Guardiões do Sono
5 4ºPesadelo – Escola de Bonecos Zumbis
Notas iniciais
Você está no Médium outra vez. Sua amiga Amora está em seu quarto, e seu Self também.
–Boa noite Miguel! Você consegue se lembrar de tudo nao?
Claramente você se lembra desse estranho lugar, das criaturas e da entidade que se manifesta de vocês. Além de claro o estranho cubo que aparece tanto nos sonhos quanto na realidade.
–O que eu queria te mostrar é uma habilidade que Siren possui.
Siren se ergue e expande suas barbatanas, que aparentemente são retráteis.
–Ontem eu consegui te salvar a tempo graças a isso! Siren é capaz de sentir tudo que é tocado pela humidade do ar, pessoas e monstros são grandes e são mais fáceis de perceber. O maior problema é que eu não consigo diferenciar quem é quem ainda. Mas com você eu acredito que podemos arriscar e salvar outras pessoas! Quem sabe também descobrir a real causa de estarmos aqui todas as noites.
Ou seja ela precisa de você pra ser o guarda cos- (escudo de carne) dela...
Você obviamente bota a amizade em cima de qualquer impecílio e resolve colaborar.
–Então vamos sair pela cidade e fazer uma escolta? Quem sabe não encontramos alguém?
Vocês saem pela janela de seu quarto. A areia que Morpheus cria amortece a queda.
Vocês caminham em direção ao Metrô. O caminho está bem mais vazio que anteriormente. Não se detecta nem pessoas nem monstros.
–Você deve ter reparado que tudo que fazemos aqui reflete na nossa realidade certo?
–Por exemplo o ataque no metrô de ontem acabou resultando no seu mal funcionamento hoje. O mesmo acontece se a gente abrir uma porta, ou pegar algum objeto.
–Então pra evitar problemas vamos usar o menos possível das coisas de nossa realidade ok?
Vocês chegam no metrô Liberdade. Pulam a Catraca e esperam pacientemente o trem chegar.
–O metrô ainda estar funcional significa que ainda não é meia noite. Depois desse horário não poderemos retornar até as 4:40.
Mas os horários aqui não funcionam... Como saber que é meia noite?
–Existem outros meios de saber as horas sem usar um relogio.
–Por exemplo existem alguns estabelecimentos que fecham meia noite. Ou ônibus que saem da estação após as 5:00. Nós podemos usar várias referências pra saber que horas devemos voltar.
–Eu pesquisei muitos lugares antes para ter essas referências, então relaxa cara!
Parecia que você estaria protegendo a Amora mas agora vejo que a situação é exatamente o inverso...
–Miguel pare um momento!
Antes de subir no vagão você escuta o que Amora tem a dizer.
–Eu estou captando algo alguns quilômetros na direção sul.
–Acho que é uma boa maneira da gente começar nossa patrulha!
Vocês pegam o metro em sentido Jabaquara.
O vagão está totalmente vazio, só vocês dois estão nele. Você aguarda orientações de Amora para qual vagão decer.
A cada estação que o vagão para, Amora usa seu poder para rastrear pessoas.
–Aqui! O sinal vem daqu!
Vocês decem na estação Santa Cruz. Que por enquanto parece vazia.
Vocês sobem uns lances de escadas e chegam na Rua Domingos de Morais.
–Estamos bem próximos agora!
Você continua seguindo Amora. Vê um shopping, Construções e uma igreja mais a frente. Mas parce que seu destino é bem mais proximo do metrô.
Vocês param em um enorme colégio trancado com grades de ferro.
–Cara o sinal vem daqui!
–Nós precisamos entrar nesse colégio!
Você chama Morpheus para criar uma plataforma de areia que encobre o portão com grades de ferro, facilitando assim a entrada de ambos.
–Uau. Radical! Você ta aprendendo a usar bem seu Self.
Vocês caminham nos corredores do colégio. Pode acreditar o lugar é sinistro pra caramba. Parecem cenários daqueles jogos de terror asiático.
Ao cruzar o corredor você vê uma luz de lanterna se aproximando.
Mas ninguém esta manuseando. Você se prepara para atacar com Morpheus quando Amora interrompe o ataque.
–Hey. Acalme-se! Eu vou te explicar! Essa luz que está circulando é o vigia do colégio.Ele não pode nos ver, e nós não podemos ver ele pois como está acordado nós estamos em planos diferentes.
–Mas fique em guarda eu estou sentindo algo lá fora no pátio.
Vocês se aproximam da porta que leva ao pátio da escola.
