Guerra Vs Gusman
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Notas iniciais
Paulo estacionou e saímos pro super mercado, ele não estava cheio, nenhuma novidade, já que estamos no meio da semana, em uma quinta-feira a tarde
Pegamos um carrinho e começos a pegar o que precisávamos e acredite, acho que ele não sabe o que significa a palavra “preciso”, por que devia ter mais de uma dúzia de doces dentro do carrinho, pra onde vai tanto açúcar?
–Ah não – tirei um pacote de biscoitos recheados da mão dele – assim agente fica pobre
–Meu pai é rico lembra? – ele tirou o pacote de mim
–Por isso mesmo, quer falir ele?- tirei o pacote de bolacha da mão dele e coloquei no lugar – formiga miserável
–Bruxa – ele resmungou
–Topetudo – resmunguei empurrando o carrinho
Passei um pouco e achei algumas frutas, como eu amo morango peguei e comecei a examinar
–Gosta de morangos? – perguntei para Paulo sem tirar os olhos das frutas
Mais ele não respondeu
–Paulo? – me virei pra ele
Mais ele não estava lá. Não acredito que o tapado me deixou falando sozinha!
Olhei em volta e achei-o no fim do corredor olhando pra algum lugar a esquerda, mais eu não conseguia ver o que era, coloquei os morangos dentro do carrinho e fui até ele, já que estava irritada por ele ter me deixado lá joguei com tudo o carrinho por trás dele
–Ai – ele pulou com tudo pra frente – ta louca?!
–Você que esta!Por que diabos me deixou falando sozinha?!
–Nada – ele revirou os olhos e a raiva dos olhos dele sumiu e assumiu uma pose quase de dor, reconheço ela por ser assim que me encontrava quando o Abelardo terminou comigo – eu preciso pegar uma coisa, não saia daqui
–Mas...
Antes de eu responder ele já havia ido embora eu me virei irritada batendo o carrinho com outra pessoa
–desculpe – corei
–ALICIA! – ela deu um salto
Reconhece a voz de imediato e levantei o olhar pra ver aquela garota que mais parecia porcelana pular de alegria, loira de cabelo liso e comprido, de olhos verdes claros e pele branca
–Maria Joaquina!
Eu iria abraçá-la mais ela praticamente pulou em mim em um abraço, ela pulava e falava coisas em cima de coisas que eu não entendi nem metade e ela já estava mais vermelha que o normal já sem fôlego
–para – interrompe – respira fundo – eu ri
–Ok — ela ria – estava com muitas saudades sua, a quanto tempo você não vai até a fazenda?3 meses?
–Na verdade 2 – eu ri
Maria Joaquina Medsen é filha de Miguel Medsen, um dos donos da fazenda Medsen e médico também, o dono na verdade é Antonio Medsen,o avô de Maria Joaquina, mais Miguel e Marcos também são,. Ela é filha unica, e tem como mãe a ótima Amazona e a linda mulher que me ensinou a montar Dona Clara, mais a costumo chamar de Tia Clara mesmo
–Como esta o Trovão?
–Montei nele hoje de manhã e ele parece ainda esta com saudades de você
O Trovão é o cavalo que eu sempre monto quando eu vou lá, ele é quase meu
–Onde esta a Tia Clara?
–Minha mãe foi pegar algo que esqueceu e você?Esta sozinha?
–Não...
Antes que eu continuasse Paulo chegou com uma garrafa de suco na mão e colocou dentro no carrinho
–Ah Ola – Maria Joaquina diz – Me chamo Maria Joaquina Medsen. Qual seu nome?
–Paulo,Paulo Guerra. – os dois se comprimentam
Alicia ficou mais animada, ela era uma grande amiga e ficou a par do que aconteceu comigo e Abelardo, ótimo. Ela deve achar que eu e Paulo temos alguma coisa
Eu ia falar algo, mais parece que as pessoas combinaram em me interromper hoje
–Maria Joaquina – Clara a chamou de longe
Quando a vistou a mim e Paulo sorriu pra nós
–Preciso ir, quando você vai lá?
–Nesse domingo
–Ótimo – ela virou – te vejo lá
Encarei o suco natural de laranja e percebe que tinha algo estranho nisso, Paulo deu um passo e eu o impedi de continuar
–Suco? – disse incredula
–O que?
–Paulo já pegamos suco e você com certeza pegaria algo doce, o que você foi fazer?
–Nada, enlouqueceu?
–Não sou burra, pode me dizer
–Eu não fui fazer nada, acha o que?Eu fui assalatar um caixa?!
–Não seja ridiculo! Me diz logo, você estava com uma cara de tortura antes de ir!
–Não aconteceu nada – ele tentou ir de novo, mais eu impedi
–Fala, ou então a festa não vai acontecer
Ele ficou com raiva e por 1 minuto pensei que ele fosse me rebocar dali como ele fez na segunda me jogando no sofá
–Eu vi uma pessoa ok?Eu fui conferir se era ela!
–Ela? – levantei uma sabrancelha – quem é ELA Paulo?
–Você é minha mãe?Não. Então para com isso
Ele pegou o carrinho e empurrou com força pra frente me empurrando com uma carranca no rosto.
Quem será ELA?
Arfei e o segui para continuarmos a fazer as compras, mais Paulo estava calado e eu me sentia culpada por ter falado assim com ele
Depois de pegarmos tudos fomos pra fila no caixa, quando alguém correu com o carrinho e empurrou o nosso pra ficar no nosso lugar
–Ei! – Paulo berrou – iamos...
Paulo parou assim que os olhos dele encontraram o rosto da garota, ela era alta e se vestia muito bem, de pele branca e olhos negros, corada que combinava com a cor vermelha fogo do seu cabelo comprido e enrolado, muito familiar pra mim
–Paulo Guerra – ela sorriu com irônia – prazer em ver voce
Fiquei vermelha de raiva em perceber quem era a ruiva, sabia que ela era familiar
–Bibi – rosnei
–Conhece ela? – Paulo me perguntou incredulo
–Claro que conhece – ela diz em meu lugar – a garota que tirou a medalha de ouro dela – ela riu – Oi Alicia
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