Guerra é Guerra!
4 Omgs! wtf?!
Notas iniciais
Pov’s Percy
Depois do ocorrido com Annabeth na minha casa, não nos falamos mais. Pra falar a verdade, ela nem olha na minha cara. E depois que ela foi embora, por pura ironia, começou a tocar na TV a música um dia a gente se encontra, pela qual uma parte da letra diz:
‘’Um dia na praia a gente jurou Ficar junto pra sempre depois tudo mudou Eram portas abertas que depois se fecharam O tempo passou e as coisas mudaram Separaram a gente As circunstâncias e as coisas As circunstâncias e as coisas Então vamos viver E um dia a gente se encontra Então vamos viver E um dia a gente se encontra’’
Agora eu pergunto: se ela não queria, porque correspondeu ao beijo?... e puxa vida! Que beijo! Cara, fazia tempo que não ganhava um beijo daqueles! A Rachel só me dava selinhos ou algo um pouco a mais disso. Ela só me dava aqueles beijos maravilhosos quando estávamos em uma festa e tinha alguma garota me secando. Mas a Annabeth...como consegui me esquecer?... Ou ela beijava mal e melhorou muito, ou ela sempre beijou assim e eu me esqueci. Bem, eu senti como já tivesse beijado (até porque já beijei) ela só que foi muito...muito melhor! Eu não sei o que eu faço agora. Acabei de levar um fora da Rachel e estou sentindo uma certa atração pela Annabeth.
– Cara, você ta legal? – perguntou Jason ao lado de Leo.
– Anh? Ah sim, estou – lhe respondo saindo de meus pensamentos
– IIIIHHHH, deu ruim! – Leo diz vindo para meu lado – Pode contar amigo, oque aconteceu? Ta meio voando dês de sexta passada...
– Que isso Leo, eu to legal. – digo- só estou meio pensativo.
O sinal toca e vamos para a aula. Graças a Deus hoje é sexta! Amanhã tem a festa na casa da Piper e da Silena e a Rachel vai estar lá. Ela parou de falar comigo completamente e tenho que tentar de reconciliar com ela. No final da aula, a professora de Teatro diz que quer falar comigo e então espero todos saírem da sala.
– A Senhora disse que queria falar comigo...
– Sim, eu disse – A professora responde-me sentando-se em sua cadeira
– e então, o que é?
– Queria que ajudasse com os preparativos do baile de verão. Não sei se já ficaram sabendo, mas o baile esse ano vai ocorrer duas semanas antes.
– e porquê? – duas semanas antes? Não entendi porra nenhuma. Eles só faziam o baile quando íamos para....não! não acredito! – Vamos ter novamente a viagem para Long Island?
– É...sim. Mais ou menos isso – ela diz meio desconfortável – mas não conte a ninguém! Por favor...
– O.k
– Bem , voltando aos preparativos – Vish! Só quero ver o que vai sobrar para mim. – Escolhi os meus melhores alunos para isso
– Mas eu não sou um dos seus melhores alunos. Eu nem gosto de teatro
– Eu sei. Mas é um garoto criativo e forte, preciso de você. – Disse a professora colocando os cotovelos na mesa – e ainda ganhará dois pontos...
– Fechado
– passe aqui, hoje, ás três horas para começarmos a preparar. Obrigada Percy
– De nada
Vir pra cá, hoje de tarde, numa sexta-feira, para ver coisa de Baile de verão. Tomara que isso preste pra alguma coisa... Melhor eu ir pra casa tomar banho e almoçar.
Chegando ao colégio novamente, vou para o ginásio. Entro pela porta e de longe, vejo uma garota de cabelos loiros longos encaracolados, com seus óculos que quase nunca usa, de pé e apoiada com as mãos na mesa á sua frente, vendo alguma coisa. Vou até lá e paro na sua frente.
– O que você está fazendo aqui? – Annabeth arregala os olhos ao me ver
– A mesma coisa que você
– Fazer o croqui do baile? – Ela levanta uma sobrancelha
– É...não. – Digo– A professora pediu para ajudar com o que precisarem
– anh...ata – Ela diz como se aquilo não fizesse sentido algum pra ela e não iria mudar nada. Parece que nem aconteceu nada uma semana atrás entre nós – Juníper, reúna todo mundo. Vamos ver o que vamos fazer aqui. Estou sem ideias.
