Guerra Entre Os Olimpianos
7 Capítulo 7 - Guerra Infeliz.
Notas iniciais
Katie narrando.
Fiquei 3 meses com Beckendorf e devo admitir que foram três meses maravilhosos. Ele passava o dia nas forjas, mas era muito atencioso. Depois do almoço, ficávamos juntos, e a noite, depois do jantar.
Mas, desde que a notícia da guerra se espalhou, e essa coisa de deuses se separarem, Beckendorf ficou diferente. Soube imediatamente que ele estava pensando na guerra e em seu pai, Hefesto. Não sei porquê, mas Hefesto não estava apoiando Atena.
Ocorreu-me tardiamente, que AFRODITE estava apoiando Ares. E mesmo Hefesto sendo o marido, Ares era o amante. Não, não, não! Beckendorf não podia nem sequer cogitar a idéia de agir como o pai.
Conversávamos todas as noites, até que eu tomei coragem:
- Você mudou muito, Charles. – Falei.
- Como assim? – Ele perguntou, franzindo a testa.
- Bom, você anda muito distraído ultimamente. – Comentei. – É a guerra não é? – Perguntei.
- É sim. E principalmente, as ações de papai. – Ele desviou os olhos. – Inesperadamente ele decidiu apoiar Ares. Não é uma coisa com que possamos nos acostumar.
- Tem razão. – Concordei.
Ele sorriu.
- Mas não é só isso, Charles. Posso ver mudanças em você. Mudanças que vão além de pura surpresa.
Ele me olhou, atordoado. E depois respirou fundo.
- Você tem razão. – Sussurou, repetindo o que eu dissera.
Eu o olhei, esperando. Ele me olhou.
- Acho que a nossa relação não vai ser mais a mesma. Deméter e Hefesto vão ser agora praticamente rivais.
- E o que isso tem a ver? Você vai seguir os passos de seu pai? – Sussurrei.
- Estava pensando nisso.
- Por favor... não. – Sussurei.
Meus olhos estavam ficando molhados. Engoli o choro que vinha subindo peito acima e apertei os olhos.
- Eu vou, ahn... dormir. Conversamos amanhã certo?
Não respondi, simplesmente assenti. Eu sabia que se falasse algo, eu começaria a chorar. Pode parecer drama, mas eu amava Beckendorf de verdade. Ele se aproximou, me beijou e se foi. Levantei, tomei um banho, vesti meu pijama, e deitei. “Eu vou, ahn... dormir.” Fechei os olhos e respirei fundo.
No dia seguinte, conversamos sobre o mesmo assunto, e Beckendorf fugiu de mim do mesmo jeito. Meu psicológico foi afetado.
Dois dias se passaram. Faltavam dois para o prazo de Ares terminar. Eu estava de novo, conversando com Charles.
- Faltam dois dias. – Comentei. – O que você vai fazer?
- Ainda não sei Katie. Hoje a tarde eu estava mechendo nas minhas coisas. Acho que vou embora. Seguir papai.
A umidade nos meus olhos transbordou. Enxuguei-os rapidamente. Olhei para Beckendorf, e respirei fundo.
- Seja feliz. – Murmurei.
Não dormi bem naquela noite. Acordei sem esperanças. Guerra infeliz! Me vesti mecanicamente e fui pros campos de morango, cuidar das plantas.
- Katie? – Uma voz firme e baixa soou. Olhei pra trás, atordoada e corri. Me jogando em seus braços. Beckendorf estava ali, sorrindo pra mim.
- Achei que você ia embora. – Gritei.
- Eu não podia lhe deixar. – Ele sussurou no meu ouvido.
Eu não podia acreditar. Sorri, ainda sem acreditar que ele estava ali. Desci dos braços dele e fomos caminhar. Depois, treinamos.
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