Notas iniciais
Voltei! Só queria agradecer às pessoas que estão a acompanhar a história e pedir-vos a todos para comentarem aquilo que estão a achar até agora, okay? Obrigada por lerem ❤

Depois do tumulto, causado pelos rapazes, em ambas as repúblicas, as novatas foram deitar-se. Esperavam elas ter uma boa noite de sono, e quase a conseguiam, se às duas e meia da manhã as chefes e as sub-chefes das suas repúblicas, não as tivessem acordado com o barulho de metais e a apontarem-lhes uma luz à cara.

– Bom dia, alegria! Bem-vindas à universidade, meninas! Todas lá para fora, para o jardim! — Ruby gritava com as meninas, na república Shiu.

* Na República Kappa Kappa Quiet, nº 307 *

* POV Regina On *

– Qual é o nome da fundadora da república Kappa Kappa Quiet? — Rose perguntava à novata ao meu lado, a rapariga olhou assustada para a pistola de água, que Zelena lhe apontava, mas respondeu:

– Ahm... Cora Mills? — Acho que não, colega. A minha mãe foi a chefe de 2º ano da República, mas não foi a sua fundadora.

– Correto. — Rose respondeu. O quê?

Com o choque parei de fazer o exercício, que era saltar e ao mesmo tempo abrir e fechar os braços, e a sub-chefe apontou a sua pistola de água para mim e disparou.

* POV Regina Off *

* Na República Kappa Kappa Shiu, nº 306 *

– Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete com as Kappa Kappa Shiu ninguém se mete. — Ruby cantava em plenos pulmões no meio da rua. As outras acompanhavam-na a correr e a cantar, a chefe morena conduziu o grupo de raparigas para uma porta de outra república.

Belle dividiu o grupo em dois e disse para elas não fazerem barulho. Emma tremia de frio mas estava feliz, era divertido fazer uma praxe, ela apenas ainda não sabia o que ia fazer.

– Robin? Elas estão aqui, no que é que precisas de ajuda? — ouviu-se a chefe a falar com um rapaz, em voz baixa.

Belle e Ruby acenaram afirmativamente para ele, no final da conversas e Belle chamou o grupo de Emma, levando-as para a entrada de uma porta, dentro da república dos rapazes.

* POV Emma On *

Apenas pelo cheiro da porta pude perceber que era a casa-de-banho dos rapazes.

– Boas limpezas, meninas. — Belle disse com um sorriso na cara, abrindo a porta da casa-de-banho dos homens que viviam naquela república.

Ouvi as minhas colegas a reclamarem, atrás de mim e avancei devagar pela porta com medo daquilo que iria ver. A casa-de-banho não estava tão má assim, porque as aulas ainda nem tinham começado. Mas estava tudo uma confusão, havia toalhas no chão, várias coisas espalhadas perto dos lavatórios.

Suspirei quando vi a Belle a entregar esfregonas e vassouras, abaixei-me pegando em todas as toalhas que tinham sido deixadas ali. Ruby apareceu logo depois e disse-me para eu colocar toda a roupa suja numa máquina de lavar. Indicou-me um corredor, vagamente, enquanto o percorria arrepiei-me, estava cheia de frio porque quando a chefe nos acordou não nos deu tempo de vestir-mos nada em cima do pijama. Algumas das meninas estavam apenas com roupa interior, outras tinham-se enrolado no lençol que tinham na sua cama.

* POV Emma Off *

* POV Regina On *

Rose pediu-me para eu ir até à república ao lado e pedir 1 quilo de açúcar, até aí tudo bem... Mas ela decidiu mudar-me um pouco. Ok, não foi só um pouco... Se a minha mãe me visse assim não me deixava sair de casa nos próximos 25 anos.

As meninas tinham-me soltado o cabelo, colocaram-me maquilhagem, que era o que chamava mais a atenção, devido ao batom vermelho-vinho que eu tinha nos lábios. Zelena emprestara-me um vestido justo preto e uma rapariga, que penso chamar-se Kristin, emprestara-me um blazer da mesma cor que o meu batom.

