Guarda Costas

32 Os fantasmas voltaram


Notas iniciais
Obrigada pelos comentários meninas, e fiquem tranquilas, pois falta pouco para o final, já podem contar. Só mais cinco capítulos. :D Não me matem, tudo que estou fazendo faz parte da fic. Logo tudo vai acabar, só não prometo que bem ou como esperam. Enjoy it!

...

– Quanto tempo Snow White?! — Sorriu sincera para a outrora amiga.

– Snow White? — Swan se meteu curiosa com este pseudônimo.

– Quando nós éramos pequenas, participamos de uma peça da escola. Sua mãe era muito branquinha e tinha uma voz tão calma que automaticamente ganhou o papel da Branca de Neve, já eu era a...

– Evil Queen. — A mãe de Emma pareceu nostálgica.

As duas se olharam saudosas, riram sem motivos. Todos comiam seus bolos entretidos em conversas paralelas.

– Eu soube que vocês estão... Como dizem hoje em dia? Ficando!

O pouco de refrigerante que Emma tomava só a fez engasgar, Regina tentou ajudar desengasgar. Snow sentou-se mais confortável no sofá. Fechou os olhos aproveitando a maciez do mesmo. A cadeia era um lugar desconfortável em todos os âmbitos. Sentiu tanto a falta de casa, de seus filhos e seu marido...

– Você gosta dos Swan's não é Regina? — Regina riu junto da própria "Snow".

– Eu juro que não sabia que ela era sua filha no começo. — Ficou pensativa. — Fiquei tanto tempo fora daqui depois daqueles problemas com Cora e você sabe que eu tenho péssima memória para rostos. — Snow concordou com sua "amiga". — A gente era tão amiga Snow, o que aconteceu?

– Eu manchei a casa da sua mãe com o sangue de Zelena. — Foi um comentário com certo humor, humor negro, o que fez Regina abrir um sorriso de lado. — Não, na verdade foi bem antes... Foi naquela noite em que as duas adolescentes de 17 anos roubaram conhaque na adega do seu pai e se beijaram...

– O QUÊ?! — Emma engasgou de novo.

...

A versão 2.2 de Killian, chamada Kirk Jones fazia os cálculos numa sala em que Mad Hatter tinha mandado separar para ele. Estava sozinho, então o susto foi inevitável quando uma sombra surgiu em suas costas.

– Para quê raios você chega assim na surdina?

– Não cheguei tão na surdina assim. — Afirmou rindo. — Você que estava desatento. E aí irmão? Achei que não ia voltar mais.

– Claro que ia Phillip. Acha que mamãe ia fazer o quê? Deixar eu ficar na boa vida? Claro que não. Na primeira oportunidade me mandou pra casa.

– Como sabia que Killian e Jefferson estavam aqui?

– Jefferson contou à mamãe.

Phillip se virou para sair da sala.

– Ué, onde vai? — Kirk levantou-se da cadeira seguindo seu irmão.

– Vou pegar a vadia da tal Emma Swan. — Phillip riu de lado. — Achou que eu não fiz minhas pesquisas por todo esse tempo.

– Essa é a mulher que pegou a tal da Regina, não é?

– Ela matou o Will.

– Tem certeza?

– Eu tava lá. — Disse sumindo da vista do irmão.

...

– O que você é exatamente Regina? Uma "Papa Swan"? — Estava trancada no banheiro.

– Emma sai daí! Deixa eu pelo menos explicar?! — Batia na porta do banheiro da suíte de Emma fazia alguns minutos.

– É tipo PacSwan? Só que em vez de fantasmas, são nós Swan's? — A agente ironizou, parecia não ter ouvido a juíza.

– Pra começar, isso é ridículo. E segundo, eu não imaginava que você era a filha da minha amiga de infância e adolescência. — Encostou o rosto na porta.

Ficou bem silencioso, não sabia mais o que dizer para aquela cabeça oca, ela não escutaria mais nada.

– O que mais você quer que eu diga? Aconteceu já faz tempo.

– Ela beija bem?

– O quê? — Não creu no que a sua guarda costas perguntou.

– Ela é boa? Beija bem?

– Emma, me diz que não está me perguntando de verdade isto. — Foi obrigada a rir.

– Responde...

– Eu... Eu na verdade nem me lembro mais. — Não lembrava mesmo, ela tentou se recordar, mas não deu muito certo. — É sério Emms.

