Guerreira

1 Prólogo.


Prólogo

Saturno, 26 de outubro de 1492

Protetoras e anti guerras, todos sabiam que se algo acontecesse com a herdeira daquele reino todos estariam mortos e em guerra com si mesmos. Setter o grandioso rei governou durante muitos anos ao lado de sua amada mulher: Nicolyty. A relação no começo foi turbulenta, pois não poderia ficar juntos. Cada um com poderes especiais e diferenças que acabariam com os mortais ainda mais se juntassem ao matrimonio e consumissem o que á nele, se nascesse uma criança desta historia de amor o pior viria a todos. Com o amor veio à criança e com a pobre menina veio à maldição que revoltou o povo e os demônios que saíram do inferno e vieram buscá-la ela estava amaldiçoada pelo seu povo que ela iria amar e por seu maldito amor. Desde pequena a pobre garota soube que seu destino não era bom e que nunca deveria cometer o erro de sua mãe e se entregar ao amor, vivera sozinho todos os anos sem nenhum amigo até completar sete anos, antes disto ela vivia isolada e sendo humilhada por seus súditos e sendo assim já provara um pouco de seu amargo destino. Ao completar sete anos a princesa começará a treinar bravamente para ser forte e se enfrentar, sabia muito bem o que estava por vir e não era bom e a cada novo tombo uma nova vitoria que ela só compartilhava com si mesma, numa determinada luta com seu pai ela o vencera e cortara o braço com a grande espada que era de prata com desenhos de flores negras. Com dez anos a menina conheceu o guerreiro terrestre ele era forte, cabelos negros assim como os olhos e um sorriso sedutor que a encantou na primeira troca de olhares e foi inevitável ela segurar seu amor. Por Quatro anos seguidos eles viraram amigos e começou a namorar, ela o salvara muitas vezes durante varias guerras, seu amor era correspondido e ele a salvava de si mesma.

—Você sabe que meu amor é fatal, também sabe que eu não deveria corresponder sentimento algum. –A expressão da pobre moça era deprimente, seu amor nunca deveria existir por ele era um erro, um erro que ela gostava de cometer repentinas vezes.

—Eu sei, e é por isso que eu a salvo desses pensamentos, não pense não obscuramente não se entregue ao mal que há dentro de você! –Ele nunca devera saber como aquelas palavras afetaram seu interior bondoso.

—Por que tocou nesse assunto? Isso também o incomoda, não? Não é minha culpa não poder amar ou poder casar com você, você mais do que ninguém deveria saber o quanto amar dói você sempre me perde e eu sempre ressurjo, mas se eu perde-lo eu nunca mais poderei ser a mesma nem mesmo conseguirei amar outra pessoa igual. Tudo esta em jogo agora, você não vê? Ainda não sabe o quanto o amo? Não sabe que a grande besteira que minha mãe fez me trouxe aqui e que o destino me trouxe você? Você ao menos sabe o quanto dói morrer a cada dia sabendo que eu vou perder tudo?- Ela estava histérica e chorando, correra o mais rápido o possível para o jardim do castelo e se jogara de joelho sobre o banco de pedra de cinqüenta centímetros.

—Eu sei, eu sinto que perco uma parte de mim cada vez que você morre. – Ela já olhava para ele um pouco mais calma, estava despenteada e vermelha.

Estava bem próximo de completar 15 anos quando ela se deu conta de tão perigosa seria essa idade, eles lutariam contra os demônios e talvez contra sua realeza que poderia se rebelar e for reinar ao outro lado. Estavam na sala de programação de guerras quando o príncipe da Terra se irritou e saiu batendo portas. Ela pediu desculpas aos demais generais e saiu correndo a procura de seu amado. Não muito longe da sala secreta de programação ele estava num corredor que levava ao jardim.

—Amor, por favor, me ouça!-Disse já se aproximando dele, estava exausta e um pouco soada de sua corrida. – Ouça o que eu tenho a dizer!

