Notas iniciais
Ficou curto, mas especialmente emocionante!

– Então André, o que é Cocytos exatamente?

– É díficil explicar Emílio. É a principal prisão do Império de Hades.

– Hades? Quer dizer o imperador do Mundo dos Mortos?- Nicole surpreendeu-se.

– Exato. Dizem que as grades das prisões são feitas do sangue dos que já morreram.

– Então estamos perto da entrada do submundo?

– Na verdade, estamos nela. Se continuar descendo, irá direto ao inferno.

– Como sabe tanto sobre Cocytos, André?

A pergunta pareceu fazer o gigante cambalear. Aquilo realmente não aparentava ser boas lembranças.

– Fui treinado neste local. Passei seis anos vivendo e praticando com meu mestre aqui...

As lembranças se dissiparam quando o Tenma de Órion sentiu-se dois cosmos parecendo batalhar. Foi então que um deles desapareceu.

– Sentiram isso?

– Sim, e eu conheço esse cosmo!- Flávia disparou da entrada, indo apressada pro local de onde a energia emanava.

– Ana Laura!- As duas se abraçaram num reencontro feliz. A cosmoenergia do guerreiro de Cristal havia evaporado.

– Onde estão os outros?

– Ficaram presos atrás da parede de terra!

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Gaia estava no corredor do Santuário, do qual conhecia muito bem. Porém, estava acompanhada por dois Tenmas, que antes serviam a ela, mas agora eram comandados por Éris.

– Gabriel, Rian, me ouçam! Éris os está enganando!- Gaia pediu clemência.

Os Tenmas de Cassiopéia e de Cetus nada responderam à deusa. Os dois estavam levando-a diretamente à presença de Éris, pra que a própria a julgasse. Passando pelas doze casas do Zodíaco Chinês, eles chegaram ao salão em que a deusa da discódia descansava:

– Gaia, minha velha amiga! Sua reencarnação está realmente ótima de aparência!- Éris zombou, observando os belos traços de Gaia, cujos cabelos loiros tocavam o chão.

– Poupe-me de suas palavras Éris! O que fez com meus guerreiros?!

– Eu fiz?- A deusa disse sádica.- Devia perguntar porque ELES me procuraram!

Olhando tristemente para Gabriel e Rian, que estavam ajoelhados perante Éris, ela tomou fôlego para perguntar:

– Isto é verdade?

De cabeça baixa, sem olhar nos olhos de Gaia, eles não disseram nada. Era como se tivessem vergonha de falar com a Mãe Natureza.

– Olhem para mim!!!- Gaia bradou impaciente.- Isto é verdade?!

Erguendo vagarosamente a cabeça, ambos responderam com firmeza:

– Sim.

Arregalando os olhos cheios de lágrimas, Gaia recusava-se a acreditar no que ouviu. Tendo um olhar mais profundo pelos dois Tenmas, a deusa viu algo surpreendente.

"Eu consigo ver suas almas. Estão negras em tristeza, tanto que seus corações derramam lágrimas de sangue. Não estão fazendo isso por que querem."

– Gabriel.- Éris chamou.

– Diga minha deusa.

– Preciso que você me faça um favor.

Olhando fundo nos olhos azuis da deusa, Gabriel deduziu que não seria nada bom.

– Você irá matar Gaia, com a adaga que a sapuri de Cassiopéia lhe oferece.

Gabriel arregalou os olhos de terror, e Rian olhou para o amigo, dito como Emílio, o Tenma mais leal à Gaia.

– Éris...eu...

– Por acaso hesita em cumprir as ordens de sua senhora?

– Não, de maneira alguma!

– Então mate Gaia!

Apertando a adaga na mão, ele recuou passos pra trás.

– Você se recusa...eu sabia. Uma vez Tenma de Gaia, nunca mais se deixa de amar a deusa...- Éris murmurou, balançando a cabeça negativamente.- É uma pena ter de desperdiçar um Tenma tão poderoso como você, Gabriel Lopes.

O semblante de Gabriel tomou uma expressão de medo. Então, Éris fechou o punho e concentrou-se.

Com uma dor incessante no peito, o Tenma de Cassiopéia foi ao chão, observando aparecer uma rachadura em sua sapuri.

– Gabriel!- Gaia correu até ele.- Por favor Éris! Eu faço o que você quiser! Não os machuque!

– Está disposta a salvar a vida destes humanos impuros e pecadores?

– Faço qualquer coisa!

– Neste caso especial, há uma coisa que você pode fazer...

Continua...

Notas finais
Qual será o pedido de Éris?