Depois de calçar os saltos, baixos porque a minha mãe tinha-me dado um trauma ao fazer-me usar uns saltos de 15 cm, quando eu tinha apenas 15 anos de idade. Saí da minha república e quase tive um ataque cardíaco quando vi qual era a república para onde teria de ir, era onde o Robin viva. Kappa Party Rock. Espero que não seja ele a abrir-me a porta, suspirei para os meus botões, caminhei até à porta e toquei à campainha, mas quem abriu a porta foi uma rapariga.

* POV Regina On *

Emma abriu a porta da república Kappa Party Rock e viu Regina. A morena parecia um pouco constrangida mas falou com a voz firme:

– Preciso de pedir 1 quilo de açúcar a um rapaz.

A loira baixou o olhar discretamente, observando o corpo de Regina e notando que o seu cabelo estava levemente molhado, e disse:

– Boa noite, o meu nome é Emma e o teu? Tens mesmo de pedir a um rapaz? Acho que estão todos a dormir. — voltou a subir o olhar, observando a reação da outra adolescente.

– O meu nome é Regina, querida. — a morena disse sarcástica e continuou, num tom normal – Então dá-me apenas o açúcar e um número falso, para eu fingir que um rapaz me deu o número dele.

Se as meninas da Kappa Kappa Quiet descobrissem que a Regina não tinha cumprido a praxe corretamente, provavelmente a adolescente seria expulsa da república. Estava tudo nas mãos de Emma, Regina suspirou pesadamente perante este pensamento.

A loira procurou a cozinha, rapidamente, encontrando o açúcar, arranjou uma caneta e um papel, escreveu um nome masculino e colocou o seu número de telemóvel. Caminhou até à entrada e entregou tudo a Regina, sem dizer palavra alguma à morena.

Mais tarde, depois da sua praxe acabar, por volta das quatro e meia da manhã, Emma recordou-se que tinha observado Regina através dos binóculos, pouco antes da loira descobrir que Killian estava na mesma universidade que ela.

''Mas'', pensou Emma, ''quando vi a Regina, ela não estava vestida daquela maneira, e o seu cabelo estava preso numa trança... Seria a sua praxe?''

A loira adormeceu depois de muito pensar sobre tudo.

Quanto a Regina, esta descobriu que a sua praxe duraria mais uma semana, a 1º semana de aulas. Os objetivos eram:

No 1º dia, não poderia falar com ninguém.

– Nem por escrito, nem por língua gestual, nem por nada. — Rose explicou às novatas.

No 2º dia, não poderia ver ninguém. Teria de fazer as pessoas desviarem-se de si, enquanto caminha-se.

No 3º dia, fingiriam não ouvir nada e consequentemente não diriam nada a menos que alguém comunicasse com elas, por escrito.

No 4º dia, teriam de guardar uma coisa durante uma hora e meia, caso tocassem nessa coisa.

– Por exemplo, quem beber café... — sorriu irónica a Zelena – terá de ficar uma hora e meia, agarrada à sua chávena.

No 5º dia, teriam de faltar às aulas. Como homenagem à sua república Kappa Kappa Quiet, teriam de ficar o dia inteiro em casa, quietas. Como se estivessem doentes.

Afinal, praxes são isso. Divertimento, risos e, acima de tudo, novatas a sofrer. Zelena e Rose, não estavam preocupadas com a falta de lealdade das novas alunas que estavam na sua república. Até porque, como todas elas sabiam, se violassem as regras seriam expulsas.

Regina Mills foi deitar-se cansada e ansiosa para o primeiro dia de aulas. O ano escolar estava apenas a começar, agora todas teriam responsabilidades e se não as cumprissem levariam 1 Reprimenda. Caso chegassem às 3 Reprimendas, dadas pela chefe ou sub-chefe da sua república, seriam expulsas.

Emma Swan já tinha cumprido a sua praxe.

Mas Regina tinha uma longa semana pela frente...

Notas finais
Reviews, por favor? Obrigada ❤