Guerreiros intergalácticos
15 Dias de tormenta em "Y"
Notas iniciais
Quando Aruma desceu em “Y” parecia que o céu daquele mundo estava sendo invadido por pássaros gigantes. Eram 10.000 pessoas vestindo macacão preto, na frota mais corpulenta, mais veloz, mais rápida na corrida, quer disser os mais qualificados guerreiros da frota para missões arriscadas em terra. Eles desceram plainando com a capa do uniforme como águias, e pouco a pouco pousaram nos confins da cidade onde Alessandro os esperava com uma frota de ônibus, para levar Aruma e alguns guerreiros para o esconderijo embaixo da empresa. Todos usando barbas, bigodes, parecidos aos homens desse mundo, e as mulheres perucas de cabelo preto, e pele falsa da cor branca com cabelinhos curtos. Aruma os dividiu em 10 grupos de 1.000 guerreiros, cada grupo com um tenente do segundo escalão, pronto para dirigir as operações e para se comunicarem com ele mesmo. Examinaram os mapas de todas as cidades onde estavam os maiores redutos atômicos do planeta. E finalmente, Zezé os subiu até sua nave com um raio de luz para reparti-los em diferentes cidades.
Como esse planeta possuía instalações bélicas em 5 Luas desse mundo, e em 20 estações espaciais, que atacavam no cerco periodicamente, e desde onde saiam os raios lazer em direção a nave de Arethi, Aruma falou para Fábio com telepatia: — desintegra as bases lunares e os satélites e depois disso, vai para “W” a descansar. Estás aposentado deste mundo.
E Fábio fez tudo isso rapidinho. Com seu olhar fez fumaça 8 hangares nas 5 Luas, e em seguida os satélites desde onde os astronautas disparavam ao raios lazer. Sem sobreviventes desta vez. Chegou em “W”, com rosto marcado pela viuvez, onde Miguel o recebeu com apenas uma tanga indígena, muito mais calmo, menos triste, desfrutando de férias obrigatórias. Mitsuo lhe disse em meio de um sorriso: — parece que isto aqui é o mundo dos viúvos... Depois o abraçou com carinho, pois Fábio não era mais o de antigamente, tinha olheiras, estava pálido, emagrecido, e ainda estava com depressão aguda.
Enquanto os viúvos ficaram temporariamente fora de combate, o trabalho de “Y” ganhou novos brios. Aruma pediu para a tenente Maristela coordenar o trabalho feminino nas favelas, onde militares subiam os morros todos os dias em busca deles mesmos, dos “alienígenas assassinos”. Pelo menos era o que se falava na mídia. Todos os homens com mais 1.80m nesse planeta eram detidos periodicamente e examinados por especialistas, tentando puxar pele fala, bigode falso, isso era até motivo de piadas em redes sociais de Internet. E foi em meio desse povo favelado que os confrontos cara a cara com o inimigo começou, pois todas as noites os militares arrombavam portas a pontapés em busca de alienígenas. Só que desta vez encontravam uma mulher em frente deles, com mãos na cintura, que os deixava sem armas, sem roupas e sem carros. Depois eles voavam no ar e eram deixados em meio de alguma praça pública, com amnesia temporária. Mas, nas moradias onde não havia guerreiras, os militares arrebentavam tudo, camas, armários, em busca de armas, ou de gente com mais de 1.80m de altura. E quem fosse alto, subia no camburão para interrogatório nas prisões desse mundo.
Como os cremes de Fernandinho eram a sensação do momento, mulher depilada era também alvo de suspeitas. Para cúmulo tingir os cabelos de louro prateado também havia virado moda, e o planeta estava cheio de mulher tingida e depilada, lindíssima, com joias de bijuterias à vontade, confundindo a investigação dos militares.
Enquanto Bernardinho , 002 e Guilherme ficavam a cada dia mais ricos, os militares entravam em desespero. Haviam apreendido só nessa cidade de Bernadinho uns 900 favelados, torturado uns 500 deles, e ainda não descobriam um alienígena verdadeiro. Para cúmulo na fábrica de cremes só havia gente feia, cabeluda, a maioria mulheres. Eles não sabiam onde mais espionarem. E um militar teve uma ideia brilhante: — vamos examinar os arquimilionários, pois se os pobres não têm condições de receber visitantes, os ricos as têm. Comecemos pela família de Guilherme, esse creme é suspeito para mim. E se foram alienígenas que lhes deram a receita? Nunca neste mundo seu viu um creme feito de banha de porco que não tivesse cheiro de porco. Estão nos enrolando.
