Notas iniciais
Desculpe pela demora, bom as vagas estão fechadas, encontrei todos os meus personagens e estou feliz com eles, aqui já aparecem alguns.
Boa leitura!

Há observo desconfiada, vejo​-a se aproximar de mim. Me preparo para ataca-la, provavelmente é uma das de Melissa. Porém, ela me surpreende perguntando:


– Quem é você?


– Eu me chamo Agatha e você? — respondo automaticamente e só depois percebo o que fiz. Ela me olha novamente me avaliando, parecendo decidir se me responde ou não. Enquanto isso, a olho também, seus cabelos são longos e loiros, seus olhos verdes. Passo sua imagem em minha cabeça tentando saber se a conheço, por fim vejo que não.


– Sou Stefanie. — ela diz. — O que faz aqui? — pergunta perigosa, penso. Será que conto... a indecisão me envolve, ela não parece ameaça, mas nunca se sabe, não posso confiar mais em ninguém. Sei que ela é uma bruxa e ou está fugindo como eu ou é louca de estar nessa floresta, acho que é louca.


Como não respondo rapidamente, Stefanie começa a bater o pé no chão, impaciente.


– Eu estou... bom, eu estou fugindo. E você? — digo.


Ela balança os ombros e diz naturalmente:


– Eu vivo aqui.


– Vive aqui?!


– Na verdade não aqui, e sim em outra parte da floresta. Mas não é sobre mim que devemos falar e sim sobre você. Está na minha área e deve se justificar.


– Já falei que estou fugindo. E eu preciso ir. — me viro e saiu correndo, tenho sorte e percebo que ela não é tão rápida e logo desiste.


Ok, eu poderia contar, pedir ajuda, ou ao menos perguntar se ela conhece a casa para onde estou indo, entretanto não fiz. Uma bruxa que mora numa floresta encantada é no minimo maluca e por mais que eu tivesse boas perguntas para ela, não tenho tempo. Corro cada vez mais, mas acredito que o pessoal de Melissa não está mais me seguindo, porém neste momento ela deve estar criando planos diabólicos. Preciso encontrar logo meus antigos amigos, cada segundo é significante. Percebo que a floresta está acabando, observo de longe um lago e logo depois um pequeno monte, a casa é logo depois dali.


Corro. Subo o morro e olho para baixo, vejo a casa. Respiro fundo e desço. Enquanto desço imagens da minha última visita aqui surgem, algo que começou tão belo e terminou terrivelmente.

A casa não mudou muito, ainda é grande, branca e bonita; com símbolos estranhos e misteriosa. Ainda é noite, me aproximo da casa e bato na porta. Fico ansiosa, vê-los não será em nenhum sentido fácil. Ouço ruídos através da porta, algumas falas que não identifico bem.


A porta se abre, rapidamente vejo quem a abriu, um garoto de cabelos ruivos e olhos verdes. Lucas.


– Você?! — grita indignado e surpreso a ver a minha figura na frente de sua casa. — O que faz aqui?


Antes que eu tenha chance de responder, uma garota de olhos azuis e cabelo lilás surge flutuando no ar — como sempre — logo reconheço minha antiga amiga Sophie.


– Agatha? — ela pergunta descendo ao chão. — Você não é bem-vinda aqui. Vá embora.


– Lucas, Sophie. Por favor, deixe-me explicar o porque de estar aqui. Além do mais todos nós estamos correndo perigo.


Eles se olham, e tem uma conversa silenciosa, já participei de coisas do tipo com eles, porém não mais; enquanto fazem isso observo o interior da casa — ou pelo menos o que da para ver da porta da casa — vejo que mudou muito, fico distraída, até que eles dizem:


– Pode entrar. — os sigo, vamos a uma sala, percebo que os outros não estão aqui.


– Então, porque não pediu ajuda a sua "irmãzinha"? — Sophie diz amargamente.


– Olha, sei que vocês tem motivos para me odiar, mas agora é um momento critico. Melissa não é quem eu pensei que fosse, ela quer a nossa morte. — eles se olham novamente.


– Como assim? — fala Lucas.


– Eu não sei direito, há um dia atrás ouvi ela dizendo que queria nossa morte, não sei o exato motivo, mas sei que ela falava de todos nós. Vim para cá, assim que ouvi isso.


– Quando a coisa se complicam você volta. — Lucas diz ainda indignado. Calma Agatha, você sabia que não seria fácil.


– Gente me desculpe, por favor.


– Suas palavras não me emocionam. — diz friamente Sophie.


– Sei que errei, não devia ter feito aquilo, mas fiz, não há como voltar ao passado. Porém, agora temos que nos unir, Melissa é uma ótima estrategista, não podemos vacilar. — eu os olho para ver se entenderam que o que eu falo e sério, percebo que entenderam.


– Mas por que ela faria isso? — Sophie pergunta.


– Eu não sei. Mas escutem, no dia que ouvi Melissa dizendo isso, vi junto dela, Feiticeiros Negros.


– Feiticeiros Negros? Agatha, eles não existem mais. — Lucas fala e fazendo movimento de negação com a cabeça.


– Eu também achava que eles não estavam mais vivos,entretanto eu os vi. — insisto.


– Como pode ter tanta certeza que eram eles? — Sophie me fala, ainda na dúvida se estou certa. No entanto eu sei que estou, quando os vi naquela noite eles tinham as mesmas tatuagens que minha mãe me falava, as vestes negras e o olhar sem brilho, simbolo de união com o mal; na Idade Média eles eram os bruxos mais temidos, amigos das criaturas mais sombrias, dizem até que alguns eram uma especie de Morte. Outros bruxos ameaçados por eles se juntaram e os perseguiram até que mataram todos os Feiticeiros Negros, ou melhor quase todos.


– Eu vi as marcas. — respondo.


Eles se olham e Lucas diz:


– Se você estiver correta, não temos chance contra eles.


– Não quero ser pessimista, mas ele está certo. — diz Sophie


– Como não? Nós somos jovens, habilidosos, podemos vence-los. — digo firme, entretanto não tenho tanta certeza como aparento.


Sophie afasta os lábios para falar, mas é interrompida quando a porta se abre e uma voz feminina diz:


– O que ela está fazendo aqui? — olho para atrás e vejo Apolline e Michael . Os cabelos castanhos de Apolline voam por causa do vento que vem da porta seus olhos cinza-azulado estão furiosos por minha presença; já Michael tem uma expressão de surpresa no belo rosto, seus cabelos pretos e seus olhos verdes estão como eu me lembrava.


– Ela veio contar de um possível ataque que podemos ter e pediu para se unir a nós. — Lucas diz.


– E pediu perdão. — completa Sophie


Após essas palavras os quatro se olham e depois de um tempo, Michael fala:


– Não entendi. — Por um tempo Lucas, Sophie e eu explicamos tudo para Michael e Apolline, depois disso começamos a discutir, coisas do tipo se estou certa, o que faremos e chegamos a conclusão:


– Vamos esperar que os outros cheguem, para decidirmos todos juntos. — proposta feita por Apolline e aceitada por todos.


Aguardamos...


Notas finais
A Stefanie voltará logo e os outros personagens logo apareceram, postarei o próximo capítulo mais rapidamente dessa vez. Bjs!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.