Notas iniciais
O primeiro capitulo, onde tudo ainda era normal...

John de costume acordou atrasado, é claro que naquele ponto já não importava mais, teria acordado mais cedo se a noite não tivesse sido tão agitada — obrigado Owen – pensou. Pegou a primeira camisa que viu no armário, uma azul, com o símbolo da Califórnia. Ainda estava com dor de cabeça, teria bebido muito na noite passada, e aquela ruiva, ah a ruiva do bar – que noite. Enquanto se arrumava, a mãe preparava o café. O cheiro do café sendo feito entrava no quarto de Breno como o sol entra de manhã bem cedo.

— Querido, o café está pronto. Gritou a mãe — desça logo. A mãe era a típica mãe que ama o filho apesar das noites de bebedeira, ela já estava acostumada com isso, com o filho que ficava até tarde no bar e no outro dia tinha que tomar uma dose extra de café para que ficasse acordado. Desde que chegou na família Hill, a vida de Louise tinha mudado, para melhor. Ela amou aquela criança desde a primeira vez que a viu. Os olhinhos azuis. Ah aqueles olhinhos tinham a conquistado de primeira.

John tinha dois anos quando foi adotado por Louise. Ele não se lembrará da verdadeira mãe ou até mesmo do verdadeiro e único pai, já que o marido de Louise morreu alguns anos antes dele entrar na família. Mas ele amava ela acima de tudo, como sua própria e única mãe.

— Bom dia mãe — entrou na cozinha e logo deu um beijo na bochecha rosada de sua mãe. — To atrasado, tenho que correr – Pegou uma fruta e foi direto para a porta.

— O que? Não vai comer? — Falou Louise, olhando com um olhar mortal para o filho.

— Bem, eu peguei essa maça, vou comer ela no caminho – Falou dando um sorrisinho

— Tudo bem... — Desistiu Louise, sorrindo para o filho. — Como ele cresceu, tão rápido — pensava ela, logo chegaria o dia em que o filho teria que descobrir a verdade, ou talvez não, talvez aquele mundo não existisse mais, talvez o seu filho poderia continuar sendo uma pessoa normal, talvez...

John foi caminhando até a escola. A escola era a alguns quarteirões, não muito longe e o que facilitava as noites de bebedeira pois ele podia dormir até tarde.

— E ai J, e a ruivinha? — Falou Owen. Ele era o melhor amigo de John desde sempre. Os dois era como se fossem Batman e Robin, é claro sem nenhum querer ser o Robin.

John riu

— Deve estar bem, pelo jeito que tu riu. Cuidado hein, se tu sorrir muito para mim, vou acabar me apaixonando.

— Qual é, não é bem assim. — Era inegável o fato de que John era bonito. E isso ajudava ele ser popular. Ele estava no ultimo ano e tinha o mundo nas suas mãos. Era inteligente e tinha um futuro brilhante. — Realmente, a noite foi muito boa, mas sabe como as coisas são né —

— Não, não sei. Como elas são? — Owen era um pouco mais alto que John, mas ao contrário do amigo não era nada musculoso. Era perfeito para o basquete mas odiava com todas as suas forças.

— Sabe que eu não vou me apegar a ninguém. Muito cedo, tenho muitas coisas para fazer antes de pensar em namoro.

— Cuidado meninas, temos um garanhão presente no local — Owen falou quase gritando.

Os dois riram. Com certeza os dois iriam sentir muita falta daquilo quando o colégio acabasse, mas isso iria demorar mais alguns meses, já que as aulas estava recém começando.

Ambos tinham a mesma aula, porém como de costume, eram proibidos de sentar um do lado do outro porque conversavam a aula inteira. Owen sentou do lado de Garcia e o único lugar que sobrou para Breno foi o lado de Elizabeth. O Que ela tinha de bonita, tinha o dobro de insuportável. Ela namorava o melhor jogador de basquete da escola, que convenhamos não era tão bom assim. Por isso se achava a melhor de todas.

No meio da aula houve uma pausa, de cinco minutos. Breno odiava sentar do lado de Elizabeth quando tinha essas pausas. Era sempre um assunto novo e mais estranho.

— John – falou sorrindo

— Elizabeth – falou quase revirando os olhos. Ele já sabia que teria que aguentar por cinco minutos provavelmente o assunto mais estranho do dia.

— Vai ter uma festa na casa do Jason hoje. E tu vai ir porque eu quero te apresentar a minha prima – Beth seria uma garota muito bonita se não fosse insuportável e se não tentasse ser a melhor em tudo.

— NÃO, NÃO POR FAVOR EU PREFIRO A MORTE. EU NÃO QUERO CONHECER A SUA PRIMA EU NÃO QUERO FICAR COM SUA PRIMA. QUE NOJO. EU REFIRO CORTAR MEUS PULSOS AO TER QUE CONHECER SUA PRIMA – pensou, mas é claro, não falou – Que horas é a festa?

— Ás 20h. A turma de basquete vai estar lá, e todo o colégio, é obvio.

— É claro que eu vou, primeira festa do ano, como eu iria perder. — Falou sorrindo. O sorriso apaziguava qualquer situação.

Breno tentou chamar Owen, mas o amigo estava muito distraído conversando, ou discutindo, alguma coisa com Garcia – Provavelmente sobre algum jogo de videogame – Pensou, já que ambos só sabiam falar de jogos um com o outro.

John jogou uma bolinha de papel

Owen deu um pulo

— Mas que porra? — Reclamou

— Ei, Ow. — Chamou

— O que foi?

— Festa hoje, depois te explico mais.

— Que ótimo, só porque eu iria jogar videogame tomando moutain dew até tarde, minha vida de popular está me matando.

A aula acabou, o que fez John comemorar. Como ele odiava aquele professor. — Ele só pode ser um enviado do Satã exclusivamente para nos infernizar – Falava Ow sobre o professor, e B concordava.

Breno explicou sobre a festa para Ow, que fez cara de nojo quando John contou sobre a prima de Elizabeth.

— Ela deve ser chata que nem ela. — Disse, por enquanto que mastigava uma barra de chocolate.

— Mas vamos mesmo assim, é a primeira festa do ano, todo mundo vai estar lá.

— Realmente, a popularidade está me matando. Tenho que repensar a minha amizade com o cara mais bonito da cidade. — Ow disse enquanto botava o papel do chocolate no lixo.

— Ta bom, eu te pego na tua casa as 19h, nós passamos naquela loja, compramos algumas bebidas e vamos para a casa do Jason. Vai ser legal. — Falou, tentando ser positivo.

Breno realmente esperava que essa festa fosse melhor que a primeira festa do ano passado. Aquele desastre em forma de festa. Owen tinha se declarado para a melhor amiga dele, que deu um super fora no coitadinho e quem teve que levar ele para a casa? Isso mesmo, John. Porém não foi simples. Não foi nada simples. Levar um jovem de 1.94 para a casa não é simples, ainda mais quando o mesmo não consegue caminhar direito. Mas aquela seria diferente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.