Emma que estava do lado de dentro sorriu para o apelido idiota. Claro que não ia dar o braço a torcer. Ouviu Regina se desencostar da porta do banheiro.

– Emma deixa de ser boba. Eu não contei sobre isso, porque eu esqueci de verdade disso.

Não que não acreditasse em Regina, é que o fato da sua patroa e sua mãe terem se beijado, e agora anos mais tarde se encontrarem assim e elas falarem disso tão abertamente, era algo a ser pensado... REPENSADO.

– É muito estranho... — Foi a única coisa que Regina ouviu da garota.

– Pensando bem, é sim. — Riu ao se sentar na cama. — Sei que a ideia era de "beber com os amigos", mas vou admitir, estou cansada, vou dormir.

"Deve estar tomando banho" Pensou logo que ouviu o chuveiro abrir. Alguns passos pesados no corredor e conversas alegres passaram pela porta do quarto de Emma. Estavam indo dormir com certeza.

Começou a pensar consigo o fato de Emma ser uma garota tão madura e só agora ser maior de idade legalmente. Acabara de completar os 21 anos. Ela parecia ter vivido tanto. Fez mais que muita gente velha. Sofreu mais que muita gente que diz ter sofrido. Sabia menos do que outros achavam que sabia, mas mais do que imaginou saber.

Em um mês essa garota fora do normal a fizera sentir coisas incríveis, coisas que achou que nunca mais sentiria, ou que apenas sentiria enquanto estivesse com seus homens.

Sentia-se miserável e carente de amor, por isso provavelmente tinha se permitido ser preenchida por toda aquela atenção e relações, carinhosas ou sexuais. Lembrou-se de quando Bernard havia morrido, de como chorou e como em tão pouco tempo "preenchera" o vazio com o irmão mais novo deste. Daniel. Agora parecia estar fazendo o mesmo. Com Emma.

"Um tempo record!" Foi obrigada a concordar com ironia e pesar o óbvio, havia feito sexo com a garota poucas horas após a morte de seu marido, mas concordara que desde que havia a visto no gabinete do prefeito ansiava por tocá-la e ser tocada pela mesma.

E se tudo isto fosse apenas uma atração passageira? Uma vontade de conhecer de verdade o "desconhecido"? E se no fundo estivesse procurando alguém para preencher este vazio.

Deitou-se na cama e encostou a cabeça em "seu próprio travesseiro" que não passava de um travesseiro extra da sua guarda-costas. Lembrou de seu marido e o quanto eles viveram, ainda doía se lembrar de seu homem. Após o jantar com a agente escondera muito bem o pingente dado à ela pelo marido, agora sentiu a necessidade de ver o pingente. Pegou-o, abriu e viu a foto dele e seu filho. Desde que ganhara o presente, era a segunda vez que o abria. Uma foto dele bem recortada, mas sabia bem quando esta fora tirada.

"- Regina, não pode mexer muito. — Este avisara a esposa.

– Não enche Dan. É só uma câmera.

– Tá bom, quando a imagem sair toda borrada quero só ver. — Virou de lado o rosto.

– Vira pra cá, tá bom? — Foi manhosa ao pedir.

Pronto, ele virara fazendo uma careta, só que não sustentou por muito tempo já que a juíza caíra na risada, o mesmo ria da risada estranha da esposa. CLICK!"

Esboçara um sorriso triste para a foto, nem notou que a xerife já estava se trocando no quarto, a mesma parecia séria. Ficou triste ao ver a mesma tomar o outro travesseiro e sair. Não deu nem "boa noite". Será que a havia magoado com o tal beijo que nem se lembrava?

...

A garota estava se ajeitando no sofá da sala, bateu forte no travesseiro com a desculpa de afofa-lo. Sua avó ainda não havia subido para dormir, viu a Swan mais nova deitar-se olhando para o sofá. Por uns instante quis saber o que havia ocorrido, mas a moça dormira tão pouco estes dias que preferiu fazê-lo de manhã.

Terminou de ajeitar a louça que a moça dos computadores, Anna, havia lhe auxiliado estar lavando, depois dos comes e bebes pós jantar. A comemoração era de Emma, mas esta aproveitara tão pouco por causa de seu repentino "ciúmes" por saber de sua mãe e Regina, coisa que nem mesmo ela sabia.

Sua neta se tornara adulta muito rápido e muito cedo. Foi o que disse ao marido ao se deitar na cama após os pequenos afazeres.

