Guarda Costas

18 Missão: A.U.T.O.R


Notas iniciais
Meninas, obrigada pelos comentários do último capítulo. Notei que temos alguns novos acompanhantes que eu espero agradar e continuar agradando os antigos. O capítulo de hoje não vai rolar putaria porque eu preciso preparar para o fim da fic. Obrigada de verdade pelo apoio de vocês. Como estou já no quarto semestre de Análise de Sistemas, o bicho pega de verdade por conta dos TCC's, então eu cuido para poder continuar postando "direto" para vocês e continuar estudando. Aproveitem meninas, lá vai mais um capítulo! Enjoy it! XDDD

[...]

– Estamos chegando no local marcado, vocês vão saltar. — David dizia ao lançar para os dois uma mochila pequena. — Seus paraquedas.

– Senhor, como voltaremos para a casa? — Elsa perguntou ao sargento.

– Não informado sobre a volta de vocês, vocês terão que aguardar na base. Não se preocupem, se o problema for algo externo, lá dentro vocês tem suprimentos para alguns dias. Vocês terão que esperar nosso sinal da agência, em hipótese alguma, saiam da base. — David pensou sobre o assunto.

– Senhor, mas e se o problema for interno? — Lancelot foi quem lançou a pergunta.

– Oras, eu tenho que explicar tudo senhores?! Vocês são de uma companhia de inteligência, portanto usem sua inteligência!! — David foi duro como era o de costume. — Preparem-se senhores, estamos há quatro minutos do salto.

Os dois colocaram sua mochilas.

– Creio que já tenham usado um paraquedas na vida. Puxem a corda do seu lado esquerdo, se não funcionar o principal, é só soltar essa parte de cima. — O sargento puxou a as alças de cima para que Lancelot soubesse já que olhava aquilo tudo com estranheza. — E puxar novamente a corda.

– E se não abrir nenhum dos dois senhor? — Lancelot pelo que parecia nunca havia saltado de paraquedas.

– Bom, no seu caso, uma estrela de bronze será posta no mural dos A.M.M's, os famosos Agentes Mortos em Missão. — Tocou o ombro do rapaz. — Os dois vão se virar para levar aquela mala com vocês. Tudo do que precisam está aí.

[...]

– Ladras de corpos? Podemos voltar? — A maior reclamava com Anna. — Acho que minha dignidade ficou lá no necrotério.

– Dá pra você reclamar menos. — Dizia colocando sua máscara de médico.

– Pra você é fácil dizer. Você tá levando o Sidney. O chefe é pesado, sabia? — A de cabelos, agora possíveis de ser visto, claros disse.

– Vamos logo, ou vão nos pegar, antes de fugirmos. — Seus óculos estavam saindo do lugar.

– Calma Anna, você sabe que sou bem capaz de nos proteger.

A maior colocou sua máscara de médico e continuou a empurrar a maca. Permitiu a ruiva passar em sua frente, as duas passaram pelo corredor que dava acesso aos fundos da instituição médica tranquilamente.

– Me ajuda a colocá-los nas ambulâncias e você vai na sua moto. — A mais nova arrumou seus óculos. — Vamos logo, antes que nos peguem.

– Vai logo Ice. — A mais velha dizia.

– Calma eu ainda preciso arrombar a porta traseira pra colocar os dois. — Disse, tirando uns equipamentos dos bolsos do jaleco de falsa doutora.

– O que você está fazendo?

A garota se ajoelhou no chão, colocou um aparelho grudado na fechadura, quando a mão da sua parceira alcançou a maçaneta e puxou. Abriu a porta rapidamente.

– São ambulâncias. A emergência dos hospitais mantém a traseira delas aberta. — Olhava para ela indignada.

– Eu sabia disso, só estava te testando. — A ruiva tentara esconder seu rubor de vergonha.

– Vem me ajudar. — A mais alta subiu na ambulância. — Acho que tem uma trava aqui do lado. — Apontou na lateral da maca para a companheira. — Puxa quando eu colocar o corpo do chefe aqui dentro.