2 minutos depois, todos estavam prontos em volta da mesa. Em cima desta, tinha um papel transparente do tamanho deu uma cartolina.
– Bem, preciso de sugestões para o baile. Esse ano, pensei em fazer algo diferente.
– Podíamos fazer o baile com o tema de praia – eu sugiro – Já que vamos viajar para Long Island, como nos velhos tempos
– Havaí...- Juníper
– O que?
– Havaí – Annabeth diz – Nós vamos ao Havaí, não vai ser Long Island esse ano.
– Ah é? – pergunto, confuso – e como conseguiram isso?
– Não foi fácil. – disse uma garota pelo qual nunca vi
– Tivemos que insistir por um ano com o Senhor D. – Explica Annabeth – mas no fim, conseguimos. Claro, cada um vai ter que pagar o seu, o que não vai ser muito fácil.
– Enfim! – Chega a Professora – qual são as ideias? Praia? Bem, já vamos ter a viagem, acho que ficaria meio chato
– Podíamos fazer uma festa á fantasia só que moderno – sugeriu Juníper e todos concordam com a cabeça
– ótimo! Nunca fizemos uma nesse estilo...
– Colocamos o palco aqui, com uma banda, as mesas podiam ficar mais afastadas e também podemos usar a área da piscina, já que nunca utilizamos – Diz Annabeth desenhando na folha – e colocar também uns sofás, com almofadas.
– Desculpa interromper – digo – mas a área onde está a piscina não tem iluminação nenhuma de noite. Podia colocar umas luzes que combine com o tom da água, junto com velas.- Todos me olham surpresos e um longo silêncio começa. Odeio quando isso acontece. Qual o problema de eu falar alguma coisa, Expor minha opinião?
– Ooo.k!! Vamos trabalhar!- diz/grita a professora batendo palma – Nosso último globo foi quebrado então temos que fazer um novo. Cada um já sabe o que fazer, vão. – todos vão fazer alguma coisa e eu fico aqui, sem nada.
– Percy – me viro e vejo Juníper – Você ajuda a fazer o globo
– O.k
Dou uma olhada em volta e só agora percebo que o ginásio está cheio de coisas e materiais. Vou andando em direção ao globo e vejo Annabeth que passa perto de mim. A puxo para o canto para ninguém nos ver.
–Ei – chamo
– Ai, que foi? – Ela responde com uma prancheta na mão
– Porque está agindo como não me conhecesse?
– E deveria agir de outro modo?
– Está fingindo como se não tivesse acontecido nada sexta passada – Annabeth está tão perto de mim, que consigo sentir seu cheiro. Ela olha fixamente em meus olhos mas logo desvia.
– Olha, o que aconteceu não vai se repetir Okay? – diz mexendo em uma mexa do cabelo. Ela está nervosa. –Foi um erro eu ter aceitado sua ajuda. Então...vamos fingir que nada aconteceu.
– Um erro? Porque um erro?
– Tenho mais o que fazer Percy – ela me responde já saindo então eu a puxo de novo e Annabeth bate o seu corpo contra o meu.
– Só me responde uma coisa então. Se não queria, porque correspondeu, hein? – pergunto olhando para baixo para conseguir ver seus olhos
– Não correspondi – ela se afasta.
– Ah claro, foi tudo invenção minha.
– Sim, foi. Agora se me der licença, tenho um baile para organizar. – diz saindo até que se vira pra mim – e acho que eu não sou a única que tem muita coisa para fazer...- Ela vira os olhos cinzentos para o lado e acompanho. Uma bola enorme no chão e algumas pessoas colocando pedacinhos de...o que é aquilo? CD?...na parte de cima. Não acredito que fiquei com a pior parte.
