Guardo teus pecados

4 Capítulo 4 - Me sentindo incrível


Notas iniciais
Peguem sua pipoca, e vamos lá! Boa leitura.

No dia seguinte, Van me ajudou a escolher a roupa que eu iria no “encontro” mais tarde. Eu chamaria de um passeio entre amigos, afinal nos vimos umas três ou quatro vezes, não poderia ser um encontro. Escolhei, ou melhor, a Van escolheu uma roupa que apesar de nunca ter pensado naquela combinação eu gostei. Uma calça jeans cor-de-rosa, uma blusinha regata branca, e uma branca com transparência por cima cheia de botões. Ela me fez colocar um cinto fino na cintura, apesar de eu achar meio desnecessário.

Coloquei uma sapatilha meio amarela, com umas listras bem claras na cor rosa claro.

– E então amiga? Gostou? Eu acho que você vai arrasar com esta roupa!

– Eu amei Vanessa! Muito obrigada sério... Mas eu continuo achando o cinto desnecessário.

– Ai amiga, relaxa que você acostuma, um dia você vai como o cinto é necessário.

Não sei como iria achar aquilo, mas olhei pra ela e começamos a rir.

O “encontro” com Armando iria ser as 16h00min no shopping aqui da cidade, e ainda eram 13h15min. Depois a Van me ajudou a escolher uma bolsa para o encontro. Ela queria que eu colocasse uma bolsa dourada, ou rosa para combinar, mas acabei pegando uma amarela bem clara, tipo a cor da minha sapatilha.

Dei os últimos retoques na maquiagem, me despedi da Vanessa e peguei o ônibus. O trajeto de minha casa até o shopping era entre 10 e 15 minutos com o ônibus.

***

Quando cheguei ao shopping, mandei um torpedo pra ele, perguntando onde ele estava. Ele não me respondeu, e nesse tempo eu aproveitei, e me sentei em um banco que fica na frente de uma loja de roupas que minha mãe adora, mais nunca soube o que ela viu de tão especial naquela loja.

Tinham se passado três minutos. Tá eu sei que não era muito, mas comecei a me preocupar. Meu celular vibra. Era uma mensagem de Armando.

“Estou atrás de você”.

Imaginei que ele estaria caminhando em minha direção, mas quando olhei para trás ele estava realmente bem atrás de bem, tanto que quando virei, ele teve que se afastar um pouco para não esbarrarmos. Eu levei um pequeno susto, e dei um pulinho.

– Oi Estella.

– Oi. Para onde vamos primeiro?

– Está com fome? Podemos ir para a praça de alimentação agora. Ou se não pegamos um sorvete, não sei. Para ser sincero, acho que eu que estou com fome, e estou na esperança de que você também esteja.

Eu estava com muita fome, já era 15h57min, e eu comi eram apenas 12h45min. Concordei com a cabeça e fomos até a praça de alimentação.

Ele foi até uma loja de batatas recheadas, e eu peguei um lanche de frango com um suco de maracujá. Na verdade eu não costumo muito pegar isso, mas eu não queria aparentar que como igual a um elefante.

Sentamos-nos à mesa, e ele arregalou os olhos quando viu meu lanche.

– Você só vai comer esse lanche minúsculo, e esse suco? Você não vai ficar com fome?

– Depois podemos ir ao cinema e pegamos pipoca. E você em, vai sobrar espaço para a pipoca ai?

Nós dois começamos a rir.

Um tempo depois terminamos de comer, mas continuamos na mesa batendo um papo.

– Então, borá pegar um cinema Estella?

– Claro.

Bem tinham uns filmes bem legais em cartaz, tipo alguns de comédia, ação, terror. Sim eu amo filmes de terror.

– Estella quer assistir um romance?

Ele me olhou com uma cara de ”pelo amor de Deus diga que não, eu odeio esses filmes”. Eu comecei a rir.

– Está louco? Esses filmes são uma droga.

Começamos a rir.

– Ufa! Eu também odeio esses filmes.

Eu iria o deixar escolher um filme sem dar palpites, mas um filme de terror chamado “Venha para mim” estava em cartaz, e eu tive que dizer.

– Vamos assistir “Venham para mim”?

– Tem certeza?

– Cara eu amo esse tipo de filme.

– Então vamos.

Compramos o ingresso, mas o filme só iria começar 17h15min e ainda era 16h35min. Ficamos dando um role no shopping enquanto isso, conversamos, e umas 16h55min voltamos ao cinema. Pegamos uma pipoca extragrande, com muita manteiga. Na verdade, ensopado de manteiga. Ele também pegou um Milk-shake grande para dividirmos, mas eu preferi pegar um grande só pra mim. Afinal, comi pouco no refeitório.

Entramos na sala. Eu quis ver o filme em 3D já que ele disse que pra ele tanto faz. O filme começou. Não sei por que, mas acho que como não tenho medo desse tipo de filme, e sei que nada lá é real, eu começo a rir, e me assusto uma vez ou outra, mas sempre começo a rir de novo.

Estava chegando à metade do filme, e olhei para armando: Ele estava chorando!

– Está tudo bem? O que aconteceu?

– Nada. Se eu disser você vai rir.

– Você tem medo?

Ele começou a chorar no meu ombro. Eu tentei disfarçar, mas não consegui segurar a gargalhada. Que marica.

Ele olhou para mim com uma cara de medo. Foi a cara mais linda que eu já tinha visto. Nós começamos a nos olhar naquela hora e fomos chegando mais perto. Ele me beijou.

Depois do beijo, não sabia muito como reagir, então perguntei se ele gostaria de continuar vendo.

– Se você não quiser ir embora, eu seguro sua mão.

Me senti a maior estúpida quando disse isso, mas assim que terminei a frase, advinha quem estava agarrado em mim, morto de medo. Pois é, e eu fiquei aliviada, porque eu não queria perder aquele filme por nada.

Quando o filme acabou, pegamos um sorvete e fomos chupando enquanto dávamos uma volta. Sentamos o no banco, ele olhou pra mim.

– Foi muito legal o que você fez no cinema. Eu tenho pavor desses filmes, me senti seguro com você.

–Não resisti, e tive que soltar uma risada, mas tentei me controlar para não parecer que estou zombando dele.

– Não foi nada. Apenas te ajudei. Mas na próxima vez, me avisa rs.

– Então quer dizer que podemos ter outro encontro?

Notas finais
Gostaram? Aguardem o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.