—Esta bem. –Ele finalmente se virou o seu cabelo negro curto, e seus olhos como uma noite sem lua a levava a loucura, ele trajava um tuxedo azul com botões dourados e na calça havia uma bainha onde tinha uma espada cujo cabo era dourado e a restante prata, simbolizando sua força e coragem.

—Querido, o meu plano de guerra nunca falha, não é agora que falhara!Confie em mim – Seus olhos ficaram marejados realçando mais seu olhar negro vibrantes. –O meu plano de guerra é – Por mais que ela quisesse, ela não deveria em hipótese alguma confiar nele, e por mais que ela pedisse a sua confiança deveria ser ele que fosse a ela pedir isso porque desde o momento que ela o vira sabia que ele só a traria problemas, esses que ela não poderia se libertar, um problema chamado amor.

—Eu acho que se nós atacarmos pela direita pode ser perigoso e eu não quero te perder assim que der as doze badaladas dessa noite. -Ele estava preocupado em perdê-la. Há quatorze anos nasceu a futura herdeira do universo e do trono de saturno, mas havia um, porém nisso tudo, ela estará destina a ser má e boa ao mesmo tempo, ela não poderia se apaixonar, pois sempre iria morrer por seu amor, e quando completasse seus quinze anos sua maldição estaria liberta e a galáxia entraria num caus. Isso tudo se deve aos pais dela, ele controla os quatro elementos da natureza e ela a vida e a morte, ao se juntarem ao matrimonio estariam condenando o seu Herdeiro (a). –Querida quero que você viva e saiba o quanto a amo; Por isso — Ele retirou uma caixa azul marinho de dentro do seu tuxedo e abriu deixando mostrar somente a ela — que não demorou a cair em prantos-, o anel de ouro com uma pedra brilhante. -, quer me dar a honra de ser seu companheiro?

O coração dela gritava sim, entretanto ela sabia o quanto ele sofreria vendo-a morrer e reviver, o quanto iria doer o vendo preso junto a si não o dando uma chance de ser feliz com outra que ela sabia que não seria ela, ela não podia deixar isso acontecer, ela pensou no que poderia gerar caso isso acontecesse e o quanto essa criança sofreria por ter uma maldição que ela não pediu. Ele era muito mulherengo, chegou á trai — lá muitas vezes, mas ela o perdoou, seu coração continuava puro depois de tantas decepções e perdas. Ela perdeu seu pai em uma guerra — e por ser mulher achavam que ela não seria capaz de assumir o controle do universo-, ele voltou no mesmo dia cavalgando em seu cavalo preto, sua mãe foi recebê-lo pensando que ele estará bem, mas quando ele pulou do cavalo ele caiu e a sua esposa foi ampará-lo, ele decidiu partir depois de uns minutos no colo de sua amada mulher. Naquele dia houve muitos choros e gemidos, e naquela mesma noite ela começou a se auto-mutilar a dor era muita e ela não pode suportar.Ainda criança a pobre princesa não tinha amigos(a),todos a temiam,a chamavam de aberração,muitos forram castigados outros nem tanto,ela chegou a pensar que Deus a odiava,mas era falso esse pensamento ele só a estava fazendo forte para um futuro ainda mais doloroso.

—Desculpe, não posso aceitar-Ela deixou rolar uma lagrima, essa que caiu na jóia branca e a escureceu, então naquele dia ela soube que seria um de seus fins. -Sinto muito-Ela largou a mão quente e macia do seu amado e se virou de costa para ele olhando o jardim que parecia estar morrendo, mas á alguns minutos atrás estava florido e cheio de vida.

—Porque não pode aceitar meu sentimento?-Ele fechou a caixinha e virou-a com força para fita-lo. -Não sinta nada!