...

A agente suava tanto no sofá que chegou a encharcar a colcha do sofá. Zelena não lhe dera trégua esta madrugada, chorou diferente das outras vezes.

– Por que não me deixa em paz?– Perguntou tão baixinho, sentia-se sem ar.

"- Você sabe que ela nunca poderá te suprir. Ela só tem olhos para o Daniel." — A última frase parecia reverberar pela mente da agente.

Levantou-se do sofá e passou a esconder o rosto nas mãos, estava com medo, morta de cansaço, não entendia o porquê de Zelena continuar atormentando ela, havia se cansado. Sentiu braços familiares lhe envolverem, aqueles braços pros quais corria quando era pequena.

– Filha.

– Papai. — Enlaçou o pescoço do mesmo, sabia que estava molhando-o, mas não se importou.

– Você está encharcada.

Ele a colocou em seu colo após se sentar no sofá, passou a afagar seus cabelos e a ninar, como fazia quando esta era pequena. Nunca a viu assim tão desesperada.

– Pai... Eu estou com medo. — A voz embargada só fazia o coração de David quebrantar-se no peito.

– O que está te amedrontando? — Perguntou baixinho pra ela ao beijar o cabelo.

– A Zelena, ela não sai da minha cabeça. — Confessou desesperada, assustando o pai.

– Querida, Zelena não está aqui, não mais. — Olhou nos olhos iguais aos seus, de sua filha.

– Eu me sinto só. Ela sempre me ataca. Nos pesadelos, no dia-a-dia.

David continuou a nina-la. Passou a abraçar a filha com força.

– Pai, eu não sou um boi prestes a ser sacrificado. — Afirmou baixo.

– Fica quietinha meu amor. — Riu baixinho da observação da moça.

– Obrigada... — Afirmou baixo enquanto se aninhava mais ao pai.

Mary Margarete observava tal cena de longe, se sentia de coração partido em ver aquilo. Sua filha estar daquele jeito era devastador, até porque parte daquilo era sua culpa. Viu o marido se aconchegar no sofá com a filha no colo apenas para abraçar a moça mais. Ouvia o canto baixo dele e lembrou que quem cantava daquela forma era ela própria para a Swan mais nova. Quando a loira tinha pesadelos, deitava-se na cama com ela, deixava que ela se aconchegasse da melhor forma possível e só depois a abraçava para poder cantar aquela mesma canção.

Não havia percebido, mas agora estava ao lado do marido e da filha. A causa de ter se levantado era porque não sentiu o calor do marido ao seu lado. Não imaginava que a filha ainda tinha aqueles pesadelo. Zelena ainda lhe assombrava. Parecia que agora muito mais, já mais velha. Também tinha pesadelos com aquilo que fizera com a ruiva. Fizera com a filha de outra o que nunca desejaria para ninguém. Destruiu sua vida, sabia disso, mas não imaginou que havia abalado a vida de sua filha desta forma. Não bastava ela ter uma mãe criminosa, também havia visto o que a mesma fizera.

O marido que até então permanecia de olhos fechados viu a esposa ali na sua frente. Sorriu conformado e apontou com a cabeça um lugar para a mesma se sentar. Tocou na perna da filha, levantou um pouco e se ajeitou no sofá ajeitando as pernas da mesma para que pudesse "compartilha-la" com o marido. A mesma parecia dormir um sonho tranquilo agora. Continuava um pouco suada, mas e quem disse que os pais se importavam com essas coisas, quando sua cria estava em apuros.

– Não queria que ela se sentisse assim. Culpada. — Mary Margarete estava com a cabeça encostada no ombro de seu marido.

– Ninguém quer amor. — Afirmou baixo para a mesma.

– Precisamos conversar com ela.

– Querida, precisamos conversar de manhã. Eu ainda não entendi como Sidney e seu pai conseguiram lhe trazer. — Sorriu após a frase. — Estou feliz mesmo assim.

Os dois ficaram velando o sono de Emma na sala.

...

Regina estava com o coração acelerado ainda, dormiu pouco durante a noite. Havia acordado há quase uma hora, mas sem coragem alguma para se levantar. Obviamente foi obrigada a fazê-lo por conta de suas necessidades matinais.

Sentiu-se só aquela madrugada, pois Emma não havia dormido consigo. Por um momento sentiu vergonha de se encontrar agora desta forma. Uma mulher de quarenta e quatro anos, juíza federal, um filho e agora dependia de uma garota de vinte e um anos para poder dormir bem.

