Guerra dos Reinos

1 Capitulo - 1 como tudo começou!


Você pode supor que sua vida não é normal, e talvez esteja certo, mas até onde uma vida pode ser considerada normal, até onde sua vida é normal se comparada a minha?! Se você se considera uma exceção da humanidade leia esta história, vai ser divertido revelar quão você está errado.

Mesmo morando com meu pai, Treak e sendo de uma família de muitas riquezas e minas de diamantes, sinto-me sozinha após a morte de minha mãe, Soryn, em um acidente de carro. Meu nome é Scarlety, tenho 15 anos, moro em Finiks, no estado de Washington, Estados Unidos.

Tudo começou quando estava em um campestre no bosque, sentada debaixo de um pé de cerejeira, à frente havia várias arvores e um pequeno lago com alguns peixinhos coloridos, pode parecer loucura mais eu frequentava este lugar todos os dias após almoçar, esta clareira fica a um km de qualquer vestígio de civilização.

Ao olhar em direção as frestas de luz nas arvores percebi algo me observando, talvez fosse minha imaginação agindo inconscientemente, mas tive certeza de que havia alguém ali era um garoto com uma blusa branca, uma calça preta casual e o rosto coberto pelas sombras, de repente o sol brilhou mais forte fazendo com que meus olhos se fechassem por alguns segundos e ao abri-los novamente a figura misteriosa havia desaparecido.

A princípio eu fiquei um pouco assustada, mas em menos de um minuto a angustia, medo e curiosidade inundaram meu corpo.

Juntei meus objetos pessoais os coloquei em minha mochila e segui uma trilha que me levaria de volta para a cidade, no caminho tive a sensação de estar sendo seguida, não arisquei em olhar para traz apenas corri o mais rápido que minhas pernas permitiam, em alguns minutos estava na entrada da cidade, ao virar duas esquinas cheguei em uma mansão branca, com enormes janelas de vidros escuros e um gramado muito bem cuidado que abrangia grande parte do quarteirão.

Estava tão cansada que me arrastei em direção a porta e revirei a mochila em busca da chave quando percebi que havia deixado a no bosque, sabia que provavelmente Ellen a empregada da família estaria na cozinha, eu só precisava dar a volta o que poderia levar uma eternidade na velocidade em que estava andando, mas não tinha outra escolha, assim que entrei, um aroma irresistível de bolo feito recentemente aumentou meu apetite, minhas suposições estavam corretas, Ellen havia acabado de tira-lo do forno, lancei lhe um olhar de carisma para conseguir um pedaço antes do jantar, Ellen me servil um pedacinho e me mandou tomar um banho para a refeição.

Logo após deixar a cozinha subi as escadas de marfim que proporcionavam uma ampla visão do meu quarto, entrei rapidamente e tranquei a porta, lançando-me na cama, após longos minutos deitada ali levantei-me e fui em direção ao banheiro, tomar um banho de espumas, ao sair do banho coloquei meu roupão atoalhado, peguei alguns livros de psicologia a procura de resposta sobre ilusões da mente ou algo do tipo, mas não obtive sucesso após tanta leitura meus olhos já estavam cansados e sonolentos acabei pegando no sono.

Por ventura sonhei que estava em um local pouco iluminado, com cheiro de canela e uma leve brisa de outono, quando de repente labaredas de fogo começaram a surgir ao meu redor e várias imagens passaram por minha mente sem sequencia alguma, de uma forma que eu não as entendia, depois da noite que tive poderia dizer que ainda estava dormindo mais seria uma forma inútil de fugir da minha realidade.

Já eram quase oito horas quando resolvi levantar e tomar um banho, ao acabar me enrolei em uma toalha e fui para o quarto, quando abri meu guarda roupas absolutamente tudo caiu em cima de mim cheguei em uma conclusão de que devia arrumar aquilo, mas primeiro precisava comer algo pois não havia jantado, Vesti um vestido azul turquesa que tinha um ótimo contraste com os meus olhos azuis, minha pele branca e cabelo preto como a escuridão profunda de um abismo.

