Notas iniciais

Espero que gostem Boa leitura...

– Não Nanda, tem que fazer do outro jeito.

– Mas como, você não explica direito, Ro.

– Já te falei varias vezes, mas te mostro outra vez. rsrsrs

– Hehe... Eba!!! Então mostra vai...

– Tem que ir de vagar com jeitinho.

– Assim Ro?! hehehe

– Isso mesmo... Ai, calma, mexe mais pro outro lado... mais pra cima agora... rsrs

– Mas e agora, ta ficando difícil, está mais estreito aqui...

– Aii Nanda, mas é assim mesmo, logo você pega a manha...

– Ro, se ficar com a mão ai, não vou consegui, dá pra tirar um pouquinho?!

– Hihi... É mesmo, esp...

De repente a porta do quarto é aberta fazendo muito barulho, e a minha mãe entra com uma expressão muito confusa, assustada e pálida dizendo:

– Garotas o que estão fazendo?

– Nada de mais mamãe, só jogando video game. Estava mostrando pra Nanda como que passa de fase, sabe, ela não tava cons...

– Tudo bem Roberta, só estava passando quando ouvi uma conversinha, e pensei... s-se vocês querem um lanche antes de dormir. – depois de ter visto que não era nada de mais, ficou mais aliviada e pensando “era só o jogo”, e não estava tão pálida quanto antes – E não durmam tarde.

– Ah! Mamãe se a gente ficar com fome eu faço sanduíches, e pode deixa que vamos dormir cedo. – falei serio pra minha mãe, mas olhei pra Nanda e dei uma piscada pra ela, me retribuiu um lindo sorriso.

Então minha mãe saiu do quarto encostando a porta. Não aguentamos caímos na gargalhada, da cena que acabou de acontecer, logo voltamos ao jogo. Nanda não sabia jogar direito e sempre perdia, mas deixei ela ganhar algumas vezes, só pra não ficar tão emburrada.

– Ah! Ro isso não vale, você ta roubando. – Nanda fez uma careta e mostrou a língua.

– Não tenho a culpa se você é lerda e não consegue ganhar de mim. – disse rindo, e tirando uma com minha amiga.

Senti o golpe de uma coisa fofa, do travesseiro que Nanda jogou em mim. Sabe o que significa GUERRA DE TRAVESSEIRO. A bagunça foi formada, era travesseiro voando para todo lado uma golpeando a outra, algumas penas flutuavam leve no ar, como uma dança, e riamos feito bobas. Em meio à guerra eu pensava. “Nossa como a Fernanda é linda, ruiva natural mesmo com sardas e tudo, cabelos ondulados, olhos verdes, um belo corpo, me perdi em seus lábios, não eram muito grandes e nem pequenos, perfeitos e muito vermelho. Sim, estou apaixonada por minha melhor amiga, que tipo de pessoa se apaixona por sua melhor amiga? Na verdade não sei, mas eu era uma dessas. Mas não sei se ela sente o mesmo por mim, nem se devia contar o que sinto, se contar e ela se afastar de mim, então prefiro ficar em silencio...” despertada de meus devaneios com uma pancada, fui dar o troco, mas a travesseirada que dei de volta foi muito forte fazendo com que Nanda caísse no chão, varias penas rodeavam ela, fiquei preocupada e fui ao seu encontro:

– Desculpa, desculpa, não medi direito minha força... me perdoa.

– Pedindo assim com essa carinha de cachorrinho pidão, te perdôo sim. Mas você ficou parada olhando pro nada, tava pensando na morte da bezerra, é?!

– Nããão, só o quanto você é lind... cof cof... quer dizer... humm err...

– Ro, você não ta bem, acho que engoliu alguma pena, porque você engasgou e ta vermelha como um tomate. – ela colocou a sua mão na minha testa, como se medisse a temperatura, fiquei mais sem jeito ainda – calma, vai passar.

Nanda tirava algumas penas de meu cabelo, me perdi em seu olhar de esmeraldas, uma troca intensa sem desviar o olhar, conversando em silêncio. Como um acordo mútuo nossos lábios se encontraram, num beijo terno e cheio de carinho. Ela enlaçou meu pescoço acariciando de leve minha nuca, senti um arrepio percorrer meu corpo todo. Eu apoiei minhas mãos na sua cintura, buscando mais aproximação, nos entregamos nesse beijo, doce, apaixonado, esse beijo que tanto desejei se tornando tão real, e sentia que era recíproco, estávamos descobrindo as sensações, seus lábios quentes, a língua era tudo novo pra nós. Terminamos nosso primeiro beijo, um pouco ofegantes. Encostamos uma na testa da outra, sem desviar o olhar, permanecendo a sintonia, passei de leve minha mão no seu rosto e senti o mesmo carinho. Naquela hora me sentia a garota mais feliz do mundo, meu coração acelerado parecia que ia explodir tamanha felicidade. Juntei toda a coragem que consegui e disse num sussurro:

– Eu te amo.

– Eu também te amo, sua bobinha.

Fim

Notas finais

Gostaram, sim? não?

Obrigada por ler...

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!