– Mãe! — Estava no banheiro se preparando para tomar seu banho quando seu filho lhe chamou do quarto. — Vou com a Grace na lanchonete da Granny.

– Tudo bem, não demore muito. — Regina respondeu antes de entrar no chuveiro.

– Tudo bem mãe.

Voltou a tomar banho, algo que estava precisando e muito.

...

Emma ainda estava correndo na floresta, sentia os músculos do abdômen fortemente tensionados, havia corrido e não apenas caminhado. Ouvia uma música rock da rádio, um dos clássicos americanos de Bruce Springsteen. Gostava de ouvir música enquanto corria. Principalmente quando precisava relaxar.

Como todos os dias, acordava cinco horas da manhã para ir correr, novamente na trilha do lobo. Era um lugar solitário, mas bem reconfortante para pessoas perturbadas.

Quando acordou esta manhã, estava no colo de seu pai e de sua mãe Mary. Sentiu vergonha de ainda ser amparada pelos dois, se obrigou a sair do colo dos dois de fininho, o que não foi fácil, os dois ainda lhe seguravam com um pouco de força. David dormia feito uma pedra quando estava cansado, mas sabia que sua progenitora já não era assim, esta tinha um sono muito leve. Tomou uma ducha no banheiro do corredor de cima e se mandou para a trilha.

Durante o jantar prometera à Bae que ia jogar no videogame com ele, mas estava sem saco para isso.

Desde que vira Regina olhar o colar dela com a foto do filho e do falecido marido, sentiu-se uma completa estranha. Primeiro, ficou com raiva, pois a tarde a mesma havia praticamente exigido uma resposta sobre o tipo de relacionamento que elas tinham. Segundo, indignada por esta ainda ficar relembrando o marido. Por fim, entendeu que estava sendo ridícula, estava com ciúmes de um cadáver. Regina não estava relacionada à ela, não de forma séria, estavam só... Ficando.

Regina ainda não tinha tido tempo de ter o seu luto. Não tinham começado de forma correta, gostava da patroa, mas esta ainda não tinha nem mesmo iniciado seu período de luto de forma certa. Estava tão encantada por estar apaixonada pela juíza, que não teve tempo de medir. Não podia negar, estava apaixonada. Só que também deveria ser racional agora, principalmente agora, queria encerrar seu trabalho.

– Você não pode ficar correndo sozinha, sabia? — Tomou sim um susto, não esperava ser acompanhada.

– Aurora, perdeu o juízo? Eu poderia estar armada! — Reclamou com a parceira.

– Tá, tá... Tô sabendo. Quer correr mais um pouco? — Perguntou se mostrando pouco paciente para desculpas.

– Eu vou correr mais um pouco.

– Então vamos.

Correram a trilha do lobo até mais longe do que o que Emma estava acostumada a ir, estavam na mata fechada já. No local mais escuro da floresta.

– Eu estou cansada, estou correndo desde as cinco e meia. — Swan admitiu ao pôr as mãos no joelho puxando todo o fôlego perdido na subida.

– Eu acho que gosto da Anna. — Confessou de uma vez.

Emma lhe olhou de soslaio. Encostou numa árvore e se sentou, ainda olhando a moça. Como se já não bastasse uma boba apaixonada, agora havia uma boba apaixonada e uma confusa.

– Gostar? Assim como eu gosto da Regina?! — Ainda estava tentando acalmar os batimentos cardíacos.

– Exatamente. Só que ela tem o tal do Kristoff. — Se encostou na árvore. — Esse cara tem sorte. Ela é...

– Incrível? — Perguntou já rindo da cara de paisagem da parceira. — Cê sabe que a Elsa vem de brinde, né?

– Cunhado não é parente. — Riu ao depreciar a colega.

– Já contou pra ela?

– Não!!! — Respondeu sem delongas.

– Deveria contar para ela.

– Ela já tem outra pessoa, sabia?

– Devia pelo menos contar. — Se levantou olhando para Aurora. — Melhor dizer agora do que ficar se martirizando. — Parecia uma grande filósofa.

Deixou a moça refletir sobre a questão. Se alongou por alguns minutos. Estavam na parte baixa da floresta, já imaginava que demorariam mais para chegar em casa. Sacou seu celular e percebeu que não tinha sinal algum.