Desci as escadas e fui para a cozinha, meu pai esperava por mim lendo o noticiário, juntei-me a ele na mesa, em poucos segundos Ellen servil nossa refeição matinal, ele pôs o noticiário sobe a mesa e lentamente saboreou seu café, enquanto eu basicamente engoli meu café da manhã, meu pai levantou da cadeira e me disse

—Como quer sua festa de aniversário?

Reaumente não havia pensado nisso antes, me perdi em pensamentos e cheguei à conclusão de que adoraria uma festa a fantasia, porém teria pouco tempo para planeja lá, faltavam apenas cinco dias para que eu fizesse dezesseis anos, respondi para papai:

—Me contento com uma festa simples a fantasia, apenas para os amigos mais próximos.

Ele assentiu com a cabeça e sorriu de lado, dizendo:

—Então faremos uma grande festa, não é sempre que minha princesinha faz aniversário.

Sai rapidamente calcei uma sandália, peguei um dos carros da garagem ,mesmo não tendo idade para dirigir como morávamos em uma cidade pequena não teria problemas com carteira, precisava comprar uma fantasia para a festa, e o shopping mais próximo ficava há cerca de uma hora de casa, ao chegar no shopping fui em todas as lojas possíveis e acabei comprando na primeira que havia entrado, a fantasia consistia em um vestido branco comprido com uma fenda em uma das pernas, assas brancas e uma tiara de flores vermelhas.

No caminho de volta tive a mesma sensação de estar sendo seguida assim como no dia anterior, ao chegar em casa estava meio cansada e confusa nesta hora meu quarto parecia bem convidativo, mas eu não poderia me dar ao luxo de ficar sem comida, pois ainda não havia almoçado, basicamente eu deveria ter feito isso há mais ou menos duas horas, decidi que um lanche estaria de bom tamanho.

Nos próximos dias empenhei me em minha festa, contratando profissionais da área, queria que absolutamente tudo estivesse perfeito, ao fim de todos os quatro dias estava exausta, mesmo cansada, os pesadelos me atormentavam, vinham sendo longas noites desde o incidente na clareira. Por fim amanhã seria o grande dia.

Bom acho que acordei um pouco tarde, já estava quase na hora de ir salão, lá eu faria as unhas, penteado, maquiagem e me vestiria pois quando eu chegasse a festa já teria começado, antes de sair me despedi de meu pai, ele teria uma viagem de negócios e voltaria apenas na próxima semana, sai o mais rápido possível, as horas no salão pareciam eternidades, finalmente toda aquela tortura acabou e eu pude voltar pra casa e para minha tão esperada festa.

Ao chegar percebi que me sentiria deslocada, a festa estava lotada de desconhecidos, torcer para que ninguém me notasse foi a forma que encontrei para conter minha fobia por pessoas, mas sabia que seria inútil eu era o centro das atenções, após poucos minutos ali parada como uma estátua de jardim, apareceu um garoto com uma fantasia de Aladim que apesar de ser simples realçavam seus musculo bem definidos e perfeitamente esculpidos em sua pele levemente bronzeada que tinha um ótimo contraste com seus olhos que pareciam universos Explícito que me levaram para outra realidade, sem contar a bela boca convidativa me encantando a cada sorriso, ele devia ter um metro e oitenta sua perfeição poderia ser facilmente comparada há um deus grego.

Após alguns segundos Ele deu um lindo sorriso

—Oi a senhorita deve ser a aniversariante mais linda que já vi, a proposito meu nome é Eytham!

Tirando a atenção de seus belos olhos negros, por um segundo pensei que não conseguiria falar mas finalmente consegui

—Oi sou sim... o meu é Scarlety- sorri timidamente.

Gentilmente ele se curvou diante de min e disse:

—É um prazer conhece-la.

Retribui seu ato de cavalheirismo fazendo o mesmo e disse

—Igualmente.

