Guerra No Pós Vida

1 Capítulo 1 Lembranças


Notas iniciais
Fiz está fic para aprender a narrar luta e perseguição, sou meio noob nisso '-'

– Vamos? – Disse Brooke me acordando.

– Aonde? – Perguntei com uma voz estranha.

– Ver nossa casa. – Respondeu.

– Ata, mas é perto da faculdade né?

– É, mas será que o pessoal da faculdade estranhará algo? Tipo pensarão que estamos namorando? – Relatou Brooke corando de vergonha.

– Quem se importa? – Nunca me senti tão sem emoção, sabia que ela gostava de mim.

– Então vamos ou não? Achei um lugar bom, mas precisaremos pegar uns atalhos. – Brooke falou para mudar de assunto.

– Vamos. Já estou pronto, nasci pronto. – Brinquei.

– Então, siga-me. – Brooke falou enquanto abria a porta.

– Vamos. – Murmurei e a segui.

O dia não estava muito agradável estava quente e não avistava nenhuma nuvem para dar pelo menos uma sombra, quando sai do quarto levei um pequeno choque térmico, meu quarto tinha ar-condicionado e estava fresco lá dentro.

– Podemos falar de alguns detalhes da casa? – Pedi.

– Sim, pergunte. – Ela falou, mas sem diminuir o ritmo dos passos.

– Primeiramente, quanto que custa a mensalidade? – Perguntei.

– R$450 – Brooke parecia um pouco pálida.

– Quantos cômodos?

– Três quartos, uma cozinha, dois banheiros e uma sala. – Afirmou. – Vamos entrar por este beco.

– Tá, acho que minhas perguntas foram respondidas, e que bom que você achou uma casa barata. – Disse por final.

– Bran volte para casa. – Cochichou.

– Por que? – Perguntei.

– Estamos sendo seguidos. – Respondeu Brooke.

– O que? – Me surpreendi.

– Não sei se estão te seguindo ou seguindo a mim. – Brooke falou como se planejasse algo, ela sempre foi bom em planejamentos e táticas, por este motivo nunca ganhei dela no xadrez. – Passe por eles com naturalidade, é por volto de três pessoas, se eles te seguirem eu os seguirei e os atacarei por traz, mas se eles me seguirem você fuja.

Então ela me abraçou para fingir despedida, aproveitei a chance e dei uma olhada para traz e os vi, fiquei surpreendido, pois eles eram enormes. Abaixei a cabeça e desejei boa sorte e ela sussurrou algo no meu ouvido, mas eu não entendi. Então ela continuou andando na direção oposta a minha, olhamos para traz e acenamos. Para a minha surpresa eles continuaram a segui-la. Peguei o celular e disquei para a policia e os segui orando para que eles não me vejam, então atenderam ao telefone.

– Senhor, minha amiga está sendo seguida por três homens.

– Aonde você se encontra? – Perguntou o homem que tinha voz grave.

Olhei ao redor a procura de algo que indicasse o endereço do local, até que encontrei uma placa que estava escrito o endereço.

– Zopiro Goulart. Bairro Jabour, estou em um beco.

– Daqui a 20 minutos chegaremos ai.

Desliguei o telefone, vi um pedaço de pau no beco e o peguei, poderia ser de ajuda, eu teria que fazer as coisas agora com minhas próprias mãos em 20 minutos ela poderia estar morta ou coisa pior, sim existe coisa pior que a morte, coisas que podem fazer contigo antes de te matar. Tentei afastar todos os pensamentos e me concentrar em persegui-los sem eles me notarem. Vi que eles se olharam e pensei que eles tinham me visto, eu comecei a suar, mas para a minha alegria eles não me perceberam e um deles entrou em outro beco a direita e os outros continuaram a persegui-la. Continuei a persegui-los e percebi que Brooke estava cansada de andar. Então ouvi um barulho de uma voz aguda gritando e notei que era Brooke a gritar e logo em seguida senti uma pancada forte no meu pescoço.

– Brooke, acorda. – Disse Brooke me sacudindo.

– Hã? – Dei um salto no chão ao me lembrar que estávamos sendo perseguidos. – Cadê eles? – Perguntei, e ela em resposta apontou e eu segui o olhar na direção onde ela apontara.

Se não fosse medonho seria engraçado, quatro marmanjos parado em um lugar, um com uma arma, outro que eu julgara ter me acertado por traz estava de braços cruzados, outro deu um tchau e o outro somente balançou a cabeça.

– Tem dinheiro, boy? – Disse o que acenou para mim, ele parecia ser o líder.

– Não, não temos, deixe nos ir. – Supliquei, não queria morrer.

– Dinheiro ou a vida de um de vocês. – Disse o que segurava uma arma.

– Não temos. – Insistiu Brooke. E realmente não tínhamos.

– Qual dos dois? – Perguntou o homem que segurava a arma, a direção da arma alternava entre mim e ela, estávamos nervosos e tínhamos uma grande tensão no ar.

– El... – Disse.

– Eu, o deixe ir! – Gritou Brooke me interrompendo antes de eu a escolher.

– Olha a corajosa, você sabe que ele iria te escolher né? – Admitiu o homem. – Mas você pode nos divertir um pouco antes de partir.

– O que? – Gritei, todos eles riram de felicidade com a ideia do homem da arma. Todos eles cercaram-na e graças a Deus desviaram a atenção de mim. Me arrastei até a madeira e a peguei, até então eles já haviam rasgado a roupas da Brooke, ela só estava com as partes de baixo. Apertei mais forte o pedaço de madeira e corri na direção deles e acertei o primeiro que vi pela frente, ele caiu. Então o que possuía a arma estava caído no chão e seu amigo a pegou.

– E agora boy? – Perguntou e os outros dois homens seguraram a Brooke pelos braços.

– Me solta. – Berrou, e ficou se debatendo até que conseguiu se soltar.

O novo homem da arma por puro reflexo atirou na Brooke e vi somente marcas de sangue saindo da barriga dela onde fora levado tiro.

– Não. – Gritei e corri até ela e tentei estancar o sangue com as mãos.

– Merda. – Gritou o homem da arma. Ele saiu o correndo e deixou sua arma cair no chão. Fiquei com a Brooke morta em meus braços por um tempo e chorando, como que algo assim poderia acontecer com ela? Ela queria dar a vida por mim, ela não merecia isso. Avistei um papel branco saindo do bolso da calça dela, peguei e vi que a casa para qual estávamos indo era perto, e nesse horário já deveria estar vazia, peguei a arma e fui até o local. Graças a Deus a rua estava vazia, ninguém me viu com um morto nas mãos. Invadi a casa, cobri a Brooke com suas roupas rasgadas e deitei-me ao seu lado, levei a arma até a cabeça e a apertei...

Eu sei foi uma morte sofrida, mas morri com a pessoa que eu amo, e recentemente recebi uma carta no qual dizia que poderia voltar a vida se eu vencesse um jogo, já estrou pronto para ir ao local de encontro, quando chegamos lá não poderemos sair, quero ter uma chance de viver de novo e encontrar um novo amor.

Notas finais
E tem um pouco de romance nisso, mas prometo não ser muito grande o nível de romance
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.