Meus olhos pararam enquanto assistiam

E com eles a dor

Petrificada

Há muito tempo atrás

Por tantos séculos morta

Enterrada

Saiba quem eu sou

Aquele que ocultei da luz e das verdades

Você sangra para sentir a vida pulsando

Com o mundo construído num pedestal de vidro

Nos olhos de nunca mais

O Paraíso chegou mais cedo

Deixe a canção soar

E embalar meu túmulo onde jaz

A esperança e a força

De pupilas secas, ressecadas

Onde nunca houvera uma lágrima

Da paixão forjada no fogo

Deusa

Imponente e inalcançável

Abalado coração pelos dons de uma menina

Mistérios da vida

Da inocência

Eterna leoa protetora dos sonhos e dos amores

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!