– Vamos voltar Aurora, a gente entrou demais na trilha. Eu não sei você, estou morrendo de fome. — Desligou a rádio e se preparou para correr de volta até sua casa, afinal estava quase dando oito horas.

– Vamos então, eu também tô.

...

Fazia companhia à mulher de Sidney e a vovó Swan. Sua tensão podia ser sentida, as duas mulheres podiam sentir. Segurava com possessão seu pingente. Estava sentindo uma dor esquisita no peito. Algo que a incomodava bastante.

– Regina, quer chá? — Perguntou Eva já com o bule próximo de sua xícara, apenas meneou positivamente.

– Está um pouco aérea Regina, não dormiu bem? — Perguntou Madge tentando descobrir o que se passava pela cabeça da moça, que até agora a única coisa que havia dito fora "Bom Dia".

– Bom dia mãe. — Mary abraçou a mãe ao entrar na cozinha. — Precisa de ajuda para o café?

As duas passaram a interagir entre si, até Madge acabou sendo incluída na conversa. Não foi estranho estar ao lado dela, mas estava incomodada com alguma coisa. Viu seu filho e Grace passarem pela porta da sala, o mesmo vir beijar seu rosto e lhe saudar. Grace apenas não a beijou, mas a saudou da mesma forma.

– Acho que vou sair um pouco. — Já tinha um destino em mente.

– Não vá muito longe Regina. — Eva se preocupou em alertar.

– Não se preocupe, se algo acontecer comigo os noticiários vão avisar. — Foi irônica.

...

– Você vai falar com ela ou não Elsa? — Anna estava impaciente, com esse "chove, mas não molha"

– Vou, fica na sua. — Parecia estar suando de nervosismo.

– Então vai logo.

Elsa quase foi empurrada por sua irmã mais nova.

– Oi loira, é Elsa, né? — Ruby sorriu para a agente Ice, que ficou sem falas novamente. — Você tá pálida, tá tudo bem?

– Err... To. — Parou, parecia estar sem ar. — Tem shake de morango?

– Claro que tenho, vai querer mais alguma coisa? — Perguntou de forma que a mente já nublada de Elsa encarava ser como provocante.

– Rosquinhas para mim e um lanche natural para minha irmã. — Pediu sem gaguejar.

– Claro gatinha! — Tocou o queixo da loira.

A moça levou seu pedido para a cozinha. Anna que assistia tudo, apenas ria do nervosismo de sua irmã mais velha. Lancelot e Franklin pareciam apenas observar tudo aquilo divertidos. Lancelot na verdade estava mesmo interessado em destroçar aquele enorme sanduíche em sua frente. Enquanto Franklin tomava mais uma caneca de café, este tinha olheiras não muito visíveis, mas ainda sim perceptíveis.

– Vamos computador da Swan, ajuda um pouco né! — Torcia com seus dedos cruzados, como se aquilo ajudasse em sua sorte.

– Já decifrou a criptografia? — Anna agora perguntava interessada no problema do pen drive que Emma havia entregue.

– Parece ser tão simples, mas já fiz embaralhamento, desembaralhamento, já inverti posições, já tentei estrutura de dados simples, pilha, fila, tentei repassar a informação mudando o endereço físico em máquina, já tentei o caralho a quatro! — Pareceu um pouco nervoso. — Desculpa, eu estou um pouco estressado, o pendrive não quer liberar a senha.

– Esses programas de hoje em dia, por mais simples que sejam, são até bonzinhos. Quer que eu tente?

– Por favor Anna, eu já me estressei. — Deu o notebook para a moça que tomou o notebook para tentar resolver o problema.

Selecionou o campo da senha novamente, havia uma dica, mas esta não ajudava em nada.

– Nome da mãe... Nem sei quem é essa mulher. Nos registros tem o nome da mãe deles? — Perguntou à Lancelot que parou para pensar.

– Não me lembro de nada relacionado a isso na ficha de Hatter ou Killian. — Deu uma mordida no suculento lanche.

– Por que não testa nomes aí no campo? — Elsa perguntou.

– Porque o programa que protege o pen drive é daqueles que passou de três ele bloqueia, formata ou faz qualquer coisa com ele, que vai ser prejuízo na certa pra gente.

– Okay. Esquece a ideia idiota.

...

