Guarda Costas
34 Lembranças do Passado
Notas iniciais
Eu primeiramente gostaria de agradecer pelo apoio dos fãs desta história por não desistirem de mim. Espero que aproveitem o primeiro capítulo de cinco da reta final.
OBS.: Estava dando os toques finais pra continuar, por isso não postei quarta-feira e sim quinta feira.
As duas mulheres estavam sentadas, uma de frente a outra. Regina estava apreensiva, mas ao mesmo tempo queria gritar toda a sua angústia para aquela mulher. Queria dizer tudo que estava entalado em sua garganta. Fungou frustrada com sua mente perturbada. Por um lado se sentia aquela adolescente obediente que somente em sua cabeça lutava contra as loucas vontades da mãe, de outro era a adulta a qual abandonou o Maine em busca de ser o que ela realmente queria. Segurava seu joelho direito o qual a perna estava cruzada sobre
— Regina, que história é essa que os jornais vêm mostrando? — A mulher tentou reiniciar a tentativa miserável de conversa. — Não criei minha filha para fazer estas barbaridades.— Pra começar mamãe... A senhora me criou no intuito de enriquecer à custa do meu casamento com Bernard. — Provocou, sabendo que a mulher sentiria culpa. — A senhora imagina como eu me senti?! — Se exaltou ao levantar da poltrona em que seu velho pai costumava se sentar. — Eu me senti como aqueles animais em que os donos trocam no câmbio com mercadores. — Exaltou-se. — Aquilo foi baixo! Até pra você... Cora! — Não viu quando, só viu quem... Um tapa bem marcado no rosto, dado por sua mãe.A juíza colocou a mão sobre o local dolorido, marcado pela mãe. Ficou irada com tal ato, em quarenta e quatro anos nunca sua mãe lhe bateu, essa foi a primeira vez que o fizera.— Nunca esperei mimos de você. — Tentou diminuir a sensação que sentiu. — Eu confesso que isso também foi inesperado... — Sorriu cínica.— Seu pai sempre foi seu favorito! O que é cômico, porque por causa dele essa família se desfez! — Exaltou-se também.— Quem se divorciou dele foi você! Quem se casou com outro foi você! Quem me V-E-N-D-E-U... Foi você! — Gritou com todo o ar de seus pulmões. — O que foi? A verdade dói?! — Perguntou com cinismo tão evidente que fez Cora sorrir da mesma forma.A mulher mais prendia os lábios com os dentes, sorrindo. Como se estivesse se segurando para guardar um segredo. E evidentemente, era o que fazia.— Regina, deixe de ser ingrata! — Reclamou com o mesmo tom de voz de sua filha. — Nunca deixamos que nada lhe faltasse. Acha que minha vida foi um conto de fadas?A juíza passou a andar impaciente no piso de madeira, seus saltos batiam contra a superfície maciça de acácia. Bufou sua frustração, não entendia o porquê de ainda se manter dentro daquela casa, tão nostálgica. Sentiu a mão de sua mãe sobre seu ombro. Afastou prontamente a mão desta. Um gesto automático, mas que magoou aparentemente a mulher. Respirou fundo antes de olhar em volta. A casa estava exatamente como no dia em que a deixou para morar em Boston. Já estivera duas vezes mais naquele local, mas diante de seu estado e o pouco tempo que ficara ali não havia notado."- Não interessa, vou embora ainda hoje para Boston!"Observava a mesinha de centro, onde encontrou uma rachadura, a mesma que havia causado, anos atrás por causa de uma briga em que ela mesma disse com todas as letras que iria embora de casa. Olhou para o seu lindo piano de calda, o mesmo que por vezes foi o “espectador” de seu choro, o mesmo que sua mãe ameaçara vender quando era mais nova por conta de sua paixão por cavalos, a qual sua mãe a proibia. O estimava demais."- Olha mamãe! Eu aprendi!"Observou o local da antiga foto da família em cima da lareira, a foto de anos atrás em que estavam Cora, Henry e Regina, fora substituída por uma réplica bem feita de Guernica, de Pablo Picasso."- Você está grávida? De outro?!"Instintivamente andou a passos vagarosos até a cozinha, estava sozinha."- Como assim vocês vão se separar?!""- Tira isso! Essa gravidez é indesejada, não é?" "- Você é uma mulher amarga mãe, e quando envelhecer vai acabar sozinha, sem ninguém!" "- Pára de me dizer o que eu tenho que fazer. Não sou mais uma criancinha." "- Se você é insuportável para mim, que sou filha, imagina para os outros!"Por Deus! Regina se deu conta das coisas ruins, naquele instante, que dissera à sua mãe, fora intolerante com a mulher e só agora se dera conta de que foi injusta com sua mãe. Saiu da cozinha e subiu em direção do quarto sem dar tempo. Precisava averiguar uma coisa. Abriu a porta com rudeza, novamente o sentimento nostálgico. Sentiu os olhos embaçarem ao ficar tanto tempo encarando a decoração de seu quarto. Estava exatamente da forma que havia deixado. A cama sempre bem arrumada, como era de costume. O bichinho de estimação que não admitia, mas adorava dormir abraçada com ele para não sentir medo, era um costume que levou até sua quase juventude. O quarto de cores de gosto maduro, um quarto que mais parecia o de um adulto, com a escrivania no canto da parede. A mochila a qual jogava nas costas e tomava o rumo de sua casa na volta da escola estava ao lado da cama, algo que era uma prática sua, pois todo o espaço da cama era tomado por livros.