—Essa é a intenção. -Ela limpou as lagrimas e saiu á correr pelo jardim. No meio do jardim havia bancos onde ela sempre se jogara quando criança onde se encontrava triste e precisava chorar. Mas agora o choro parecia não adiantar, ela precisava sentir a dor para tampar uma mais forte dentro do seu coração. Então ela ao invés de ir a seu lugar favorito foi ao seu quarto e se trancou no banheiro e começou a cortar suas coxas e braços até não sentir mais nada alem da dor física. Seu pobre coração estará agora partido e sua alma dilacerada e sua mente a fazendo ter alucinações. Depois de um tempo no banheiro ela resolveu tomar banho, quando a água escorreu pelos cortes ela quase gritou de dor, não era a melhor decisão muito menos a mais sabia, mas quando se sofre por amor você não pensa apenas sente e nesse sentir você não tem mais seu autocontrole. Amanhã seria o dia mais feliz de sua vida se não fosse pela sua maldição. Ela se secou e vestiu-se da cor preta novamente, estava sempre de luto, pois a cada dia ela morria e nesse ‘’morrer’’ ela perdia uma parte boa de si a qual nunca poderia recuperar novamente. Caminhou como se nada tivesse acontecido até que foi chamada pela sua mãe para comparecer ao seu quarto. A rainha Nicolyty estava sentada com as pernas cruzadas sobre a cadeira da penteadeira, então ela pegou a escova se levantou e mandou a princesa se sentar na cadeira.

—Filha, — Sua imagem refletida no espelho mostrava uma mulher guerreira que lutou a vida toda para um universo sem dor, estava com uma veste branca tomara que caia até os pés com um leve caimento de babados finos, seu cabelo estava num coque com fios soltos mostrando levemente uns fios prateados de toda aquela cabeleira negra cacheada. Ela puxara os cabelos negros de sua mãe e o liso de seu pai. –amanhã pode não acontecer então quero que você se arrume e desça daqui a meia hora, comemoraremos seu aniversario antes que aconteça o pior e esta noite iremos agradecer a todos que vivem ao seu redor te ajudando a superar seus medos e a fazendo uma pessoa mais forte.

Já se passara os trinta minutos e ela já estava pronta, não demorou muito para chamar os nomes das princesas e príncipes, quando ela o viu pareceu que tudo que havia ao meu redor parou e se distorceu com o encontro de seus olhares,ele estava trajando o seu melhor uniforme de guerreiro. Ao o chamarem ele a descer o próprio á lançou um olhar mortal. Ela estava tentando entender porque ele á odiava, talvez porque acabara de partir seu pobre coração, mas isso era para o seu próprio bem, pois ira crescer e ser mais forte do que já é.

—Princesa do reino de Saturno. –Ela foi recebida com aplausos e belos sorrisos, ela descia com elegância e um sorriso insuperável, que conquistava qualquer um menos ele.

Porque eu tive que nascer com essa maldição?Pensou desapontada consigo mesma enquanto descia a escada que acabava no meio do salão principal.

O melhor amigo do Príncipe terrestre tentara tirar o mau humor dele, porem não obteve nada a não ser mais uma de suas caretas serias. Ele chamou a irmã do príncipe que conseguiu fazê-lo refletir um pouco.

—Você acha que é fácil pra ela?Ou até mesmo acha que ela não sente como dói te magoar? Ela não tem culpa!Desde pequena sua missão foi não se apaixonar e ela falhou! O que você espera?

—Sinceramente eu sei o quanto dói, e sei que sou muito egoísta, no entanto...

—Não tem ‘’no entanto’’, fim de papo, cresça e vá dançar com ela, ela ficou te olhando a noite toda, esta a sua procura, por que esse pode ser seu ultimo dia com você, não desperdice esses segundos.

Ele refletiu a noite toda e percebeu que estava errado e essa noite poderia ser a ultima de todos em Saturno. Pensou em tudo o que eles passaram; nas noites que ele a consolava, em todas as vezes que ela o salvava, não seria uma maldição que iria afastar os dois, muito menos esse momento de tristeza e esse não foi o pior momento deles, foi o que ela achava. Ele a chamou para dançar; conversaram, riram, e por fim saíram no terraço.

