Notas iniciais
É pequeno, eu sei, mas pensem pelo lado bom: não era nem pra estar saindo um capítulo hoje!

9º REINO

Ainda não tinha amanhecido. Ortis, o supervisor de limpeza e alguns guardas estavam nas masmorras. O espião enviado por Sevengardh estava acorrentado às grades.

— Olha, eu não gosto de repetir perguntas, então é bom que você me diga o que eu quero, ou usarei métodos mais violentos com você! — Ortis já estava cansado e furioso — Pra quem você trabalha?

O espião fitava os olhos do rei, sentia vergonha e medo ao mesmo tempo. Não respondeu.

— Ótimo! — Ortis estalou os dedos e um guarda entrou com um bastão feito de madeira — Vai ser da maneira difícil.

O mesmo guarda desacorrentou o espião e o jogou no chão, no meio da cela. Ortis não teve dó nem piedade, bateu com força nas costas do supervisor de limpeza. O prisioneiro fez uma cara de dor, mas não gritou, não queria demonstrar seus sentimentos.

— Vai me responder agora, não vai?

O espião negou com a cabeça.

Ortis não disse nada, apenas começou a espancar seu prisioneiro. Em seu coração, uma fera tomava acordava, um dragão. O rei sentia a criatura soltando fogo e as labaredas transformadas em fúria. O bastão de madeira descia violentamente contra as costas do espião, quebrava ossos e causava dor.

— Pra quem você trabalha? — Ortis dizia cada palavra no intervalo de suas pancadas.

Em pouco tempo, os guardas seguraram a majestade e o afastaram do prisioneiro que sangrava, chorava e gritava, encolhido de dor.

— Se o matar, nunca terá suas respostas. — Disse um dos guardas.

— Parece que você sabe como interrogar um vagabundo, não é? Por que não toma conta do reino também? Quer me dar ordens, mas é apenas mais um dos meus guardas! Eu sou o rei, eu sei o que é certo ou não!

Temendo ser agredido também, o guarda afastou-se. O rei aproximou-se do prisioneiro e puxou seu cabelo com força, fazendo o homem olhar para Ortis.

— Eu sou velho, mas posso te causar mais dor! Então me responda: pra quem você trabalha?

O homem resmungou algo num tom inaudível,

— Diga isso de uma forma que eu entenda! — Ortis não estava para brincadeiras.

— Seven... Sevengardh. Trabalho para Sevengardh.

Ortis não respondeu, empurrou a cabeça do prisioneiro em direção ao chão e chutou seu rosto. Depois, jogou o taco de madeira no chão e saiu da cela.

— O que devemos fazer com esse homem? — Gritou um guarda para que o rei ouvisse.

— Matem-no! — Respondeu a alteza, saindo das masmorras.

Notas finais
Comente dizendo o que achou. Leio e respondo TODOS os comentários o mais rápido possível!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.