– Tá.

A que estava dentro da ambulância pegou na parte da frente e puxou para cima a maca. Realmente, o chefe era pesado.

– Desce logo essa merda!! — Reclamou sentindo o peso do corpo e a maca juntas.

– Tá, tá, pera. — Puxou a alavanca pequena. — Pronto! Feliz?!

– Você me paga Ice, tem sorte que não posso te torturar.

Arrumou a maca com o corpo do chefe antes de se aproximar da porta de novo. Pegou novamente a outra maca, repetindo o processo, mas ainda bem, Sidney era mais leve.

– Acho que o chefe precisa de uma dieta. — A ninja pronunciou.

– É mesmo? Fala pro corpo dele. — Corrigiu logo a loucura da colega.

– Eu vou fazer sua escolta de longe. Você vai na ambulância.

Saiu devagar, pois a passagem estava estreita. Olhou para os lados e não viu sinal de ninguém. Jogo o próprio jaleco dentro da ambulância. A ruiva estava em pânico, dirigira poucas vezes na vida.

– O que foi?

– Eu não dirijo direito. — Confessara de uma vez.

– Sério isso? Mas você não fez os exames da agência?

– Fiz, por isso fui para a área de tecnologia. — Explicou.

– Mas que merda! Olha, você já foi naqueles brinquedos de shopping? Aqueles que a criançada adora? — Se referia aos Speed Racer's ou F1 Race.

– Já, quando eu tinha 13 anos.

– Então, é igual. Não esquece, os pedais estão na ordem, embreagem, freio e acelerador. Não tem erro! — Explicou seguindo com ela para a porta da ambulância.

– Eu sei dirigir, só não dirijo bem. — Reclamou.

– Então é só não querer fazer um cavalo de pau. Liga a sirene quando a gente sair, é aquela... Aquela coisinha ali, um interruptorzinho. Eu vou pelo lado do estacionamento dos acompanhantes, você sai pela emergência.

Subiu na ambulância, mas já estava rezando a todos os santos possíveis que a protegesse e aos corpos também.

– A gente se vê lá fora, fecha os vidros. — Tocou no braço da ruiva. — Calma, vai ficar tudo bem.

Foi legal com a colega NERD, mas sem sorriso algum.

[...]

– Vão. Estamos contando com vocês soldados. — Sargento Swan deu o sinal.

Os dois correram juntos segurando as alças da bolsa grande. O salto foi bem sucedido. Elsa já havia saltado inúmeras vezes, já o jovem Lancelot, parecia estar um pouco assustado.

– SEGURA A BOLSA!! — Elsa gritou.

– O QUÊ?!!! — Ele gritou de volta.

– SEGURA A BOLSA!!! — Tentou gritar mais alto.

– EU NÃO TÔ TE ENTENDENDO!!! — O soldado gritava para ela.

– SEGURA!!! — Pegou com a outra mão na alça.

Ele pareceu entender e fez, também pegou a alça que segurava com uma mão. Agora segurava com as duas. Eles estavam se estabilizando, pra ficarem na mesma posição. Elsa puxou um pouco a bolsa e passou seu braço direito. O jovem parecia agora estar entendendo. Ainda estava assustado, estava copiando a colega para não cair e morrer. Estavam a uma altura impressionante, sentia seu corpo gelar mais e mais, o frio naquela altura era cortante, já não ajuda estar naquela área do planeta chamada Rússia. Colocou a alça no braço esquerdo, e esperou o sinal da colega para a abrir o paraquedas. Estava muito frio mesmo. Sentia como se milhares de agulhas de gelo entrassem em seu corpo. Aquilo não era bom sinal. Viu a parceira segurar sua corda de acionamento do paraquedas. Ela lhe apontou três dedos. Era uma contagem. Dois. Estava começando a se apavorar. Três. Puxou a cordinha ao mesmo tempo que a colega. Sentiu uma força muito grande lhe puxar para cima. Seu braço sentiu um tranco por corta da bolsa pesada estar sendo sustentada pelos braços dos dois.

