Guerra é Guerra
1 Prólogo
Notas iniciais
Ronald Weasley.
A loja estava lotada. Isso foi a primeira coisa que eu reparei ao entrar ali. Várias crianças estavam fila para comprar poções que faziam rir, soltar pum, mas também havia adultos ali. Acredito que estavam em busca de Poções do Amor, ou de poções medicinais, só que, até onde eu sei, não vendíamos poções há algum tempo, pelo simples fato não termos alguém especialista nessa área trabalhando aqui, na Gemialidades Weasley.
− Fazia tempo que a loja não enchia assim, não é, Ron? – George apareceu na minha frente. – Tudo isso graças à Tori, fiz muito bem em contratá-la, é a melhor em Poções do que Hermione! – completou entusiasmado.
Bem, aquilo significava que temos uma nova funcionaria, que é boa em Poções. Será que George contratou uma Sonserina? Há, claro que não.
Caminhei até os fundos da loja, onde fica a área de produção, enquanto desviava de crianças correndo e toda sorte de pegadinhas que vendemos.
A porta estava fechada, porém, era possível ouvir a música clássica que tocava lá dentro. Eu bati na porta, e esperei. Afinal de contas, não quero atrapalhar a produtividade da garota.
− Entre. – Ela autorizou, depois de abaixar o volume da música.
Honestamente, eu não sei dizer o que me encantou mais naquela mulher... Sua voz; seus olhos castanhos e intensos como chocolate; seus cabelos negros como um céu em uma noite sem estrelas ou luar... Ela era linda, perfeita!
Balancei a cabeça, na esperança de dissipar tais pensamentos ao mesmo tempo em que sentia as maçãs do rosto esquentarem, eu estava ruborizando de vergonha. Há muito tempo Hermione não me causava essa sensação de prazer. Além disso, nossa relação sexual é inexistente e ela teima em não satisfazer o desejo que eu sei que é recíproco, pois, no final das contas, ela não se casaria comigo sem me amar e sentir atraída por mim, ou casaria?
Astoria Greengrass.
Elevei meus olhos ao ruivo que me encarava, mais vermelho do que eu podia me lembrar de que um dia fora. Não creio que tenha me reconhecido. Se o tivesse feito, sua reação seria de espanto, e não... Esta.
− Olá, Ronald. – cumprimentei.
Ele pareceu um tanto engasgado, mas enfim...
− Creio que George já me apresentou, certo? Seu nome é Tori, não é mesmo? – questionou, estendendo a mão para que eu apertasse.
− Correto. – apertei sua mão. – Pode me chamar de Tori.
Adentrei novamente minha pequena sala na sessão de Produção, e logo me pus a fazer meu trabalho. Era um tanto divertido trabalhar aqui, mas eu já estava ficando confusa com tantos ruivos. Ronald disse que me apresentaria sua noiva esta noite, já que teríamos uma reunião de turma.
Estou ansiosa, francamente. Nunca pensei que trabalharia para grifinórios, mas devo isto às minhas escolhas erradas no passado.
Só espero que tudo se acalme. Ou melhor, prefiro bagunçar tudo.
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