Entrou com cuidado, como se fosse necessário. Abriu seu guarda-roupa e procurou pela única coisa que ela esperava que sua mãe fosse perceber. Uma carta meio amarelada, com a letra bem gasta. A tinta estava gasta. Lembrava-se de ter deixado a carta de forma certa, sem nenhum tipo de mancha. Tomou-a na mão e notou que onde ela assinara a tinta parecia de certa forma manchada. Cora havia lido? Será mesmo?— Quando você foi embora me senti só. — Regina se assustou de fato com a repentina fala de sua mãe. — Eu sempre quis que minha filha fosse forte. Que ela soubesse viver sem a presença do amor. — Parou, ao se obrigar a sentar na cama.— Por que?— Porque eu nunca amei seu pai querida. — Respondeu o que era óbvio à Juíza. — Só que não quer dizer que nunca o respeitei.A última frase fez Regina ficar perplexa, apenas demonstrando ao erguer a sobrancelhas.— Regina, eu nunca quis te machucar.— Você acha que não já o fez?! Você praticamente me vendeu mãe, sabe como foi difícil no inicio aceitar Bern? Nós começamos da forma errada.— Acha que eu queria que você passasse fome aqui? Se não fosse por mim, você, seu pai e eu estaríamos na rua. Com o nome da família jogado na lama! Acha que não fosse meu amor por você eu ficaria tanto tempo casada com o seu pai? Um homem incontrolável, que bebia feito um camelo e jogava nos cassinos dos Estados Unidos?! Acha mesmo?!— É mentira! — Gritou calando sua mãe repentinamente. — Você é uma grande mentirosa Cora! Você não me ama! O meu pai não era um bêbado! — Parecia extremamente enraivecida.— Você nunca notou, não é?! — Perguntou como se conformasse pela "cegueira" de Regina. – Seu pai por sorte tinha Sidney ao seu lado, por isso nosso bom nome não foi parar no lamaçal. Sidney sempre fez o que foi preciso.Regina caiu sobre sua cama, sentada. Estava sem reação. Não queria acreditar em Cora, só que agora, tudo parecia fazer sentido. O fato de Sidney ser mencionado pela mãe a fez reviver algumas memórias, como se estivesse pondo á prova palavra por palavra de sua mãe.— Regina, eu nunca quis que nos afastássemos. Nunca. Só que você sempre me fez de inimiga.Regina não conseguiria rebater esta informação, ela levantou a mão em direção a sua mãe, em sinal de: "Pare agora de falar!"— Você nunca enxergou seu pai como ele era de verdade. — Cora sorriu de lado. — Seu pai até tentava ser um homem bom, mas ninguém o deixava em paz, pergunte a Sidney, ele sabia da verdadeira face de seu pai. Seu pai tinha um defeito grave. — Dizia isto tentando fazer Regina olhar para ela. — Seu pai tinha vícios. Só que não eram vícios quaisquer, eram vícios em bebida, jogatina e mulheres. Por você, sempre fiz vista grossa, pra que você não sofresse assim como eu minha filha.A juíza não estava sentindo mais o sangue em suas pernas, era como quando ficava com medo do olhar de desaprovação de sua mãe. Seu pai havia lhe ensinado tudo o que sabia hoje. Era Juíza Federal por causa dele. Ele a incentivou a ser alguém na vida, sem depender de ninguém, somente de seu próprio suor.— É mentira... — Afirmou baixo. Quase sussurrou.— Eu sei que você não confia em mim, mas essa é a verdade Regina, seu pai não era o santo que você achava que ele era.— Para... — Sussurrou passando a bater com o sapato no chão. — É mentira sua... — Repetiu baixo.— Você acha que seu pai quis que você seguisse os passos dele, por quê? Pra que você fosse mais uma que ele pudesse controlar.— Mentira! — Explodiu mais uma vez. — Meu pai era um homem bom!— Bom?! Não me faça rir Regina! Ele tentava ser um homem bom, mas os vícios o arrastavam mais e mais para a perdição. Ele já foi um homem bom, não posso negar, mas os erros e vícios venceram.— Você é uma mulher amarga Cora! E não se cansa de mentir e mentir. — Regina já estava sem paciência para escutar todas aquelas mentiras que Cora inventava sobre seu pai. — Creio que não, além do mais, foi você que ensinou Zelena a mentir, não é?Outro tapa, este bem mais agressivo. O suficiente para fazer a moça desequilibrar e quase cair na cama.— O que foi Cora?! Acha que sua filha Zelena era inocente?! Aquela vadia que insistiam que era minha irmã, seduziu e estuprou uma criança, e pior, teve uma participação daquele vadio do Neal.