Ao dar uma espiada, vocês vêem aqueles bonecos com órgãos expostos que são usados em aula de biologia dançando na luz do luar.
Amora sussurra pra você:
–Esses bonecos não fazem parte da nossa realidade, caso contrário o vigia já teria visto eles. Então eles são como aqueles cigarros grandes que enfrentamos antes.
Você se questiona se era eles que Amora estava sentindo.
–Não... O que estou sentindo vem de andares acima de onde estamos.
Então o negócio é abrir caminho até lá.
Hora da ação meu jovem!
–Você cuida da distração enquanto eu te dou cobertura ok?
Amora se da conta que você já partiu para ação.
Mas se você foi confrontar os bonecos... Com quem Amora está falando?
Ao virar o rosto, Amora ve a cabeça de uma criança que da um sorriso malicioso e da uma risada.
A Cabeça tem cabelos muito longos e não possui um corpo. Antes que Amora grite por ajuda a porta é totalmente selada pelos cabelos da criança.
Voltando a cena para você.
Morpheus é chamado e você usa seu truque de disparar balas de ar nos bonecos.
Todos os disparos são certeiros e danificam severamente os bonecos antes de notarem sua presença.
“Aehoo GG Easy”! Toca aqui parceira!
É o que você iria dizer. Mas você nota que Amora não está com você...
Ao se virar, você nota a porta de onde veio selada por grossos fios de cabelo.
Você escuta Amora gritar por sua ajuda.
Você tenta desembaraçar os fios de cabelo que selam a porta.
Mas os fios reagem a seu toque tornando uma camada de pregos afiados que espetam sua mão.
Ouch! Essa vai deixar marcas quando acordar...
Na perspectiva da Amora, ela luta com a criança cabeçuda que tenta atacá-la com seus logos cabelos.
Amora contra ataca com uma gigante onda de água.
Mas os cabelos absorvem todo seu ataque deixando Amora vulnerável.
Amora usa seu truque de bolhas de sabão e isola seu próprio corpo para assim a criança não conseguir segurar.
Isso acabou deixando a criatura bem irritada que com um movimento de seus cabelos passa uma rasteira em Amora.
Em seguida se aproxima dela e morde seu braço.
O grito de Amora passa pela porta e você escutou muito bem.
Você precisa ajudar sua amiga... Mas agora você tem seus próprios problemas também...
Os Bonecos baleados ainda estão vivos rastejando até você como zumbis! Por mais que você os danifique, eles continuam a se mexer!
Os bonecos te alcançam e te puxam para longe da porta.
Você usa a areia de Morpheus nos bonecos mas nada adianta eles não adormecem.
Então você se lembra do vigia, que apesar dele não ver vocês, vocês podem interagir com o plano onde ele está.
Você faz com que Morpheus crie um enorme punho de areia e começa a socar a parede repetidas vezes.
A areia é frágil e não danifica a parede, mas o impacto causa barulho suficiente para atrair a atenção do vigia, que chega onde Amora esta sendo atacada.
Ao passar com a luz de sua lanterna pela criatura cabeçuda com rosto de criança ela para de atacar Amora e começa a queimar gritando em agonia liberando a passagem para você resgatar Amora.
Morpheus segura Siren, que segura Amora, que imediatamente puxam para o pátio.
A criatura queimando em agonia com a luz do vigia desaparece na escuridão do corredor.
Já no pátio Amora dispara um jato de água sobre os bonecos com tamanha pressão sobre os muros do colégio fazendo eles se partirem de uma maneira que impossibilita deles se recomporem.
–Hey você está bem?
Que ironia ela perguntar isso quando ela estava sendo devorada viva por um cabeção bizarro.
–Oh você feriu sua mão... Vamos fazer uma pausa enquanto eu te ajudo.
Vocês fazem uma pausa no pátio enquanto Siren regenera sua mão esburacada.
Esta silencioso, dá para escutar o som do vento, de grilos, e dos vultos com lanternas indo e voltando pelos corredores.
Você fica pensativo. E se sente um bosta. Quase sua amiga morre por causa de sua imprudência...
Você planeja ser mais cuidadoso, e sente uma forte conexão com a gratidão de Amora.
Ao se levantarem vocês notam que no ultimo andar do colégio, em uma sala isolada, as luzes se acendem.
–Eu estou sentindo alguém lá! Alguem como a gente!
Você nota que existem escadas que levam para o primeiro andar e que posteriormente para o segundo andar onde está essa sala.
Vocês caminham juntos e com o dobro de cuidado
Aparentemente nenhum boneco a vista...