Enquanto os ricos dessa cidade eram rodeados de espiões, Aruma ficava famoso nesse mundo. Nas ruas da cidade os guerreiros abordavam homens e mulheres, colocavam a arma nas bolsas, ou nos bolsos do paletó e sussurravam no ouvido: — um presente do Moreno... Alguns perguntavam: — qual Moreno? E eles explicavam: — aquele casado com a loira maravilhosa... E todos riam baixinhos e continuavam a caminhar bem rapidinho.
Quando o próprio Aruma se deixava cair em meio das favelas, entrava nas casas humildes, fazendo um sinal de “silencio” com dedo na boca. Como era de pele escurecida e estava vestido de preto, ele se confundia na escuridão da noite, e não usava disfarce. Todos o rodeavam com carinho, reconhecendo-o das filmagens, o faziam sentar e falar dessa mulher divina. Ele mostrava fotos também de seu filho, enquanto rolava uma lágrima, abria uma sacola com umas 500 armas e lhes pedia repartir nesse bairro. Em meio da conversa contava que adorava jogar com a bola e queria muito aprender o futebol. E os homens falavam:- vamos te invitar a fazer parte de nosso time... só não sabemos quando.... E as risadas eram baixinhas, para que ele pudesse subir no ar com segurança. Lá no céu, Zezé se encarregava de leva-lo de volta a fazenda, desde onde Aruma dirigia sua frota com telepatia.
Infelizmente o nome do “Moreno” saiu da boca de um torturado nas prisões dessa cidade. Arethi pediu a Zezé o transferir para o continente de escravos, sozinho, com pele branca, bigodes e barba, e pediu que Maristela se encarregasse de continuar o trabalho das favelas. Enquanto aos homens sendo torturados nas prisões, havia que retirá-los de lá. Estava na hora de fazer túneis nesse mundo. E para isso Arethi enviaria uns 50 robôs escavadores.
Maristela, Zezé e as mulheres de menor estatura, começaram a tirar presos das cadeias, através de tuneis longos, pois eles se alastravam até a fazenda de cosméticos. Já dentro do Presídio, hipnotizam os guardas, abriam portas, e encontra-los era fácil, pois os berros das torturas eram de arrepiar. Desmaiavam os militares, colocavam-lhes um dedo na testa para nunca se lembrar dessa fuga, e carregavam os feridos, alguns conseguiam caminhar sozinhos, os demais eram carregados nos ombros. Só que em pouco tempo os ratos entravam junto nesses tuneis, a água se infiltrava pelas cavidades, e tirar preso se tornou uma ousadia para as mulheres. Os subterrâneos na fabrica de Bernardinho em pouco tempo ficavam lotados. Maristela enviou os guerreiros para outros esconderijos e colocou no subterrâneo os encarcerados feridos, pois as torturas haviam sido violentas. Médicas os tratavam com cremes para desinfetar feridas, a maioria nas costas, ou, nos testículos nos homens e na vagina nas mulheres, pois elas eram estupradas até por 20 soldados. Limpavam-lhes o útero do sêmen, e depois lhes colocavam um dedo na testa para se esquecer do horror.
Mas, no continente com escravidão a coisa era ainda pior. Aruma ficou frente a frente de militares que faziam trabalhar gente miserável em fazendas de coelhos, porcos, galinhas, ou de ratazanas, em baixo de chicoteadas nas costas. Se havia o inferno na terra, era naquele lugar. A dieta deles incluía a carne humana, pois quem morria de fraqueza e exaustão, era enviado aos frigoríficos para serem cortados em pedacinhos e convertidos em “ração humana”.
Aruma foi hipnotizando todo mundo para fazer uma vistoria geral. Centenas de pessoas viraram estátuas cegas, olhos fechados, e de mente sem lembranças.