— Sua "amiga", Margareth. Ela matou sua irmã, na minha cozinha.— Sempre soube que matar era errado, mas tenho certeza de uma coisa, se fosse meu filho, eu creio que teria feito à mesma coisa. — Tentou massagear a área que foi afetada, a área se encontrava dolorida. — Ou até mesmo pior... Nunca perdoaria se machucassem meu Henry.[...]— EU SOU O MELHOR! — Lancelot gabava-se de suas habilidades. — Ninguém me derruba em jogo de guerra! Emma se aproveitou do momento de fraqueza dele. Fez seu personagem jogar uma granada nele, todos comemoraram fazendo com que Lancelot olhasse para a tela, desolado. Era tão divertido aquele momento de paz. Até sua mãe se juntou às "crianças" na sala para jogar.— Crianças, fiz lanches, venham buscar na cozinha. O suco está na geladeira. — Vovó Swan apareceu na sala apenas para fazer com que todos tirassem no jokenpô quem ia buscar os lanches. Emma era ótima como guarda-costas, mas jokenpô era outro nível, tirar a sorte em jogos não era com ela. Nem Elsa. As duas levantaram do sofá deixando Lancelot e Franklin jogando o novo jogo proposto por Henry, algo como corrida de personagens de algum desenho.— Somos boas como agentes... — Elsa reclamou.— Mas péssimas como boas crianças... — Emma riu no fim das contas. — Eu tô sabendo loira, cê tá afim da Ruby.— Quem disse isso? Vou matar aquelas linguarudas. — Elsa reclamou já se virando para voltar à sala.— Opa! Opa! Calma aí Elsa, ninguém me contou, você só é muito transparente como seu nome.— Você não sabe fazer piadas. — Disse ao chegar à cozinha.— Vovó! Parecem deliciosos. — A menina chegou a salivar com o cheiro delicioso dos lanches. — Elsa pega o suco na geladeira. — Apontou com o queixo para a geladeira.As duas se equilibravam para levar a bandeja com aquele monte de lanches. Colocou na mesa de centro da sala chamando a atenção de todos. Os garotos pausaram o jogo apenas para atacarem os lanches.— Sua vó é divina Emma. — Lancelot se deliciava com o lanche que acabara de morder. — Alguém dá um desses pra Anna, ela tá quase se fundindo com esse computador. — O mesmo reclamou ao ver Anna concentrada ao ponto de não ouvir nada do que os dois falavam.— Sogrinha, como sempre, os lanches estão divinos. — Nolan dizia de boca cheia. — Não é amor?— Mamãe sempre cozinhou divinamente. — Mary comia como uma lady, diferente dos demais "selvagens".A ruiva somente deixou de prestar atenção no computador quando um lanche foi posto em sua frente, por ninguém menos que Aurora. Sorriu sem graça por não ter nem se dado conta que estava grudada no computador. Tocou gentilmente a mão antes de pegar o sanduíche da mão de Aurora.— Ruiva, acho que você ganhou uma cunhada...— Emma sussurrou para a loira que só fez rir. - Acho que o tal Kristoff foi colocado no escanteio.— Kristoff é gay. - Elsa confessou fazendo Emma fazer uma cara de surpresa nada discreta.Anna colocou o notebook na mesinha e passou a devorar com vontade o lanche, parecia um bicho comendo, Lancelot e Franklin também.— Emm... — O garoto a chamou de boca cheia. — Onde tá a moça bonita? — O garoto Baelfire perguntou pela mulher mais velha.— Regina? Ela saiu.— Onde ela foi?— Ela falou que ia sair um pouco. — Madge que acabara de aparecer na sala respondeu, se sentando ao lado de seu filho Lancelot.— E quando foi isso? — Emma perguntou casual.— Foi antes de você chegar de manhã. — Sua avó respondeu da cozinha mesmo.— Eu agora também vou jogar esse jogo. — Anna informou para todos, fazendo Franklin rir. — Qual é? Sou nerd! Tenho que expor um pouco das minhas habilidades. — Aurora riu da ruiva de óculos.— Você tem várias habilidades, não vá exibir a errada. — A agente de tapa-olho observou com um sorriso de deboche.— Esse tipo de habilidade apenas as pessoas privilegiadas podem ver. — Sorriu com o próprio comentário.Uns risinhos de Elsa foram ouvidos, mas a mesma se fez quieta quando Aurora a repreendeu com o olhar, Emma que ficara confusa, se sentia um pedaço de borracha no meio do mar... Boiando.— Alguém teve a ideia de perguntar o nome da mãe desses Jones, para o senhor Smee? — Perguntou Franklin de repente dando parecer de inteligência.