—Vai me pedir de novo em casamento? –Havia muita tristeza em sua voz mesmo com um sorriso nos lábios. A boca dele estremeceu e logo pode se ver um sorriso que depois desapareceu, ela se virou e encarou a lua que estava distante.

—Não é sua culpa.

Queria mesmo que não fosse, é difícil ter você perto de mim.

—Eu não consigo pensar assim. –Ela baixou a cabeça e deixou rolar uma lagrima. –Esses podem ser nossos últimos minutos juntos...

—Por favor, não quero pensar nisso...

—Então meu amor se cuide quando eu não estiver mais aqui, não poderei mais salva-lo. Quando estou com você não consigo ter o controle de mim, é incrível sentir mesmo que doa. Eu ainda estou aqui posso fazer o que quero pela ultima vez, antes que eu torne esse sonho em um pesadelo.

—É maravilhoso sentir essa onda de calor invadir meu corpo quando te beija, eu estive morto, estou morto quando não te beijo, não faz sentido viver sem você.

—Eu sou a vida, eu sou a morte. Isso é tudo uma enganação, eu estive mentindo pra você durante esse tempo, não sei se o que você sente é mesmo amor ou sou eu te controlando.

—Como você pode duvidar do meu amor?

—Ele existe por mim? Quero dizer, ele é seu ou é meu?

—Você não me controla.

—Eu controlo tudo aqui, esta tudo ligado a mim! Como você não pode entender? Você estudou isso.

—Ah sim, estudei sua historia dramática!

—‘’Dramática’’?- Ela repetiu pra si mesma.

—Eu não consigo mais!

—Não consegue mais o que?-Ele se aproximou e com toda a calma a embalou em seus braços e a beijou carinhosamente.

O ultimo beijo. Agora sei o que é estar triste de verdade.

—Por que essa tristeza invadiu esse momento de novo?- Ele a fitava com preocupação ela toda via estava longe daquilo tudo, de toda dor de todo o sofrimento que sofrera e alem do mais de seu amor. Sim, ela o controlava agora ela sabia, seu amor era correspondido apenas por ela mesma era tudo uma fantasia ela não era a alma gêmea dele, Deus deveria ter mudado de idéia na ultima hora e não a avisou do qual é perigoso amá-lo.

—Você sabe o quanto me dói? Este é meu ultimo momento aqui com você e...

Estava a ponto de dar as doze badaladas quando ela abriu os olhos e viu toda a sua vida passar, nada valeu à pena, nenhuma morte, nenhuma perda, seu amor era a coisa mais real naquilo tudo, era a base de estar viva e ligada a tudo e sem ele seria mais um corpo vagando. Sombras negras estavam em cima de todo o castelo.

O fim.

—Vá agora, saia daqui e salve todos os guerreiros e guerreiras, mande-os para a Terra!-O palácio estava desmoronando e o caus., havia tomado conta de Saturno. — Isso é uma ordem! – Ela já sentia seu corpo ceder ao mal quando começou a lutar contra si mesma. Apenas ela. Agora seria ela e nada mais, ela lutaria contra sua maldição e salvaria a todos ao menos nisso não teria capacidade de falhar, pois em todos esses anos ela treinava para isso.

—E você? — Ele disse já correndo. — O que fará aqui?Você também tem que ir!

—Sinto muito amor, nunca vou ter a chance de me salvar! E com você aqui dentro do meu coração eu nunca poderei me salvar antes de salva-lo, agora vá! – Seu corpo cedeu e ela caiu de joelhos, ela não iria agüentar aquilo, por mais forte que uma pessoa seja ela sempre terá sua fraqueza.

Ela salvou todos os guerreiros e guerreiras, restituiu a casa de sua mãe e destruiu as trevas e quando deu as doze badaladas ela sentiu uma grande dor foi como se ela estivesse possuída e algo quisesse sair de seu corpo , ela apenas morreu e foi em direção a terra para lá renascer e sofrer de novo. Mas isso teve um preço: todos se esqueceram de quem ela é até mesmo sua mãe, eles só sabem que existe uma princesa que pode salvar o universo de novo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.