Guerreiros Escolhidos
2 O encontro de três guerreiros.
Diante dos túmulos de seus pais, Victor e Scott demonstravam estar muito abalados, choravam, mas não como um choro comum, mas sim como se houvesse um cano dentro deles vazando:
— Eu juro que vou matar Siros, vou acaba com ele. – disse Victor, apertando sua mãos.
— Vamos sim, mas agora vamos, temos que nos encontra com Bruno. – ele disse puxando o irmão bruscamente.
Caminhando em passos lentos até o carro eles foram em absoluto silencio.
— Me entrega a chave do carro. – disse o mais velho.
— Poxa, Scott já tenho carteira de motorista.
— Me entrega a chave desse carro agora! – o outro disse firmemente para o mais novo.
— Ok, ok! – disse o mais novo resmungando e entregando a chave para Scott.
Ao entrarem no carro Scott sugere que Victor descanse um pouco pôs a viagem seria longa, e Victor faz um movimento afirmativo com a cabeça e adormece minutos depois. Nesse meio tempo Scott começa a pensar.
— Porque o senhor tinha que me contar isso? Por quê? – ele começa a se lamuriar então seu irmão fez menção de acordar e ele se calou novamente.
Nove horas de viagem, nove e cansativas horas sentado naquele carro, ele se lamentava mais ainda por Victor estar roncando.
— Acorda Merda – disse Scott entre dentes.
— Já chegamos? – ele dizia entre um belo bocejo e uma cara de sono impagável
— Claro, estamos a nove horas viajando. – Scott se virou para seu irmão, não teria como notar suas olheiras e cansaço e irritação em seus olhos, o qual estava completamente vermelhos e lacrimejantes, causadas pela ausência de descanso é claro. Os dois irmãos saíram do carro após alguns minutos, rumo até o hotel em que Bruno estava.
— Bruno esta no quarto quarenta e cinto. – disse ele distraído olhando o imenso prédio
— Idiota, eu sei disso. – disse o outro olhando para o irmão com cara de olha, você acaba de resolver um enigma quase indecifrável. Após um tempo eles seguiram para portaria, falou com o recepcionista, ele avisou que poderiam subir sem que ele fosse notificado, pôs ele deixara um aviso dizendo que não queria que o notificasse pôs não queria ser acordado tão cedo, e quando eles chegassem os mandasse subir imediatamente. Após ouvir atentamente a explicação do homem eles seguiram para o elevador do prédio, alguns segundo depois estavam em frente a porta do quarto do irmão. Victor começa a bater na porta do quarto gritando o nome de seu irmão.
— Idiota, cala a boca, você não notou que estamos em um hotel? – ele diz olhando irritado para o irmão.
— Bruno caralho, abre essa porta logo animal. – ele olha espantado para a figura que a porta quando aberta revelou um ser de cabelos curto não tão curto como de Scott e olhos preto, com a boca ligeiramente aberta.
— Scott, Victor?
— Não, Somos dois anjos. – diz Victor sarcástico
Bruno abraça Scott forte, ignorando o comentário do irmão mais novo.
— Irmão, é bom ver você.
— Eu falo o mesmo irmão. – disse Bruno, sorrindo em meio ao abraço retribuído de bom grado pelo irmão.
— Não vai nos chamar para entrar? – disse o irmão mais novo incomodado com a situação.
Bruno olha para Victor e sorri e logo o abraça, o irmão mais novo fica apenas sem ação, depois de alguns segundos, retribui ligeiramente o abraço de seu irmão alisando suas costas e dando tapinhas camaradas.
— Já chega, esse negócio é estranho.
— Sempre assim não é? Você não muda – disse bruno entre gargalhadas.
— Vamos entrar ou não? – disse Victor irritado.
— Primeiro as damas – disse Bruno, abrindo espaço e fazendo um gesto que dizia "entre, por favor," para Victor, ele suspira irritado e entra seguido de Scott.
Quando todos já estavam dentro do quarto, Scott começa a conta como seus pais vieram a falecer.
— Então foi assim? – disse Bruno de cabeça baixa
— Bruno, agente não pode mais chora, agora é levantar a cabeça e vinga a morte de nossos pais.
— Faça suas malas irmão. – diz Victor com uma mão nas costas do irmão, que levanta a cabeça e retribui com um sorriso triste e em meio a lágrimas mas um sorriso.
Ao chegarem no carro, Victor olha sorrindo largamente para o irmão, no qual retribui o sorriso com uma expressão de confuso.
— Bruno, banco de trás Rá..Rá.. – diz o irmão mais novo, parecendo se divertir com a situação, Bruno o olha de cara feia, mas não diz nada, apenas entra no carro para o banco de trás.
Quando todos estão dentro do carro, Scott liga o motor e eles pegam a estrada. No meio do trajeto, Scott decidiu cortar o silencio:
— Antes vamos à casa do Texas. – diz ele, não tirando os olhos da estrada.
— Vamos fazer que diabos naquele lugar? – pergunta Victor curioso.
— Entendo, é no Texas que papai tem o seu melhor Arsenal de armas –dizia Bruno com uma expressão calma.
Victor abaixa a cabeça e suspira exausto, se espoja no banco e olha para os irmãos.
— Só eu que não sabia. – ele disse, e seus irmãos, se entreolharam com um olhar cúmplice.
— Com essas armas vamos estar mais fortes, tenho certeza. – disse Bruno, cortando o silencio e o clima tenso que ia se formando aos poucos.
Fim do segundo capítulo.
No próximo capítulo: Histórias do passado.
— Victor, me diz uma coisa? – pergunta Scott olhando rapidamente para o irmão e olhando de volta para a estrada.
— O que? isso é verdade Victor? – pergunta Bruno intrigado.
— Fala a verdade Victor, pegou ela? – Bruno pergunta com uma expressão dura no rosto.
— Victor fala a verdade.– diz Scott pondo mais lenha na fogueira.
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