— Eu perg... Não, espera. — Elsa pensou. — Err... Eu não. — Foi logo entregando.— Que é que foi loira? Você me mandou ficar de olho nos otários dos Jones. — Aurora se entregou e entregou o que havia acontecido.Swan e Elsa olharam de forma incrédula para Aurora, com o típico: "- É sério isso?". Algo que ninguém gostaria de receber de mais de uma pessoa.— Que história é essa Emma? — Sargento Nolan já foi investigando.— Em vez do olho, você podia ter tido a língua arrancada, né? — A loira militar sugeriu de forma a fazer Anna a olhar incrédula. — Desculpa maninha, esqueci que ela usa a língua pra outras coisas.— Nós fomos atrás do Smee, uma fonte minha disse que ele estava se escondendo na cidade grande. Nós fomos pegar ele e o interrogar. Com um pouco de delicadeza a gente perguntou sobre a informação. Nós fizemos com que ele cedesse, ele nos deu um pen drive, eu preferi trazê-lo conosco, porque assim ninguém tentaria apagá-lo se descobrisse que estivemos interrogando ele. — Emma por fim confessou.— Só que já estavam atrás do Smee, uns capangas do Mad Hatter estavam indo atrás dele, provável que a mando do pirata. Eles tentaram pegar a gente, a Aurora me defendeu de uma facada, mas o corte foi feio, no que resultou em um ferimento grave. Resumindo, ela ficou cega de um olho, de vez. — Elsa terminou a história.— Pelo menos você parece bem. — Anna aliviou-se. — Obrigada por defender minha irmã. — Agradeceu à Aurora com um beijo na bochecha.Aurora sorriu desconsertada, coçou a nuca ao rir baixo para a ruiva.— Vocês se arriscaram indo atrás de um homem qualquer?! — Mary questionou a filha.— Quando tudo isso acabar, não me interessa, você está de castigo mocinha, por ter mentido para mim. — Sargento Nolan parecia bravo com Emma que apenas rolou os olhos. — E se fizer isso de novo vai ficar para sempre de castigo.— Tá rindo de quê Aurora?! — Emma indagou furiosa à parceira.— É que o Sargento Nolan manda em você, duas vezes. É seu superior e seu pai. Você estará sempre, duas vezes, mais ferrada que qualquer um de nós. — Riu Aurora, sendo empurrada pela loira do sofá....Mesmo que as duas estivessem extremamente insatisfeitas, mais a filha insatisfeita do que a mãe, com a presença da outra, lá estavam elas, extremamente irritadas, cara a cara.— Eu cedi aos encantos de Rumple sim, um homem charmoso e carinhoso que estava ali cuidando de mim, diferente de seu pai Regina. Fiz amor várias vezes com Rumple enquanto seu pai jogava na mesa da sala de jantar com “seus amigos” que mais se interessavam em roubar o nosso dinheiro. – Dizia enfática, fazendo Regina revirar os olhos. – Achei que seria fogo de palha, mas se tornou algo sério, você já era moça. Eu estava cansada de ter que ficar presa à seu pai. – Algumas lágrimas se libertaram. – Eu precisava tirar você de perto de seu pai para que ele não a corrompesse. Quando você decidiu que seria juíza eu pensei... “Meu Deus, ele vai conseguir controla-la”. Te enviei à Europa por isso. Eu e seu pai brigamos feio, precisou que Rumple viesse me defender. Foi quando além de me divorciar dele, pedi uma ordem de afastamento. Seu pai ainda tentou e parece que conseguiu virar você contra mim, foi ele que te falou sobre a separação e minha gravidez, não é?—...— Seu pai era um péssimo marido Regina, nunca foi o santo que você pintou. Rumple me ajudou a juntá-la com o Bernard, ele conhecia a família, pois já morou na Europa anteriormente.— Rumple sabia de tudo?