prontidão e cedeu o Sxon fechado para o nosso ensaio.Desci depois disso e encontrei a Shay sentada conversando com as amigas. Cumprimentei-as apenas. Continuei andando, mas Shay veio atrás de mim, curiosa para saber como foi a reunião.–E aí? Como foi?–Acho que você já deve saber.–Vão seguir outra carreira?–Não ainda. Estamos meio indecisos quanto a isso. Precisamos ajustar.–Obviamente, não farão aqui.–Não. Vai ser lá no Rick!–Eu posso ir?–Melhor não, Shay. Prefiro que seja algo só meu e deles.–Eu entendo. — ela sorriu – Fico feliz por você. Finalmente seguindo suas vontades.–Por enquanto. Não se sabe o que pode acontecer caso eles descubram.–Vão expulsar vocês?–Eu sei lá! Ninguém nunca se rebelou contra eles. Só tem um jeito de descobrir...E acabei mudando de assunto.–E o que gravará com suas amigas na sexta?–É um cover para a aula de vocal.–Já escolheu a música?–Claro que sim! E precisarei da sua ajuda.–Por quê? — parei e olhei para ela–Preciso de alguém na guitarra. — e riu
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