Guarda Costas
16 Familia é sempre bom, não?
Notas iniciais
Perdoem a demora meninas! Eu adorei os comentários deste último capítulo. Espero que não fiquem bravas pelo tamanho, é que agora as coisas vão se acalmar. E vocês vão finalmente ver a sacanagem rolar.
[...]
Estava todo jogado em seu sofá, parecia uma criança. Uma criança com uma pistola na mão. Girava-a nos dedos. Deixou uma ponta solta, o garoto.– Chefe. — Greg havia adentrado a sala. — Temos alguns problemas.– Temos mesmo, quero saber quem é a mulher que raptou a vadia Mills e o filho dela. — Olhou para a moça que segurava uma tigela de uvas no colo.A mesma lhe jogou uma uva para ele pegar.– Ainda não identificamos ela, não reconhecemos ela. Nosso informante da polícia disse que não sabia que haviam terceiros interessados.– E minha filha? Onde ela está?! — Perguntou se lembrando da filha. Sinceramente pouco estava se fodendo para a filha. Ela era apenas mais um objeto.– Não sabemos senhor.– Tudo bem, precisamos encontrá-la.– Senhor nossos homens souberam pelos homens do seu irmão Killian que há uma mulher que está fazendo a segurança de Mills, ela é a provável sequestradora de Regina Mills.– Ótimo, descubram quem é e onde a encontraremos.[...]– Bae. — Emma balbuciara olhando para o garotinho de oito anos no canto da sala.– Emma, que saudade. — Um ser humano de um metro e trinta e dois correu e abraçou as pernas da morena de olhos verdes.– Vovô ligou e disse que você ia chegar — O garotinho estava animado.– O... vovô? Quando? — Perguntou olhando diretamente para a avó.– Ontem a noite.– Vovó, precisamos conversar, mas antes... — Pegou a garotinho no colo e deu um beijo demorado na bochecha dele. — Vovó estes são Henry e Regina Mills, por favor, responderei todas as suas perguntas, mas amanhã.Um trovão foi ouvido. Henry como um verdadeiro gentleman se aproximou da senhora de cabelos escuros como os de Emma e de olhos escuros, segurou uma das mãos da senhora que estavam levemente enrugadas e beijou. A senhora ficou lisonjeada e beijou a bochecha do rapaz.– Vovó, há mais uma hóspede.– Tudo bem. — Suspirou e se aproximou da neta a abraçando.– E ela está no porta malas. — Sussurrou o que fez a mais velha rolar os olhos.Regina se aproximou da senhora e pediu gentil.– Se a senhora não se importa eu gostaria de usar o seu banheiro.– Claro que não me importo. Regina você está uma mulher feita, bem me lembro quando você e Mary ainda brincavam no meu quintal.[...]– Que história é essa vovó? — Emma estava boquiaberta com aquela confissão de sua avó.– Ué! Emma, Regina Mills, a mulher que a nação americana ama, é daqui de Storybrooke.– Não, isso não é possível. — Emma batia o indicador insistente sobre a mesa.Vovó Swan, Eva Swan, parou um pouco as tarefas que realizava e com os olhos semicerrados de cansaço apertou a ponte entre os olhos por baixo dos óculos.– Querida, sua mãe e Regina eram bem próximas, eram amigas. Quando pequenas, eram um chiclete daqueles que até grudam os dentes.[...]– Mãe, nunca disse pra gente que era daqui da cidade da Emma. — O garoto estava deitado na cama. — Sempre achei que você fosse de Boston.– Eu sou daqui do Maine, mas vivi pouco tempo aqui perto do que vivi em Boston.– Esse mundo é muito pequeno mãe. — Henry sentou na cama. — Você e a Emma, tão diferentes, daqui. Onde fica sua casa de quando morou aqui?Regina estava pensativa, não imaginara aquilo. Não se lembrava da senhora Swan, por mais estranho que pareça nem mesmo se lembrava de Mary, estava se perguntando quem era essa mulher que pareceu ter feito Emma mudar de humor tão de repente, deixando o garotinho no chão, que por sua vez, era mais uma incógnita. Quem era aquele pessoal?– Mãe!!! — O garoto lhe chamou estalando os dedos.– Oi. — Disse acordando do breve transe.[...]– Emma, vá buscar a sua hóspede que está no porta-malas. — A vovó Swan pediu a garota.– Vó, Regina é daqui mesmo? E como assim Mary e ela eram como chicletes?– Querida, está tarde, outro dia lhe conto esta história. — A senhora estranhamente bocejou, indicando sono para quem quisesse, coisa que há minutos atrás não havia.– Vai dormir vovó. Amanhã conversamos. — Decidiu não pressionar. — Vovó, o vovô ...– Não me diga Emma, por favor, conversaremos tudo amanhã.A senhora se dirigia as escadas da sala. Iria tomar rumo de sua cama. Sua neta se dirigia em direção da porta. O telefone tocou. Como sempre fizera, naturalmente tomou o telefone que no gancho estava e colocou no ouvido.– Você tem uma ligação do presid...– Não permitiu que continuasse, era Mary.– Mas que merda. — Dera graças aos céus que o pequeno Bae não estava na sala.Saiu irritada da cozinha e estava decidida sair de casa, mas se lembrou da garota no porta malas. Nada delicada saíra da casa e abriu o porta-malas, mas sabia que sua raiva pessoal não teria sentido ser descontada em uma garota, mesmo sendo quem fosse.– Acorda. — Tentou ser paciente, mas a garota estava desacordada.A chuva se iniciara naquele momento. Todas as forças do mundo estavam conspirando contra a paciência dela. Puxou a garota pelos ombros para fora do carro, a mesma acordara no susto. Quando caiu no chão gemeu pela dor que sentiu em seus ombros por ter caído com todo seu peso. Não conseguia falar pois estava amordaçada. Emma acabara de descontar sem querer sua frustração em uma garota que mesmo sendo uma grandessíssima filha da puta, não deixava de ser "inocente" em seu caso.
– Me desculpa. — Estava se desculpando muito ultimamente.Puxou a garota para o alto, fechou o porta-malas antes que molhasse mais com a chuva que estava intensificando cada vez mais. Levou a mesma nos ombros para dentro de sua casa.– Digamos que eu esteja boazinha, hoje permitirei que durma aqui dentro. — Pegou seu canivete do bolso traseiro da calça jeans.– hunf! hunf!– Só isso que era dito com aquele negócio na boca.– Vou tirar isso, cala a boca. Se gritar, e vou fazer você engolir minhas meias. — Estava com a faca na garganta dela. — Eu garanto que elas não tem gosto e nem cheiro muito agradáveis.O que podia ver nas feições da moça agora eram o nojo que ela devia estar sentindo. A morena de olhos verdes cortou o pano.– Ja sabe garota. — Emma apontou para os seus pés com sapatos molhados. — E ainda vai comer meias molhadas.A garota fez cara de ânsia, a agente se divertia com aquilo.[...]Agora podia ir dormir, a garota já estava na cama dela...– Quem será a essa hora? — Perguntou ao escutar batidas leves na porta. — Já vou indo. — Como estava em dúvida de quem poderia ser a aquela hora pegou sua arma.Aproximou-se da porta e olhou pelo olho mágico. No mesmo instante que viu, já foi logo relaxando.– Saudades gata...?Bom, parecia que não ia dormir tão cedo.
Notas finais
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