— Ele que praticamente arranjou tudo com a família McCalister. Ele já os conhecia.Só o que faltava, seu padrasto sabia de tudo. Todos sabiam menos ela. Regina. Ela deu meia volta porta a fora. Decidiu que tinha que voltar para casa. Viu sua mãe segui-la, estava disposta a sair dali, agora. Sem pensar duas vezes desceu de dois em dois degraus para não dar tempo para qualquer problema, mas não contava com a ponta de um degrau no meio da escadaria, o que fez com que ela caísse os degraus restantes. Sentiu na hora a dor, mas não conseguiu se mover para fazer qualquer coisa. Só viu quando Cora chamou-a lhe socorrendo o mais rápido possível.— Regina quantas vezes disse pra não descer as escadas correndo?! Um dia você consegue se matar e me matar de preocupação. – Sentiu sua mãe lhe puxar para leva-la até o sofá.As lágrimas rolavam de raiva, mas ao mesmo tempo de frustração. Seu joelho estava dolorido, não conseguia fixar o pé no chão. Sua mãe sentou com ela no sofá e a abraçou com força. Nunca havia ouvido um choro tão escandaloso de sua mãe. Era a primeira vez que Cora se permitia chorar na frente de alguém, principalmente de Regina. Sussurrava várias vezes “me desculpa”. Os dedos longos e delgados afagavam os fios escuros dos cabelos de Regina. Sentiu o peito de sua mãe inflar várias vezes.— Eu não suporto a ideia de que você me odeie Regina, não mais do que eu me odeio. – Sussurrou tudo isto de forma mais calma.— Cora...— Nem que me chame de outra forma que não seja “mãe”.—...— Eu te entendo Regina. Eu sempre fui uma velha frustrada mesmo. – Afrouxou o abraço. — Eu amo você por mais que eu não tenha te dito muitas vezes querida.— Eu preciso ir. – Disse olhando para o nada. – Devem estar preocupados comigo.[...]— Eu vou atrás dela. – Emma que estava observando Franklin e Lancelot brincando como duas crianças, repentinamente avisou Aurora.Calculadamente jogou o corpo para frente para fixar o peso sobre os pés, logo girando os calcanhares para subir as escadas, claro que notou quando a agente que há pouco avisara a seguira. As duas cada uma em seu quarto se arrumaram. Aurora veio ao quarto de Emma busca-la. Em pouco tempo as duas se colocaram para fora de casa, claro que pelo telhado do sótão da casa.— Por onde começamos? – Aurora perguntava ao descer até o chão.— Pelo lugar onde tudo começou é claro. – Emma tentava se fazer entender para a outra que olhou com estranheza para ela.[...]— Mãe? – Henry estranhou a aparição de sua mãe repentina na porta de casa. – Você demorou. Tudo bem?— Eu estou bem querido.— Henry querido deixe sua mãe descansar, ela parece estar um pouco cansada. – Vovó Swan postou ao lado dele.— Vejo que eles estão se divertindo um pouco. – Apontou para os agentes sorrindo fracamente.— Estão mesmo. – Madge sorriu encantada com todos aqueles jovens.— Mãe. Você viu a Emma? – Mary questionou. – Eu a vi subir as escadas, Aurora também. Ainda não desceram.[...]— Emma, está um pouco calmo aqui. – Estava com a mão sobre a Glock em sua cintura.— Está mesmo, acho melhor a gente...Mal terminou sua frase sentiu um par de mãos segurá-la forte, impedindo movimentos de defesa. Logo sua visão escureceu ao colocarem um pano com cheiro forte em suas narinas. Antes de permitir sua visão falhar por completo, viu sua companheira ser baleada. Seus sentidos totalmente bagunçados ouviram o barulho, mas era algo já baixo. Só viu um rosto estranhamente familiar, mas que não se recordava de lugar algum.— Sonhe com os anjos Swan. – A risadinha dada pelo homem foi a última coisa que pareceu ouvir.
Notas finais
Gostou? Não gostou? Odiou? Precisa ser melhorada?
Deixe seu comentário
Nos vemos no sábado do dia 13/08/2016
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor