Guerra Vs Gusman
15 Incontro Indesejável
Notas iniciais
POV Alicia
Desliguei o fogo que quase queimava os ovos e bacon que Paulo fazia e coloquei em um prato pra mim
Aquele silêncio me fazia eu me sentir culpada, ele me ajudou ontem à noite quando eu estava caindo de bêbada e vai pagar pra eu voltar a montar, de repente estamos nos dando bem e eu faço essa besteira. Droga!
O celular no meu bolso começou a tocar e eu atendi sem nenhuma animação
–Alô
–Alô Alicia?! – vinha uma voz animada no outro lado da linha
–Mãe! – me animei – como você esta?
–Ótima, nunca estive melhor!O lugar é lindo, por que não me ligou?
–Não quis atrapalhar – ri
–Ah tudo bem e quanto a você e Paulo estão se dando bem?
–Bem... Estamos vivos
–O quer dizer?Brigaram muito?
–É obvio que brigamos, somos deferentes, mais nós estamos bem, inclusive ele me protegeu do Abelardo
–Do Abelardo?Ele voltou?
–Voltou – arfei – mais esta tudo bem, juro!
–Bom... Tudo bem – ela suspirou – que bom que ele te protegeu, sabe quis te lembrar que essa é a última semana de julho
–Esta acabando as férias!
Eu ainda não tinha percebido isso
–Isso mesmo!Sabia que tinha esquecido
–é – corei – obrigado por lembrar, vou pedir pro Paulo me levar pra comprar aquela bolsa já que não esta aqui
–Desculpe filha
–Tudo bem – eu sorria – aproveite sua lua de mel, tchau
–Tchau filha, beijo!
Desliguei e subi escada à cima atrás de Paulo, como esperava o achei no quarto mexendo no notebook
–O que é? – ele pergunta
–Preciso sair, me leva? – sentei na cama dele
–Se for pra casa do Jorge esqueça – ele fechou o notebook
–Que coisa o Jorge é legal, pensei que essa rivalidade tinha acabado
–Pensou errado, então? É a casa dele?
–Não
–Ótimo – ele sorriu torto – onde é então?
–Voltamos a aula em uma semana e preciso que me leve pra comprar uma bolsa, pode ser?
–Claro, esteja lá em baixo em 15 minutos
–Estarei
Pulei da cama e saí porta a fora
(...)
Paulo estacionou e nós entramos na loja atraindo alguns olhares raivosos da população feminina que me deixara corada e extremamente desconcertada
Deixei Paulo na recepção e fui comprar a bolsa e achei uma verde escura nas prateleiras que me agradou
–Olá – uma voz me assustou
Me virei assustada e me deparei com quem eu menos queria ver
–Abelardo — sussurrei seu nome
–Olá linda, bom ver você – ele ironizou – comprando uma bolsa?
–Fica longe de mim – pedi pegando a bolsa
Ele riu
–Acha mesmo que eu vou obedecer você?
–O que você quer? – disse tremula
Ele sorriu de forma doentia e se aproximou de mim e então eu corri mais ele me segurou pelos pulsos e pro meu desespero o nosso corredor estava vazio
Ele me empurrou com brutalidade quanto a parede
–Paulo! – berrei
Quanto eu ia chamá-lo de novo os lábios de Abelardo estavam nos meus me calando e com brutalidade achou passagem por entre meus lábios.
Me debati o quarto conseguia mais o corpo de Abelardo me prendia contra a parede, então mordi a língua dele e ele gemeu afastando o rosto do meu
–Paulo!
Antes que eu terminasse de gritar Paulo já estava no corredor seguido por algumas pessoas
–Solta ela – Paulo disse raivoso
Abelardo me soltou e eu corri pra ficar o lado de Paulo e me agarrei ao seu braço. Paulo iria bater nele mais eu o segurei
–Fora daqui – um homem moreno e alto dono do lugar veio
–Se não sair daqui eu chamo a policia!
–Eu não saio! Esse lugar é da prefeitura por tanto fique calado antes que eu mexa pauzinhos e consiga com que meu pai demita você
–Não seja insolente – o homem berrou – estamos em época de eleição não se esqueça disso! Graça chame a policia!
Ele falava com uma mulher de cabelos encaracolados que se apressou em cumprir a ordem
–Deixe-me acabar com ele – Paulo me pediu quase rosnando para Abelardo
–Não! Deixe isso pra policia Paulo, vai acabar atrás das grades se fizer isso, fique calmo!
–Ela esta bem? – o dono da loja pergunta para Paulo
–Esta – ele responde
Paulo passa a mão pela minha cintura para um abraço acolhedor e beija minha testa deixando de novo a população feminina do local enciumada e eu completamente corada. Poxa os irmãos delas nunca a abraçaram?!
–Por favor, me tire daqui – implorei
–Podemos ir? – Paulo pergunta
–Podem, mais Abelardo Cruz fica, uma garota aqui viu tudo e me chamou, vai ser preso
Abelardo grunhiu algumas coisas mais eu não ouvi porque Paulo e eu íamos embora
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