Em seguida subiu num jipe, e foi até uma fábrica de galinhas. Milhões delas dando ovos dia a dia, em lugares insalubres, sujos, cheios de cocô que era carregado pelos escravos para fora dos criadouros, em meio de um cheiro insuportável. Mas, quando viu a fábrica que processava “homens”, ele recebeu um choque, que o paralisou. Os mortos eram pendurados de cabeça para baixo, com um corte na garganta, para que saísse o sangue. Depois eram abertos na barriga para puxar os intestinos, e em seguida encaminhados para um banho desinfetante. Logo passavam por máquinas que os esquartejavam em pedacinhos bem miúdos, retirando os ossos, e por último essas porções eram empacotadas em sacolas fechadas a vácuo. Aruma dilatou as pupilas, e desintegrou tudo que havia em frente, girando o corpo em 360º para que não sobrasse nada, nem máquinas, nem carnes, nem corpos, nada, apenas o galpão totalmente deserto por dentro.
Pediu para Arethi aos berros lhe enviar um “congelador”.
Depois subiu no jipe mais uma vez, e percorreu rodo o vilarejo desmantelando as fábricas de criação de porcos, de coelhos, de ratazanas, e aos milicos desintegrou-lhe as roupas, as armas, sem nada que pudessem utilizar para se defenderem. Enquanto isso os coelhos, porcos, galinhas, e as atazanas se expandiram em tropel, sem serem incomodados, pois Aruma imobilizara esse povo esquálido por longas horas, só os acordou depois da chuva de comida que Zesé despencou sobre eles. Eram pacotes de tudo, nutriente, puré de batatas, pudim, semolina com leite, e bolachas recheadas com pasta de caramelos.
Zesé pela sua vez, foi desmaiando militares em outros lugares mais longe, pois esse continente era grande, os quais caiam ao chão sem armas, em frente a um povo estupefato. Aruma chegava junto num jipe militar no momento da chuva de comida. Soltava os bichos, desmantelava as usinas de carne humana, nos quarteis desintegrava o arsenal da morte, e ia enfileirando carros, tanques, aviões, jipes, para serem utilizados pelos novos donos, os homens escravizados. Foram ao todo 30 cidades de pessoas esquálidas, que se ajoelharam ante Aruma com veneração. Muitos choraram, principalmente mulheres com filhos em redor.
E Arethi, além de 100 congeladores para empilhar militares, enviou-lhe engenheiros para puxar água, construtores para levantar casebres, agricultores para plantar legumes, enfermeiras, retirando-os da frota de Enzo.
E a ressurreição desses escravos de “Y” foi filmada por 006, para mostrar no futuro a brutalidade desses soldados. No mundo de “W” os governantes eram pessoas burras, sem inteligência. Agora em “Y” eram demônios no poder cometendo todas as atrocidades que uma mente sádica podia imaginar. Escravidão, torturas e o canibalismo, o qual havia sido instaurado a força, fazendo as pessoas se alimentarem comendo a elas mesmas. 006 desceu junto a Aruma e os filmava comendo pudim sorrindo, pois era algo delicioso, nunca visto, e lhes colocava um dedo na testa para esquecer que um dia haviam se alimentado com carne humana. Aliás, ele não conseguiu mostrar os antigos pacotes dessa iguaria, pois não sobraram dessas fábricas nada, além das lembranças. Ele só mostrou os galpões vazios, com rastos de sangue no chão, e entrevistou um homem velho contando sobre o passado, sem omitir nada dessa antiga vida infernal.
Como Aruma era construtor, e dos melhores, começou imediatamente a amontoar pedras, levitando-as no ar como um mágico de circo. Havia os que aplaudiam em redor. Em seguida fez casas com um cercado circular, aonde as pedras iam se encaixando umas as outras, matematicamente, deixando espaços abertos para portas e janelas. Cobriu todas elas com telhados com paus de palmeiras altas, cobertas com folhas de bananeiras. E as pessoas foram se acomodando e colocando por cima do chão os pertences, quer disser, mantas, alfombras de fibras naturais, panelas, enquanto os homens faziam um fogão à lenha, com pedras e terra moldadas na parte exterior.