Aurora e a Swan chegaram em completo silêncio. Baelfire veio correndo em direção da irmã lhe exigindo que fosse jogar videogame com ele. Ela estava pronta para negar, mas os olhinhos brilhantes dele foram tão sedutores que o "Não Bae" bem pensado se transformou em "Vou tomar banho e já desço...". Bateu a mão sobre a testa com pesar ao se encontrar debaixo do chuveiro. Precisava treinar mais dizer "não" se quisesse um dia contar tudo para Bae.

Tomou um banho rápido e se vestiu de forma diferente, colocou um shortinho jeans que deixava, com todo respeito, sua bunda, bem aparente. Uma blusinha de alças grossas de cor preta. E um chinelo mais bonitinho, daqueles que a mãe da gente, ou no caso, avó não te para pra te dizer que "seu chinelo parece de gente favelado", sem ofensas.

Parece que não foi apenas ela que o fizera, Aurora também o fez, estava usando uma saia jeans curta e clara, com uma regata branca nadador com uma estampa qualquer.

– Nossa Aurora, nem parece você. — Debochou sua parceira Swan.

– É, você também está parecendo uma mulher Swan. — Devolveu a provocação.

– Já trocou o curativo? — Perguntou por precaução.

– Já.

– Quer jogar videogame com a gente? — Perguntou.

– O que seu irmão joga? — Perguntou realmente interessada.

– Ele gosta de jogar batalhas online, ou qualquer jogo de missões... Já disse à vovó que não deixasse que ele jogasse essas coisas, já troquei senha, mas quem disse que eu consigo fazer esse menino parar de jogar essas coisas.

– Acho que ele quer ser um agente Emma. — Ela brincou ao constatar o óbvio.

– Eu quero que ele fique bem longe dessa vida. — Falou séria.

– E se ele quiser entrar? Chefe Swan ia fazer gosto com certeza. — Aurora respondeu ao chegar na cozinha, a vovó Swan e Madge já não se encontravam mais na cozinha.

– Não deixaria isso acontecer.

– Então deveria passar mais tempo com ele. — Fez com que Emma lhe olhasse confusa. — Sabe, desde que te conheço, você passa mais tempo na agência do que com a família. Eu nem sabia que você tinha uma mãe ou uma avó tão legal.

Emma pegou uma garrafa de refrigerante da geladeira, colocou o líquido em um copo e ofereceu à Aurora que pegou o líquido e passou a tomar com rapidez.

– Tenho certeza que sua vó te mataria por estar tomando refrigerante assim.

– Por isso coloquei pra você também. Que é pra você não contar pra ela. — Sorriu ao responder.

– Cretina. — Criticou baixo.

Baelfire já estava todo apressado, veio puxar a irmã e convidar a "amiga" dela para jogar com eles. Vovó Swan nem se deu ao trabalho de reclamar de seus netos estarem jogando logo de manhã cedo, pelo menos não estavam enfurnados em seus quartos olhando para o teto.

Logo outras "crianças" chegaram, Lancelot foi o primeiro a se juntar à eles, seguidos por Franklin e Elsa, Anna prometera que quando todos jogassem a roda de corridas que eles estavam jogando, ela jogaria uma, pois estava concentrada em descriptografar o código do pen drive.

Até o Sargento Nolan se juntou à turma das crianças na sala.

...

Regina estava parada havia já alguns minutos frente à porta da linda casa da Rua Milfin 102. As roseiras tão bem cuidadas na época, não existiam mais, estavam destruídas. Adentrou o cercado e foi em direção à porta, a sensação era perturbadora. Jurou que não pisaria mais os pés naquelas casa. E lá estava ela. De novo quebrando regras.

Lembrara que sempre, sua mãe deixara as chaves debaixo do carpete da entrada. E sim, lá estava, uma chave velha e como era o esperado, estava oxidada. Parte dela sim.

– Acho que dá para entrar.

Posicionou a chave na fechadura, notou que esta não rodava. Será que sua mãe havia trocado a fechadura? Provavelmente sim. Ficou surpresa ao notar que a casa estava aberta. A maior surpresa foi encontrar Cora, sentada no assento do piano. Só podia ser ela.

– Cora? Quer dizer, mãe? — Chamou a mulher que no mesmo instante se virou. — Ai meu Deus. O que você está fazendo aqui?

– Eu queria saber o mesmo Regina. Que história é essa que eu estou vendo no jornal?

Notas finais
Gostou do capítulo? Deixe seu comentário! Não gostou? Deixe seu comentário também! XD