Guerra das Duas Faces
2 A fúria de um panda sem máscara
Notas iniciais
O clima era de fervor no local onde os Tenmas se preparavam, muitos estavam ansiosos, mas haviam aqueles mais tranquilos.
– Como consegue ficar tão sossegado diante do que está por vir?!- Emílio gritava para o Tenma de Órion.
– Fica calmo Emílio, nós já sabíamos da profecia. Sabemos que este ano, os combates não se seguirão.
Então, entrando pela porta correndo, o Tenma enviado para espionar as Ninrohs, chegou com novas informações:
– O que conseguiu Vinicius?
– Parece mesmo que a Ninroh de Pantera ainda não apareceu.- O silêncio percorreu a todos. Sabiam que isso significava. Ricardo já havia visto uma traíra de Gaia, que nos tempos vindouros, iria invadir o torneio, causando muitas destruições.
– Certo pessoal.-O líder do grupo começou.- Sei que todos estão apreensivos quanto a isso, mas o máximo que podemos fazer é ir até aquela arena, e mostrar às Ninrohs que é que manda por aqui!- Gritos e aplausos percorreram o local.
Um som estridente tocou e a platéia foi a loucura. O torneio iria começar:
– Meu querido povo! É com grande alegria que declaro o ínicio da Guerra das Duas Faces!- Aplausos ressoaram a arena e Gaia continuou:
– Como sabem, lutem ao seu prazer, mas é terminantemente proibido matar. Só haverá um vencedor de uma equipe. Para os Tenmas, o grande prêmio será a Sapuri de Diamante do signo chinês do Tigre, e para as Ninrohs, a Sapuri de Golfinho, representando o elemento água.
O juiz então entrou na arena, anunciando os primeiros competidores:
– O primeiro combate será de Manuela de Panda Gigante e Ricardo de Sagitta.- Ricardo entrou na arena, recebendo os gritos dos torcedores dos Tenmas.
Mas Manuela não entrou sozinha. As onze guerreiras mascaradas entraram junto com ela, causando um silêncio assustador na platéia.
– Povo que veio nos assistir.- Flávia começou.
– Nossa querida Gaia.- Ana Laura completou para a deusa.
– Estamos aqui hoje para mudar completamente a história dos guerreiros!- Manuela continuou.
– Somos guerreiras tão valorosas quanto os Tenmas, e para provar nosso valor...
– NÓS RENUNCIAMOS ÀS NOSSAS MÁSCARAS!- O grupo inteiro gritou como um só. Então, numa sincronia perfeita, as Ninrohs retiraram as máscaras, jogando-as ao chão, onde se quebraram e seus belos rostos puderam ser vistos.
Os Tenmas arregalaram os olhos. Aquilo obviamente foi uma imensa surpresa, até mesmo para Gaia, que sorrindo de orelha a orelha, levantou-se gritando às Ninrohs:
– Minhas guerreiras, não sabem a extrema felicidade que me proporcionaram nesta noite. Que a vontade de vocês seja realizada!
– Como Gaia pôde permitir isso?!- João Victor se exaltou.- Todos sabemos que se uma Ninroh é vista sem máscara, ela tem duas escolhas, amar, ou matar quem viu!
– Pois é João, mas parece que esta regra não valerá esse ano.
As Ninrohs saíram, deixando Manuela e seu oponente a sós, para a grande luta. Ambos estavam posicionados no centro da arena, apenas esperando o sinal do juiz.
– Panda Gigante não é? Que animal mais ridiculo, esta vai ser uma luta bem rápida.
– É o que nós veremos, Tenma de Sagitta.- Manuela respondeu calmamente.
– Comecem!- O juiz gritou. Manuela fez posição de defesa, sabendo que pelo visto, Ricardo atacaria primeiro.
E foi exatamente o que ele fez, com um golpe já em mente, ele saiu correndo em direção à Manuela, planejando lhe golpear no estômago. A Ninroh, prevendo o ataque, apenas se esquivou, fazendo Ricardo passar reto, onde aproveitou pra lhe acertar as costas, o que o fez cair no chão.
– Este é todo o poder que dizem ter o Tenma de Sagitta? Vergonhoso.- Ela caçoou.
Levantando-se dolorosamente, Ricardo sorriu, respondendo a pergunta de Manu:
– Felizmente, ainda tenho muito pra lhe mostrar!
Posicionando com os braços em cruz, Ricardo preparou seu golpe primário, algo que a guerreira não teve tempo de prever:
– FLECHAS FANTASMAS!- Milhares de flevhas douradas surgiram das mãos do Tenma de Sagitta, todas ilusões.
– Acha que me amedronta com isso? Flechinhas de ilusões baratas?
Sorrindo maldosamente, ele respondeu:
– Olhe melhor.
Manuela olhou pra baixo. Impossível! Uma flecha estava cravada no abdômen protegido pela sapuri. O qual teria sido atravessado sem a tal.
– Mas como...?
– Fique calma, o veneno presente nesta flecha não é mortal, mas retirará suas forças. Acho que já está claro quem venceu!
– Na verdade não. Enquanto o oponente estiver de pé, não haverá vitória!- O juiz esclareceu, deixando Ricardo um pouco decepcionado.
– Terei de perder mais tempo com você então, Manuela de Panda Gigante.- Ele declarou, vendo a oponente ainda de pé.
Tomada pela fúria de uma iminente derrota, Manuela iria aplicar seu golpe secundário diretamente no Tenma, sem piedade.
– Agora você irá conhecer um panda nervoso!
Virando-se de costas, Manuela posicionou uma mão com dedos curvados por cima da outra, e concentrou o cosmo em ambas.
O cosmo é como um pequeno universo dentro de si, que dá e concentra os golpes e a extrema forças dos guerreiros de Gaia.
Indignado, Ricardo correu em direção a oponente, gritando:
– Como ousa desviar o olhar e dar as costas em meio a um combate?!- Planejando acerta-lhe antes que pudesse se virar, ele usou a velocidade de uma flecha, que no entanto, não pode escapar do que Manu já pretendia fazer.
Quando Ricardo iria abate-la, Manuela deu algo parecido com um mortal pra trás, parando atrás dele, e utilizando as mãos cheias de cosmo, ela desferiu um golpe com tamanha força, que a sapuri do Tenma de Sagitta despedaçou-se enquanto Manuela gritava:
– FÚRIA PRETA E BRANCA!
Com a força do golpe, Ricardo foi jogado do outro lado da arena, cujos blocos de pedra lhe foram por cima.
– A vitória é declarada por Manuela de Panda Gigante!- O juiz gritou.
A comemoração é total entre o grupo de gurreiras, que corre levar Manuela pra dentro, pra retirar a flecha que ainda fazia efeito.
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