Guilty Angels
12 Capítulo 12 - One way or another
Notas iniciais
Meu dia não começou dos melhores. Logo no café, Karmen já veio nos perturbar, sim, NOS perturbar. Ela jogou uma maçã na cabeça da Miranda e um bolinho na Britt. Encarei-a séria e ela veio até nós.
–Ginásio, depois do almoço. Veremos quem é a melhor e quem merece o Niels lá. – Falou e saiu. Agarrei um punhado de uvas e joguei na direção dela, fazendo-a escorregar e cair, quase quebrando o salto. Miranda e Britt me trataram feito uma campeã de mma durante toda a manhã, e isso tava me deixando estressada, mas consegui deixar a fúria pro desafio. Elas queriam que eu mudasse de roupa, mas eu não tava afim, ia acabar com a raça da Karmen e não tava ligando pra roupa. Daniel e Niels me pararam no corredor à caminho do ginásio.
–Ela planeja te destruir. – Falaram. Revirei os olhos.
–Ela planeja destruir todos que não se submetem a ela, acha mesmo, que eu vou ficar com medo? – Falei arqueando a sobrancelha.
Niels encarou Dan como quem dizia “Eu te avisei.”
–Vou cantar com você. – Falou quando eu já quase os empurrava.
–Niels, não é querendo ser rude, mas quem foi desafiada fui eu, e isso incluiu um “quem merece o Niels”, então não vai rolar. Pra nenhum dos dois.
E finalmente sai dali e fui pro ginásio. Parecia que a academia inteira estava ali. Karmen estava tentando parecer uma diva do pop, toda espalhafatosa com suas cópias lá, quando eu subi no palco ela começou a cantar “Too cool”. Encarei-a querendo rir e quando ela terminou, me pus a cantar “Marry the night”, fazendo-a sorrir no verso que dizia “I am a loser”, mas seria uma pena se eu a vencesse, e eu o faria. Aliás, ela não pôde cantar sua segunda música porque eu não dei tempo, e comecei a cantar “Neon lights”. Depois de um tempo nem era mais uma competição, eu estava me divertindo tanto cantando e dançando que não importava se eu perderia, se ela conseguisse me acompanhar. Finalmente ela voltou a cantar, e performando “Follow the leader” com dois caras pra quem provavelmente ela já deu, o que a fazia quebrar as regras do próprio desafio. E enquanto ela se pegava com os dois e esquecia do que estávamos fazendo ali, eu fechei o negócio cantando “Timber”, podemos dizer que eu sabia dançar perfeitamente essa música de tanto ver o vídeo. -Acho que temos uma nova deusa da música! – Alguém da plateia gritou, e ela voltou a si, empurrando o cara que ela estava beijando.
–Eu sou a rainha dessa escola! – Rosnou.
–Se você não fosse tão vadia talvez ainda ficasse no cargo. – Pisquei pra ela e me virei.
Pelo som do salto, ela veio atrás de mim. Avançou com uma tentativa de soco e caiu de joelhos quando eu segurei seu pulso e o forcei pra trás.
–Seja menos infantil, pro bem de todos. — Falei e sai dali.
Pra minha surpresa, minha vó estava na porta do ginásio me esperando.
–Olá querida.
–Oi vovó! – Abracei-a desesperadamente.
–O que te trouxe aqui mulher?
–Não acredito que esqueceu do meu aniversário.
–Ok, estamos saindo? – Ela sorriu e enlaçou meu braço.
–Também convidei uma banda de jovens garotos daqui, a Vollux, conhece? – Encarei-a quase rindo. -São meus amigos. – Contei. -Ótimo, porque quero que vocês cantem na minha festa!
Fale com o autor