Tudo que se fez em “X” recuperando a terra e tudo que se fizeram em “W” na ilha de Ênio, com os doentes na beira da morte, desta vez foi um trabalho simultâneo naquele continente, plantando comida em primeiro lugar. Desde “W” Anaha lhes enviou mudas, sementes, que foram sendo disseminadas por 50 robôs, e depois pelos próprios homens. Fizeram-se sulcos no chão úmido, colocaram sementes de milho, soja, feijão, girassol, arroz, melancias, aboboras, melões, tomates, alfaces, brócolis, e flores. A cada 10 metros enterravam uma muda de uma árvore trazida desde “W”, para que no futuro desse sombra a essas plantações. E a espera da ressurreição de homens e de selvas foi paciente, pois trazer água desde os oceanos foi um trabalho demorado. Foram desviados alguns rios, mas nesse continente a areia cobria a terra sem piedade. Para cumulo os ventos eram arrasadores. Tormentas de areias os invadiam de vez em quando, e havia que se esconder embaixo de tendas para sobreviver ao evento.
A revolução nesse mundo começou nas cidades ricas e poderosas, sem necessidade dos guerreiros organizassem piquetes em fábricas nem universidades, pois o povo traçou seu próprio destino, assim que tomou consciência que não estavam sós. Os alienígenas estavam entre eles, ajudando-os contra a tirania, e o fato do “Moreno” estar nos morros das favelas repartindo armas, foi tirando o medo da alma das pessoas. Além do mais, os militares estavam se ultrapassando, pois prendiam pessoas altas em qualquer lugar, como suspeita de serem alienígenas. Eram mulheres altas e tingidas, jovens depilados e lindos, que entravam nos camburões de surpresa, em todo canto.
As armas do “Moreno” começaram a ser disparadas em becos, sem que ninguém desse uma ordem. Simplesmente enquanto militares batia nas pessoas, ou as arrastavam pelos cabelos, os milicos começaram a ficar “nus”, sem armas, sem carros, tentando esconder sua masculinidade com as mãos; 006 desde o espaço começou a filmá-los, e a colocar o fato nas redes de internet, fazendo as pessoas rir, e a se sentirem incentivadas a fazer a mesma coisa.
Nas favelas houve mais violência, pois os carros com metralhadoras subiam de noite, e disparavam em todas as direções, enquanto aviões deixavam cair bombas por cima do povo. Zezé e Alessandro mergulhavam os desmantelando, enquanto jovens faziam a mesma coisa com bombas caseiras desta vez. Era garrafas de álcool com um pano acesso que caia por cima dos milicos incendiando lhes as roupas sem piedade. Depois os favelados começaram a fazer barricadas em ruas, enquanto Maristela e sua tropa se confundiram entre essas pessoas para protegê-las. Ela não sabia mais o que era pior, engatinhar em tuneis com ratazanas, ou ficar escondida entre morros que não possuíam saneamento básico e com o cheiro da merda em todo canto.
Quando um preso nos presídios falou sob tortura que o “Moreno” estava no continente de escravos, Diana deu um berro telepático para o marido, pois 10 bombas atômicas foram lançadas na sua direção. Depois chamou Arethi aos berros, pois ela perdera totalmente o controle. Estava a ponto de uma parada cardíaca. Enquanto Diana era levada para os ambulatórios Arethi viu o horror de longe, com coração apertado.
Aruma começou a desintegrá-las com o olhar uma a uma enquanto Zezé e Alessandro faziam a mesma coisa em voos rasantes. Mas, uma delas arrebentou no ar, iluminando o céu com uma luz gigante, e depois uma nuvem preta começou a cair por cima de Aruma e de todos os homens. As colheitas murcharam, os bichos morreram, e as pessoas escondidas nas casas e casebres começaram a tossir engasgadas. Arethi descolou mais uma nave branca, e enviou-a com Belizário para aquele lugar. Eles desceram com escafandro para se protegerem da radiação e carregaram com Aruma e os escravos nos braços, para dentro da nave para tratamento antirradiação. Algo desconhecido, pois ninguém sabia das consequências que isso traria para essas pessoas. Os únicos homens que realmente estavam protegidos da radiação eram os milicos que estavam dormindo nos congeladores. Eram uns 2.500 soldados feitos picolés.