Ao tentar subir as escadas algo cai na frente de vocês e faz um barulho.
É uma mulher, com um vestido vermelho parece uma aluna.
Essa aluna esta com o corpo todo quebrado.
Ela fala com grande dificuldade:
–E... EEE... EEEEELEE.
A mulher desaparece imediatamente como se nunca estivesse ali.
Ao tentar subir um degrau de escada, a mesma mulher cai em frente de vocês outra vez e repete a mesma fala.
Mas agora ela se rasteja até vocês e grita:
–RO. DAAAAAASSSSS!!
Assim que ela grita isso seus olhos ficam ocos, e sua mandíbula fica solta.
Ela fica gritando “Rodas” “Rodas” “Rodas” repetidas vezes e parece não ligar para vocês.
O mais bizarro acontece agora.
Começam a rolar pelas escadas várias cadeiras de rodas.
Aparentemente os alvos são vocês!
Vocês trabalham cooperativamente para esquivar dessas cadeiras de rodas.
Quando chegam no primeiro andar, a mesma mulher cai na frente de vocês.
Nessa vez ela cai de cabeça e desloca o pescoço.
–REEEE.
–REEEEE.
–RE LÓOOO GIOOOOOSSS
–RELÓGIIIOSSS, RELÓGIIIOSSS, RELÓGIIIOSSS.
Você deve imaginar o que vêm agora não é mesmo?
Imensos relógios antigos começam a rolar escada abaixo.
–Miguel, a gente tem que pensar uma maneira de parar essa doida.
–Isso já tá virando loucura!
Você tenta usar a areia de Morpheus para fazer a mulher adormecer.
Mas ela continua gritando incansavelmente.
Talvez se isolasse a voz dela...
Você dá essa dica para Amora.
Amora usa uma bolha para isolar a cabeça da mulher e parece que da certo!
Os relógios pararam de rolar pelas escadas.
Vocês rapidamente sobem para o segundo andar antes da bolha estourar.
Falta apenas um corredor que conecta a sala acesa.
Amora sente a presença muito próxima.
Mas antes de vocês chegarem na tal sala, a tal maluca aparece novamente.
Nessa vez ela caiu em cima de vocês. E esta segurando seus braços.
–PAREM. PAREM. PAREM. PAREM. PAREM. PAREM. PAREM. PAREM.
PAREM. PAREM. PAREM. PAREM. PAREM. PAREM. PAREM. PAREM.
–ELE. ELE. ELEEEEEE. AQUI...
Vocês se esforçam para ela soltar vocês e ao tocar na luz da lua ela grita de dor e se afasta.
Aproveitando a brecha vocês sobem as escadas e chegam na sala.
Ao abrir a porta, vocês trombam com uma figura misteriosa.
Ela usava um enorme sobretudo negro, tinha mais de dois metros de altura e era bem magra.
Mas antes que vocês pudessem ver seu rosto, você escuta um som de um relógio.
A figura que estava na sua frente desaparece, junto com qualquer vestígio que Amora pudesse rastrear.
A sala está totalmente vazia e não tem nada além de vocês dois e seus Selfs.
Pela janela o sol já está nascendo.
A aventura se encerra por esta noite e vocês devem retornar para seus quartos antes que o Médium comece a desaparecer.
Amora joga o cubo dela no chão que abre um portal para o quarto dela.
Você faz o mesmo com o seu.
Antes de vocês se despedirem você pergunta a Amora o que foi aquilo.
–Eu também não sei... Mas aquilo que vimos não era uma pessoa.
–Existia mais alguém nesta sala. Mas eu não consegui ver ou pegar seu rastro.
Pera aí. Existiam mais de uma pessoa nessa sala??!
–Eu não consigo entender se esse alguém estava atraindo a gente pra cá, ou se estava fugindo. Seja como for eu agora tenho certeza que não estamos sozinhos aqui!
Amora te abraça antes de partir.
Você acaba retornando para seu quarto.
Antes de acordar seu self olha pra você e pergunta:
–Você não parece bem...
–Parece atormentado com algo...
–Posso ver a expressão de culpa nos seus olhos. Afinal eu sou você...
De fato, você se sente culpado pelo que aconteceu hoje.
E também assustado com as experiências daquela escola.
Você pergunta a Morpheus se ele viu o rosto da pessoa que eles trombaram.
–Eu vi o que sua amiga viu...
–Mas o que você trombou não era alguém do seu plano...
–Era alguém do MEU.
Você acorda...
FIM DO 4ºPESADELO –ESCOLA DE BONECOS ZUMBIS

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