Guerra das Duas Faces
5 O Tenma de Lebre Negra
Notas iniciais
A estrutura que levava ao Santuário, era um grande cânion, de rochas firmes e pontiagudas, de superfície lisa, um verdadeiro perigo para qualquer um.
Era por lá que passava o grupo em busca de Gaia e de seus companheiros:
– O Santuário está logo à frente, chegaremos bem rápido!- Manuela comemorou.
– Se é o que você acha!- Uma voz ressou no ambiente, fazendo eco entre as paredes rochosas.
– Quem está aí?!- O enraivecido Tenma de Lince gritou ao intruso, que ainda não havia sido visto.
De repente, um vulto passou correndo como um raio, e arracou a máscara da sapuri de Lince, levando junto a viseira:
– Mas o quê?? Quem foi?!- João gritou.
Então, balançando o capacete entre mãos, o tal "vulto", parou encostado tranquilamente na parede de rochas:
– Ah sim...é um belo capacete! Uma pena ser colorido. As cores são desprezíveis, o negro devia predominar!
Observando a estranha Sapuri utilizada pelo intruso, que era negra como o golpe de João Victor, eles se impressionaram com a rapidez do estranho.
– Se quiserem mesmo passar para o Santuário, terão que lutar comigo! Vinícius de Lebre Negra!
– Se é o que deseja!- O Tenma de Lince invocou sua Sapuri e se preparou para lutar.
Mostrando um sorriso assustador, o estranho se preparou:
– Lutarei com o nervosinho aqui, o resto pode passar!
O grupo seguiu em frente, deixando os dois adversários com o seu combate:
– Devolva meu capacete!
– O terá de volta apenas se me derrotar!- Vinicius disse convicto.
Atacando pela frente, cego de raiva, João se surpreendeu ao ver que o Tenma Negro havia desaparecido.
– Lento demais...- Vinicius apareceu atrás de João lhe dando uma rasteira, e pela frente, em frações de segundos antes de ele cair, o chutou na parede de pedra.
– Sabia que as lebres e coelhos são famosas pela rapidez?
Se levantando sem nada dizer, João tentou atacá-lo enquanto ele estava falando, mas mais uma vez, o Tenma de Lebre foi mais veloz e João acabou acertando o nada.
– Muito lerdo!- Vinicius o empurrou no precipício, onde só não caiu, por ter conseguido segurar na rocha.
– Essa não! Parece que alguém não vai ganhar o capacete!- Ironizou Vinicius, rindo do sofrimento do oponente.
– Cale-se!- João conseguiu balbuciar, devido ao esforço que estava fazendo para subir outra vez. Ao conseguir, ficou de pé e elevando o cosmo, fez-se ver seu golpe primário:
– LINCE DEMONÍACO!- Devido ao golpe, a imagem de um enorme lince com olhos rubros e dentes de sabre, apareceu atrás dele, e atacou Vinicius, que pensando ter se desviado gritou:
– Com esse cosmo horrivelmente lento, você nunca vai conseguir me acertar!
Voltando na forma de um cometa, o Lince atravessou o corpo de Vinicius, o fazendo cuspir um pouco de sangue, caindo ao chão em seguida.
O cometa se desfez ao se chocar contra João, que não sofreu nenhum arranhão:
– Parece que eu venci!- Ele disse tomando de volta seu capacete, rumando pro Santuário.
– V-veremos o que seus amigos...estão passando com os outros guerreiros negros!- Vinicius disse, desaparecendo em seguida, com sua incrível velocidade:
– O quê ele quis dizer com isso?
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