Guerreira

1 Sem escolha.


Notas iniciais
Oi! Essa é a minha segunda fanfic, porque a primeira não deu certo. Eu espero do fundo do coração que possa terminar essa daqui e.e

Já era tarde quando Samanta acordou. A garota havia ficado tempo de mais no computador na noite passada, um erro, já que sua prova de física séria no dia seguinte. Agora já não havia mais volta, se arrumou rapidamente, pegou sua bolsa e desceu as escadas.

Chegou a cozinha e abriu a porta, o cheiro de café chegou a suas narinas, um aroma que era tão familiar a ela como se vestir após o banho. Sua tia estava sentada à mesa, com as mãos escondidas sobre o colo e um olhar tenso para a outra ponta do móvel. Assim que Samanta abriu a porta, as duas figuras se voltaram a ela. E lá estava ele, o homem que a tinha abandonado aos oito anos de idade.

— Você está atrasada, querida, já iria te buscar lá em cima. — Tia Ingridi disse com a voz trêmula, se levantou e estendeu a mão, convidando a garota se sentar.

Samanta se sentou à mesa sem tirar os olhos do homem ao seu lado. Seu pai estava exatamente igual a época que a deixou sozinha com a tia, talvez com algumas cicatrizes a mais que se destacavam no rosto. O cabelo escuro estava com as pontas claras, causados pelo sol. O mesmo corpo largo e robusto, com grande músculos nos braços. Mas os olhos haviam mudado, estavam mais suaves, como quê pedindo piedade.

O silêncio se instalou sobre o cômodo e Samanta se remexeu na cadeira. Queria iniciar uma conversa, mas era tão estranho rever o pai depois de tanto tempo que se sentia encabulada. Mas não foi preciso pensar em um assunto por muito tempo.

— Você precisa vir comigo. — Desembocou o pai, com a voz firme. A menina ficou sem voz, estava processando a fala dele em sua cabeça, procurando um duplo sentido. Não havia.

— O quê? — Ralhou a garota.

— Você precisa vir comigo, já. — disse. -E precisa vir agora. — Repetiu o mais velho, com maior autoridade na voz.

— Escute Matias, não precisa ser assim, eu posso protege-lá. Escute, tenho força suficiente para fazer uma barreira e...

-O que a senhora está falando? — Perguntou a menina, as palavras estavam rodeando sua cabeça e a deixando tonta. Seu pai havia voltado e aparentemente sua tia falava palavras incoerentes e sem sentido.

-Você não vai entender agora, vou lhe explicar no caminho, agora vamos! — Disse ele, tomando impulso para se levantar.

-Você não pode mandar em mim, você nunca esteve por perto e... — Você não pode dizer que eu nunca estive por perto, eu sempre estive. — O homem disse com um sorriso de lado, relaxado. Então Samanta realmente perdeu a paciência.

— Você está me chamando de burra, cega ou o quê?! Acha que eu não teria percebido se você estivesse na minha formatura da quinta série? Ou das competições de judô? Você só deve estar de brincadeira.

— Eu não estou, e se você e eu não sairmos daqui agora, eles a encontrarão. — Seu pai formulou a frase com cuidado, escolhendo as palavras.

— Tia, o que ele está falando?- Samanta se voltou para Tia. A mulher estava com os olhos lacrimejando e com uma aparência mais frágil que o normal. Havia perdido peso nos últimos dias e estava com olheiras de baixo dos olhos, a menina se perguntou se a tia estava sendo aborrecida por esse homem havia algum tempo, mas o pensamento logo sumiu de sua cabeça.

-Minha menininha, eu sinto muito. Você realmente precisa ir com seu pai. — Tia Ingridi se debruçou na mesa, em lágrimas.

— Ora Ingridi, você sabia que isso iria acontecer. Não faça drama. — Seu pai continuava em pé ao lado da mesa, parado e tenso. — Vamos menina, escute sua Tia.

— Tia Ingridi, que diabos ele está falando? Eles quem? Eu não vou a lugar algum! — Samanta estava histérica, onde diabos ele queria leva-lá, e porquê sua tia estava chorando daquele jeito?

-Você precisa ir. Os monstros, eles virão. Sinto muito, você precisa ser forte, precisa obedecer seu pai. — Sua tia se levantou da cadeira e se agachou até a altura que a menina estava sentada e a abraçou.

— Tia Ingridi, eu não vou a lugar algum! O que está acontecendo?!

— Sinto muito, querida. Isso pode doer um pouco. Mas não se engane, eu amo você.

Tia Ingridi levantou a mão até a testa de Samanta e um brilho verde saiu das pontas de seus dedos. A menina sentiu uma dor angustiante em sua cabeça, de tirar todo o ar de seus pulmões. Estava perdendo os sentidos.

A última coisa que escutou foi a voz de sua tia.

— Me prometa que vai cuidar dela.

A voz estava distante, ecoando. Logo perdeu os sentidos, sem escutar a resposta de seu pai

Notas finais
Obrigada pra quem leu até aqui! o Comentem e deem sugestões, até a próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.