Guerra é Guerra

3 Capítulo 2- Astoria Greengras.


Notas iniciais
Olá, gente. Por favor, nos desculpem pela demora. O computador de uma de nós quebrou, e ficamos incapacitadas de escrever. Esperamos que gostem do capítulo, é nele que tudo começa. Beijos da Molly e da Nick.

Capítulo 2.

Astoria Greengras.

Eu sabia que não deveria voltar para a loja dos Weasley's, mas minha mentre me traíra e ficara rodando imagens de Ronaldo brigando com Hermine. Brigando com ela por minha estadia! Eu realmente não sei o que aconteceu comigo. Eu precisava do emprego para sobreviver, mas estava indo trabalhar pelo meu chefe? Não, que coisa ridícula! Ele é um Weasley.

Terminei de pentear meu cabelo e me olhei no espelho. Não sei o motivo de ter me arrumado tanto, hoje era só mais um dia. Coloquei os sapatos e tranquei meu apartamento. Pensei em ir andando, mas eu me atrasaria se o fizesse. Olhei para os lados para me certificar de que estava sozinha no corredor e aparatei.

Quase fui atropelada por uma carroça de frutas que escapou das mãos de um feirante quando apareci na porta das Gemialidades. Adentrei o local um tanto ofegante, mas minha respiração só piorou quando dei de cara com Ronald Weasley. Minhas narinas inflaram e senti a raiva correr líquida pelas minhas veias. Como aquele idiota podia parecer tão… Amável?

− Bom dia, chefe. − forcei-me a dizer entredentes.

Comecei a andar para minha sala nos fundos. Infelizmente, ele me seguia.

− Bom dia, Tori. Algum problema? − perguntou, a confusão explícita em sua voz.

Virei-me para ele com a melhor expressão de tédio que pude e sorri em seguida.

− Na verdade, sim. A mulher do meu patrão me odeia. Apenas porque sou uma sonserina. − Afinal, aquela era uma parte da verdade. Pequena, mas ainda sim verdade.

− Sabe que Hermione não trabalha aqui e ela está muito diferente ultimamente, mas não se preocupe com ela; afinal de contas, tem feito um trabalho excepcional, Astoria. De qualquer forma, me desculpe por ela. − disse envergonhado. − Além disso, sabe que não é nem de longe o que ela imagina. O fato de aceitar trabalhar para Weasley's é a prova disso. − concluiu sorrindo.

Ah, mas que droga! Seria tão mais fácil se ele complicasse as coisas...

− Tenho que trabalhar, com licença. − murmurei e lhe dei as costas, me trancando em minha sala pelo resto do dia.

***

Após um longo dia de trabalho, eu finalmente terminei meu turno. Nem mesmo havia percebido que era tão tarde. Peguei minhas coisas e me levantei. Finalmente destranquei a porta de minha sala, que eu deixara trancada por todo o dia. Esperava que ainda houvesse alguém na loja, ou eu estaria presa.

Para minha sorte (ou não), Ronald me esperava na porta.

− Quer que eu te acompanhe até sua casa? − ele ofereceu-me seu braço enquanto destrancava a porta.

− Posso muito bem aparatar, Rony. − murmurei, mas, mesmo assim, enlacei meu braço no seu e saímos para a noite fria. − Hermione me lançará um Avada Kedavra.

− E quem disse que eu deixaria que ela fizesse isso, Tori?

Respondi não responder sua pergunta, enquanto nos guiava até minha casa, que não era muito longe dali. Estava na esquina quando Ronald parou subitamente.

− Que lugar é esse? − perguntou um tanto horrorizado.

− Minha rua. E aquela − apontei para minha casa, a menor e mais estranha da rua. − É minha casa.

− Nem com um Imperius te deixo aqui. − afirmou me puxando. − Vamos pegar suas coisas. Você não vive mais aqui, Greengrass.

Ri pelas narinas.

− O que está fazendo? Quero ir para casa dormir.

− Você vai dormir numa casa de verdade, não nessa espelunca! Me ajude. Ou quer que eu guarde suas roupas íntimas? − questionou convicto, adentrando o local.

Apenas o segui no modo automático e comecei a guardar minhas poucas coisas, só então minha ficha caiu.

− Para onde vai me levar, Weasley?

Sem mesmo me responder, segurou em meu braço e aparatamos. Olhei ao redor, mas não reconheci a casa onde estava.

− Onde é aqui? − questionei meio perdida.

− A casa que herdei de Fred. É aqui que você viverá. − disse simplesmente.

Engasguei com a saliva. Ronald estava louco?

− Não posso pagar uma casa assim. Acho que já percebeu. − murmurei envergonhada.

− Quem disse que vai pagar? − questionou divertido.

− O quê? Não, Ronald. Não posso aceitar uma... Casa! − concluí, fazendo um gesto de exaspero com as mãos.

− Claro que pode, Tori. Gosto de você. Por algum motivo, eu me importo. Me deixe fazer isso, por favor. − suplicou. − Sei que é uma casa menor do que você está acostumada, mas, ainda sim, é digno, limpo e seguro.

Eu jamais pensei que um dia eu fosse precisar da ajuda de um grifinório. Ainda mais de um Weasley. Mas, naquele momento, não consegui me conter. Pulei em seus braços, o abraçando. Lágrimas geladas escoriam por minha face, mas eu não me importava.

− Obrigada, Rony.

Ele me apertou em seus braços e beijou minha testa antes de aparatar. Só então percebi que ele deixara minhas malas ali.

“Play the lotto you might win it

It's like 25 to life, so you bust out of prison”

(Jogue na loteria, talvez você ganhe

São de 25 anos à vida toda, então você foge da prisão)

“Something's in the air

Something's in the air”

(Tem algo no ar

Tem algo no ar)

“It's like that feeling when you're just about to kill it

Take your last shot

You know you're gonna hit it”

(É como o sentimento quando você está prestes a arrasar

Arrisque mais uma vez

Você sabe que vai acertar)

“Something big, I feel it happening

Out of my control

Pushing, pulling and it's grabbing me

Feel it in my bones”

(Algo grandioso, eu sinto que está acontecendo

Algo fora do meu controle

Me empurrando, puxando e me agarrando

Sinto em meus ossos)

Notas finais
Nos deixe sua opinião, por favor. A música do capítulo é Something Big, de Shawn Mendes.