Em “W” a noticia caiu como mais uma bomba, acordou os viúvos de sua lamúria, e Mitsuo, Miguel e Fábio subiram numa nave para ir ate esse mundo a lutar junto de Aruma e sua gente. Só que, Aruma Júnior se parou em frente deles exigindo para ir junto. Se seu velho estava às portas da morte, ele o ressuscitava só com sua parecença. Além do mais, ele já era um soldado com uniforme e sabia dirigir sua nave de combate. Ênio, que chorava que nem guri, se abraçou nele, e disse-lhe: — depois traz teu velho para cá, que ele vai ficar bom... podes crê... E os viu sair como bala para o espaço na velocidade máxima.
A detonação da bomba foi filmada por 006 desde sua nave, e colocada na rede de internet, imediatamente. Só não filmou a chegada da nave gigante, aliás, ela entrou no planeta durante a noite, luzes apagadas, e só ascendeu tudo em terra, para os médicos saírem em busca dos feridos.
A notícia dessa explosão ascendeu à fúria popular desta vez. Pessoas saíram para rua enfrentar tanques, carro blindado, com os guerreiros no meio desmantelando o inimigo e cuidando dos populares, como era possível. Mas esse mundo era gigante, e todos os países desse planeta eram dominados por militares assassinos e despiedados.
Quando uma mulher sob tortura e estupro falou na cadeia que na fazenda havia gente esquisita, e que o creme não era de banha de porco, Arethi deu um berro para 002, Zezé e Alessandro, para desocupar a fazenda na corrida. 002 desmantelou tudo que havia na superfície, e na entrada do subsolo colocou uma laje pesada de uns 500 quilos. Zezé correu até a casa de Bernardinho, o tirou de casa com pijamas, e se perdeu nas ruas com ele para longe. Alessandro fez o mesmo na casa de Guilherme, os acordou aos berros pelo telefone celular, gritando que os milicos estavam a caminho, e eles saíram às presas vestindo pijama com uma bata por cima e uns chinelos felpudos no pé.
Só que na corrida contra o tempo, 002 foi pego enquanto terminava de demolir prateleiras e arquivos. Os militares rodearam a fabrica com luzes e alto falantes, exigindo que se rendesse, pois já sabiam que ele era um alienígena. A felicidade dos militares era sem igual, pois finalmente mostrariam um alienígena verdadeiro, puxando bigode falso, barba, em frente às câmeras de televisão. E ele se entregou com mãos para o alto. 006 entre o povo da rua começou a filmar seu próprio documentário, e seguiu o camburão com destino a prisão. Hipnotizou muita gente para se infiltrar no recinto, sem deixar de filmar tudo que via, pois já dentro dessa cadeia 002 começou a ser espancado enquanto caminhava com as mãos amarradas nas costas. Davam-lhes golpes na cabeça, nas pernas, e já numa sala com apetrechos o começaram a desnudar. Puxaram a pele falsa, colocaram eletricidade no corpo, e de repente foi empurrado de bruços por cima de uma mesa. Um soldado abriu sua calça, e o violentou. Foi quando 006 interrompeu tudo, deu-lhes uma parada cardíaca aos militares em redor, matando-os, desmantelou de um piscar de olhos as celas de outros presos, e os tirou dessa cadeia enquanto carregava 002 nos ombros. Maristela apareceu do nada, e juntos abriram um buraco no chão, embaixo de uma cama, e todos os torturados se alastraram com destino ao túnel embaixo dessa prisão.
Já nos subterrâneos da fazenda, 006 colocou um dedo na testa de 002, para esquecer que havia sido sodomizado. Algo que os pegou de surpresa a todos. Os guerreiros sabiam que as mulheres eram abusadas, mas que os homens passavam pelo mesmo era algo insano. Mas, alguns presos lhes contaram naquela noite, que em outros aprisionados haviam sido introduzidos paus de vassouras, provocando feridas sangrentas que os levaram à morte, tanto em homens como em mulheres. Essa foi a primeira vez que Maristela se derreteu em lágrimas junto a 006, que não se recuperava do acontecido, pois escutara tudo através da telepatia. Sua ideia de transmitir o horror pela televisão ficara descartada. O segredo desses abusos morreria com 006 e Maristela naquela noite. Hipnotizaram os recém-chegados para esquecer o aborrecimento, pois as más lembranças atrapalhavam o futuro de qualquer ser humano. Depois os deitaram nas camas, os fizeram dormir, pois ficariam ali por algum tempo.
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