– Lancelot!!! — Elsa gritou, o sargento esqueceu de dizer ao garoto que depois de acionar o paraquedas deveriam controlá-lo pelas cordas de direcionamento. Puxou um pouco sua alça, para chamar a atenção dele.

O garoto olhou para a parceira e viu o que ela estava fazendo, imitou puxando sua cordas de direcionamento. Elsa deu graças a Deus por ele ser inteligente. Não tiveram muita dificuldade para o pouso. Minutos depois de pisarem em solo russo, corriam mais perigo, poderiam ter sido avistados por eles. Teriam que ser rápidos.

– Nunca mais quero saltar de paraquedas na minha vida. — Estava trêmulo, mesmo com toda aquela roupa, parecia ainda estar frio.

– Lance, nós não podemos ser vistos. Não se exceda. Tivemos sorte. — Explicou baixo olhando para todos os lados.

Pelo mapa no dispositivo palm top de Elsa, a base estava há uns cem metros de distância. Bem pouco. Lancelot pegou uma automática que carregava consigo e deixou pronta. Colocou a mala pendurada em seu ombro.

– Parece que chegamos. — Elsa indicou, mas não tinha nada ali, só gelo. — Mas onde está? — Olhava para tudo, mas nada via.

– Deixa eu ver isso. — Pediu e recebeu o dispositivo. — Você colocou em visualização macro, tem que ampliar o mapa. — O garoto mexeu em umas configurações do aparelho. — Voilá! A gente tá em cima da base. — Espera. Segura minha arma.

Colocou a bolsa mais afastada.

– Me cobre Elsa.

Lancelot passou a cavar com as mãos aquela neve toda. Cavou e cavou. Não achara nada ainda. Usou o próprio pé para tentar alcançar, sabe-se lá o que, a entrada talvez. Sentiu algo sólido. Parecia ser bem firme mesmo.

– Subterrâneo, o sargento não tinha especificado que era escondido mesmo. — Olhou para a colega e tocou no tornozelo dela. — Me passa a bolsa.

Ela empurrou com o pé a bolsa para o parceiro, pois toda a sua atenção estava na segurança dele. O rapaz procurou por algo útil. Encontrou uma espécie de "pá", ia ter que servir. Cavou mais, até chegar no lugar sólido. Abriu um pouco mais, para aumentar o diâmetro.

– Achei, é uma escotilha. — Lancelot jogou a pá dentro da bolsa. — Espera um pouco, eu vou abrir.

Abriu e viu que estava bem escuro. Procurou por mais algumas armas e uma lanterna. Sua colega vendo o sucesso da espera, também se armou e pegou um canhão de luz em vez da lanterna. Apontou para baixo, cegou temporariamente o colega.

– Eu tô aqui em baixo, não precisa me cegar, ok? — O rapaz reclamou.

– Desculpa, já podemos descer.

– Eu vou na frente. — Ele procurou por algum tipo de escada.

Pisou em algo e fez um barulho um pouco alto. Provavelmente ele acionou a escada, devia ser uma instalação antiga para ter uma escada desse tipo. Se apoiou enquanto pode na borda do buraco. Desceu e as luzes no mesmo instante se acenderam. Por sorte, não havia mesmo ninguém.

– Elsa! Você não vai acreditar. — Ele estava realmente muito surpreso. — Se eu fosse você eu descia.

– O local está limpo? — Como poderia ter certeza em tão pouco tempo.

– Está, você tem que ver isso.

A mulher puxou a bolsa antes de se jogar no buraco.

– O que tem de tão interessante aí? — Elsa perguntou brincando.

– Vem logo.

Desceu a bolsa com cuidado para o colega pegar. O mesmo pegou e incentivou a colega a descer rápido.

– Ok! Desci! O que tem de tão especial aqui... AI MEU DEUS! — Ela ficara tão impressionada quanto ele. — A base é um submarino!

Notas finais
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