Pov’s Annabeth
Cara, o que fazer quando você tem medo de se apaixonar? Quando você sabe que pode dar errado mas mesmo assim não para? Uma semana atrás, eu disse que estava desistindo de procurar o amor, mas quando eu o evito ele me procura! Tudo está caminhando tão devagar que eu não consigo enxergar nenhuma possibilidade do que possa acontecer no futuro. Está tudo embaçado, tudo escuro, por isso tenho medo, porque não sei o que vai acontecer, não tenho ideia. Dois anos se passaram e eu não sei lidar com antigos amores que insistem em voltar. Será que agora que amadurecemos tudo vai ser mais intenso? Essa intensidade é que me afronta, me diminui, espalha minha auto-confiança pelo ar. Me lembro que à dois anos atrás talvez, eu estava sentada no chão do meu quarto chorando feito uma criança porque o amava, mas sabia que terminar o relacionamento seria melhor pra mim, porque eu tinha noção do quanto aquilo estava me fazendo mal, eu sabia que nem eu e nem ele estávamos prontos pra enfrentar as barreiras que as pessoas colocavam a nossa frente. “Por que tudo tem que ser tão difícil?", eu me perguntava em meio ás lágrimas. E agora? Agora eu estou me fazendo á mesma pergunta. Eu quero tanto ele, quero tanto, que tento esconder de mim mesma. Não sei até quando meu escudo vai aguentar me proteger dessa “repaixão’’. Tenho medo de acontecer a mesma coisa que aconteceu e perde-lo de novo. O que eu faço?!
Aquilo que aconteceu na casa do Percy na semana passada só aumentou minhas duvidas. Claro que foi uma experiência ótima mais estou tão confusa quanto ele.
Estou fiscalizando tudo para ter certeza de que farão tudo certo. Acabei percebendo que uma vez ou outra, Percy fica me observando. O que ele quer agora? Eu estou com uma leve impressão de que a professora não o chamou para ajudar. Agora, todos já foram embora e finalmente tirei meus óculos, e é melhor eu ir também, só preciso apagar as luzes. Feito isso, saio pela porta do ginásio e me deparo com um corredor escuro, só com as poucas faixas de luz que entram pelas janelas ao fundo do corredor, aonde se encontra a porta. Sigo andando até que levo um susto enorme!
– Aaahh! – grito dando um pulo para, em vez de eu ir para trás como toda a pessoa normal, eu vou para frente, agarrando-me no que nem vejo direito. Resumindo: acabei de agarrar a pessoa que me assustou
– Uau! Isso tudo é saudades? – Escuto a voz de...Percy?...O que ele está fazendo aqui?
– O que você está fazendo aqui? – digo afastando-me rapidamente – quer dizer, porque ainda não foi embora?
– Quero conversar com você
– E tem que ser agora? – Pergunto ajeitando minha bolsa, que como estou de short, consigo sentir o tecido arrastar em minha coxa
– Sim, tem que ser agora.
– Não pode ser outra hora? Tenho que ir embora – começo a andar mas Percy corre um pouquinho e para na minha frente, me fazendo andar para trás.
– Está com medo de conversar comigo é? – Ele está cada vez mais perto e Droga! Estou encurralada, de novo. Porque vocês tinham que estar aqui,hein armários?! Ele chega mais perto e mais perto.
– hahahahahahah – dou uma risada tão irônica que nem eu sabia que eu era possível de rir assim – Eu? Com medo de você? Me poupe Jackson... – ele está com os dois braços em volta da minha cabeça, apoiando-se no armário atrás de mim. Saio de volta daqueles braços e vou andando. Não pode acontecer de novo...
– Annabeth, espera – Ele anda do meu lado.
– Me fala Percy, o que você quer comigo? – Digo parando e olhando fixamente para ele.
– A mesma coisa que quis da primeira vez – Ele...ele....ele disse o que?!? Percy olha dentro dos meus olhos, e eu faço o mesmo. Os olhos dele se destacam no corredor quase totalmente escuro. Dou um passo, dois, três para trás e de novo! Maldito armário! A mesma coisa que ele fez á dois minutos atrás, ele faz. Só que agora coloca só um braço apoiado no armário – Me diz, se não queria ter me beijado sexta passada, então porque correspondeu? – porque o Percy tem que ser tão alto? ele tem que olhar para baixo para conseguir me ver direito. Nossos corpos estão próximos, com mais ou menos cinco centímetros de distancia.
– Po-porque...- Meus Deuses! Eu to ficando nervosa! – eu...eu........eu já disse que não fiz isso.
– Ah não?... tudo bem...- Ele diz com uma voz tão calma que eu nem sei o que pode acontecer. E aquele sorriso maroto nos lábios com quem diz: eu sei que é isso que você quer. – Então ‘’não corresponda’’ quantas vezes forem necessárias para você finalmente corresponder.
– Percy, eu... – digo e não consigo esconder o quanto eu estou assuntada. Não estou com medo de agora, e sim do que está por vir. Não vou resistir, não vou. Desculpa, jurei a mim mesma que iria resistir mais não posso. Essa é uma das poucas coisas que Annabeth Chase não consegue fazer: Resistir a Percy Jackson. – Eu não....
– Shh, não quero que ninguém nos veja
– Mas não tem ninguém aqui
– Ás vezes, você fala demais e pensa menos. – Percy diz e logo em seguida me beija. Hera que pariu! Porque esse garoto insiste em fazer isso?. Confesso que primeiro, ele pediu passagem com a língua e eu cedi na hora, e segundo, que o beijo não foi nada calmo. Ele e eu parecíamos dois necessitados do beijo um do outro. Percy segura na minha cintura e eu deixo minha bolsa escorregar e cair no chão. Não sei como, mas meio que troco de lugar com ele e eu fico para o lado ‘’de fora’’ e ele encostado no armário. Percy começa e me empurrar e quase escorrego e caio no chão. Mas o que acontece é : bato minhas costas nos armários do outro lado do corredor e ele me aperta minha cintura forte, quase escapando um gemido. Por conta do ar nós paramos e ele solta um sorriso.
– Era isso que queria falar comigo?... – digo um pouco ofegante. Percy só solta uma leve risada como se aquilo fosse uma piada e volta a me beijar. Ele começa a descer suas mãos e eu não vou deixa- lo fazer isso, então coloco sua mão para minha cintura novamente. Sem perceber, ele desce com as mãos novamente. Percy não é de insistir ... o que esse garoto está em mente. Foda-se, já estou aqui mesmo. Deixo-o descer com suas mãos e então vejo que ele não queria fazer o que eu estava pensando. Percy me pega no colo e me prensa contra os armários, fazendo-me abaixar a minha cabeça para continuar beijando-o e ele levantar a sua. Coloco minhas mãos em seu rosto, fazendo carinho por ele e em seu cabelo, o que fez Percy se arrepiar e não consigo evitar de sorrir sobre isso. O sorriso foi um pouco mais do que eu esperava e sai como uma ‘’mini-gargalhada’’
– Ta rindo de mim porque me arrepio com seu carinho é?... – paramos o beijo o alguns selinhos.
– É...também – Ele ainda me segura no colo e ainda estou com minhas costas encostadas nos armários
– E do que mais está rindo?..- Olho fixamente para ele.
– Da sua cara de taxo de quando eu sair correndo daqui – digo e Percy não entende nada. Meus Deuses, que garoto lerdo! Isso, é a minha deixa. Me solto dele e meus pés vão para o chão. Pego minha bolsa rapidamente do outro lado (que não está muito longe) e vou correndo para a porta.
– Annabeth! – Escuto Percy gritar mas não estou nem aí. Consigo sair pela porta e fecho o mais rápido que posso, trancando-a. – Annabeth, o que você está fazendo?! Abre a porta! – Ele bate no vidro
– Hmmm...acho que não...
– O quê?!? Annie, por favor! Abre a porta!
– Não! – digo e no final da palavra faço uma espécie de bico. – Tchaau...
– Annabeth! Qual o seu problema? Por favor!!! – Percy está desesperado pensando que vou ajuda-lo, mas isso não vai acontecer. Ele já estragou minha vida por um bom tempo...vou fazer ele sofrer um pouquinho também. – Vai ter volta Annie... Aproveite enquanto pode...
– Ta bom. Ah! E não me chama de Annie – digo e pego meu celular. Tiro uma foto e a cara do Percy ficou simplesmente MUITO ENGRAÇADA e indecifrável. Uma mistura de raiva com preciso de você, com fofura, com ‘’o que você está fazendo?’’...simplesmente hilário– Tchau Percy, a gente se vê amanhã...
– Você é malvada...
– Ah, eu sei...e só uma dica: se quiser sair daí, vai ter que pular o muro. Boa sorte – Digo minha frase final, pego o meu carro e vou pra casa
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