Depois de conversarmos um pouco Eytham me lançou um olhar divertido e me chamou para dançar, confesso que não foi difícil decidir, aceitei e fomos para a pista de dança, a cada toque ficava mais ligada a ele como se estivemos a sós, só nós dois na pista, nunca havia sentido algo assim antes era bom e inexplicável, por um breve momento me senti feliz completa como se toda a solidão se transformasse em desejo, até que ele me beijou, foi magico e despertou algo dentro de mim, e repentinamente ele se afastou, e todos olhavam para mim, quando percebi que eu estava incandescente, em chamas, a gravidade já não me prendia mais a Terra meus pés estavam a um metro do chão, minha visão se escureceu me privando de enxergar, neste momento perdi totalmente meus sentidos e desmaiei.

Quando acordei, não tinha a menor ideia de onde eu estava, parecia uma espécie de quarto medieval com uma cama extravagante forrada com pele, tochas para iluminação e uma pequena mesa com taças e vinho, senti uma leve brisa de outono e cheiro de canela, que me fizeram lembrar de meu sonho, ouvi passos no lado de fora do quarto e a porta se abril revelando um homem de meia idade usando roupas que mais pareciam fantasia e uma coroa, ao ver aquele homem fantasiado lembrei do que havia acontecido e imediatamente olhei para minhas roupas e como eu suspeitava estavam queimadas, então percebi que eu estava acorrentada na cabeceira da cama, a princípio achei que fosse brincadeira de muito mal gosto, mas acabei descobrindo que não era.

O homem se aproximou de mim com um olhar de desdém dizendo:

—Então, minha cara princesa, o que achou de seu novo lar?

Foi assustador a seriedade com que ele falou, eu estava tão confusa e tinhas várias perguntas para fazer

—Quem é você? O que quer comigo? que princesa? Porque estou acorrentada? Onde estou?

Ele me lançou um olhar curioso e começou a responder uma de cada vez.

—Não me admira que se lembre tão pouco era muito nova quando te tirei de seus pais. Ele disse orgulhoso:

—Eu sou o rei do elo de cobre e você está no meu reino, esta acorrentada porque é minha prisioneira, você é a princesa, e está aqui porque a alguns anos, 16 para ser mais exato, te tirei as forças de seus pais e a abandonei na porta de um humano, porque sabia que um dia seria útil para mim...

Ele mal terminou de falar e eu o interrompi

—Você só pode estar maluco, me sequestrou antes do bolo, que brincadeira de mal gosto é essa? em que espécie de conto de fadas eu estou?

Ele gargalhou e respondeu:

—Seus pais são o rei e rainha do elo de ouro, e você pode significar o fracasso de meus planos, eu sou seu tio, de certa forma o elo de ouro deveria ser meu, e não seu você não deveria herdar todo aquele reino, mas agora você é o menor de meus problemas, o idiota de seu irmão não deveria ter nascido.

Foi tanta maluquice que me deixou zonza mas juntei algumas forças que me restavam para retrucar.

—Não tenho irmão.

Seu olhar se fixou em min

—Claro que tem, o príncipe Érom um ano mais jovem que você ele tem 15 anos e ao completar dezesseis herdara todo o reino, dezesseis é a idade em que os poderes começam a se revelar mais fortes, e eu tenho que impedir- Ele parecia estar falando sério mas era loucura então o desafiei.

—Me prove!

Repentinamente seus olhos ficaram de um laranja intenso, grandes asas surgiram de suas costas, ele se transformou em uma espécie de gárgula de cobre era assustador mais ao mesmo tempo encantador, ele se inclinou em minha direção brutalmente, a única reação que tive foi de me esquivar, o medo daquela criatura monstruosa e angelical me fez desmaiar novamente.

Quando acordei senti um grande mal-estar e dor em todo meu corpo como se tivesse sido triturado em um liquidificador, não lembrava me de muita coisa apenas pensamentos vagos fluíam em minha mente.

Finalmente abri os olhos, os mesmos foram invadidos por uma luz intensa, em poucos minutos me acostumei com a claridade e recobrei a visão, percebi que infelizmente não foi mais um de meus pesadelos, fiquei tanto tempo encarando a parede de pedras que não percebi o tempo passar, até meu estomago doer de fome, o barulho que tal fazia perturbava meus pensamentos, ouvi a porta ranger, esperava que o tal rei entrasse, mas era apenas uma mulher que aparentava ser uma serva um tanto quanto velha usando roupas desbotadas. Ele me lançou um olhar humilde e disse

—Olá alteza trouxe seu almoço...

Desviei o olhar do rosto dela e passei a encarar as correntes que me prendiam, ela entendeu o que eu quis dizer e disse:

— Não se preocupe querida, eu te ajudo.

Ela se aproximou com uma bandeja de cobre com pães frescos e suco com um aroma de caju, posicionou em cima da minha perna e tratou de mim como se eu fosse uma criança, quando acabei a refeição ela disse:

—Temos que aprontar você, o príncipe deseja conhece lá melhor.

Assenti com a cabeça, olhei para minhas roupas queimadas e me lembrei de todos os detalhes do incidente, estas lembranças fizeram me chorar, a serva se aproximou novamente enxugando as lagrimas.

—Venha, a proposito meu nome é Deise.

Deise soltou as correntes e me levou até uma porta frondosa no quarto e disse estendendo me uma toalha branca:

—Quando acabar de se banhar use esta toalha, vou por sua roupa em cima da cama.

Após dizer isso ela saiu e trancou a porta, voltei minha atenção para o pequeno cômodo que possuía uma banheira de cobre uma pia esculpida e uma espécie de privada, tirei minhas roupas queimadas e as coloquei próximas a pia, feito isso entrei lentamente na banheira, a agua estava em uma temperatura perfeita, senti a tenção de meu corpo se desfazer com o calor da agua, quando comecei a me esfregar, para retirar toda a sujeira do corpo, percebi que meus pulsos estavam feridos, com um tom avermelhado, quando acabei sequei-me na toalha e sai do banheiro, em cima da cama havia um vestido longo de camurça alaranjado cor de cobre ao vesti ló percebi que se assentava em minhas curvas, me sentei na beira da cama e esperei algo acontecer.

Ouvi destrancarem a porta, no mesmo instante meu coração disparou, quando a porta abril revelando quem estava atrás dela uma energia invadiu meu espirito, o ódio tomou conta do meu ser, e a dor se deu ao trabalho de matar meu coração

Eytham entrou usando uma calça preta casual, camisa branca de gola com babados e uma coroa de cobre, menor que a do rei, sua expressão era de tristeza e choro, um sorriso sem vida surgiu levemente em seu rosto, mas com a mesma velocidade que surgiu se desfez em lagrimas entre soluços ele disse:

—Me desculpe, eu juro que não quero isso, mas meu pai disse que se eu tentar algo ele me mata e pior te mata, não suportaria viver sem você, a aniversariante mais linda que já vi, roubou meu coração.

Estava com raiva, não estava raciocinando direito, levantei me furiosa, fechei os punhos e comecei a soca ló no peito e gritar:

—Como pede fazer isso comigo? –Neste momento minhas lagrimas jorraram dos meus olhos não pude conte lás, cai de joelhos em sua frente e disse: -Como pode? Achei que fosse diferente, pensei que poderia confiar em você.

Olhei para o rosto dele que parecia aterrorizado, ele se abaixou até estar à altura do meu ouvido e sussurrou:

—Pode confiar em mim, não vou sossegar até que esteja com seus pais.

Sinceramente eu queria acreditar, mas estava confusa e magoada e voltei a soca ló dizendo:

—deveria ter pensado nisso antes, antes de me prender aqui, antes de...

Fui interrompida antes de terminar, Eytham começou a se transformar em uma criatura parecida com seu pai, porém ele não tinha o aspecto de gárgula de metal e sim de um anjo com asas de cobre. Ele me prendeu em um abraço sufocante e aconchegante e disse entre lagrimas de remorso:

—Não diga isso por favor, eu te amo, não vou te fazer mal, estou aqui e nada vai me separe de você, nem mesmo a morte, vou te tirar daqui mesmo que custe minha vida.

Neste momento todo o ódio se transformou em amor incondicional senti que o amava e que logo seria feliz, pena que durou pouco.

—Scarlety tenho que ir, mas eu volto –Disse ele.

A solidão reinou em meu corpo novamente quando ele saiu.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.